BE. “Nem as contas públicas a troika e o Governo conseguem pôr em dia”


O deputado do Bloco de Esquerda João Semedo disse hoje que “nem as contas públicas a ‘troika’ e o Governo conseguem pôr em dia”, reagindo ao défice orçamental no primeiro semestre calculado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental.

O défice orçamental no primeiro semestre de 2012 ter-se-á situado nos 6,9 por cento em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas, calcula a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, que alerta ainda para os habituais agravamentos no último trimestre do ano.

À margem do fórum Socialismo 2012, que até domingo decorre em Santa Maria da Feira, João Semedo foi questionado pelos jornalistas sobre estes números, considerando que significam “que esta política não resolve os problemas do país, não resolve a crise, nem sequer é uma política capaz de equilibrar as contas públicas”.

“O país está mais pobre, está mais endividado, enquanto o desenvolvimento económico não se verificar, enquanto não houver investimento público, enquanto não houver uma política que aposte nos rendimentos do trabalho, que valorize quem trabalhe, que crie condições para que o consumo possa crescer, é evidente que esta política terá sempre este resultado. Nem as contas públicas a ‘troika’ e o Governo conseguem pôr em dia”, criticou.

João Semedo disse ainda que “o Bloco de Esquerda não tem nenhuma expectativa que qualquer boa solução saia de qualquer avaliação ou reunião com a ‘troika’”.

“Este é o programa da ‘troika’ e do Governo de Pedro Passos Coelho. Não temos nenhuma expectativa que a ‘troika’ corrija seja o que for da sua política”, sublinhou.

Questionado se o Bloco de Esquerda não aplaudirá um possível alargamento do prazo do programa de ajuda financeira, o bloquista respondeu que “o problema desta política não é uma questão de prazo”.

“Esta política, independentemente do tempo da sua execução, condena o país a esta situação. É preciso mudar de política, é preciso uma outra alternativa que aposte no trabalho, que aposte na económica. Sem isso Portugal continuará na crise”, sustentou.

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