Rafael Marques: Angola não conseguiu comprar silêncio da sociedade portuguesa


Jornalista e ativista angolano saudou o facto de em Portugal, onde os angolanos “compraram os meios de comunicação social e os meios políticos, e esperavam que a sociedade se mantivesse silenciosa”, se ter formado “uma onda de solidariedade extremamente importante”, em relação a Luaty Beirão e aos seus companheiros detidos em Angola.

Para Rafael Marques, que participou este sábado no Folio – Festival Literário Internacional, que decorre em Óbidos até domingo, “esta situação só pode ter um desfecho: um Presidente que está há 36 anos no poder tem de sair”.

O jornalista e ativista angolano sublinhou a importância dos portugueses na denúncia do caso dos ativistas presos em Angola e afirmou que, com esta causa, Luaty Beirão e os seus companheiros “conseguiram fazer o que nestes anos ninguém conseguiu fazer – mobilizar a comunidade internacional.

“Não podemos perder mais uma vida”, frisou, avançando que pediu ao rapper Luaty Beirão que termine a greve da fome.

Rafael Marques lembrou, por outro lado, que este não é o único atropelo aos direitos humanos no país que tem “há 40 anos o mesmo partido no Governo e há 36 anos o mesmo presidente”, defendendo que Angola “precisa de liberdade de expressão para que as pessoas possam discutir todas estas questões” e mudar o rumo do país que “seguiu o pior exemplo das leis portuguesas”.

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