“Estamos a fazer um esforço para não estarmos condenados” à Direita


Catarina Martins (BE) acusou em Coimbra Passos Coelho de mentir

“Estamos a fazer um esforço claro para não estarmos condenados a uma direita que está a destruir o país. Os passos dados até hoje reforçam as condições de alternância de Governo estável em Portugal”, sublinhou a dirigente bloquista.

Catarina Martins, que falava na sessão pública “A força da esperança”, para debater a atual situação política, salientou que está a ser feito um “esforço sério e difícil para convergência” e que o BE tem “mantido um esforço negocial determinado”.

A dirigente bloquista frisou que a convergência entre os partidos da esquerda visa “formar uma maioria que trave a destruição do Estado social e do empobrecimento”.

“Temos três balizas: a recuperação de rendimentos, garantir a proteção do Estado social e travar a entrega de setores estratégicos a privados”, sublinhou Catarina Martins,

Salientando que o partido não abandonou o seu programa, a coordenadora do BE explicou que, neste processo, não estão em cima da mesa todas as suas propostas, mas sim um “esforço claro para [o povo] não estar condenado a uma direita que está a destruir o país”.

O deputado José Manuel Pureza, eleito pelo círculo de Coimbra, que ocupa uma das vice-presidências da Assembleia da República, acrescentou que se trata de uma negociação política “com base na relação de forças”.

“As nossas bandeiras não irão todas a bom porto, pois nós só tivemos 10% dos votos”, disse perante mais de 50 pessoas que enchiam o auditório do Museu de Santa Clara-a-Velha, salientando que a solução que “temos vindo a trabalhar tem muitos constrangimentos”.

José Manuel Pureza acusou ainda o Presidente da República de se comportar como uma força de bloqueio e de ser o principal polo de instabilidade do sistema político, que tem ensaiado todas as “tentativas ao seu alcance para consolidar e afirmar o arco da austeridade”.

“Cavaco Silva disse hoje que sem um Governo estável o país pode ser ingovernável. Tem razão! E temos a expetativa que haja um acordo que dê ao país uma solução política alternativa dotada de estabilidade”, afirmou.

“Apetece-nos dizer uma frase que o autor tão bem conhece: deixem-nos trabalhar”, ironizou o deputado.

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