Direita prepara 25 de Novembro


Direita prepara 25 de Novembro

Com a aproximação entre PS e PCP, os 40 anos do 25 de Novembro ganham relevância política. A direita já o percebeu e não vai deixar passar a data em branco.

Para já, as conversas fazem-se entre as bases de PSD e CDS e alguns movimentos católicos. Estiveram todos na manifestação de apoio ao Governo de Passos, na terça-feira em frente ao Parlamento e começaram a discutir ideias para assinalar a data.

Desde aí, as conversas têm prosseguido nas redes sociais e está em aberto a possibilidade de uma manifestação no dia 25 de novembro.

Por ser uma quarta-feira, a dificuldade será a mobilização. O SOL sabe que se está neste momento a discutir ainda se a manifestação deverá decorrer à hora de almoço, como a desta semana, ou ao final da tarde para garantir que estará mais gente na rua.

Esta terça-feira, os manifestantes não passaram das quatro centenas e começaram a desmobilizar logo após o fim da hora de almoço, por volta das 15h. Ficou claro que não será o melhor momento para fazer uma grande manifestação, sobretudo sem ter o apoio formal dos partidos.

É que, para já, PSD e CDS querem evitar qualquer movimentação que possa ser lida como uma radicalização. E foi por isso que foi só depois de muita insistência de alguns militantes na organização do protesto que Passos e Portas foram acenar à varanda do Parlamento e que Luís Montenegro e Nuno Magalhães foram cumprimentar quem se manifestava na rua.

Durante a preparação do protesto, a ordem da direção de Passos tinha sido para no PSD as estruturas se absterem de ajudar à organização, podendo os militantes participar apenas a título individual e evitando a colagem partidária.
25 de Novembro na Assembleia?

Mais incómodo do que uma manifestação para evocar a data em que um golpe militar associado à esquerda foi travado por Ramalho Eanes, seria uma evocação oficial na Assembleia, que obrigasse PS e PCP a tomar posição sobre uma data histórica em relação à qual estão em barricadas opostas.

Isso mesmo chegou a ser equacionado numa conferência de líderes na semana passada, quando PSD e CDS apresentaram uma proposta para celebrar o dia no Parlamento.

“O 25 de Abril deu-nos a liberdade, o 25 de Novembro confirmou -a perante ameaças de regimes totalitários “, disse na altura o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, que defendeu a importância de assinalar os 40 anos que se celebram sobre essa data.

margarida.davim@sol.pt

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