Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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‘Valores socialistas foram totalmente renegados por José Sócrates’, acusa Pureza

O líder da bancada parlamentar do BE, José Manuel Pureza, afirmou hoje que os «valores socialistas foram totalmente renegados pela direcção política de Sócrates» e que «Passos Coelho cada vez que fala do programa do PSD pede imediatamente desculpa».

Na sua primeira aparição na campanha nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, cabeça de lista por Coimbra, condenou a «campanha de nevoeiro» dos grandes partidos, «que acima de tudo procura envolver em névoa a falta de referência aos programas dos partidos».

«Passos Coelho, de cada vez que fala do programa do PSD, pede imediatamente desculpa. Tem sido assim invariavelmente», condenou, referindo-se às prestações sociais para «malandros» e à questão do aborto.

Segundo Pureza, que falava num comício em Santarém, o «Eng. José Sócrates a única coisa que sabe dizer sobre as propostas do Partido Socialista é que está chocado com as propostas do PSD».

«O nevoeiro vai abrir mas sabemos que o que vem a seguir é uma enorme tempestade», disse.

Considerando que «esta campanha eleitoral é sobre calotes e credores», o líder da bancada parlamentar do BE defendeu que o «BPN é o grande calote que nós temos diante de nós».

«Temos que falar com todos os socialistas que estão profundamente desapontados e indignados com um Partido Socialista que está mais à direita do que nunca na sua história, para quem a cultura socialista, os valores socialistas foram totalmente renegados pela direcção política de José Sócrates», enfatizou.

Também o cabeça de lista por Santarém, José Gusmão, afirmou que pedir um empréstimo sabendo que não se pode pagar, «isso sim é comportamento de caloteiro, aquele que tem PS, PSD e CDS».

No almoço no Entroncamento, José Gusmão tinha deixado uma crítica ao facto de Fábio Coentrão ter estado hoje em campanha com José Sócrates, nas Caxinas.

«O PS, a única forma que tem de introduzir alguma coisa de esquerda nesta campanha, é chamando Fábio Coentrão», disse, com tom irónico já que o jogador do Benfica é lateral esquerdo.


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Irlanda. Há três anos em recessão sem fim à vista

O pedido de ajuda entrou no FMI a 21 de Novembro do ano passado. Até agora a situação económica pouco ou nada melhorou

Depois de resistir dois anos, o governo irlandês cedeu à pressão no final de 2010 e entregou ao Fundo Monetário Internacional um pedido de ajuda. Montante inicial do pedido: 85 mil milhões de euros. O Fundo entrou com 22,5 mil milhões, a União Europeia reservou 45 mil milhões e as reservas internacionais da Irlanda completaram o pacote, com 17,5 mil milhões. Em troca, um plano de austeridade ainda mais rigoroso que os anteriores – postos em prática pelo governo, sem sucesso, na tentativa de tirar o país da recessão em que mergulhou em 2008. No ano passado, o défice atingiu uns espectaculares 32% do PIB. Recorde-se que em Outubro o FMI tinha dito que a situação da Irlanda era “diferente” da da Grécia. Pois…

plano O objectivo do plano de austeridade mais duro de sempre, que a Irlanda entregou juntamente com o pedido de ajuda, é diminuir o défice 15 mil milhões de euros até 2014 – ou seja, 9% do produto interno bruto (PIB). Só este ano, a redução terá de ser de 6 mil milhões, se o país cumprir aquilo a que se comprometeu em troca do banho de liquidez dado pela ajuda internacional.

medidas A austeridade foi mais longe do que qualquer irlandês teria suspeitado: o salário mínimo foi reduzido 12% e as pensões, o subsídio de desemprego e o abono de família sofreram um corte de 4%. Houve reduções de 5% nos salários até 30 mil euros por ano e de 8% acima de 125 mil euros. Diminuíram ou foram eliminadas deduções fiscais. Aumentaram os impostos sobre os combustíveis, o tabaco e o álcool. Aos lucros das maiores empresas foi aplicada uma taxa extraordinária de 10% e foram estabelecidas taxas especiais sobre as propriedades.

Resultados O banco central reviu para menos de metade a previsão de crescimento económico para 2011: de 2,4% para 1%. O desemprego atingiu o nível histórico de 13,4%, o triplo do de 2008. Os juros da dívida pública irlandesa, um dos motivos que levaram o país a solicitar o resgate, mantêm-se elevadíssimos, indiferentes à ajuda externa. Os de longo prazo estão nos 10%. A.R.G.


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Grécia. Imagem que o país transmite é desoladora

Cerca de 10% da população está desempregada e os mais velhos fugiram para os campos para sobreviverem aos cortes nas pensões

O pedido de ajuda oficial da Grécia ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira foi apresentado a 23 de Abril de 2010, mas um ano depois o país continue mergulhado numa imensa crise. O desemprego atinge cerca de um milhão e meio dos seus cerca de 11 milhões de habitantes, o produto interno bruto (PIB) caiu 8,9 pontos percentuais e a imagem que o país transmite para o exterior é desoladora: milhares de lojas fecharam portas, o nível de vida dos gregos desceu abruptamente e milhares de reformados fugiram para os campos em consequência do corte nas pensões.

cortes A ajuda externa não atenuou sequer o cenário macroeconómico, que continua negro: para este ano prevê-se uma quebra da riqueza de 2,6%, se a situação na zona euro evoluir como previsto, ou de cerca de 4%, no pior dos cenários. Entretanto, o défice continua nos 7,4% do PIB. Não obstante os cortes nos salários dos trabalhadores dos sectores público e privado, o aumento dos impostos e a eliminação dos subsídios de férias e de Natal, a UE e o FMI continuam a exigir ao governo grego novas medidas de austeridade.

ajuda O pedido de ajuda de Atenas à UE e ao FMI surgiu na sequência de um aumento dos custos da dívida grega, avaliada em Abril do ano passado em 300 mil milhões de euros. A escalada dos juros aconteceu seis meses depois de o executivo chefiado por Papandreou ter tomado posse e ter encontrado um défice de 12,9%, em vez dos 6% oficiais, e uma dívida pública de 115% do PIB.

Em Abril do ano passado, os juros da dívida a dois anos tinham superado os 11%, quase ao nível da do Paquistão, obrigando o primeiro-ministro a recorrer à ajuda europeia, por os considerar incompatíveis com a redução do défice orçamental, que estava quatro vezes acima dos 3% permitidos no Pacto de Estabilidade e Crescimento para a zona euro.

Apesar do apoio europeu, o risco de incumprimento do país mantém-se. Ou seja, não é líquido que a Grécia consiga pagar o que deve e voltar a crescer quando o país regressar aos mercados.

Margarida Bon de Sousa


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O Marialva arrogante

Un antipático contra todos 

El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan. Los gobiernos europeos y las instituciones comunitarias dan por hecho que Portugal no puede salir de la crisis sin asistencia financiera, pero José Sócrates les contradice a todos diciendo que que el país puede superar sus problemas con sus propias fuerzas. Después de ser derrotado en el Parlamento ha presentado su dimisión y ha lanzado a su partido, el socialista, de frente y a toda velocidad contra la oposición liberal-conservadora, esperando que en el último momento un volantazo de buena suerte le permita dar la vuelta a las encuestas y regresar victorioso.


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Os Tachos: Novo assessor de Cavaco é filho de Jaime Gama e delfim de Saldanha Sanches

O nome de João Taborda da Gama pode não dizer nada a ninguém, mas sabendo-se que é filho do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a segunda figura da nação e fundador do PS, pode parecer surpreendente a sua nomeação como assessor político do Presidente da República, Cavaco Silva.

João Gama foi aluno de Saldanha Sanches na Faculdade de Direito de Lisboa, onde se licenciou e completou o mestrado, tendo chegado a assistente. É neste momento professor na Universidade Católica. João Gama e Saldanha Sanches trabalharam juntos nos últimos sete anos. “Se não tivesse sido a morte do José Luís [Saldanha Sanches], continuariam a trabalhar juntos”, afirma ao i Maria José Morgado, viúva de Saldanha Sanches.

A admiração de João Gama pelo fiscalista desaparecido em 2010 está bem patente no livro “Justiça Fiscal”, o último de Saldanha Sanches: “Sabendo da minha colaboração e amizade com o professor Saldanha Sanches, muitas pessoas vinham avisar-me que tivesse cuidado, que era perigoso e traria incómodos estar próximo de uma pessoa assim. Tinham razão. O exemplo do professor Saldanha Sanches é perigoso e não interessa a ninguém. É um perigo, no Portugal de hoje, sabermos que se pode ser reconhecido sem estar comprometido, ser respeitado sem bajular, ser querido criticando, ser escutado dizendo o que ninguém quer ouvir”, pode ler-se na obra.

Aliás, revela a directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, foi João Gama quem escreveu o que Saldanha Sanches, já diminuído pela doença que o vitimou, ditava.

“É como se fosse um filho para mim, e nunca esquecerei o apoio que deu ao meu marido no momento mais difícil da vida dele”, diz. Questionada sobre se foi uma relação que passou de professor aluno para a de colegas de trabalho até amigos, a resposta é pronta: “Foi sempre uma amizade! Uma convergência de interesses e de conhecimentos. Mas o João sempre o tratou por professor, até ao fim.” O sentimento não se baseava na forma como viviam a política, “como é óbvio”, sublinha Maria José Morgado, “mas sim na paixão pelo direito fiscal, pela universidade, pela academia e pelas aulas”.

Maria José Morgado também sente esta amizade. “Não é uma amizade normal. É um agradecimento eterno por alguém que mostrou uma amizade e uma lealdade notáveis”, explica.

Numa apresentação do livro “Justiça Fiscal”, o ano passado, João Taborda da Gama explicava que “o Estado gasta dinheiro ineficientemente porque há uma série de pessoas e de empresas que vivem penduradas no Estado”. Daí se pode perceber que o novo assessor político de Cavaco Silva, à semelhança do Presidente da República, defenda uma melhor gestão do dinheiro público. Por altura da aprovação do Orçamento do Estado para 2011, João Gama criticava as excepções nas empresas públicas no que diz respeito à isenção dos trabalhadores de cortes salariais.

Maria José Morgado, que não quis falar sobre a nomeação de João Taborda da Gama para a casa civil de Cavaco Silva, define-o como “um fiscalista notável, uma pessoa brilhantíssima, com profundos conhecimentos de direito fiscal, muito inteligente e muito generoso”. Morgado faz questão de exaltar a “isenção e a honestidade exemplares” de Gama.

A nomeação como assessor político para a casa civil da presidência da República chega depois da presença na lista de honra da recandidatura de Cavaco Silva e da participação na iniciativa Mais Sociedade, um movimento lançado pelo PSD que se propõe realizar debates e contribuir com propostas para uma alternativa de governo.


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O Mentiroso e aldrabão, o animal político que nos conduziu ao abismo.

O cenário macroeconómico em que se baseia o Programa de Estabilidade e Crescimento entregue pelo Governo hoje no Parlamento aponta para uma contracção da economia este ano de 0,9 por cento, uma revisão acentuada face ao crescimento de 0,2 por cento projectado no Orçamento do Estado.

O governo prevê uma recessão de 0,9% em 2011 na versão actualizada do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento). Esta previsão contraria uma estimativa de crescimento de 0,7% do PIB este ano quando as instituições internacionais apontavam para uma recessão de 1%.

 

O agravamento do quadro macroeconómico foi a principal razão apontada para a necessidade de avançar com medidas adicionais de consolidação orçamental. Em 2012, o PIB deverá crescer apenas 0,3% e só em 2013 está previsto um crescimento superior a 1%.

 

Segundo as novas estimativas do Governo, a inflação deverá acelerar para 2,7% este ano. Já o desemprego vai continuar a crescer este ano até aos 11,2%, o que reflecte uma contracção de 0,6% do emprego total. Só vai recuar a partir do próximo ano com o governo a prever 10,8%.

 

O mesmo documento prevê que o preço do petróleo se situe nos 107,2 dólares por barril este ano, ficando sempre acima dos 100 dólares até 2014. O Orçamento do Estado para 2011 previa uma cotação de 78 dólares por barril para o petróleo.

 

O documento entregue diz que ainda que as empresas públicas vão ter que cortar mais custos operacionais, além dos 15% que foi exigido este ano. Além disso, diz o governo, estas empresas vão ficar limitadas a tectos máximos de despesa “até ao final de Março de 2011″.

 

Já os hospitais EPE  vão ter de reduzir os seus custos operacionais nos próximos dois anos. “Na sequência dos programas lançados em 2011, serão prosseguidos em 2012 e 2013 os esforços de redução dos custos operacionais nos hospitais EPE”, diz o documento.

 

Apesar das condições desfavoráveis dos mercados, que já levaram ao adiamento de operação, o governo reviu em alta as receitas esperadas com privatizações entre 2010 e 2013.
Agora, a estimativa é obter de 6470 milhões de euros, contra seis mil milhões de euros previstos há um ano. Este valor já inclui a única operação realizada até agora, a venda de 7% da Galp.

 

O Governo vai também rever as listas anexas ao Código do IVA (imposto sobre o valor acrescentado), prevendo gerar um “ganho de receitas” de 0,1 por cento do PIB em 2012 e 0,3 por cento em 2013.

 

Tal como já tinha anunciado, o Executivo prepara-se para aumentar as pensões mais baixas em 2012 e cortar a partir de 1500 euros.


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Corrupção no Parlamento Europeu

Três deputados europeus aceitaram “vender os seus serviços” por 100 mil euros

Três deputados europeus aceitaram “vender os seus serviços” por quantias de 100 mil euros a jornalistas da publicação britânica “The Sunday Times”. Reporteres do jornal fizeram-se passar por representantes de lobbies e propuseram a vários deputados pagar 100 000 euros por ano em troca de alterações que pudessem adoptar. Três deles aceitaram.

Adrian Severin, antigo vice primeiro-ministro da Roménia enviou um e-mail aos falsos ‘lobbistas’ dizendo que a alteração desejada tinha sido arquivada. De seguida, enviou uma factura de 12 mil euros por “serviços de consultoria”.

Zoram Thaler, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslovénia, também apresentou uma proposta de alteração, pedindo mais tarde que o dinheiro fosse pago para a conta de uma empresa com sede em Londres.

Também o antigo ministro austríaco do Interior, Ernst Strasser disse aos jornalistas: “Eu sou um lobbista”, antes de apresentar um projecto de alteração e de obter um compromisso a favor de um lobbie.

O deputado pediu depois que um primeiro pagamento de 25 mil euros fosse realizado para a conta de uma empresa na Áustria.

Em declarações ao jornal britânico, a vice-presidente do Parlamento Europeu Diana Wallis prometeu uma investigação: “Isso deve ser objecto de uma investigação em profundidade”.


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Mulher do ministro da Justiça exige mais acumulações

Mulher do ministro da Justiça exige mais acumulações

A procuradora Maria da Conceição Correia Fernandes, mulher do ministro da Justiça, Alberto Martins, pediu novamente para ser paga por acumulação de serviços, depois da hierarquia ter vetado os anteriores pedidos.

A mulher do governante chegou a receber 72 mil euros, em 2010, após um despacho do ex-secretário de Estado da Justiça, João Correia, que contrariou pareceres do Ministério Público.


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Banco do Vaticano suspeito de lavagem de dinheiro

O Banco do Vaticano está a ser investigado por alegado envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro, tal como outros dez bancos italianos.

A notícia avançada esta terça-feira pelo jornal La ‘Repubblica’ refere que as entidades investigadas são o Instituto das Obras Religiosas (IOR), nome pelo qual é vulgarmente conhecido o banco oficial do Vaticano, e dez bancos italianos, entre eles estão um grupo bancário com liderança no mercado italiano, Intesa Sanpaolo, e a Unicredit, um dos maiores conglomerados bancários da Europa.

Os investigadores suspeitam que as pessoas com residência fiscal em Itália, usam o IOR para esconder crimes como fraude e evasão fiscal. Foram descobertas transacções em dois anos, no valor de 180 milhões de euros, numa das contas a cargo da IOR.

O IOR, responsável pelas contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas, já esteve o seu nome envolvido em escândalos anteriormente, por ligações à máfia e ao terrorismo político.


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Ingleses encontram novos factos que envolvem Sócrates no caso Freeport

Os investigadores ingleses encontraram um novo documento sobre o alegado pagamento de “luvas” no âmbito do licenciamento do Freeport e no qual aparece o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e do ex-secretário de Estado do Ambiente Rui Gonçalves, noticia o “Correio da Manhã”.

De acordo com o mesmo jornal, o documento manuscrito foi feito por Rick Dattani, adjunto de um dos administradores do Freeport, responsável pelo projecto de Alcochete. Os três nomes constam de um papel com alusões ao pagamento de subornos de cerca de 2,2 milhões de euros e foi feito em Dezembro de 2001 na sequência de uma conversa entre Dattani e Charles Smith, o intermediário entre os ingleses do Freeport e o Governo português no processo de licenciamento da superfície comercial.

O documento, segundo o “Correio da Manhã”, chegou à investigação no final de 2009 e Dattani já terá confirmado a sua autenticidade, ainda que tenha dito que o pagamento previsto não se chegou a concretizar. A carta que agora surge pode inviabilizar que o inquérito ao caso fique concluído ainda este mês e levanta de novo a hipótese de o primeiro-ministro ser inquirido formalmente. O mesmo poderá acontecer com Pedro Silva Pereira.

A coordenadora da Polícia Judiciária de Setúbal, Maria Alice Fernandes, questionou os magistrados Vítor Magalhães e Paes Faria sobre se o facto de o documento envolver o nome do primeiro-ministro não implica uma intervenção do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Contudo, os magistrados consideraram que se trata de uma eventual intervenção de Sócrates ainda enquanto ministro do Ambiente. Ainda assim, a carta seguiu sem o nome dos três políticos com a justificação que a investigação tem seguido o rasto do dinheiro e não pessoas em concreto.

Público


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Mais um Casino Financeiro em Portugal

DEA abre escritório em Lisboa para reforçar cooperação

por LusaHoje

DEA abre escritório em Lisboa para reforçar cooperação

A Administração norte-americana para o Combate à Droga (DEA) vai abrir este ano um escritório em Lisboa, numa altura em que as organizações narcotraficantes encontraram novas maneiras de fazer entrar droga na Europa através de Portugal.

O Relatório de Estratégia Internacional de Controlo de Narcóticos, apresentado na semana passada em Washington pelo Departamento de Estado, sublinha que no ano passado “Portugal mais uma vez registou um declínio significativo nas apreensões de cocaína, à medida que os carregamentos para a Europa são cada vez mais canalizados através de nações africanas, em vez de pelas rotas do Atlântico Norte”.

A queda de apreensões de cocaína é explicada pelas forças policiais portuguesas com a mudança dos traficantes para países da África Ocidental, de onde a droga é posteriormente enviada através de pessoas que engolem “pacotes mais pequenos, mais difíceis de detectar”.

Além disso, afirma o gabinete anti-narcotráfico, os traficantes estarão a usar com mais frequência contentores, aos quais as forças policiais têm mais dificuldade em aceder.

Brasil e Venezuela são as principais origens da cocaína, através da aviação comercial, contentores e navios, enquanto o haxixe chega sobretudo de Marrocos e as drogas sintéticas da Holanda, Espanha e Bélgica.

No primeiro semestre de 2009, as apreensões de cocaína caíram para 1,6 milhões de toneladas métricas, face a 2,6 milhões em igual período do ano anterior, de acordo com o gabinete do Departamento de Estado responsável pelo acompanhamento do combate ao narcotráfico a nível internacional (BINLEA).

As apreensões de heroína registaram igual tendência, de 49 quilos em 2008 para 39,2 quilos no ano passado, tal como as de haxixe, que recuaram para 16,7 toneladas métricas no primeiro semestre do ano passado, de 24,4 toneladas métricas no período homólogo.

O relatório sublinha que a DEA tem vindo a realizar investigações conjuntas com Portugal e que, para continuar a cooperação em curso, vai abrir um escritório em Lisboa em meados deste ano, depois de em Outubro de 2009 ter sido colocado um oficial de ligação norte-americano junto do Centro Marítimo da União Europeia, também na capital portuguesa.

O objectivo, refere, será “lidar com os cambiantes padrões de tráfico de droga” e o escritório terá um adido, um agente especial, uma especialista de apoio administrativo, planeando-se no “futuro próximo” incluir também um especialista em informações.

“Este escritório poderá conduzir investigações conjuntas com as autoridades portuguesas, tendo como alvo as grandes organizações narcotraficantes que usam Portugal como porta de entrada para os seus carregamentos para a Europa”, refere o relatório.

O gabinete anti-narcotráfico norte-americano tem actualmente um escritório em Madrid, a partir do qual tem sido feita a coordenação com as autoridades portuguesas.

Em anos recentes, salienta, Portugal tem sido usado pelo narcotráfico sul-americano como “portal primordial” para a Europa, uma “tarefa facilitada” pelas fronteiras abertas na Europa e pela vastidão da costa portuguesa.

A 27ª edição do relatório foi apresentada perante o Congresso norte-americano a 1 de Março, pelo secretário de Estado adjunto David T. Johnson.

Tem ainda um capítulo dedicado à lavagem de dinheiro a nível internacional, em que Portugal aparece entre os países alvo de “preocupação” e países europeus como a Espanha ou a Suíça são considerados de “principal preocupação”.


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Por vezes são os próprios bancos a avisar os clientes que estão sob investigação”

“Por vezes são os próprios bancos a avisar os clientes que estão sob investigação”


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Sócrates “versus” Tribunal Europeu

A divulgação das escutas é um acto jornalístico protegido pela jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Afirmar-se que a divulgação das escutas é ilegal não passa de um “portuguesismo” sem relação com as práticas europeias.

I. Na tormenta, os (poucos) defensores de José Sócrates continuam agarrados à bóia do “formalismo”: dizem que a divulgação das escutas é ilegal. Ora, mesmo que estivessem certos neste ponto, os defensores de Sócrates tinham de perceber uma coisa: esse formalismo é menos importante do que a substância das escutas. Os (poucos) defensores de Sócrates querem discutir a legalidade das escutas, quando o país inteiro está a falar do conteúdo das escutas.

II. Mas sucede que a divulgação das escutas não é “ilegal”. Como tem salientado Paulo Pinto de Albuquerque, o “Sol” e demais jornais estão protegidos pela jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH). A jurisprudência europeia é clara: o interesse público está acima dos “formalismos” e da privacidade dos políticos. Se uma notícia tem interesse público (e estas escutas têm esse interesse), o segredo de justiça e a privacidade ficam em segundo plano.

III. A providência cautelar do boy da PT é uma violação da jurisprudência emitida pelo TEDH. O magistrado que a autorizou não conhece essa jurisprudência. Nenhum juiz do TEDH aceitaria o argumento de que estamos perante “conversas privadas”. A privacidade de um político é menor do que a de um cidadão normal. À medida que o grau de poder sobe, o grau de privacidade desce. Aquelas conversas (que envolvem o primeiro-ministro, a PT, e a TVI) não são “conversas privadas”. Ponto final.

IV. Felizmente, temos a Europa. E a Europa não é só o défice e o “euro”. É também o TEDH, a entidade que fiscaliza o défice ético, jurídico e até político de um país. Se Portugal perder mesmo a vergonha, se Sócrates continuar a fugir às suas responsabilidades, resta-nos recorrer ao TEDH. E aí Sócrates e o “socratismo” serão derrotados. Os jornalistas portugueses não estão abandonados. Podem e devem recorrer ao TEDH, caso as autoridades portugueses consigam “silenciar” este caso aqui em Portugal.

por Henrique Raposo , Expresso


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POLVO:Tentáculos da Face Oculta podem ter chegado a Santana Lopes

Manuel Godinho terá passado três cheques a Pedro Santana Lopes e outro ao irmão do ex-primeiro ministro, Paulo Santana Lopes, num total de 72.325 euros, noticia hoje o “Correio da Manhã”.
Ao diário, Santana, assegura não ter recebido qualquer cheque do arguido do caso Face Oculta. O irmão admite ter tido uma relação comercial com o sucateiro entre 2001 e 2002, mas nega qualquer relação com o PSD.
“Não faço a menor ideia sobre a existência desses cheques em meu nome ou para o partido, se é que existem. É a primeira vez que ouço falar neste assunto. Nunca tive qualquer contacto com o sr. Godinho e nem sabia que o meu irmão Paulo o conhecia”, afirmou ao CM Santana Lopes.

No total, de acordo com o mesmo jornal, as verbas descobertas no âmbito das investigações do caso Face Oculta ascendem a 72.325 euros. Contudo, Pedro Santana Lopes assegurou ao “Correio da Manhã” que não recebeu qualquer cheque de Manuel José Godinho, proprietário da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, que está no centro do processo.

“Não faço a menor ideia sobre a existência desses cheques em meu nome ou para o partido, se é que existem”, sublinhou. O ex-presidente social-democrata afirmou, ainda, que desconhecia que o seu irmão Paulo conhecia Manuel José Godinho. Já o seu irmão assumiu que teve relações comerciais com o arguido e empresário de Ovar entre 2001 e 2002, mas negou qualquer relação entre as transacções e o PSD.

Das outras verbas das contas de Godinho consideradas “suspeitas” pela investigação fazem parte dois cheques no valor de 20 mil euros enviados para o CDS-PP em Novembro e Dezembro de 2001, altura em que Paulo Portas era candidato à Câmara de Lisboa e presidente do partido.

Há ainda, segundo o jornal, outros três cheques de 27.500 euros em nome do ex-dirigente centrista Narana Coissoró, que os justificou como sendo honorários da altura em que foi advogado de Godinho.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas. No âmbito deste processo, foram constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu as funções, José Penedos, presidente da REN – Redes Elétricas Nacionais, suspenso de funções pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA. Esta é a empresa que está no centro da investigação e o seu proprietário, Manuel Godinho, é o único dos 18 arguidos do processo que está em prisão preventiva.


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O Fim da Linha – Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

via email.


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Lord Monckton: Global Warming big scientific fad

The United Nations Climate change conference has opened in the Danish capital Copenhagen. RT’s Laura Emmet has talked to one man who’ll be there – who’s also one of the most outspoken critics of global warming theory.


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Entrevista do “pai” dos alertas para as alterações climáticas ao “The Guardian” J. Hansen: “É preferível que a cimeira de Copenhaga falhe”

Considera ser o desafio moral do século: a luta contra as alterações climáticas. James Hansen, um dos mais eminentes estudiosos do clima, o homem que alertou para os perigos das alterações climáticas muitos anos antes de Al Gore abrir os olhos ao mundo com o seu documentário “Uma Verdade Inconveniente”, falou ao “The Guardian” nas vésperas da cimeira de Copenhaga. E o que tem a dizer não é agradável. Hansen diz que é preferível que a cimeira redunde em fracasso, dado que o ponto de partida é profundamente defeituoso. Mais valia começar tudo do zero, argumenta.

“Preferia que não acontecesse [um acordo em Copenhaga], se as pessoas aceitarem a cimeira como sendo a ‘via certa’, em vez de a ‘via do desastre’”, indicou Hansen, que dirige o Instituto Goddard para os Estudos Espaciais, da NASA, em Nova Iorque.

O cientista que convenceu o mundo a prestar atenção ao perigo crescente do aquecimento global é muito claro quando diz ao “The Guardian” que seria melhor para o Planeta e para as futuras gerações que a cimeira de Copenhaga acabasse num desastre. James Hansen considera que qualquer acordo que venha a emergir das negociações será tão profundamente defeituoso que mais valia começar tudo de novo a partir do zero.

“Toda a abordagem é tão profundamente errada que é melhor reavaliar a situação. Se isto for uma coisa ao estilo Quioto, então as pessoas irão demorar anos a tentar determinar o que é que aquilo quer dizer exactamente”, criticou Hansen.

Hansen começou a apresentar-se diante do Congresso americano em 1989, alertando para as consequências do aquecimento global, e fez mais do que qualquer outro cientista na educação dos políticos norte-americanos acerca das mudanças climáticas e das suas consequências.

Apesar de se considerar um relutante orador, diz que foi forçado a entrar na esfera pública depois de as catástrofes naturais se terem começado a multiplicar.

Esta entrevista ao “The Guardian” acontece numa altura em que se registaram alguns progressos na cimeira de Copenhaga, com a Índia a anunciar um limite à emissão de CO2 para a atmosfera. Os quatro maiores produtores de gases com efeito de estufa – EUA, China, UE e Índia – já se comprometeram com limites para as emissões, mas ainda há muito a fazer e muitos obstáculos a serem ultrapassados.

Hansen opõe-se veementemente aos esquemas de compra e venda de emissões de CO2 para a atmosfera entre nações. Compara este sistema às indulgências vendidas pelo Clero na Idade Média, quando os fiéis compravam a redenção das suas almas dando dinheiro aos padres. Neste caso os países ricos dão dinheiro aos países pobres em troca de emissões de carbono.

Hansen é igualmente muito crítico das actuações de Barack Obama e de Al Gore, afirmando que estes líderes mundiais falharam aquele que é considerado hoje o desafio moral da nossa era. Porque o problema do corte das emissões de CO2 para a atmosfera não se pode ajustar aos interesses políticos e económicos internacionais. “Neste tipo de assuntos não pode haver compromissos”, avalia. “Não temos um líder que seja capaz de entender o que se passa e que diga o que realmente importa dizer. Em vez disso, estamos todos a tentar continuar com os negócios de sempre”.

Apesar de tudo, Hansen permanece optimista: “Podemos já nos ter comprometido com um aumento do nível do mar em pelo menos um metro – ou mais – mas isso não quer dizer que desistamos. Porque se desistirmos, em vez de um poderemos ter de lidar com dezenas de metros. Por isso acho contraproducente as pessoas dizerem que atingimos um ponto de não retorno e que é demasiado tarde. Nesse caso, em que é que estamos a pensar: vamos abandonar o Planeta? Devemos minimizar os estragos”, vaticinou.


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A Queda da República (Fall of the Rep*blic) 9-15


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A exiguidade do Estado em abdicação

A exiguidade do Estado em abdicação

A exiguidade do Estado em abdicação

00h55m

O professor Adriano Moreira detectou os riscos civilizacionais da exiguidade dos estados quando deixam de cumprir as funções que são a sua razão de ser. Em Portugal o Estado está a desaparecer. Outros actores estão a substitui-lo. Em todo o lado.

“Deloitte não detecta crimes públicos na REN”: título na imprensa diária nacional, há uma semana.

“Como organização de referência em serviços profissionais de auditoria, e consultoria fiscal, a Deloitte consolida a sua liderança em Portugal integrando a sua oferta para melhor servir o cliente e as suas necessidades.”. Página promocional em http://www.deloitte.com

“A Deloitte, chamada na sequência da vinda a público do caso “Face Oculta”, não detectou crimes públicos na REN.”. Notícia de jornal do dia 24 de Novembro de 2009.

“A Deloitte disponibiliza experiência, conhecimento técnico e capacidade de implementação. Pensamos e agimos com rigor e competência: o nosso propósito é o transformar os desafios em soluções”. Página promocional da Deloitte Portugal em http://www.deloitte.com

“Aveiro, 25 Nov – José Penedos indiciado pela prática de um crime de corrupção passiva. O juiz de instrução do processo “Face Oculta” determinou hoje a suspensão de funções de José Penedos na presidência da REN – Redes Eléctricas Nacionais e sujeitou-o a uma caução de 40 mil euros.”. Despacho da agência noticiosa Lusa.

“Na sequência de notícias hoje divulgadas, o Gabinete do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça considera tornar público o esclarecimento em anexo.”. Texto de uma comunicação numa página com o timbre oficial do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal que a empresa privada de assessoria de media Luís Paixão Martins Comunicação (LPM) enviou a todos os órgãos de comunicação nacionais, a 14 de Novembro de 2009.

“Informações adicionais LPM Comunicação http://www.lpmcom.pt”; Indicação final na Comunicação do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal.

“O universo mediático português torna-se mais complexo e confuso. Só os especialistas conseguem descodificar esta proliferação caótica de media através de uma abordagem simples, directa, virada para os resultados.”. Página promocional da LPM em http://www.lpmcom.pt.

“(…) A execução do despacho proferido pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça cabe tão-só à autoridade judiciária que dirige o inquérito, ou seja, à Procuradoria-geral da República;” – Quinto ponto da comunicação de esclarecimento distribuída com o timbre do Supremo Tribunal de Justiça pela Luís Paixão Martins Comunicação com instruções para a Procuradoria–geral da República sobre divulgação de peças processuais do caso “Face Oculta”.

“Há 217 títulos publicados, 225 rádios e 91 canais de TV.”. Informação no portal promocional da LPM sob o título Estratégia de Assessoria Mediática.

Na semana passada , António Mota, dono da Mota Engil, desdobrou-se numa série de raras entrevistas que o seu grupo organizou em que falou a vários órgãos de Comunicação Social, como se fosse titular das pastas conjuntas da Economia, das Finanças e do Planeamento. Fez bem. Na situação de exiguidade a que o Estado português se remeteu, ele é provavelmente já isso tudo e muito mais.


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Climategate – Uma máfia no debate do clima ?


O escândalo já ganhou nome. Climategate. E às vésperas de uma conferência mundial sobre mudanças climáticas. Mensagens trocadas ao longo da última década entre os maiores nomes da comunidade científica que defendem a influência humana no aquecimento global revelam tentativas de manipulação de dados e sonegação de informações no que alguns cientistas já classificam como uma “conspiração” para defraudar a ciência. Tudo veio à tona após hackers terem invadido os computadores da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, um dos principais centros mundiais de pesquisa sobre as mudanças climáticas. Mais de mil arquivos foram roubados, incluindo 1.079 emails e 72 documentos, trocados ao longo dos últimos 13 anos entre os cientistas. O material inclui mensagens de James Hansen, director do Goddard Institute for Space Studies da NASA; Michael Mann, famoso pelo gráfico hockey stick que produziu para mostrar que a Terra passa pelo período mais quente em mil e anos e que depois foi acusado de ser uma fraude matemática; Gavin Schmidt, especialista em modelagem climática da NASA; e Stephen Schneider, professor da Universidade de Stanford e consultor de Al Gore. Em comunicado, a universidade de East Anglia confirmou a invasão de seus computadores, mas se negou a dizer se os arquivos que passaram a circular pela internet eram autênticos.

O jornalista Andrew Revkin, especialista em meio ambiente do jornal norte-americano New York Times, confirmou com vários dos envolvidos nas discussões a autenticidade de suas mensagens. “Estes documentos vão, sem dúvida, levantar muitas dúvida sobre a qualidade das pesquisas e das acções de alguns cientistas”, disse Revkin. Nas mensagens, existem frases que podem deitar por terra as teorias mais alarmistas relacionadas com o aquecimento global.

Numa delas, alegadamente escrita por Phil Jones, responsável pela unidade de estudos climáticos da Universidade de East Anglia, pode ler-se sobre a necessidade de em um gráfico (acima) se “esconder a queda da temperatura no planeta” por meio de um “truque” já utilizado por Michael Mann. Procurado, Mann se negou a responder se o conteúdo do seu correio electrónico era verdadeiro e se resumiu a qualificar a acção dos hackers de criminosa.

From: Phil Jones
To: ray bradley ,mann@XXXX, mhughes@XXXX
Subject: Diagram for WMO Statement
Date: Tue, 16 Nov 1999 13:31:15 +0000

Dear Ray, Mike and Malcolm,

Once Tim’s got a diagram here we’ll send that either later today or first thing tomorrow.

I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) amd from 1961 for Keith’s to hide the decline. Mike’s series got the annual land and marine values while the other two got April-Sept for NH land N of 20N. The latter two are real for 1999, while the estimate for 1999 for NH combined is +0.44C wrt 61-90. The Global estimate for 1999 with data through Oct is +0.35C cf. 0.57 for 1998.

Thanks for the comments, Ray.

Cheers
Phil

Prof. Phil Jones
Climatic Research Unit Telephone XXXX
School of Environmental Sciences Fax XXXX
University of East Anglia
Norwich

Em entrevista à revista australiana “Investigate”, Jones disse que não se recorda exactamente o que queria dizer há dez anos com aquela expressão, mas que não era sua intenção enganar ninguém. Em diversas mensagens de correio electrónico, Kevin Trenberth do National Center for Atmospheric Research (NCAR) e outros cientistas discutem as dificuldades em entender recentes variações da temperatura do planeta e o caráter ‘inadequado da nossa rede de observação’.

From: Kevin Trenberth
To: Michael Mann
Subject: Re: BBC U-turn on climate
Date: Mon, 12 Oct 2009 08:57:37 -0600
Cc: Stephen H Schneider , Myles Allen , peter stott , “Philip D. Jones” , Benjamin Santer , Tom Wigley , Thomas R Karl , Gavin Schmidt , James Hansen , Michael Oppenheimer

Hi all

Well I have my own article on where the heck is global warming ? We are asking that here in Boulder where we have broken records the past two days for the coldest days on record. We had 4 inches of snow. The high the last 2 days was below 30F and the normal is 69F, and it smashed the previous records for these days by 10F. The low was about 18F and also a record low, well below the previous record low.

The fact is that we can’t account for the lack of warming at the moment and it is a travesty that we can’t. The CERES data published in the August BAMS 09 supplement on 2008 shows there should be even more warming: but the data are surely wrong. Our observing system is inadequate.***

Em um correio electrónico, Phil Jones pede ao seu interlocutor que sejam “destruídos” qualquer mensagem que ele tenha relacionada ao AR4, sigla para o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) da ONU, publicado em 2007.

Mike, Can you delete any emails you may have had with Keith re AR4? Keith will do likewise. He’s not in at the moment – minor family crisis. Can you also email Gene and get him to do the same? I don’t have his new email address. We will be getting Caspar to do likewise.

A revelação dos e-mails fez a festa dos céticos quanto às teses mais alarmistas sobre a influência humana no clima do planeta. Blogs e páginas na internet dedicadas a oferecer teses alternativas às mudanças do clima, apontadas como decorrentes de causas naturais, passaram a reproduzir as mensagens e repercuti-las. Para o jornalista Andrew Bolt, do jornal australiano The Herald, um crítico de longa data das teses alarmistas, trata-se de um dos maiores escândalos da ciência moderna. “Os e-mails sugerem conspiração, conluio para exagerar o aquecimento, possivelmente destruição de informações, resistência organizada a tornar público os dados usados nas pesquisas, confidências sobre falhas em seus estudos e muito mais”, declarou Bolt. As mensagens ainda trazem uma montagem fotográfica com os rostos de pesquisadores céticos no aquecimento sobre um pedaço de gelo flutuante.

 

 

Um dos e-mails chega a comemorar a notícia da morte de um céptico de longa data, o australiano John Daly, morto em 2004. “Isso é horrível” afirmou Pat Michaels, climatologista do Cato Institute em Washington que é atacado nos e-mails desviados. “Isso é que todos temiam. Ao longo dos anos, se tornou cada vez mais difícil para qualquer um que seja descrente de que o aquecimento global seja o fim do mundo, publicar trabalhos. Isso não é prática questionável, mas falta de ética”, acusou Michaels. O pesquisador alemão Mojib Latif, do Instituto Leibniz de Pesquisas Marinhas, disse não poder acreditar que “exista uma máfia tentando impedir que trabalhos críticos sejam publicados”.

A invasão dos computadores teria partido de um site ‘ambientalista-céptico’ chamado “The Air Vent” que divulgou o material, mediante um arquivo “zipado” com 61 megabites. A página opera a partir de um servidor russo e foi encerrada algumas horas depois, quando todo o conteúdo já se encontrava disseminado na internet. O jornal inglês “The Telegraph” chama o caso de “Climategate” e considera preocupante para os investidores em energia verde. “Se você detém quaisquer acções de empresas ligadas a energias alternativas, deve começar a livrar-se delas imediatamente”, aconselhou o diário britânico. (artigo por Alexandre Amaral de Aguiar, diretor de comunicação da MetSul Meteorologia)

Autor: Alexandre Amaral de Aguiar em O Arauto do Futuro
Publicado em 23/11/2009 03:02


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Organização Mundial de Saúde planeou “O Medo Global da Gripe Suína” – suspeitas de corrupção

Novye Izvestija Novye Izvestija
November 26, 2009 26 de novembro de 2009

Translated from Russian by Infowars Ireland Traduzido do russo por Infowars Irlanda

A pandemia de gripe suína que Novye Izvestija tem escrito sobre esre assunto, pode ser o embuste mais ambicioso e de corrupção do nosso tempo. Em qualquer caso, o aspecto comercial do enorme susto “gripe suína” é já evidente.

A mesma conclusão foi feita por jornalistas dinamarqueses que habilmente examinaram as relações entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e empresas farmaceuticas de todos o mundo, ganharam fortunas com a venda de drogas para combater a doença. Acontece, por exemplo, que muitos cientistas que se sentam em vários comitês da OMS, cuidadosamente ocultando o fato de que recebem dinheiro das empresas multinacionais farmacêuticas do mundo.

De acordo com o banco de investimento internacional da JP Morgan, a indústria farmacêutica vai fazer mais de 7 bilhões de euros este ano com a venda de vacinas contra H1N1. Os principais países ocidentais têm encomendado doses suficientes para vacinar toda a população, quer a sua (como a Austrália), ou um terço (Alemanha e em vários outros Estados-membros da UE).Fábricas de vacinas e comprimidos estão trabalhando dia e noite, em quatro rotações por turnos, com uma carteira de encomendas … eles não estão enfrentando a crise econômica mundial como pode acontece com outros.

Pela primeira vez em muitos anos de pandemia de gripe “o pânico” tem afetado a UE. A vacina foi produzida sem um número suficiente de exames clínicos e exames laboratoriais.

É um tal pânico justificado?  um número crescente de especialistas está examinando a questão comparando as estatísticas de mortalidade do vírus da gripe suína e a “convencional”,que no Outono começam sua marcha por todo o planeta. Até agora, segundo a OMS, seis mil pessoas foram vítimas de H1N1, enquanto a taxa de mortalidade média anual durante as epidemias  ‘tradicionais’ de gripe atinge meio milhão.

A principal causa da reação histérica à epidemia da gripe suína, de acordo com os repórteres do jornal dinamarquês ‘Informação’, não é porque ele é tão perigoso, mas por causa de uma forte campanha de relações públicas por especialistas da OMS.  Alguns deles [especialistas da OMS], estão, literalmente, ao serviço dos fabricantes de vacinas.

“É preocupante que muitos dos cientistas que se sentam em vários comitês da OMS, são apresentados como” peritos independentes, mas escondem o fato de que recebem dinheiro das empresas farmacêuticas “, confessou o professor de epidemiologia, Tom Jefferson, que trabalha na do Centro Cochrane, em Roma, a repórteres.

A OMS anunciou a pandemia da gripe suína sob pressão de um painel de conselheiros, liderado por um médico holandês, Albert Ostenhaus, apelidado de “Dr. Flu’ (do nome ‘Tamiflu’), porque ele era activo na promoção da vacinação em massa da população através da OMS e dos média ocidentais.  Agora, o governo da Holanda está a realizar um inquérito de emergência às actividades do “Doutor Flu”, tal se tornou conhecido que ele recebe um salário de várias companhias de fabricação de vacinas. Muitos outros conselheiros que se sentam nas duas cadeiras ‘(conflito de interesses) como Ostenhaus, e ao mesmo tempo a lidar com a pandemia da gripe suína, em nome da OMS, eles não gostam de anunciar que são pagos como assessores das gigantes farmacêuticas Roche, Johnson RW, SmithKline Beecham e Glaxo Wellcome, que receberam a maior parte das encomendas para a fabricação de vacinas. O resultado da pressão desses especialistas foi a resolução da OMS em 7 de julho deste ano, que apelou para uma campanha inédita de vacinação em massa.

“A OMS é tendenciosa em suas recomendações – diz o professor Tom Jefferson. – Medidas de higiene normal proporcionam efeitos muito maiores do que estas vacinas pouco estudadas, e ao mesmo tempo, a OMS refere-se ao uso de máscaras e lavar as mãos como um meio para combater a gripe suína apenas duas vezes em seus documentos.  Vacinas e outros medicamentos são referidas 42 vezes! “Dr. Jefferson e vários de seus colegas acreditam que os assessores pagos pelas empresas farmacêuticas devem ser removidos de suas posições e não autorizados a dar recomendações à OMS, mas a própria organização não tem pressa para realizar essa reforma.Porta-voz da OMS, Gregory Hertl, comentando o artigo na ‘Informação’ (jornal dinamarquês) disse que é impossível negar os serviços dos maiores especialistas do mundo pela simples razão de que eles têm um interesse financeiro na promoção de uma estratégia para combater diversas doenças.

Refira-se que este não é o primeiro ano em que o tema da corrupção “em farmacologia tem sido o foco dos média ocidentais. The New England Journal of Medicine publicou “o denunciante” há vários anos. Em uma série de artigos do denunciante revelou a vida dentro da “máfia de branco”. Segundo eles, apenas 11-14% dos orçamentos das empresas farmacêuticas são gastos em pesquisa, mas 36% dos fundos são gastos no PR. Grande parte do dinheiro acaba nos bolsos dos médicos, cientistas, e as contas de várias organizações que trabalham em cuidados de saúde.