Telmo do Big Brother nas listas do PS por Leiria – O antebraço? Como o próprio nome indica é o que está antes braço, ou seja, o ombro

Telmo Ferreira, que ficou conhecido depois de concorrer ao Big Brother em 2000, aparece em 14.º lugar da lista do PS, encabeçada pelo independente Basílio Horta, avança o jornal i.

Telmo é assim candidato a deputado e prepara-se para concorrer à liderança da concelhia da Batalha, escreve o i. «Está na altura de agarrar este desafio, de fazer algo, sobretudo quando se diz que os jovens demonstram estar afastados da política. É aí que eu penso poder dar o meu contributo», disse Telmo ao jornal Região de Leiria, citado pelo i.

Foi Miguel Chagas, líder do PS Batalha, que viu em Telmo Ferreira qualidades para o indicar à Federação de Leiria: «É um jovem empresário e facilmente pode ser reconhecido por ter participado num programa de televisão».

Em Leiria, a questão é abafada, explica o i. «Não posso comentar individualmente uma decisão que é do colectivo», afirmou o líder da distrital, João Paulo Pedrosa. No entanto, a nível local as concelhias socialistas do Norte do distrito criticam a exclusão do actual deputado.

O i relembra citações de Telmo no programa da TVI em 2000:

«A pessoa mais próxima é a que descarrego mais tudo»

«Uma pessoa vira-se para um lado e se for preciso desvira-se»

«O que apetece no grupo é… sexo em grupo… muitas orgias… muitas orgias»

«Quem é que quer esta lata de atum mais eu?»

«O antebraço? Como o próprio nome indica é o que está antes braço, ou seja, o ombro».

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“Sáfádos!!!”

Mãos amigas, mais concretamente as que estão “acopladas” aos pulsos da Maria Maia, do blogue “As Vozes Silenciadas”, fizeram-me chegar por mail este vídeo de um jornalista brasileiro que regularmente tem um espaço televisivo para apresentar a sua crónica sobre assuntos de actualidade política e social.
Antes do mais, devo dizer que o Vital Moreira andou com muita sorte, por ter “encontrado” aqueles manifestantes que o apuparam com umas verdades e o agrediram selvaticamente com borrifos de água… em vez de ter encontrado este cronista. Com a prática recorrente que o conimbricense candidato tem tido nos últimos meses, de apoio, incentivo (dizendo até que ainda é pouco, por vezes) às políticas mais reaccionárias e lesivas dos interesses e direitos dos trabalhadores e da maioria dos portugueses, se este nosso amigo Luís Carlos Prates o apanhasse… não sei não!
Aproveito, ainda antes de passar ao vídeo, para dedicar o dito aos nossos deputados das viagens fantasmas, ao Alberto João das viagens “secretas”, ao Dias Loureiro dos esquecimentos, aos banqueiros trafulhas, aos corruptos (os autarcas que sabemos e os outros que não são autarcas) aos ministros incompetentes, aos ex-ministros e secretários de estado que agora têm tachos milionários um pouco por toda a parte e para finalizar, mesmo sabendo que estou, muito injustamente, a esquecer-me de gente muitíssimo importante, a todos os mais ou menos implicados no Caso Freeport, tenham namoradas ou não. Resumindo, a todos os “sáfádos”.
Bom domingo!
Fonte:  Cantigueiro

Pedido De Fiscalização Abstracta Sucessiva Da Constitucionalidade Do Simplex – Parte 1

Como foi hoje o dia para a entrega e sendo um documento público, aqui fica o texto do pedido acima citado, aproveitando para esclarecer que a lista final de assinaturas foi maior do que a inicialmente divulgada neste blogue, pelo menos com mais nomes do PS.

Exmo. Senhor

Conselheiro Presidente do

Tribunal Constitucional

Lisboa, 30 de Abril de 2009

Os Deputados à Assembleia da República, subscritores do presente requerimento, no exercício da faculdade prevista na alínea f) do n.º 2 do artigo 281.º da Constituição da República Portuguesa, vêm requerer ao Tribunal Constitucional, a fiscalização abstracta sucessiva da constitucionalidade das normas constantes:

nos n.º s 1 e 2 do artigo 3.º, – do artigo 6.º, – do artigo 7.º, – dos n.º s 1 e 3 do artigo 9.º e, – do n.º 2 do artigo 10.º , todas do Decreto Regulamentar n.º 1 – A/2009, de 5 de Janeiro, que «Estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho do pessoal a que se refere o Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril», que se passam a transcrever :

«Artigo 3.º

Âmbito de avaliação

1- A avaliação a efectuar pelo órgão de direcção executiva, a que se refere o artigo 18.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, não se aplicam os indicadores de classificação constantes da alínea c) do n.º 1 daquele artigo, relativos aos resultados escolares e ao abandono escolar.

2- A avaliação a cargo dos coordenadores de departamento curricular, a que se refere o artigo 17.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, incluindo a observação de aulas, depende de requerimento dos interessados e constitui condição necessária para a atribuição das menções de Muito Bom e Excelente.

Artigo 6.º

Formação

Para efeitos do disposto no presente decreto regulamentar e independentemente do ano em que tenham sido realizadas, são contabilizadas todas as acções de formação contínua acreditadas, desde que não tenham sido tomadas em consideração em anteriores avaliações.

Artigo 7.º

Observação de aulas

Quando, a pedido dos interessados, haja lugar a avaliação a cargo do coordenador do departamento curricular, nos termos do n.º 2 do artigo 3.º, é calendarizada, pelo avaliador, a observação de duas aulas leccionadas pelo avaliado, podendo este requerer a observação de uma terceira aula.

Artigo 9.º

Entrevista individual

1- A realização da entrevista individual, a que se refere a alínea d) do artigo 15.º e o artigo 23.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, só tem lugar desde que haja requerimento do avaliado nesse sentido.

3- O requerimento a que se refere o n.º 1 deve ser apresentado no prazo máximo de cinco dias úteis a contar da comunicação referida no número anterior.

Artigo 10.º

Avaliação dos coordenadores de departamento curricular e dos avaliadores com competência por eles delegada

2- Os coordenadores de departamento curricular e os avaliadores com competência por eles delegada, a que se refere o número anterior, são avaliados nos termos do disposto no artigo 6.º do decreto Regulamentar n.º 11/2008, de 23 de Maio, com as necessárias adaptações decorrentes do presente decreto regulamentar.»

I

E com os seguintes fundamentos:

1. O Decreto Regulamentar n.º 1 – A/2009, de 5 de Janeiro, tem por objectivo, de acordo com o seu artigo 1.º, definir o regime transitório de avaliação de desempenho do pessoal docente de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, sem prejuízo da aplicação do disposto nos Decretos Regulamentares n.º s 2/2008, de 10 de Janeiro e 11/2008, de 23 de Maio, naquilo em que não o contrariem.

2. A regulamentação contida no Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009 é feita, ao abrigo dos n.º s 4 e 5 do artigo 40.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, com a redacção que lhe foi dado pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro (Estatuto da Carreira Docente).

3. É uma constatação legitima a verificação de que os n.º s 1 e 2 do artigo 3.º, o artigo 6.º, o artigo 7.º, os n.º s 1 e 3 do artigo 9.º e o n.º 2 do artigo 10.º, todos do Decreto Regulamentar n.º 1 – A/2009, de 5 de Janeiro, que «Estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho do pessoal a que se refere o Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril», contrariam disposições legais contidas no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, com a redacção que lhe foi dado pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, e que tal facto consubstancia uma inconstitucionalidade, por violação do artigo 112.º da Constituição da República Portuguesa, por violação do princípio do principio da legalidade.

Fonte: A educação do meu umbigo

Zeitgeist Addendum (Legendado) 9-10/12


Publicado por lucask8nunes

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A Revolução é Agora

Pelo Voluntariado na Política

reformados-da-caixa-geral-de-aposentacoesAs grandes iniciativas são de aplaudir. E as grandes iniciativas majestaticamente altruístas são de incentivar, depois de aplaudidas. Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, de seu nome Valter de Lemos, com o seu projecto de despacho para recrutar professores reformados para trabalho voluntário nas escolas, inspirou-nos. Professores que tenham abandonado o ensino por via duma reforma antecipada poderão tranquilizar a sua consciência face à fuga prematura, mesmo que a perda material não seja reposta. Para se sentirem mesmo re-integrados, até terão igualmente direito a avaliação no final do ano lectivo.

Como medida genial que é, cuja superior grandeza apenas não foi suficientemente sublinhada face ao carácter humilde do seu criador, entendemos que a bem da Nação não pode ficar limitada a esta área profissional. O voluntariado é nobre; é desinteressado; e é barato! É em consequência desta observação que vêm os signatários desta petição solicitar que esta Assembleia estenda este brilhantismo aos gestores públicos e ministros, sem esquecer todos os cargos de nomeação pública. Dêem, por favor, hipótese de redenção a todos quantos pretendam desempenhar os seus cargos sem a maçada de uma remuneração mensal.

Pelo País, pela abnegação mas sobretudo pelo nosso bolso, que esta Assembleia institua o regime de voluntariado entre a classe política. Sem esquecer a avaliação anual, naturalmente.

Petição:

http://www.petitiononline.com/voluntar/petition.html

Zeitgeist Addendum (Legendado) 7-8/12

Publicado por lucask8nunes

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A Revolução é Agora

Zeitgeist Addendum (Legendado) 3-4/12

α

Ω

Publicado por lucask8nunes

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A Revolução é Agora

Esoteric Agenda 11/12 /13- LEGENDADO

ADVERTÊNCIA

Este documentário contém informações muito polémicas sobre toda a nossa realidade, tudo que você acreditou até agora. se você acha que não está preparado para descobrir os segredos da Matrix, recomendamos que não assista a esse vídeo.

Existe uma Agenda Esotérica atrás de cada faceta de nossa vida que até então acreditávamos estar desconexa.
Há uma facção da elite conduzindo a política social, economia, a política, as corporações, algumas ongs, e inclusiva as organizaçoes contra o stablishment.
esse vídeo expoe essa agenda…

Enfim, um documentário IMPRESCINDÍVEL para aqueles que buscam a verdade.

Publicado por deusmihifortis

Fight the New World Order with Global Non Compliance Pt.1

publicado por LightWarrior2

It is time for the people of the world to stop and realise that the divisions that supposedly exists amongst us are an illusion. There is no division. Its time for everyone to understand the truth of this. Its time to approach the world and each other in a state of love rather than a state of fear. Its time for you to tap into the source and realize your own potential and its time for us all to collectively stand together and address the root cause of the problem. And all of you need to spread this information, its very important that you do.
It needs to be clearly understood by people everywhere that the elite only have the power over the people that the people themselves grant to them, so stop giving it to them. Stop doing what the TV tells you to do and stop complying with the system. Understand that there truly is no division among the people of the world no matter who they are or where they are from. We are all people and we are all one. It is through the constantly promoted illusion of division that the system is able to function but in order for it to do so, it needs public compliance. Stop complying and you will shut the system down.

The money system is the head of the snake.

Cut the head off the snake and the rest of it will whither and die.

The time for talk is over and the time has come for action. It is now time for the people of the world to stop complying with the system.

Everyone.

Stop complying with it and you will shut it down. And the best form of non compliance is love. Approach every issue with love. Rather than obediently following orders given to you by a commanding officer, and rather than doing what is right for you personally. Do what is actually right. And if a leader wants to send you to war, say no sir, I wont murder other peoples children for you any more. You’ll have to go and do it yourself. You will be called coward by the military but such is not the case. It is much easier to fight for principles than to live up to them and it takes a far braver man to stand up for what is right and spit in the face of authority than it does to blindly follow orders due to fear of the consequences.
Understand that we are all one and the key to real change and unity in this world lies with love.

There need be No violence, no guns, no banners, no slogans, no group think, just a united act of global non compliance. Non compliance for any thing in conflict with the directives out lined in the universal declaration of human rights would be a good start. Simply stop giving these people the power to control you. Understand that the only power they have is the power the people themselves grant to them. Understand that injustice towards one is injustice towards all. Injustice against him, is injustice against you and there should be no grey area in you mind in regard to that. Everyone needs to stop going along with it. And it needs to be done immediately. Its time to cut the head off the snake.

The Revolution is not coming.

The Revolution is now.

Vencimentos dos Políticos

Em Portugal, os deputados ganham 3708 euros de salário-base, o que corresponde a 50% do vencimento do presidente da República. Os subsídios de férias e de Natal são pagos em Junho e em Novembro e têm direito a10% do salário para despesas de representação. Como também

lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e São Bento uma vez por semana, e por cada deslocação semanal ao círculo de eleição, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais dois mil euros, além do ordenado.

De acordo com o “Manual do Deputado”, os representantes do povo podem estar no regime de dedicação exclusiva e acumularem com o pagamento de direitos de autor, conferências, palestras, cursos breves, etc.

Como o fim da subvenção vitalícia irá abranger somente os deputados eleitos em 2009, os que perfaçam até ao final da legislatura 12 anos de funções (consecutivos ou intervalados) ainda a recebem, mas com menor valor. Quem já tinha 12 anos de funções quando a lei entrou em

vigor – em Outubro de 2005 – terá uma subvenção vitalícia de 48% do ordenado base – pelo actual valor, quase 1850 euros – logo que completar 55 anos.

O Governo acautelou assim a situação de parte dos deputados do PS eleitos em 1995, com a primeira vitória de Guterres, pelo que ao fim de dez anos de actividade (até 2005) poderão auferir a pensão vitalícia que corresponde a 40% do vencimento-base – dez anos a multiplicar por 4% do vencimento base auferido quando saiu do Parlamento. A subvenção é cumulável com a pensão de aposentação ou a de reforma até ao valor do salário base de um ministro que é em 2008 de 4819,94 euros. Os subvencionados beneficiam ainda “do regime de previdência social mais favorável aplicável à Função Pública”, diz o documento.

Sócrates recebe pensão vitalícia

José Sócrates tem direito à pensão vitalícia por ter 11 anos de Parlamento. Eleito pela primeira vez em 1987, esteve oito anos consecutivos em funções. Secretário de Estado do Ambiente e ministro da pasta nos Governos de Guterres, voltou em Abril de 2002, onde ficou mais três anos.

Quem tem e vai ter a subvenção

Almeida Santos (PS), Manuela Ferreira Leite, Manuel Moreira e Eduarda Azevedo (PSD), Narana Coissoró e Miguel Anacoreta Correia (CDS-PP) e Isabel Castro (PEV) já requereram a subvenção vitalícia. Outros 31 deputados, 20 dos quais do PS, poderão pedi-la, pois até ao fim de 2009 perfazem 12 anos de mandato, embora só se contabilizem os anos até 2005.

Salário cresceu 77 euros num ano

Em 2007, o vencimento-base de um deputado foi 3631,40 euros. Este ano é de 3707,65 euros , segundo a secretaria-geral da AR. Um aumento de 77 euros.

Presidir à AR dá direito a casa

O presidente da Assembleia da República (AR) recebe 80% do ordenado do presidente da República – 5.810 euros. Recebe ainda um abono mensal para despesas de representação no valor de 40% do respectivo vencimento 2950 euros, o que perfaz 8760 euros. Usufrui de residência oficial e de um veículo para uso pessoal conduzido por um motorista.

Dez têm carro com motorista

Ao presidente do Conselho de Administração (José Lello), aos quatro vices-presidentes da AR – na actual legislatura, Manuel Alegre (PS), Guilherme Silva (PSD), António Filipe (PCP) e Nuno Melo (CDS-PP) – e aos líderes parlamentares é disponibilizado um gabine pessoal, secretário e automóvel com motorista.

Benesses para a Mesa da AR

Para os quatro vice-presidentes da AR (PS, PSD, CDS e PCP) e para os membros do Conselho de Administração, o abono é de 25% do vencimento 927 euros. Os seis líderes parlamentares e os secretários da Mesa têm de abono 20% do salário: 742 euros.

Abono superior ao salário mínimo

Os vice-presidentes parlamentares com um mínimo de 20 deputados (PS e PSD), os presidentes das comissões permanentes e os vice-secretários da mesa têm de abono 15% do vencimento – 555 euros. Mais 129 euros do que o salário mínimo nacional. Uso gratuito de correio, telefone e electricidade. Os governos civis, se solicitados, devem disponibilizar instalações para que os deputados atendam os media ou cidadãos. Os deputados podem transitar livremente pela AR, têm direito a cartão de identificação e passaporte especial e ao direito de uso e porte de arma. Podem também usar, a título gratuito, serviços postais, telecomunicações e redes electrónicas.

Ajudas de custo para os de fora

Quem reside fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro e Amadora recebe 1/3 das ajudas de custo fixadas para os membros do Governo (67,24 euros) por cada dia de presença em plenário, comissões ou outras reuniões convocadas pelo presidente da AR e mais dois dias por semana.

Pára-quedistas ficam a ganhar

Os deputados que residem num círculo diferente daquele por que foram eleitos recebem ajudas de custo, até dois dias por semana, em deslocações que efectuem ao círculo, em trabalho político. Mas também os que, em missão da AR, viajem para fora de Lisboa. No país têm direito a 67,24 euros diários ou a 162,36 euros por dia se forem em serviço ao estrangeiro.

Viagens pagas todas as semanas

Quando há plenário, a quantia para despesas de transporte é igual ao número de quilómetros de uma ida e volta semanal entre a residência do parlamentar e S. Bento vezes o número de semanas do mês (quatro ou cinco) multiplicado pelo valor do quilómetro para deslocações em viatura própria. Uma viagem ao Porto são 600 quilómetros cinco vezes num mês, dá três mil. Como o quilómetro é pago a 0,39 euros, o abono desse mês é de 1170 euros.

Viver na capital também dá abono

Os deputados que residam nos concelhos de Cascais, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Loures, Oeiras, Seixal, Amadora, Almada e Lisboa recebem também segundo a fórmula anterior. Os quilómetros (ida e volta) são multiplicados pelas vezes que esteve em plenário e em comissões, tudo multiplicado por 0,39 euros.

Ir às ilhas com bilhetes pagos

A resolução 57/2004 em vigor, de acordo com a secretaria-geral da AR, estipula que os eleitos pelas regiões autónomas recebem o valor de uma viagem aérea semanal (ida e volta) na classe mais elevada entre o aeroporto e Lisboa, mais o valor da distância do aeroporto à residência. Por exemplo, 512 euros (tarifa da TAP para o Funchal com taxas) multiplicados por quatro ou cinco semanas, ou seja, 2048 euros.

Mais o número de quilómetros (30, por exemplo) de casa ao aeroporto a dobrar (por ser ida e volta) multiplicado pelas mesmas quatro (ou cinco) semanas do mês, e a soma é multiplicada por 0,39 euros, o que dá 936 euros. Ao todo 2980 euros.

Deslocações em trabalho à parte

Ao salário-base, ajudas de custo, abono de transporte mensal há ainda a somar os montantes pela deslocação semanal em trabalho político ao círculo eleitoral pelo qual se foi eleito. Os deputados eleitos por Bragança ou Vila Real são os mais abonados.

Almoço a menos de cinco euros

Os deputados e assessores que transitoriamente trabalham para os grupos parlamentares pagam 4,65 euros de almoço, que inclui sopa, prato principal, sobremesa ou fruta. E salada à discrição. Um aumento de 0,10 euros desde 2006. Nos bares, um café custa 25 cêntimos, uma garrafa de 1,5 litro de água mineral 33 cêntimos e uma sandes de queijo 45 cêntimos.

Imunidade face à lei da Justiça

Não responde civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitir em funções e por causa delas. Não pode ser detido ou preso sem autorização da AR, salvo por crime punível com pena de prisão superior a três anos e em flagrante delito. Indiciado por despacho de pronúncia ou equivalente, a AR decidirá se deve ou não ser suspenso para acompanhar o processo. Não pode, sem autorização da AR, ser jurado, perito ou testemunha nem ser ouvido como declarante nem como arguido, excepto neste caso quando preso em flagrante delito ou suspeito do crime a que corresponde pena superior a três anos.

Justificações para substituição

Doença prolongada, licença por maternidade ou paternidade; seguimento de processo judicial ou outro invocado na Comissão de Ética, e considerado justificado.

Suspensão pode ir até dez meses

Pedida à Comissão de Ética, deve ser inferior a 50 dias por sessão legislativa e a dez meses por legislatura. Um autarca a tempo inteiro ou a meio tempo só pode suspender o mandato por menos de 180 dias.

JORNAL DE NOTÍCIAS | 11.02.2008

Palavras para quê?

A Grande Porca – Rafael Bordalo Pinheiro

a Grande Porca", caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro.

Este texto está perfeitamente  actual. Retrata uma época  em que o estado da política pouco ou nada difere do actual.

Cá pelo país está tudo diferente e tudo na mesma. As lutas pelo poder continuam. Os partidos sucedem-se. Ainda há algum tempo em conversa com Rafael falámos sobre isso. E que a política é como uma “grande porca”, ambos concordamos. É na política que todos mamam. E como não chega para todos, parecem bacorinhos que se empurram para ver o que consegue apanhar uma teta. 

Ao saberem do nosso regresso já vieram oferecer-lhe novamente o lugar de amanuense na Câmara dos Pares. Rafael tem outros projectos. Não é agora que vai largar as publicações. Ainda para mais já há um capitalista para o ajudar no projecto. Vamos ao trabalho que o primeiro número de António Maria ainda tem que sair este ano.

Ainda é mais cedo do que pensávamos. Pouco barulho que o Rafael já está a fazer a apresentação do jornal:

“Fará todas as diligências para ter razão, empregando ao mesmo tempo esforços titânicos para, de quando em quando ter graça. Possuído destas duas ambições, claro está que o António Maria não tem outro remédio, na maioria dos casos, senão ser oposição declarada e franca aos governos e oposição aberta e sistemática às oposições …”

Os colaboradores dos jornal são gente conhecida, entre eles estão Ramalho, Guilherme Azevedo, Junqueiro e eu, claro! Sim, porque agora nunca nos separamos. Ás vezes parecemos um só. Partilhamos opiniões e vamos tecendo comentários. Ainda para mais temos os mesmo ideais políticos – uma república. É isso que queremos para o nosso país. Que é difícil já o sabemos, pois parece que este país teima em avançar a passo de caracol. Pudera, da forma que as coisas estão… Os políticos discursam sem nada dizer. A Igreja vai vivendo dos rendimentos, e bem bons que eles são. E cá o vai continuando ora com “albarda” às costas, ora a apertar o cinto.

O jornal começa a incomodar. O capitalista que o financia decide cortar as verbas como represália contra o facto de se terem metido com o seu partido. Mas amigos é coisa que não nos falta. Todos juntos conseguem reunir o dinheiro necessário para as despesas. Não é agora que vamos perder a independência.

Em 1885 as coisas complicam-se ainda mais. O governo estabelece medidas censórias. Chamam-lhe a “Lei da Rolha”. Não será esta a única que vez que a instituem.

"Encerramento da Câmara", caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro.

Aqui os rapazes decidem expressar o seu descontentamento. Rafael sugere que todas as publicações se suspendam por oito dias como medida de protesto. Para alguns a ideia é aceite. Outros não perdem a oportunidade de criticar o meu rapaz: “Ó Bordalo, a ti não te faz diferença. O António Maria só sai uma vez por semana….”

Ora bolas! Ele há coisas que nos ofendem! Pois sim senhor! Para que não haja dúvidas quanto ao que pensamos o António Maria deixará de ser publicado, mas umas palavrinhas terão que ser ditas:

Eu não pertenço ao ajuntamento dos jornalistas, por isso que estou sozinho e não há ajuntamentos só de uma pessoa; eu não pertenço ao grupo monárquico, porque este me chama de revolucionário; eu não pertenço ao partido republicano, porque este me alcunha de vendido. Nestes termos, não podendo ser nem político, nem jornalista vou fazer-me simplesmente operário, o que talvez venha a ser alguma coisa.

In vidaslusófonas

QUE DIFERENÇA HÁ ENTRE ESTES DEPUTADOS E OS DE SALAZAR ?PS chumba projectos sobre avaliação

“QUE DIFERENÇA HÁ ENTRE ESTES DEPUTADOS E OS DE SALAZAR ?”

Reconheçamos que a pergunta é provocatória, mas, na prática, na prática daquela Assembleia, andará longe da verdade ?  E porque será que, em democracia, temos um sistema político viciado e manipulado por caciques, maiores ou menores ?! …

«Educação ou Armadilha Pedagógica»: Education Round Table, o bilderberg da educação

ordo ab chao - create chaos then control the order that comes out of it

Ainda em período de prendas e reflexões trago para aqui um livro que não li, a não ser o excerto  que, já não sei por que forma me chegou em PowerPoint, o qual na altura me impressionou e que guardei sem na altura saber sequer o nome do autor. Mais tarde pesquisei na Net e julgo ter encontrado a referência do livro, o qual ainda não adquiri por mero esquecimento.

Educação ou armadilha pedagógica

Manuel Cidalino Cruz Madaleno – Papiro Editora

2006, 110 pp

Já houve uma altura em que enviei o Powerpoint por mail para algumas pessoas, mas depois ele permaneceu esquecido, guardado algures na memória do meu computador, pelo que instintivamente por economia me escuso a conservar na minha. No entanto hoje, assim que li esta notícia no Público, lembrei-me imediatamente de o colocar aqui.

Julgo que a educação continua e deve continuar no próximo ano a ser um tema quente porque a luta pela preservação da escola pública não pode nem deve esmorecer, antes pelo contrário; existem nela alguns factores que tornam a questão do ensino uma questão central para quem como nós deseja ajudar a entreabrir portas por onde a revolução há-de passar: os sindicatos dos professores conseguiram unir-se numa  frente única – a plataforma sindical dos professores (esta já não se pode cingir a uma mera função corporativista, visto que se comprometeu a defender a escola pública, luta muito mais abrangente que deverá envolver os pais e os cidadãos em geral); a plataforma sindical já não age apenas de acordo com os interesses dos professores sindicalizados ou dos partidos que estão por detrás dos sindicatos, os quais já deram provas de conter a luta em vez de a usar como motor de arranque; a plataforma tem sido impelida  a  endurecer  a  luta pelos milhares de manifestantes com que se comprometeu; se essa unidade sindical foi possível (entre a FENPROF e a FNE) também poderá a exemplo ser possível entre as duas grandes centrais sindicais; estas têm a faca e o queijo na mão para poderem mobilizar os trabalhadores impelindo-os a defender os direitos do trabalho afrontados pelo código laboral e a unirem a sua luta à luta dos professores, pois é preciso não esquecer que os ataques e os objectivos são semelhantes e que a escola pública atinge todos os trabalhadores com filhos na escola pública.

Recomendo a leitura do texto, que é apenas um excerto, e a sua divulgação para que os cidadãos tomem verdadeira consciência do que está em causa quando se fala em defender a escola pública portuguesa. Por mim tenciono adquirir o livro e lê-lo na íntegra.

Calculo que não vão gostar do que lerem tanto como eu não gostei.

Aproveito para desejar que 2009 nos traga a todos renovadas energias para vencer o Capitalismo, verdadeiro obstáculo civilizacional.

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In O Libertário


Protests on Wall Street – what the news media isn’t showing you. A Censura dos Meios de Comunicação! Protestos Censurados…

Protestos em Wall Street – o que os meios de comunicação não mostram

Hubpages
Segunda-feira, 29 de Setembro, 2008

Ocorreram manifestações em Wall St para protestar contra o plano de fiança – e os principais meios de comunicação social nem sequer mencionam.

Centenas de manifestantes protestaram contra a proposta de $ 700 bilhões de fiança no plano para o sector financeiro e bancário, no entanto, os meios de comunicação nacional na América nem sequer o relataram! Por que não?

Parece estranho que  gerou um mal  estar por parte das grande cadeias noticiosas  como ABC, CNN, CBS, NBC etc. todas têm uma grande presença em New York City. Apesar de ter sido um evento tão grande e do protesto ocorrer num pátio traseiro, os principais meios noticiosos escolheram não dizer ao povo americano. Tive de procurar na  Internet para encontrar notícias sobre o assunto. Isso é realmente indicativo da situação patética nos meios dos E.U. de hoje. Em todo o caso, e caso  você não os tenha visto, eu colectei um grupo de vídeos dos protestos em Wall Street (Sept. 25) e afixei-os. Tenha em consideração  que os meios de comunicação não lhe mostraram nada!

Aviso: alguns dos vídeos do protesto contêm obscenidades.

In prision Planet

The most frightening part of Rep. Burgess’ one-minute floor speech is when he says, “Mr. Speaker I understand we are under Martial Law as declared by the speaker last night.”

Nós juramos constitucionalmente para proteger e defender esta república de encontro a todos os inimigos estrangeiros e domésticos. E meus amigos há inimigos,” Kaptur disse . “Os que empurram este negócio são os responsáveis pela implosão em Wall Street. Eram fraudulentos então e são fraudulentos agora.” “Minha mensagem ao povo americano é não deixar o congresso selar este negócio. Foram cometidos importantes crimes financeiros,” acrescentou a  Democrata de Ohio.

O País onde tudo era indiferente

O País onde tudo era indiferente

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Imagem do KAOS
Há uma análise de Laura “Bouche” que é recorrente, nos jantares em que estamos em comum. É a imagem da Feira da Ladra, lugar que raramente frequento, mas que ele, “Laura”, adora.
Parece ser sistemático, todos os Sábados, um estendal de vendas ilegais: chega a Polícia, enrolam tudo nos cobertores, põem-se a disfarçar, e, mal a Polícia vira costas, volta tudo ao mesmo. Pelo que me foi dito, isto não acontece uma, mas todas as vezes necessárias, até que a Polícia se canse, e o ciclo volte a ter lugar no fim de semana seguinte. Isto dura há muitos anos, mais propriamente, se tomarmos 1143 como referência, dura há 865 anos, embora, se relembrarmos Sertório, César e Plutarco, a coisa seja substancialmente mais antiga.
Portugal é o país do faz de conta que nada aconteceu.
Houve um mar de incêndios, e puseram-se todos a assobiar para o ar; saíram para a rua 100 000 Professores, e, no dia seguinte, estava tudo na mesma; houve o “Casa Pia” e toda a gente acha agora natural ir pagar cento e tal mil euros a um gajo praticamente desconhecido, até ser preso; um Primeiro-Ministro estrangeiro insinua que o Tratado de Lisboa só será assinado se ignorarmos a “Maddie”, e… e… por que não?… Aumentam as idades de reforma e diminuem os salários, e os Portugueses não perecebem que isso lhes diz respeito; Sampaio deu um Golpe de Estado Constitucional e toda a gente achou que era porque o Primeiro-Ministro só andava em festas com gajas, e puseram lá um que falsificou um percurso académico, acto no qual a maioria da população se reviu: tínhamos, finalmente, um “Prime” com olho, e podemos, e vamos recuando, até quando os Fundos Estruturais foram desviados, e toda a gente enrolou o cobertor mental; houve o 25 de Abril, e os juízes não perceberam e os Portugueses ainda perceberam menos que os juízes não tinham percebido; houve o Salazar, e ninguém se deu conta de que esse tipo de Regime já só sobrevivia na Ibéria; mataram um Rei e toda a gente achou que era porque a mulher era lésbica; vieram os Franceses, e fomos para o Rio, para poder fingir que não era nada connosco; a Inquisição queimava uns gajos, mas desde que não fôssemos nós, era mais ou menos indiferente, e poderíamos retroceder até Neanderthal, quando um dia chegaram os Cro-Magnon, e os Neanderthal pensaram que não era nada com eles, enrolaram os cobertores, como na Feira da Ladra, e esperaram que passassem.
A “Rentrée” Política, este ano, correu ao nível do estado do País. Pessoalmente, embora não queira que se aflijam, ando com uma premonição muito semelhante à que antecedeu o 11 de Setembro: sinto que qualquer coisa está para acontecer, embora não consiga precisar o quê, nem quando. No dia em que os aviões atiraram as Torres abaixo, a primeira coisa que senti, dentro de mim, foi a sensação do “ah, afinal, era isto…”, mas não vamos por aí. O P.S reentrou com o Escândalo do Pedroso; o Aníbal reentrou enrolando o cobertor dele, e fingindo que não tinham passado, sobre o seu mofo Presidencial, quase 40 anos de Democracia; a Ferreira Leite arrastou o P.S.D. para um marasmo tal que parecia a Gertrudes Thomaz, a inaugurar um chá de caridade da Acção Nacional Popular; Louçã berra, até que dêem ao Rosas a Pasta da Cultura e à Ana Drago a do Ambiente; a 4ª Classe de Jerónimo não lhe permite ver que o cenário mudou, ao ponto do seu discurso ter a força de um número de teatro de revista, muito batido. Sobra Portas, e Portas veio com a ilusão de que ainda estávamos a querer fazer Política a sério.
Respeito em Portas o tipo que fez a vida negra ao Saloio de Boliqueime, na fase em que ele, e os dele, fizeram desaparecer os Fundos Estruturais, que nos teriam tornado num Estado Europeu, discreto e médio, em vez da presente Cauda da Europa. Após isso, enveredou pela pior coisa que um pensador e orador pode ambicionar, que é o “demi-monde” da Política, onde se cruzam “Majores”, gajos que fazem telefonemas a tentar influenciar os amigalhaços da Justiça para não provocar estragos Políticos, onde Bastonários abrem restaurantes no Alto do Parque de Levar no Cu, com rendas de velhas da Almirante Reis, onde Pintos da Costa gozam com os Tribunais, os processos caducam por promiscuidades jurídico-partidárias, onde há jornalistas de meia-tijela a fingirem que são eternas namoradinhas de Primeiros-Ministros paneleiros, onde se manda matar um gajo que é incómodo, mas também se pode beneficiar de um Jorge Coelho nos ir buscar à esquadra, às quatro da manhã, por causa de um valente broche apanhado com um holofote numa moita…
O discurso de Portas foi alinhado com as Causas Fracturantes do nosso presente desastre, mas esqueceu-se de que os Portugueses, mal ele começasse a falar de Violência, Desemprego, Mentira Tecnológica, irremediável atraso em aplicação de Fundos Comunitários, Inflação, cartelização dos preços, desastre educativo, famílias falidas em estranguladoras hipotecas de casa, enfim, todos os confortos que nos rodeiam, imediatamente os Portugueses enrolariam os seus cobertores da Feira da Ladra, e ficariam à espera de que passasse.
Acontece que não vai passar, vai agravar-se, e todos nós vamos ser enrolados num vórtice cuja profundidade desconheço, mas me anda a despertar as mesmas sensações de premonição e desconforto que antecederam o 11 de Setembro, mas, volto a dizer, prefiro não ir por aí.
Há um monstro à solta, e era previsível: já tínhamos antes escrito que, num país onde não se faz sangue, mas se prefere assobiar para o ar e enrolar o cobertor, a tensão social e a miséria financeira iriam explodir em focos de violência, alastrando, em mancha de óleo, por todos os recantos do País. Fizeram um Código Penal à medida de que a Pedofilia fosse considerada Acto Único, e não crime repetido, e não se voltasse a pôr em prisão preventiva gente respeitável. Muito gostaria eu de que as pessoas se questionassem sobre a pressa de Pedroso se ir, de novo, refugiar na Imunidade Parlamentar… Sabe ele bem por quê, e eu sei que ele sabe que eu também sei…, mas, regressando à Violência, houve um momento em que isso foi, descaradamente, aproveitado politicamente, dado que fazer todos os anos arder Portugal já não pegava: o fogo era sempre longe, nunca dentro das nossas casas, e podíamos enrolar o cobertor, até que passasse, e passava sempre, mal chovesse, sobre hectares de verde pintados, durante décadas, de negro. A solução era, pois, importar para o café da esquina, o balcão do banco da nossa reformazinha, a bomba de gasolina, o jipe da amiga, a porta da MINHA discoteca, o MEDO, para que não se enrolasse o cobertor, e se percebesse que aquilo, afinal, era mesmo para desencadear reacções.
Felizmente, somos um povo prevenido: conseguimos transformar a Morte em Directo em debates dos caciques do costume, e comentários de bancada, ao nível do café e do tasco. O Matriarcado ergueu-se, e já houve umas matronas que resolveram o assunto com o cabo da vassoura, mal lhes apontaram armas de plástico. Etnicamente, também resolvemos o assunto, com “essa porcaria dos ciganos, dos monhés, dos pretos e dos brasileiros…”
Fantástico.
Sucede que a Violência veio para ficar, e, depois de ter servido Herodes e Pilatos, tornou-se autónoma, e já não serve ninguém, e tornou-se nociva a todos os discursos que a invoquem. Até nisso Portas perdeu. Não vale a pena dizer a um Português que ele está a ser assaltado, à mão armada, na estação de serviço, à porta de casa, pelas Finanças, nos Tribunais, nas histerias do Governo e das Oposições: ele imediatamente enrolará o cobertor, soltará a sua discreta eructação, e esperará que passe.
É a sua saloia maneira de recriar a célebre imagem do Quarteto do “Titanic”: felizmente que há Fátima e Futebol, e, de quando em vez, até luar.

Nova Ordem Mundial – Rastros Quimicos Vacinas Mortais

NWO,controle total sobre a vida das pessoas, vacina e outros aditivos inseridos na alimentação que provocam graves doenças.

Richard Dawkins – A Raiz de Todo o Mal – Parte 3-6

Publicado por peideiemvc

Richard Dawkins

Richard Dawkins nasceu em Nairobi, capital do Quénia, em 1941. Estudou Zoologia em Oxford, tendo-se doutorado sob a direcção do biólogo Nikolaas Tinbergen, Prémio Nobel em 1973 pelos seus estudos em Etologia. Foi professor de Zoologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Presentemente, é catedrático da Universidade de Oxford. Para lá de cientista e académico, tornou-se conhecido como um dos intelectuais mais influentes da actualidade. Defensor intransigente da evolução segundo a teoria de Darwin, é um divulgador ágil da ciência e do pensamento científico. Intelectual polémico, defende fervorosa e militantemente o “orgulho de ser ateu”.

Estado da Nação: O Ovo da Serpente


O Estado da Nação

«Passei hoje toda a manhã na Assembleia da República, para assistir à discussão da petição sobre os Direitos Humanos no Tibete, de que fui o primeiro subscritor e que obteve 11000 assinaturas. Mas não é disso que venho falar. Venho falar da confirmação directa da imagem que já tinha do estado da nação, no que respeita aos seus representantes parlamentares.
Hoje era o último dia de trabalhos antes das férias parlamentares, com uma agenda cheia de debates e votações sobre projectos de lei e petições. Às 10 horas, quando abriram os trabalhos, as bancadas teriam no máximo um terço dos deputados. À medida que os vários oradores, do governo e dos partidos, tomavam a palavra, aquilo a que se assistia era o seguinte: dos escassos presentes, ninguém parecia estar a ouvir absolutamente nada; uns levavam o portátil e mandavam mails, outros falavam ao telefone, uns conversavam em pequenos grupos, alguns de costas viradas para o orador, outros liam tranquilamente os jornais: diários, desportivos, etc. Apenas interrompiam estas actividades para aplaudirem maquinalmente o orador do seu partido, voltando depois ao mesmo.
Foi só por volta do meio-dia que o hemiciclo se começou a compor e só então chegaram as figuras mais relevantes e as caras mais conhecidas dos vários partidos, com ar descontraído, palmadinhas nas costas e sorrisos cúmplices para os seus correlegionários. Foi por essa altura que a petição relativa ao Tibete começou a ser discutida. Quando a deputada do PS começou a apresentar o relatório sobre a situação no Tibete, elaborado a partir das reuniões que o grupo parlamentar dos Negócios Estrangeiros manteve connosco, o ruído das conversas era tal que ela teve de parar por duas vezes e o próprio Presidente da Assembleia, Jaime Gama, de pedir silêncio aos “senhores deputados”. Sem qualquer efeito. O ambiente era igual ou pior ao de uma turma das mais indisciplinadas do ensino primário ou secundário. Em abono da verdade, ressalve-se que só a bancada do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista mantinha relativamente maior silêncio e compostura.
Seria apenas hoje, por ser o último dia antes das férias? Não. Uma amiga que lá trabalha esclareceu que é sempre assim.
Após a apresentação das várias matérias em debate, nestas circunstâncias de total alheamento e desrespeito mútuo, ia-se seguir a votação. Levantei-me e vim-me embora. Estava elucidado e só pensava que, após dois mandatos de quatro anos nesta vida, saem de lá com belas reformas para sempre.
Estou esclarecido sobre o estado da nação, espelhado no seu Parlamento, que deveria ser-lhe exemplo. Só pergunto, a mim e a vocês, se são estes os nossos representantes, se são estes que queremos como representantes. É isto democracia, partidocracia ou mediocrecracia? E o que fazemos?»

Sócrates: O Debate é entre ti e tu Próprio…hipócrita

Imagem daqui

Sócrates quer debater o Código de Trabalho para desfazer “embustes” do PCP e BE 
23.07.2008 – 15h11 Lusa

O primeiro-ministro garantiu hoje que o PCP e o Bloco de Esquerda terão todo o tempo de debate necessário sobre o Código de Trabalho, assegurando que o PS quer debater o diploma para travar a discussão contra os “embustes” da esquerda sectária.

José Sócrates, que falava no encerramento de um colóquio promovido pelo grupo parlamentar do PS sobre a proposta do Governo de Código de Trabalho, sublinhou que o PS “quer o debate” e que “vai estar mobilizado” para ele.

Na sua intervenção, o líder socialista referiu-se por várias vezes indirectamente à contestação movida pela CGTP-IN e pelo PCP em relação ao calendário escolhido pelo PS e pelo Governo para o debate do Código de Trabalho na Assembleia da República, que deverá ser aprovado em plenário do Parlamento logo no início da próxima sessão legislativa, em Setembro. “Querem mais tempo de debate? Terão todo o tempo que quiserem, mas o PS quer centrá-lo nas questões de substância e não no processo. Os argumentos processuais são a desculpa dos fracos”, acusou o primeiro-ministro.

Deputados acumulam funções



Metade dos deputados da Assembleia da República acumula o exercício da função parlamentar com actividades em empresas, escritórios de advogados,c âmaras municipais, universidades e instituições sociais. Em 230 deputados eleitos em Fevereiro de 2005, neste momento, segundo os registos de interesses existentes no site do Parlamento, 115 parlamentares exercem o mandato em simultâneo com outras actividades. PS e PSD dominam nesta matéria.
In CM (02-05-2008)

Louçã vs. Sócrates: Ataques pessoais e combustíveis

Decorreu esta tarde mais um debate quinzenal no Parlamento. Apesar de ter mudado o modelo do debate, consideramos que estão a tornar-se enfadonhos. Os deputados e o primeiro-ministro ainda não perceberam que o mais importante não é, cada um dos intervenientes, passar o tempo a olhar para o seu umbigo.
Fora do Parlamento há pessoas, há empresas, etc. com diversificados problemas que nada têm a ver com a simples retórica.
O debate de hoje não mudou muito e, para não ser diferente, teve um momento com alguma agitação, no confronto Sócrates – Louçã. O primeiro-ministro, bem, lembrou a necessidade do debate ter “alguns princípios“, simplesmente não pode ignorar esses “princípios” e na resposta a Louçã não respeitou esses “princípios“.
Saindo dos princípios o que hoje me surpreendeu foi o facto de José Sócrates, à saída do debate, nos espaços perdidos, ter estado tanto tempo a justificar-se aos jornalistas. Algo está a preocupar o primeiro-ministro pois não é habitual José Sócrates justificar-se . . . explicar-se e irritar-se, como aconteceu quando lhe perguntaram a opinião sobre a proposta do Presidente francês sobre os combustíveis.
Formulamos votos para que o próximo debate suscite uma discussão séria sobre os verdadeiros problemas que preocupam os portugueses – as crianças, os jovens e os idosos.