Pinguim viaja 3 mil km para reencontrar homem que o salvou

 

João Pereira de Souza, um brasileiro reformado de 70 anos, evitou que um pinguim-de-magalhães morresse encharcado com óleo, em 2011, numa praia da comunidade de Provetá, na Ilha Grande, Rio de Janeiro, Brasil. Limpou o animal, deu-lhe água, comida e baptizou-o de ‘Jinjing’. A ave não quis regressar ao mar e todos os anos viaja três mil quilómetros para reencontrar o homem que a salvou. Durante oito meses por ano, ‘Jinjing’ está com João de Souza, mas nos restantes quatro – entre fevereiro e junho – vai até à terra natal, a Patagónia, na Argentina, que fica a cerca de três mil quilómetros de distância da comunidade de Provetá. “Quando ele regressa parece estar sempre muito feliz por me ver”, contou João de Souza ao site The Wall Street Journal. Por sua vez, o administrador da comunidade, Carlos Eduardo Arantes, afirmou que o pinguim já “é a mascote da aldeia”.

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Putin culpa OTAN pelo desaparecimento da Líbia como Estado

Desde a queda de Muammar al-Gaddafi, a Líbia se encontra dividida e mergulhada no caos, tendo que lutar ainda contra o fortalecimento do Estado Islâmico no país

A destruição da Líbia como Estado é resultado da intervenção militar da OTAN em2011, declarou o Presidente Vladimir Putin.

“É claro que o que ocorre atualmente na Líbia é uma consequência direta da catástrofe econômica e social e dos incessantes ataques de grupos radicais. Não há dúvida de que somos testemunhas de uma verdadeira desintegração da Líbia como Estado, que é resultado da intervenção militar de 2011”, disse Putin em entrevista coletiva após seu encontro com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

O líder russo afirmou ainda que Moscou apoia uma solução exclusivamente pacífica para o conflito líbio, com participação de atores regionais e organizações internacionais.

A Chancelaria da Rússia expressou seguidas vezes que a situação atual na Líbia é outra amostra de que o discurso ocidental sobre os direitos humanos e os valores democráticos não passam de uma cortina de fumaça para ocultar sua estratégia agressiva em relação a outros países.

Depois da queda do regime de Muammar al-Gaddafi, em 2011, a Líbia segue em uma profunda crise política. Há, no país, várias milícias regionais e tribais que, em algumas regiões, contam com armamentos melhores do que a polícia local.

A Líbia vive numa dualidade de poder: por um lado, o Parlamento eleito nas eleições gerais, com sede em Tobruk, e o governo de transição dirigido por Abdullah al-Thani; por outro, o Congresso Geral da Nação de tendência islâmica, com sede em Trípoli, e o primeiro-ministro eleito por esse congresso, Omar al-Hasi.

Várias regiões da Líbia não estão sob controle dessas autoridades centrais, e entre os muitos grupos armados em atuação no país, alguns juraram fidelidade ao Estado Islâmico, que controla territórios consideráveis na Síria e no Iraque e realiza execuções públicas de reféns.