PS, PSD e CDS propõem “comissão administrativa” para o país, diz BE


Francisco Louçã acusou esta quinta-feira à noite PS, PSD e CDS de proporem uma “comissão administrativa” para gerir os destinos do país, em vez de um Governo.

O líder do Bloco de Esquerda (BE) falava num comício no auditório Incrível Almadense, em Almada. E acusava os “partidos da troika” – PS, PSD e CDS – de não irem “deixar pedra sobre pedra” e de conduzirem Portugal à bancarrota.

“Eles não escondem, dizem que o resultado desta política é mesmo a destruição da economia”, acusou o bloquista, referindo-se aos cortes nas pensões e nos salários, mas também às reduções na saúde e na educação.

“Sócrates nunca falará numa proposta”, afirmou, porque não tem “uma ideia” para o país. “Não o ouviremos dizer uma palavra” sobre saúde, Segurança Social ou investimento público”, acrescentou Francisco Louçã.

Continuando a fazer do primeiro-ministro o alvo das suas críticas, num dia passado no distrito de Setúbal, Louçã tinha também um recado para Paulo Portas. O coordenador do Bloco criticou o líder do CDS, que “assina o que não lê ou não se preocupa muito com aquilo que assina”, já que agora se insurge contra as privatizações, quando antes assinou um acordo que as prevê.

«Não se atreva a direita a fazer joguinhos políticos a partir do desrespeito em relação às pessoas», disse.

Segundo o coordenador do BE «a campanha estava quase vazia» mas «hoje alguma coisa se discutiu», apesar de ser «uma nuvem passageira» que vai logo desaparecer.

«Paulo Portas veio dizer que estava preocupado – vejam só, não tenho dúvidas nenhumas, preocupação sincera, profunda – com a fúria privatizadora que existe em Portugal», disse o bloquista, ironicamente.

E foi aí que Louçã utilizou o seu iPad para ler aquilo que figura na página 14, no ponto 3.31 «do memorando que Paulo Portas assinou: o Governo acelerará o programa de privatizações».

«Fúria privatizadora. Das duas, uma: ou o Dr. Paulo Portas assina o que não lê ou não se preocupa muito com aquilo que assina», criticou.

Mas o cabeça de lista por Lisboa disse perceber «porque é que a direita e o Governo não querem discutir este programa» e por isso «vai fazer-lhes um favor que é passar a ler todos os dias, sempre que for necessário, um trecho do programa que eles assinaram os três».

«Porque é bom que eles ouçam qualquer coisa e que nós saibamos o que é que eles estão a propor, o que é que querem fazer no dia 6 de Junho», sublinhou.

Perante a plateia, Louçã aproveitou para contar uma história. Falou então de um “velho contrabandista de porcos” que, mandado parar na fronteira, disse que não transportava mercadoria. Mas um “bicho” estava lá dentro. E rematou: “É mesmo assim que estão estes políticos. Quando lhe perguntamos pelo programa é ‘credo, um bicho’”!

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