Rehn: Países da Europa central e do norte “cansados” de apoiar resgates , e nós fartos de agiotagem e de compadrios para com os donos da banca


O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários disse esta quinta-feira que o apoio aos resgates, por parte dos países do Norte e do Centro da Europa, está a desvanecer-se.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários admitiu hoje que países da Europa Central e do Norte – alguns dos maiores contribuintes dos pacotes de ajuda – estão a começar a ficar cansados de apoiar os resgates aos países em dificuldades. “Nós temos uma espécie de fadiga na Europa Central e do Norte – na Alemanha, na Finlândia, na Holanda, e em outros países – enquanto temos uma espécie de cansaço de reformas em alguns países da Europa do Sul”, adiantou Olli Rehn citado pela Bloomberg.

“A nossa principal tarefa é agora perceber como podemos criar pontes entre estas visões políticas distintas dentro da Europa” para que “não estejamos a debater-nos com numerosas linhas vermelhas que tornam as decisões impossíveis em tempos de crise”, acrescentou o responsável europeu, citado pela mesma fonte.

O comissário salientou ainda que até agora tem sido possível tomar decisões “nos momentos críticos” mas isso não pode ser tomado como garantido para o futuro.

O “cansaço” que fala o comissário europeu surge depois de, no espaço de um ano, a Zona Euro ter resgatado três países. Se, por um lado, no caso da Irlanda os últimos dados dão conta que o acordo estabelecido com a troika está a ser cumprido, e a segunda “tranche”- no valor de 3 mil milhões de euros – foi desbloqueada, no caso da Grécia não se pode considerar o mesmo.

Atenas enfrenta ainda sérias dificuldades e anunciou recentemente um novo plano de austeridade que, contará também, com um plano de privatizações. A população saiu à rua para contestar este novo “aperto” naquela que foi a segunda greve geral de 2011. Dada a situação helénica, alguns responsáveis da Zona Euro já admitem uma “reestruturação ligeira” da dívida de Atenas e assumem como difícil que o país consiga ir aos mercados financeiros no próximo ano para se financiar, como estava previsto no pacote de ajuda financeira estabelecido em Maio do ano passado.

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