A Avenida da Liberdade foi pequena para tantos manifestantes

A marcha de protesto foi encabeçada pelos Homens da Luta

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, declarou-se hoje agradado com os “muitos milhares de pessoas” presentes na Avenida da Liberdade no protesto da CGTP-IN, sublinhando que “só se mexe quem confia no futuro” do país.

“O povo está descontente e indignado com as injustiças, pobreza e precariedade, mas a afirmar esperança e confiança no futuro”, disse Carvalho da Silva à agência Lusa enquanto descia a Avenida da Liberdade na frente da manifestação.

A Avenida da Liberdade ficou repleta de manifestantes que aderiram ao protesto convocado pela CGTP-IN contra o desemprego, a precariedade e por aumentos salariais e das pensões.

Por volta das 17:00 quando a Praça dos Restauradores, onde termina o desfile, já estava cheia, ainda havia trabalhadores a desfilar na Avenida Fontes Pereira de Melo.

Sem que se consiga ver a cauda da manifestação, na Avenida da Liberdade o desfile vai passando ladeado por inúmeras pessoas que assistem nos passeios.

O desfile iniciou-se no Marquês de Pombal com uma salva de palmas aos participantes na iniciativa.

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Fernando Nobre defende nas Caldas da Rainha reforma mínima de 500 euros e máxima de cinco mil euros

Durante a sua intervenção disse também que era contra o facto de haver “pessoas a receber uma, duas, três reformas vitalícias e a terem o seu ordenado, ainda por cima, e depois há pessoas com reformas baixinhas que ainda têm necessidade de trabalhar, e vêem a sua reforma reduzida”, afirmou Fernando Nobre recusando-se a identificar pessoas.
No seu discurso, bastante emotivo e perante uma plateia que ultrapassou a centena de pessoas mostrou-se contra o actual estado do país e da governação. “Não quero ter que mandar os meus filhos emigrar para outro país, o nosso povo tem futuro”, dizia o candidato presidencial que, no entanto, afirmou que “o politico não estava presente, apenas veio o cidadão e o presidente da AMI”.
Uma das áreas que mais revolta o agora candidato independente à Presidência da República são as reformas dos idosos pois há 300 mil em Portugal “que recebem mensalmente 300 euros e ninguém consegue viver com tão pouco”. Fernando Nobre diz que não admite que “haja portugueses de 1ª, 2ª e de 3ª ” considerando que o seu discurso “não é demagogo nem populista” pois, na verdade, nos próximos anos vai ser necessário apertar mais o cinto “e deveria começar a ser apertado desde cima até abaixo”.
Fernando Nobre participou no programa de conferências “21 às 21” do movimento Viver o Concelho e falou sobre “Cidadania – todos somos responsáveis”. O convidado, no final, disse ter gostado de abordar um tema que o apaixona que é da cidadania “e sinto-me optimista quando vejo cidadãos portugueses a dinamizar estas acções”. Disse ainda que as ideias que defendeu durante o serão “já estão há vários anos publicadas nos meus livros e são preocupações que tenho e defendo em qualquer lado do mundo”.
Na opinião deste médico humanitário que já liderou acções em dezenas de países “todos juntos podemos fazer um mundo diferente, melhor e menos angustiante que aquele que aparentemente estamos a deixar aos nosso filhos”.
Com a candidatura presidencial agora tem menos disponibilidade para viajar, ao menos que haja uma catástrofe, pois nesse caso “não deixarei de actuar”.
No caso de ser eleito, Fernando Nobre diz que a AMI tem uma estrutura própria e que nessas condições “suspenderia as minhas funções executivas”. Da mesma forma que diz que nunca abandonará os seus quatro filhos biológicos também nunca deixará a AMI, já que considera este organismo “é o meu filho idealístico”.
Jovem caldense venceu concurso para logótipo
Tiago Colaço, 26 anos, é caldense e foi o vencedor do concurso para o logótipo da iniciativa “21 às 21” do Movimento Viver o Concelho. Ganhou um prémio de 250 euros que foi entregue após a conferência. A associação contou com o apoio do BPI e da Papelaria Pitau para a concretização deste concurso.
O jovem é Técnico de Comunicação e estava satisfeito com o facto do seu trabalho ter sido o vencedor. Soube do concurso através de um amigo e não quis perder a oportunidade de participar. “É bom que haja iniciativas a dinamizar este tipo de actividades. De qualquer modo penso que estas deveriam ser mais divulgadas”, rematou o jovem vencedor.
O trabalho de Tiago Colaço foi escolhido anonimamente (de acordo com o regulamento) por um júri que integrou um especialista em marketing e uma artista plástica, para além dos membros da Associação Movimento Viver o Concelho.
No próximo dia 21 de Maio, pelas 21 horas será a vez da psicóloga Rita Feijão se dedicar ao tema “Desenvolvimento do raciocínio moral”.

Os resultados das legislativas

Votantes
60,54%
Votantes: 5.658.757
Inscritos: 9.347.315
Partido Resultados Mandatos
PS

Partido Socialista

36,56%
2.068.635 votos

96 mandato(s) para o PS
PPD/PSD

Partido Social Democrata

29,09%
1.646.197 votos

78 mandato(s) para o PPD/PSD
CDS-PP

CDS - Partido Popular

10,46%
591.974 votos

21 mandato(s) para o CDS-PP
B.E.

Bloco de Esquerda

9,85%
557.109 votos

16 mandato(s) para o B.E.
PCP-PEV

CDU - Coligação Democrática Unitária

7,88%
446.174 votos

15 mandato(s) para o PCP-PEV
PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses

0,93%
52.633 votos

0 mandato(s) para o PCTP/MRPP
MEP

Movimento Esperança Portugal

0,45%
25.338 votos

0 mandato(s) para o MEP
PND

Nova Democracia

0,38%
21.380 votos

0 mandato(s) para o PND
MMS

Movimento Mérito e Sociedade

0,29%
16.580 votos

0 mandato(s) para o MMS
PPM

Partido Popular Monárquico

0,27%
14.997 votos

0 mandato(s) para o PPM
P.N.R.

Partido Nacional Renovador

0,21%
11.614 votos

0 mandato(s) para o P.N.R.
MPT-P.H.

FEH - Frente Ecologia e Humanismo

0,21%
12.025 votos

0 mandato(s) para o MPT-P.H.
PPV

Portugal pro Vida

0,15%
8.485 votos

0 mandato(s) para o PPV
POUS

Partido Operário de Unidade Socialista

0,08%
4.320 votos

0 mandato(s) para o POUS
PTP

Partido Trabalhista Português

0,08%
4.789 votos

0 mandato(s) para o PTP
MPT

Partido da Terra

0,06%
3.241 votos

0 mandato(s) para o MPT
EM BRANCO

1.75%
98.992 votos
NULOS

1.31%
74.274 votos

Estado do Sítio: Empates técnicos

“A um mês da eleições Legislativas é perfeitamente legítimo começar a desconfiar do que aí vem em matéria de sondagens.”

A um mês das eleições os partidos já têm as máquinas afinadas e preparadas para ir em força para a estrada na habitual e normal caça ao voto. A um mês das eleições ficaram para trás as polémicas sobre as listas de candidatos a deputados, velhas querelas de mercearia que normalmente animam as hostes antes da batalha final.

A um mês das eleições começam a conhecer-se os programas dos partidos, textos inúteis que só uma minoria tem a pachorra de ler, cheios de promessas e frases eloquentes sobre o sítio, que vão direitinhos para o lixo mal acabam os espectáculos de apresentação. A um mês das eleições já de disparam insultos a torto e a direito, com figuras e figurinhas a pôr-se em bicos de pés para justificar as suas candidaturas e agradar aos respectivos chefes. A um mês das eleições o senhor presidente do Conselho e líder do PS desmultiplica-se em lançamentos de primeiras pedras de hospitais, fontanários, túneis, estradas e auto-estradas. A um mês das eleições o senhor presidente do Conselho até perdeu o medo e foi à Madeira dizer que adorava os madeirenses numa festinha que os seus camaradas organizam com o engraçado nome de Festa da Liberdade. A um mês das eleições tudo isto acontece.

Mas a um mês das eleições é natural que surjam também muitas sondagens em todos os jornais, rádios e televisões. E como as eleições são daqui a um mês é bom que não se esqueça a vergonha das sondagens que antecederam as eleições europeias de 7 de Junho. A um mês das eleições importa lembrar que os indígenas deste sítio pobre, deprimido, manhoso, cheio de larápios, povoado de mentirosos e obviamente cada vez mais mal frequentado merecem algum respeitinho da parte das empresas responsáveis pelos estudos de opinião.

A um mês das eleições é importante repetir que as sondagens custam muito dinheiro às empresas de Comunicação Social que não podem andar por aí a vender gato por lebre aos seus clientes. A um mês das eleições não vale a pena começarem por aí a inventar isto e aquilo, indecisos para trás e para a frente, altos níveis de abstenção e outras coisas mais para justificarem erros crassos e resultados verdadeiramente enganadores. A um mês das eleições só faltava mesmo que as sondagens começassem a repetir empates técnicos a torto e a direito entre o PS e o PSD. A um mês das eleições Legislativas é perfeitamente legítimo começar, desde já, a desconfiar do que aí vem em matéria de sondagens.

António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter

Os anseios de Carolina Patrocínio

Carolina Patrocínio, mandatária do PS para a juventude, só come as cerejas e as uvas quando são descascadas pela empregada.

Fazer batota

Não sei para que servem os chamados “mandatários”, mas alguma serventia hão-de ter ou os partidos não se dariam ao trabalho de os arranjar. Tratando-se de eleições e estando votos em causa, é provável que um “mandatário” seja alguém que supostamente renda votos.

Assim, se o partido A ou o partido B cobiçarem, por exemplo, os votos dos gagos, arranjarão um “mandatário para os gagos”, alguém que seja um modelo para os gagos, de tal maneira que, votando ele num determinado partido, todos os outros gagos façam o mesmo, assim a modos que um flautista de Hamelin dos gagos. É por isso que não vejo a lógica da escolha da tal de Carolina Patrocínio (quem?) para “mandatária para a juventude” do PS. Será aquele o modelo (em plástico que, como diz O’Neill, sai mais barato) de juventude que o PS tem para oferecer aos jovens, uma juventude com empregadas para tirar os caroços das cerejas e as grainhas das uvas e que “prefere fazer batota a perder”? Ou o PS também prefere fazer batota a perder? Disse Sócrates em Amarante que a crise ainda não acabou. A financeira não sei, mas a outra vai de vento em popa.

O “outlet” do PSD

Os novos deputados do PSD

A grande surpresa das listas do PSD não é quem lá está. É, sintomaticamente, quem lá não está. Era esta, talvez, a surpresa que estava reservada por Manuela Ferreira Leite aos portugueses: em equipa que perde não se mexe. Porque pode ser que ganhe, já que o adversário marca golos na própria baliza. Mas as listas do PSD parecem um regresso ao século XIX em vez de serem um salto para os desafios do século XXI.

A questão central das listas do PSD não é ter deixado cair Pedro Passos Coelho ou Miguel Relvas, numa lógica de centralismo democrático a que se julgava que o PSD estava imune. As listas do PSD de Manuela Ferreira Leite afastaram adversários internos, em vez de elas servirem para mostrar uma renovação contra os interesses instalados. As listas de Ferreira Leite são uma verdadeira patinagem na maionese. As listas do PSD parecem a versão nacional do Museu de Cera de Madame Tussauds. Se esse é o futuro proposto pelo PSD, deixem-nos fugir para o passado. Manuela Ferreira Leite parece não entender a política do século XXI. Encara-a como uma mistura da televisão a preto e branco e um filme infantil de Hannah Montana. O resulto é confrangedor. As listas do PSD parecem-se demasiado com um “outlet”. Produtos fora de moda a preço de saldo. E era tudo isso que o PSD não deveria ter feito para combater um PS fragilizado e que anda perdido num labirinto com medo de encontrar o Minotauro. Manuela perdeu a grande oportunidade para mostrar que queria mudar a forma de fazer política em Portugal.

Fernando Sobral In J. Neg.

Tudo está em aberto

Cega e fora deste mundo

Há umas semanas convidei, em outro jornal, os leitores a observar os olhos da dr.ª Manuela Ferreira Leite: “está lá tudo aquilo que nos assusta.” Não exagerei. A bondade ausentou-se daquele olhar. E, como todas as criaturas inseguras, também lá reside uma espécie particular de rancor, a que os freudianos chamam “repeso ou adormecido”. Evidentemente este tipo de análise pende, sempre ou quase sempre, para o subjectivo. Devo acrescentar que nada de pessoal me move contra a senhora. Nem sequer a receio. Venho de um tempo em que os próprios medos ensinavam a defrontá-los. Mas estou de sobreaviso ante o que o futuro político nos reserva.

O PSD nasceu de uma mistura insólita. No mesmo almofariz juntaram-se velhos fascistas, republicanos tementes a Deus, padres à Guerra Junqueiro, alguns antisalazaristas e muito do espírito liberal que fundou a cultura ideológica do Norte. Francisco Sá Carneiro, que nunca se entendeu com esta barafunda, bateu com a porta algumas vezes, até mais do que aquelas que a história oficial no-lo conta. Porém, desejou pôr ordem num partido que representasse as correntes moderadas do País, sem abandonar um específico conceito de progresso.

Conheci Sá Carneiro. E ainda hoje mantenho admiração e respeito pelo indivíduo. Contudo, nunca entendi que raio de partido queria construir, associando gente de tão díspares ideologias, com poucas convicções e módico lastro democrático. O homem era teimoso. Modelar, com tal barro, uma agremiação minimamente coerente, era tarefa de gigante. Sá Carneiro morreu sem conseguir dar corpo ideológico e político às suas ideias, e sem perceber nada do que era aquele Partido Popular Democrático (nome dado por Ruben Andersen Leitão, meu amigo, e imenso escritor colocado no limbo pela nossa sacrossanta ignorância).

As escolhas da dr.ª Manuela para a sua bancada parlamentar correspondem a esse pequeno crisol do inferno que tem servido de peneira no PSD. A senhora seguiu o guião. Premiou quem a aplaudiu e excluiu quem esteve contra. O ressentimento aflorou-lhe aos olhos: era vê-los, quando saiu do agitado conclave. O corte assimetricamente biselado das suas pálpebras revelava um fulgor semelhante ao das fogueiras. A imagem é justa. Aqueles que a criticaram foram queimados em fogo brando. Quem quiser extrair metáforas sobre as labaredas da Inquisição, que o faça: mas a minha intenção é modesta e pretende ser educada.

Penso que a senhora sopesou bem os perigos desta “estratégia”. Passos Coelho não é só ele: por detrás está muita gente com poder e com dinheiro e, sobretudo, alimentada com rancores semelhantes àqueles que a fazem mover. A recuperação de velhos cavaquistas, assim como a afeição demonstrada pelo Pacheco Pereira, constituem, mesmo, um pesado desafio. O cavaquismo é matéria residual. E Pacheco Pereira é detentor da maior congregação de ódios existente no PSD.

Há anos, no “Diário Popular”, que foi um importante vespertino, e onde trabalhei, durante vinte e três anos, conversava com o Jacinto Baptista, então director, acerca de uma embrulhada que se registava no PSD, comparável à de agora. O Jacinto era um homem sóbrio, de voz mansa, proprietário de uma ironia sulfúrica, além de honrado e talentoso.

– Você já viu aquilo, Jacinto?, interroguei.
– É lá com eles. Eles são assim mesmo, respondeu-me.

Pensava, agora, ao batucar esta prosa, haver muito de verdade nas observações do grande jornalista. “É lá com eles. Eles são mesmo assim” são frases que correspondem à identidade daquele partido. Não se modifica, “por dentro”, nenhuma organização política. Os exemplos são muitos para que os ignoremos. Como é impossível alterar o rumo dos que, somente, ambicionam o poder pelo poder. Vivemos, nestes tempos, numa encruzilhada quase desesperante. Por um lado, o PS, ancilosado e patético, desprovido de qualquer sentido de honra e de ética. Do outro, o PSD, cujo ranger de dentes apenas começou a fazer-se ouvir, e que pretende ascender ao mando para se vingar da abstinência, apresentando uma cavalaria de montante em riste, disposta a tudo – menos a traçar um projecto para Portugal.

Evidentemente, que as “alternativas” não se resumem a estes dois partidos, cujos currículo nos assustam por preocupantes. Os portugueses têm de começar a habituar-se ao prazer cultural do risco. As manipulações a que têm sido submetidos ocupam todos os níveis conhecidos. A multiplicação de problemas de que estes dois partidos são responsáveis não tem nada a ver com as “rupturas” nem com “o novo tempo”. Tem tudo a ver com a desonestidade de uma gentalha que enriquece em pouco tempo, com um empresariado sem grandeza e sem imaginação criativa, e com o desinteresse doentio de um povo que parece não perceber a gravidade da situação que se avizinha.

Mas nem tudo está encerrado. Tudo está em aberto. Vejam aquilo que nos assusta.

Baptista Bastos in J. Neg.

Alegre denuncia retaliação política da direcção do PS

Manuel Alegre não gostou de ver todos os seus apoiantes fora das listas do PS para as eleições legislativas. Em declarações ao Expresso, o histórico militante afirma que não se sente representado nas listas e que “o PS vai gravemente mutilado às eleições”. Alegre garante que “houve retaliação política” por parte da direcção do PS.   Para o ex-candidato presidencial, a exclusão das listas do PS de todos os seus apoiantes – do Movimento de Intervenção e Cidadania ou da corrente Opinião Socialista – condiciona, “naturalmente”, a sua participação na campanha.

Alegre interpreta a exclusão dos seus apoiantes como um acto de “retaliação política” da direcção do PS. Recorde-se que vários deputados apoiantes de Manuel Alegre votaram de forma diferente da restante bancada do PS em matérias como o Código do Trabalho ou o modelo de avaliação dos professores.

Reconhecendo que não negociou lugares, Alegre confessou que tinha esperança de que pelo menos José Faria Costa e João Correia, que ainda foram ouvidos para a elaboração do programa eleitoral, fossem convidados. “Ao ficarem de fora, perdem a possibilidade de dar o seu contributo”, diz o vice-presidente da AR, que regista ainda a preferência do PS por “escolhas de puro espectáculo” como a do ex-bloquista Miguel Vale de Almeida.

Paulo Campos convidou Joana Amaral do B.E.

Paulo Campos desmente convite a Joana Amaral Dias para listas do PS
29.07.2009 – 19h46 Margarida Gomes

O secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, confirmou hoje que manteve “contactos pessoais e privados” com a militante do Bloco de Esquerda Joana Amaral Dias, mas desmente que lhe tenha feito um convite para assumir o lugar de candidata a deputada.

Numa declaração a que o PÚBLICO teve acesso, Paulo Campos desmente também “de forma categórica que nesses contactos tenha oferecido ou proposto qualquer lugar no Governo ou em qualquer outra função no Estado”.

“Quero frisar ainda que não dei conhecimento destes contactos pessoais e privados(!!!??? pessoais e PRIVADOS?, que tipo de insinuação é esta?) à direcção do PS, ao secretário-geral ou à federação distrital do PS de Coimbra, nem estava mandatado por eles para formalizar qualquer convite”, acrescenta a nota de Paulo Campos.

A notícia de que o convite a Joana Amaral Dias partiu de Paulo Campos foi avançada hoje pela revista “Visão”, que, entre outras coisas, avança que o secretário de Estado a terá convidado para ser a número dois por Coimbra.

Ainda segundo a “Visão”, Paulo Campos terá dito ter “carta-branca” do secretário-geral do PS, José Sócrates (Carta Branca? Mas o Sr. Inginheiro não afirmou o contrário?), para escolher um nome para o acompanhar nos três primeiros lugares da lista por Coimbra. E foi nesse pressuposto que decidiu, primeiro, sondar a sua amiga, antiga deputada do Bloco de Esquerda.

Sócrates um traficante político. Joana Amaral Dias um bom exemplo.


Post scriptum: o PS de Sócrates tentou “pescar” Joana Amaral Dias para as suas listas de deputados. Ofereceu-lhe também um lugar de chefia num Instituto Público. Joana Amaral Dias recusou ambos os lugares resistindo às mordomias. Mostrou ser digna e de confiança. Os bloquistas que tanto nela bateram quando esta se mostrou desgostosa por ter sido afastada da Mesa Nacional bem podem agora morder a língua. Esteve bem agora Francisco Louçã ao lançar-lhe um elogio público. Ser do Bloco não é ser “bloquista”. Ser do Bloco é ser fiel às suas convicções e ao seu projecto inicial. Já o referi aqui: alguns militantes do Bloco estão a perder humildade, a ganhar sectarismo (por via do seu crescimento) e a sofrer de uma doença muito típica dos grupos de antigamente: a partidarite. Sobre esta investida de Sócrates o pior da política e da pessoa: a falta de vergonha, a traficância política, enfim o PS e Sócrates no seu melhor.

In Incoerencias

As listas socialistas estão fechadas desde a madrugada de ontem, mas o nome de Joana Amaral Dias ainda provoca acusações. O porta-voz do PS classificou como “informação totalmente falsa e não fundada” o alegado convite feito à bloquista para integrar as listas do PS, como a própria confirmou ao PÚBLICO. José Sócrates confirmava ontem de manhã a tese adiantando que o PS “não convida pessoas do BE nem de outros partidos”.
Foi Francisco Louçã quem acabou por vir em socorro de Joana Amaral Dias, acusando Sócrates de “tráfico de influências”, por oferecer cargos de Estado e funções políticas em troca de apoio. “Primeiro ofereceram a Joana Amaral Dias o segundo lugar por Coimbra e depois sugeriram a presidência do IDT – Instituto da Droga e da Toxicodependência ou um cargo no Governo”, em contactos feitos nos últimos dias, contou ao PÚBLICO.

Publico

Comentário:

Só me posso congratular pela posição da Joana Amaral Dias ao recusar as ofertas desesperadas de Sócrates no intuito de mostrar um ar de esquerda pescando no Bloco de Esquerda. A Joana mostrou que é uma bloKista firme.

Os meus Parabéns.

Nota de Luís Fazenda sobre a integração de Helena Roseta nas listas do PS

BE

Nota de Imprensa

  1. O anúncio da inclusão da Arquitecta Helena Roseta, e de outros elementos do Movimento “Cidadãos por Lisboa”, nas listas do PS à autarquia da capital não foi acompanhada por qualquer documento político que explicite as razões da aliança actual de adversários de há dois anos. Não comentamos lugares em listas.
  2. A Arquitecta Helena Roseta assume, a partir de agora, a gestão de António Costa, quaisquer que tenham sido as suas posições anteriores, aliás agora irrelevantes para os eleitores que não têm como as sufragar. A lista é do PS, apadrinhada pelo 1º Ministro, e esse é o voto que pode ser sinalizado. O balanço, a votos, é o de António Costa.
  3. Recordam-se posições reiteradas da Arquitecta Helena Roseta sobre o impedimento de “acordos” com partidos, o que inviabilizou qualquer “acordo” com o BE como foi referido pela própria. Recorda-se, com ironia, que Roseta censurou Sá Fernandes por “fazer falta” a António Costa. Mudam-se os tempos…
  4. Sempre vimos com simpatia o mandato de Helena Roseta. Lamentamos que a sua experiência autónoma termine assim. O Bloco de Esquerda não branqueia o escândalo dos contentores de Alcântara, os desmandos da Sociedade Frente Tejo, o negocismo em curso na frente ribeirinha, a cosmética da “casa arrumada” ou a contemporização com o esquema previsto para a Terceira Travessia do Tejo, por exemplo.

Lisboa, 16 de Julho de 2009

Luís Fazenda,

Candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Lisboa

É preciso saber quem diz

perseguido

A escolha que se nos propõe, entre o PS de José Sócrates e o PSD de Manuel Ferreira Leite, é extremamente redutora mas, na aparência, é o que há. Por enquanto. Penso que, mais tarde ou mais cedo, os portugueses, removidos preconceitos e dissolvidos muitos tabus, encontrarão outras alternativas. As actuais são alternâncias, com mais ou menos músculo. E, na hipótese de o PSD ganhar, a rearrumação do poder conduziria a iniquidades e injustiças ainda mais pesadas do que as que nos temos habituado.

Claro que a barafunda que vai no PS e no Governo não é de molde a tranquilizar-nos. Pondo de lado o episódio faceto de Manuel Pinho a emoldurar de cornos a sua irritação, esta última cena de recuar ao que estava decidido brada aos céus. Refiro-me, bem entendido, à recente proibição de candidatos duplos. O facto de ter sido tardia não obsta a uma certa carência de ética. Tanto do PS como dos indicados. Para mim é surpreendente, pelo menos pela parte de Ana Gomes, que estimo e considero, e cujas atitudes e comportamentos a diferenciavam, totalmente, dos seus camaradas.

Limito-me a registar o facto. Não faço, nunca fiz, julgamentos morais. No entanto, creio que muitas resoluções das comissões políticas dos partidos deveriam ser criticadas e contestadas. Esta, dos duplos candidatos, é uma delas e, certamente, a mais gritante por grosseira.

Pode-se estar no Parlamento Europeu e, simultaneamente (simultaneamente?) numa câmara municipal? Revela-se um manifesto desrespeito pelos munícipes, pelos eleitores e pela própria natureza da democracia. Apareceram declarações paliativas. Não passam de isso mesmo: de declarações paliativas, que não convencem ninguém. E agora? A direcção do PS deveria vir a público esclarecer os motivos que a levaram à primeira decisão e as circunstâncias que a conduziram à segunda. Nenhuma delas acertada, exactamente porque ambas atabalhoadas. Também não acho justas e equilibradas as explosões de ira das duas candidatas expostas contra Manuel Alegre. Ele pode ter inúmeros defeitos, mas o que disse comporta muito das virtudes republicanas.

Estas decisões e contradecisões surgem sempre como malformações de carácter político, desvios da ética, estratagemas apressados, manigâncias, aldrabices, trapalhadas. Se me perguntassem, numa hipótese absurda, se gostaria mais de estar uns anos na Europa do que a dirigir uma câmara, não hesitaria. Perdoem-me a confissão. A minha presença “europeia” só seria precisa (e mesmo assim…) por dois ou três dias, e o resto da semana passá-lo-ia aqui, a ler e a escrever o que me desse no goto. Por fim, teria uma reforma reconfortante, porque o vencimento mensal europeu nada tem a ver com os ordenados normais portugueses.

Estes remendos, estas ambiguidades, não só cansam os eleitores portugueses como, demonstradamente, amolgam a democracia e os seus conceitos. Mas, independentemente do desgosto, da fadiga e do desencanto que nos assola, como endemia, já admitimos estas poucas-vergonhas como banalidades. O surto das fábricas do sonho encontra nos telejornais o seu terreno mais fértil. Cristiano Ronaldo, os seus milhões, as suas namoradas, os jactos privados, as noitadas, o preço das camisolas, os automóveis abrem telejornais, “justificam” enviados especiais a Madrid, graves comentários de graves comentadores. A imbecilização caminha sob a justificativa de que Cristiano é “notícia.” Há uma notória e insultuosa inversão de valores. O futebolista é o maior, o melhor e tudo, mas, pergunta a minha malvada curiosidade: o assunto justifica a dimensão que se lhe atribui?

O mesmo ocorreu com a morte de Michael Jackson. O homem era um pedaço de tragédia humana, e, no meu entender deveria ter sido tratado com a compaixão e o respeito merecidos.

Nada disso: durante mais de uma semana, as televisões, durante horas seguidas, forneceram um manancial de morbidez a “voyeurs” escabrosos. Sobre a ambiguidade sexual daquele ser disforme, que não era carne nem peixe, apenas um esgar humano, que suscitava piedade e angústia, exibiram-se entrevistas, documentos, depoimentos, bizarrias. O jornalismo no estado mais baixo da degradação. Tudo em nome das audiências.

Evidentemente, estas escolhas editoriais não são pacíficas nem ingénuas. São, a um tempo, ignorantes e burras. A burrice, aliás, campeia impante por aqui e por acolá. Por vezes, essa burrice mascara-se de uma superioridade absurda, e essa ignorância adquire carta-de-alforria.

O que está a acontecer, na nossa pobre terra, é um pouco de isso tudo, sem que ninguém consiga travar a onda. Os que se lhe opõem são marginalizados, chamados de “comunistas”, suspeitos de quererem alguma coisa que não, somente, a expressão das suas indignações.

Averiguadamente, há uma sanha revanchista, movida por grupos de pressão, contra alguns daqueles que não embarcam nestas aventuras desacreditantes. Basta ler os jornais, ver as televisões e escutar certas rádios. Ler quem escreve o que escreve; ver quem fala e quem está; escutar quem diz o que diz e como diz.

Baptista Bastos in J. Neg.

Iran Election Results:Mirhossein Mousavi the winner

Iran Election Results reported Passed to Iranian Opposition

June 20, 2009 ·

Think the CIA,
thus Obama,
has not known about this letter?

not yet independently confirmed copy of election results in Iran

not yet independently confirmed copy of election results in Iran

English Translation:

Your Honor the Supreme Leader Ali Khamenei,

Good Day,

After your worry about the election results and because you have asked for a confirmation that Mr. Mahmoud Achmadinejad has won the election, the situation shall be handled in this way, that the election results of the Islamic Republic shall be the most serviceable to your liking. Preparations have been made for all possible developments; the candidates for President have been warned and the leaders of political movements are being closed monitored and watched.

I want to hereby share with you the true results of the election:

Total registered votes: 42,026,078

Mir Hussein Moussavi Chameneh: 19,075,623

Mehdi Charubi: 13,387,104

Mahmoud Achmadinejad: 5,698,417

Mohsen Rezai: 3,754,218

Invalid/Spoiled Votes: 38,716

____________________

This letter detailing the supposed true Iran election results showing Mirhossein Mousavi as a land slide winner is reported to have been handed out by the thousands and thousands and thousands to Opposition Supporters in Iran.


Let’s see what is being reported about this letter at LiveLeak.com…


Robert Fisk: Secret letter ‘proves Mousavi won poll’ ??

Continue reading “Iran Election Results:Mirhossein Mousavi the winner”

legislativas a 27 de Setembro

As legislativas poderão realizar-se a 27 de Setembro e as autárquicas a 11 de Outubro. Essas são as datas mais consensuais entre os partidos com assento parlamentar, que querem que se cumpram os prazos fixados na lei.

Já nenhum partido fala na possibilidade de as eleições legislativas e autárquicas serem realizadas no mesmo dia. Todos defendem que sejam cumpridos os prazos fixados nas leis eleitorais, ou seja, as legislativas terão de se realizar entre 14 de Setembro e 14 de Outubro e as autárquicas entre 22 de Setembro e 14 de Outubro.

O cumprimento dos prazos legais acarreta que sejam poucos os dias aconselháveis para a convocação de eleições. Por exemplo, 4 de Outubro seria uma hipótese. Mas é um fim-de-semana prolongado, devido ao feriado da Implantação da República na segunda-feira. Daí que, 11 de Outubro seja visto como a única data possível para as autárquicas.

Sendo assim, só haveriam duas possibilidades para as legislativas, visto que se defende que não sejam marcadas muito perto da época de férias: 20 e 27 de Setembro. A mais consensual é a segunda hipótese, que colocaria as autárquicas e as legislativas com apenas duas semanas de intervalo, precisamente a duração de uma campanha oficial. Tempo que os partidos admitem ser suficiente.

“Queremos que as duas eleições sejam o mais espaçadas possíveis, mas dentro dos limites da lei”, diz o porta-voz do PS. Embora ressalve que a única “preferência é que as duas eleições sejam em datas diferentes”, Vitalino Canas admite que têm de ter “entre duas e três semanas” entre si.

As datas de 27 de Setembro e 11 de Outubro são precisamente as duas defendidas pelo BE. “É o intervalo mais curto possível, mas que garante uma campanha digna”, sustenta o coordenador do Bloco, Francisco Louçã. O PCP também “não tem qualquer objecção em relação a essa possibilidade”. “É uma possibilidade que admitimos, de facto”, revela Vasco Cardoso, da Comissão Política.

“Para nós, é indiferente as datas e a ordenação das eleições”, refere, por sua vez, o coordenador autárquico do PSD Castro Almeida, revelando que “qualquer data”, desde que “dentro do limite da lei” será aceite. “Não vamos fazer polémica sobre isso”, assegura. Já o secretário-geral do CDS/PP, João Almeida, diz apenas que o partido ainda não tem “uma posição oficial” sobre o assunto.