Zeitgeist Addendum (Legendado) 9-10/12


Publicado por lucask8nunes

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A Revolução é Agora

O País onde tudo era indiferente

O País onde tudo era indiferente

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Há uma análise de Laura “Bouche” que é recorrente, nos jantares em que estamos em comum. É a imagem da Feira da Ladra, lugar que raramente frequento, mas que ele, “Laura”, adora.
Parece ser sistemático, todos os Sábados, um estendal de vendas ilegais: chega a Polícia, enrolam tudo nos cobertores, põem-se a disfarçar, e, mal a Polícia vira costas, volta tudo ao mesmo. Pelo que me foi dito, isto não acontece uma, mas todas as vezes necessárias, até que a Polícia se canse, e o ciclo volte a ter lugar no fim de semana seguinte. Isto dura há muitos anos, mais propriamente, se tomarmos 1143 como referência, dura há 865 anos, embora, se relembrarmos Sertório, César e Plutarco, a coisa seja substancialmente mais antiga.
Portugal é o país do faz de conta que nada aconteceu.
Houve um mar de incêndios, e puseram-se todos a assobiar para o ar; saíram para a rua 100 000 Professores, e, no dia seguinte, estava tudo na mesma; houve o “Casa Pia” e toda a gente acha agora natural ir pagar cento e tal mil euros a um gajo praticamente desconhecido, até ser preso; um Primeiro-Ministro estrangeiro insinua que o Tratado de Lisboa só será assinado se ignorarmos a “Maddie”, e… e… por que não?… Aumentam as idades de reforma e diminuem os salários, e os Portugueses não perecebem que isso lhes diz respeito; Sampaio deu um Golpe de Estado Constitucional e toda a gente achou que era porque o Primeiro-Ministro só andava em festas com gajas, e puseram lá um que falsificou um percurso académico, acto no qual a maioria da população se reviu: tínhamos, finalmente, um “Prime” com olho, e podemos, e vamos recuando, até quando os Fundos Estruturais foram desviados, e toda a gente enrolou o cobertor mental; houve o 25 de Abril, e os juízes não perceberam e os Portugueses ainda perceberam menos que os juízes não tinham percebido; houve o Salazar, e ninguém se deu conta de que esse tipo de Regime já só sobrevivia na Ibéria; mataram um Rei e toda a gente achou que era porque a mulher era lésbica; vieram os Franceses, e fomos para o Rio, para poder fingir que não era nada connosco; a Inquisição queimava uns gajos, mas desde que não fôssemos nós, era mais ou menos indiferente, e poderíamos retroceder até Neanderthal, quando um dia chegaram os Cro-Magnon, e os Neanderthal pensaram que não era nada com eles, enrolaram os cobertores, como na Feira da Ladra, e esperaram que passassem.
A “Rentrée” Política, este ano, correu ao nível do estado do País. Pessoalmente, embora não queira que se aflijam, ando com uma premonição muito semelhante à que antecedeu o 11 de Setembro: sinto que qualquer coisa está para acontecer, embora não consiga precisar o quê, nem quando. No dia em que os aviões atiraram as Torres abaixo, a primeira coisa que senti, dentro de mim, foi a sensação do “ah, afinal, era isto…”, mas não vamos por aí. O P.S reentrou com o Escândalo do Pedroso; o Aníbal reentrou enrolando o cobertor dele, e fingindo que não tinham passado, sobre o seu mofo Presidencial, quase 40 anos de Democracia; a Ferreira Leite arrastou o P.S.D. para um marasmo tal que parecia a Gertrudes Thomaz, a inaugurar um chá de caridade da Acção Nacional Popular; Louçã berra, até que dêem ao Rosas a Pasta da Cultura e à Ana Drago a do Ambiente; a 4ª Classe de Jerónimo não lhe permite ver que o cenário mudou, ao ponto do seu discurso ter a força de um número de teatro de revista, muito batido. Sobra Portas, e Portas veio com a ilusão de que ainda estávamos a querer fazer Política a sério.
Respeito em Portas o tipo que fez a vida negra ao Saloio de Boliqueime, na fase em que ele, e os dele, fizeram desaparecer os Fundos Estruturais, que nos teriam tornado num Estado Europeu, discreto e médio, em vez da presente Cauda da Europa. Após isso, enveredou pela pior coisa que um pensador e orador pode ambicionar, que é o “demi-monde” da Política, onde se cruzam “Majores”, gajos que fazem telefonemas a tentar influenciar os amigalhaços da Justiça para não provocar estragos Políticos, onde Bastonários abrem restaurantes no Alto do Parque de Levar no Cu, com rendas de velhas da Almirante Reis, onde Pintos da Costa gozam com os Tribunais, os processos caducam por promiscuidades jurídico-partidárias, onde há jornalistas de meia-tijela a fingirem que são eternas namoradinhas de Primeiros-Ministros paneleiros, onde se manda matar um gajo que é incómodo, mas também se pode beneficiar de um Jorge Coelho nos ir buscar à esquadra, às quatro da manhã, por causa de um valente broche apanhado com um holofote numa moita…
O discurso de Portas foi alinhado com as Causas Fracturantes do nosso presente desastre, mas esqueceu-se de que os Portugueses, mal ele começasse a falar de Violência, Desemprego, Mentira Tecnológica, irremediável atraso em aplicação de Fundos Comunitários, Inflação, cartelização dos preços, desastre educativo, famílias falidas em estranguladoras hipotecas de casa, enfim, todos os confortos que nos rodeiam, imediatamente os Portugueses enrolariam os seus cobertores da Feira da Ladra, e ficariam à espera de que passasse.
Acontece que não vai passar, vai agravar-se, e todos nós vamos ser enrolados num vórtice cuja profundidade desconheço, mas me anda a despertar as mesmas sensações de premonição e desconforto que antecederam o 11 de Setembro, mas, volto a dizer, prefiro não ir por aí.
Há um monstro à solta, e era previsível: já tínhamos antes escrito que, num país onde não se faz sangue, mas se prefere assobiar para o ar e enrolar o cobertor, a tensão social e a miséria financeira iriam explodir em focos de violência, alastrando, em mancha de óleo, por todos os recantos do País. Fizeram um Código Penal à medida de que a Pedofilia fosse considerada Acto Único, e não crime repetido, e não se voltasse a pôr em prisão preventiva gente respeitável. Muito gostaria eu de que as pessoas se questionassem sobre a pressa de Pedroso se ir, de novo, refugiar na Imunidade Parlamentar… Sabe ele bem por quê, e eu sei que ele sabe que eu também sei…, mas, regressando à Violência, houve um momento em que isso foi, descaradamente, aproveitado politicamente, dado que fazer todos os anos arder Portugal já não pegava: o fogo era sempre longe, nunca dentro das nossas casas, e podíamos enrolar o cobertor, até que passasse, e passava sempre, mal chovesse, sobre hectares de verde pintados, durante décadas, de negro. A solução era, pois, importar para o café da esquina, o balcão do banco da nossa reformazinha, a bomba de gasolina, o jipe da amiga, a porta da MINHA discoteca, o MEDO, para que não se enrolasse o cobertor, e se percebesse que aquilo, afinal, era mesmo para desencadear reacções.
Felizmente, somos um povo prevenido: conseguimos transformar a Morte em Directo em debates dos caciques do costume, e comentários de bancada, ao nível do café e do tasco. O Matriarcado ergueu-se, e já houve umas matronas que resolveram o assunto com o cabo da vassoura, mal lhes apontaram armas de plástico. Etnicamente, também resolvemos o assunto, com “essa porcaria dos ciganos, dos monhés, dos pretos e dos brasileiros…”
Fantástico.
Sucede que a Violência veio para ficar, e, depois de ter servido Herodes e Pilatos, tornou-se autónoma, e já não serve ninguém, e tornou-se nociva a todos os discursos que a invoquem. Até nisso Portas perdeu. Não vale a pena dizer a um Português que ele está a ser assaltado, à mão armada, na estação de serviço, à porta de casa, pelas Finanças, nos Tribunais, nas histerias do Governo e das Oposições: ele imediatamente enrolará o cobertor, soltará a sua discreta eructação, e esperará que passe.
É a sua saloia maneira de recriar a célebre imagem do Quarteto do “Titanic”: felizmente que há Fátima e Futebol, e, de quando em vez, até luar.

Sócrates: O Debate é entre ti e tu Próprio…hipócrita

Imagem daqui

Sócrates quer debater o Código de Trabalho para desfazer “embustes” do PCP e BE 
23.07.2008 – 15h11 Lusa

O primeiro-ministro garantiu hoje que o PCP e o Bloco de Esquerda terão todo o tempo de debate necessário sobre o Código de Trabalho, assegurando que o PS quer debater o diploma para travar a discussão contra os “embustes” da esquerda sectária.

José Sócrates, que falava no encerramento de um colóquio promovido pelo grupo parlamentar do PS sobre a proposta do Governo de Código de Trabalho, sublinhou que o PS “quer o debate” e que “vai estar mobilizado” para ele.

Na sua intervenção, o líder socialista referiu-se por várias vezes indirectamente à contestação movida pela CGTP-IN e pelo PCP em relação ao calendário escolhido pelo PS e pelo Governo para o debate do Código de Trabalho na Assembleia da República, que deverá ser aprovado em plenário do Parlamento logo no início da próxima sessão legislativa, em Setembro. “Querem mais tempo de debate? Terão todo o tempo que quiserem, mas o PS quer centrá-lo nas questões de substância e não no processo. Os argumentos processuais são a desculpa dos fracos”, acusou o primeiro-ministro.