Portugal, século XXI: há escravos levados das Beiras para Espanha


A quinta de Iscar, Valladolid

As pessoas arregimentadas em Portugal para trabalharem na agricultura espanhola chegavam de carro. Tó Zé, de 35 anos, entregava-os ao cuidado dos pais, Francisco José Maria, de 68, e Maria Clotilde Fortunato, de 69. Eram estes quem lhes mostravam a futura residência em Iscar, Valladolid.

“Ali chegados, aos trabalhadores eram-lhes retirados todos os documentos de identificação, pelos arguidos, e instalados num armazém, que servia de galinheiro, onde havia galinhas e pombos, sem quaisquer condições de higiene e salubridade”, diz o texto da sentença.

A descrição do local e do que espera as pessoas para ali levadas piora nas linhas seguintes: “Dormiam em velhos colchões retirados do lixo, no chão, sendo presos pelos pulsos, por uma corrente de ferro e cadeado, todos aqueles que os arguidos António, Francisco e Maria suspeitassem que pretendiam fugir, sendo ainda o armazém fechado pelos mesmos arguidos, para que nenhum daqueles trabalhadores pudesse sair”.

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