Oito terroristas mortos nos ataques de Paris após atentados que mataram mais de 140 pessoas


Cinco dos terroristas mortos acionaram cintos de explosivos, três dos quais na sala de espetáculos Bataclan, onde um quarto foi abatido pela polícia,

As vitimas foram mais de 140 e este número ainda pode aumentar mas a contagem já chegou ao fim no que respeita aos terroristas: no total foram oito os homens que na noite de sexta-feira, 13, protagonizaram os ataques de Paris e todos eles morreram, de acordo com fontes oficiais.

Três terroristas detonaram os cintos de explosivos que traziam junto ao Estádio de França, outros três fizeram-se explodir no Bataclan, onde um quarto foi morto a tiro pela polícia, e o último detonou-se no Boulevard Voltaire, segundo a AFP. É a primeira vez que há registo de ação de terroristas suicidas em França.

Os ataques de ontem culminaram com a polícia francesa a investir, ao fim da noite de sexta-feira, contra a casa de espetáculos Bataclan, em Paris, com vista a libertar a centena de reféns que lá se encontravam. Cerca da meia noite (hora de Lisboa, mais uma hora em França) a operação foi dada como concluída.

A agência AFP, citando fonte policial, adianta ainda que cerca de 100 pessoas acabaram também por perder a vida nesta histórica sala de espetáculos. A este número soma-se os pelo menos 42 mortos que tinham já sido registados antes da ação policial.

O presidente francês, François Hollande, assegurou junto ao Bataclan que França “não terá piedade” dos terroristas. O país “não se deixará impressionar diante do sucedido” e vai manter-se unido, acrescentou, depois de ter presidido a um conselho de ministros no Ministério do Interior. Mais cedo, já declarara o estado de emergência e anunciara o retomar dos controlos fronteiriços para impedir eventuais fugas.

Pouco depois do início dos atentados a polícia francesa revira o número de mortos para 42, sendo já então expectável que esse número aumentasse – alguns media falaram em 60 (sem contabilizar os mortos no Bataclan). As autoridades pediram aos parisienses para que não saíssem de casa e foi ativado do “plano alfa” de segurança, que coloca todos os organismos públicos em alerta máximo.

O serviço do Metropolitano de Paris foi interrompido por questões de segurança logo após os primeiros ataques, anunciou a Prefeitura de Paris.

Polícia em cenário de pesadelo

O ataque policial ao Bataclan foi presenciado por pessoas no local, que falaram em “quatro enormes detonações”.

Um jornalista da televisão Europe1, Julien Pearce, estava no interior do Bataclan quando o incidente aconteceu e conseguiu ainda relatar através das redes sociais o pesadelo vivido: “Vários indivíduos armados entraram em pleno concerto. Dois ou três indivíduos sem máscaras entraram com armas automáticas tipo Kalashnikov e começaram a disparar sobre a multidão. Foi extremamente violento e gerou o pânico. Os assaltantes tiveram tempo de recarregar pelo menos três vezes. Não tinham máscaras, eram muito jovens”.

Outro testemunho afirma que um dos atiradores mencionou a Síria.

Jornalista do Le Figaro deu conta que pelas 21:50 (22:50 em França) ainda havia polícia especializada a chegar à zona do Bataclan.

Segundo o jornal Libération, que tinha um jornalista no local, na esplanada do restaurante foram disparados várias dezenas de tiros com arma automática e pelo menos quatro pessoas terão morrido, tendo muitas outras ficado feridas. A mesma fonte avançou que eram dois os atiradores.

Próximo do centro de espetáculos Bataclan, onde decorria um concerto de heavy metal, testemunhas falaram em cinco atiradores. Concluiu-se depois que quatro terroristas entraram na sala de espetáculos, a disparar indiscriminadamente e barricando-se depois com mais de 100 pessoas no interior. A polícia começou por tratar o caso como uma situação de reféns, mas rapidamente decidiu avançar.

Hollande estava no estádio

Foram três ataques decorridos em pouco tempo perto do Estádio de França, onde jogavam as seleções francesa e alemã num jogo particular. As explosões levaram a que as autoridades retirassem de emergência o Presidente François Hollande, que assistia ao jogo.

Uma das explosões foi ouvida no estádio e captada por alguns espectadores que partilharam o momento nas redes sociais:

Paris preparava-se para receber muitos líderes mundiais no final do mês para a cimeira do clima.

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