PS, PSD e CDS-PP vivem num «mundo sigiloso»


Líder do Bloco de Esquerda diz que se dedicam a discutir quem faz governo com quem, em vez de apresentarem propostas sobre educação ou emprego

O líder do Bloco de Esquerda acusou esta quarta-feira PS, PSD e CDS-PP de viverem num «mundo sigiloso» em que se dedicam a discutir quem faz governo com quem, em vez de apresentarem propostas sobre educação ou emprego, escreve a Lusa.

Durante uma visita ao Agrupamento de Escolas Luís António Verney, no bairro da Madre de Deus, em Lisboa, Francisco Louçã qualificou a pré-campanha eleitoral como «estranha», referindo-se aos partidos que «subscreveram» o acordo de ajuda externa com a troika.

«Vivem numa espécie de mundo sigiloso, em que se dedicam a discutir quem é que faz governo, com quem, contra quem, de que forma, através de que conflitos, mas nunca apresentam uma proposta. Não têm nenhuma ideia para apresentar ao país, nem sobre educação, nem sobre emprego, sobre segurança social silêncio absoluto, nem sobre nenhuma questão que tenha a ver com a vida das pessoas», afirmou o líder dos bloquistas.

Para Francisco Louçã, os cortes previstos no acordo para a área da Educação, de 195 milhões de euros, no próximo ano, são «cegos e desastrosos», numa altura em que o país precisa de ultrapassar o «enorme défice» que é o abandono escolar.

Nesse sentido, o Bloco de Esquerda propõe a «multiplicação» das equipas multidisciplinares, constituídas por professores, psicólogos, mediadores socioculturais e técnicos de serviço social, como forma de combater o abandono e o insucesso escolar.

«Ter equipas de combate ao abandono escolar nas escolas onde os alunos vivem situações mais difíceis e por isso têm menos tradição de aprendizagem na sua própria família é uma prioridade para o país», afirmou.

Durante a visita, Francisco Louçã verificou, na companhia do director do estabelecimento de ensino, as condições degradadas a que alunos e professores são sujeitos: numa sala onde ocorrem aulas de música há vidros partidos, uma porta de madeira a servir de janela, tacos de madeira do chão soltos, além de chover no seu interior.

A propósito do programa de requalificação das escolas, Francisco Louçã reconheceu que é «muito importante» a reabilitação, mas defendeu que os estabelecimentos de ensino com mais dificuldades e que enfrentem «situações sociais mais difíceis» devem ser «prioridade».

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