Louçã fecha torneira da privatização das águas


O segundo dia de campanha arranca sob o signo do ambiente, com Francisco Louçã a recusar a privatização da Águas de Portugal e a pedir a “proteção de um bem público”, a água.

O plano inicial era começar o dia em Tróia. Mas de véspera o programa foi alterado.

Em vez do azul do oceano e do cheiro a maresia, a manhã do Bloco de Esquerda foi passada na Valorsul (estação de tratamento de resíduos sólidos urbanos, na Bobadela, nos arredores de Lisboa), sob um sol quente.

Mais abafado mesmo só no interior das instalações, quando elas foram percorridas e se visitou a incineradora.

Aos jornalistas, já no exterior, Francisco Louça realçou a importância da Valorsul, uma das grandes empresas de tratamento de resíduos urbanos, que anualmente trata e valoriza cerca de um milhão de toneladas de lixo.

A ação de campanha foi agendada à luz da “temática ambiental”, mas depressa se percebeu o dado que o Bloco queria lançar para discussão: a privatização da Águas de Portugal (AdP), uma proposta do programa do PSD, que o BE rejeita em defesa

de um “bem público”.

Não repetir erros

Lembrando que a Valorsul faz parte do grupo Águas de Portugal, o coordenador do Bloco afirmou: “O problema central dos próximos anos é saber se se aceita a privatização da AdP e, por arrastamento, do tratamento dos resíduos”.

De seguida, salientou que, com exceção da Inglaterra, nenhum país privatizou o sector das águas. E citou o caso de duas cidades (Paris e Londres, “do tamanho de Portugal”) que avançaram para a privatização, mas depois recuaram, para uma remunicipalização.

Louçã diz que privatizar as águas seria “seguir os piores erros, como José Sócrates propunha há uns anos e Pedro Passos Coelho propõe agora”.

De Passos a Sócrates

Como recordou Louçã no final da iniciativa, além da proposta figurar no programa do PSD, a mesma ideia esteve há uma década nos espíritos de José Sócrates, quando era ministro do Ambiente, e de Mário Lino, então à frente da AdP.

Mas a sombra tutelar do líder do PS esteve nesta manhã presente logo desde o início da visita.

Com efeito, junto à porta por onde entraram Louçã, a sua comitiva e jornalistas está uma placa que presta tributo ao ministro do Ambiente que inaugurou a estação da Valorsul. A fita foi cortada por Sócrates, em 14 de fevereiro de 2000.

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