PS acusa Portas de tentar enganar portugueses e criar medo internacionalmente


“Este tipo de comportamentos são lamentáveis”, acusou João Galamba, referindo-se às declarações de Portas nas jornadas “Portugal – Caminhos de Futuro”

O vice-presidente da bancada parlamentar do PS João Galamba acusou hoje o vice-primeiro-ministro Paulo Portas de tentar enganar os portugueses relativamente às propostas socialistas, referindo também que não gostaria de o ver “tentar criar medo para o exterior”.

“O doutor Paulo Portas veio mais uma vez tentar fazer um número e enganar os portugueses quanto ao impacto das propostas do Partido Socialista, apoiadas pelos partidos à sua esquerda, dando a ideia de que a esquerda devia corar de vergonha porque na realidade, alega Paulo Portas, os pensionistas mais pobres tiveram aumentos maiores com a coligação do que vão ter com os partidos à esquerda. Isto é falso”, afirmou João Galamba à Lusa.

O deputado socialista vincou também esperar não ver “Paulo Portas na figura de incendiário, tentando criar medo para o exterior”, após o líder do CDS-PP se ter mostrado, na quarta-feira, preocupado com a visão internacional de que o Governo está dependente de reuniões do comité central comunista.

Para João Galamba “isso seria uma enorme irresponsabilidade” e “profundamente antipatriótico da parte do doutor Portas estar ele próprio a criar uma imagem negativa do país com um único objetivo de servir de ingrediente para a luta política”.

“Não lhe fica bem, releva total ausência de Estado e não corresponde à imagem que o doutor Paulo Portas tem de si próprio, que é de um patriota, portanto este tipo de comportamentos são lamentáveis”, salientou, acrescentando que o vice-primeiro-ministro “devia ter a responsabilidade de não ser um indutor de pânico que não tem fundamento”.

Segundo João Galamba, “neste momento aquilo que interessa para o país e para o exterior é o programa de Governo que irá ser executado, e esse programa de Governo cumpre os compromissos internacionais e permite responder às aspirações legítimas da generalidade dos portugueses”.

O deputado acusa ainda o vice-primeiro-ministro de dar “a entender que aumentou o rendimento dos pensionistas mais pobres, quando na verdade aumentou cerca de 10 euros mas cortou 20 euros no complemento solidário para idosos”.

“Os pensionistas mais pobres, ao contrário do que disse o doutor Paulo Portas, não ficam pior, ficam melhor e quem devia corar de vergonha é o doutor Paulo Portas por aquilo que fez ao rendimento, sobretudo dos pensionistas mais pobres dos pobres, que são pessoas que têm a pensão mínima e, por não terem outra fonte de rendimento têm o complemento solidário para idosos”, vincou João Galamba, respondendo assim à acusação de Portas de que PCP e BE “deviam corar de vergonha” por um aumento de 0,3% das pensões mínimas.

O Partido Socialista pretende “descongelar a regra de atualização de pensões que foi suspensa por Governo”, assim como “recuperar os cortes feitos por Paulo Portas nos últimos quatro anos no complemento solidário para idosos”.

O resultado final das duas medidas, na opinião de Galamba, “é substantivamente mais elevado do que qualquer proposta feita pela coligação ou que venha a ser apresentada pela coligação”.

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