Esquerda com moção única de rejeição ao governo


Se fossem apresentadas três moções de rejeição, a aprovação da primeira prejudicaria a votação das outras duas. Daí um só texto

A hipótese está de facto em cima da mesa: em vez de três moções de rejeição ao programa de governo que Passos Coelho apresentará na Assembleia da República (provavelmente já na próxima semana), a esquerda poderá unir-se numa só.

Um ato que simbolizaria a unidade das três formações envolvidas – PS, BE e PCP – e que resolveria um problema prático: se forem apresentadas três, a primeira a ser aprovada impedirá a votação das outras duas (porque a partir da aprovação da primeira moção o programa de governo já estará rejeitado, sendo absurdo voltar a fazê-lo).

Outra hipótese em cima da mesa é que essa moção única de rejeição contenha já em si no seu texto o pronuncio do que será um programa de governação das esquerdas. Esse programa está a ser negociado e haverá antes um acordo por escrito que o consubstanciará, sendo possível que haja uma cerimónia pública de assinatura.

Ontem, após a eleição de Ferro Rodrigues para presidente da Assembleia da República (AR), António Costa vaticinou o fim do ciclo PSD-CDS. “Essa maioria acabou no dia 4 de outubro e hoje ficou bem claro que essa maioria acabou”, afirmou o secretário-geral do PS, salientando que a votação mostrou “de forma inequívoca que a vontade maioritária que os portugueses expressaram nas urnas tem também representação aqui na Assembleia da República”.

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