A geração condenada da Grécia

Depois de um ano de austeridade, nós gregos vimos o nosso país e as nossas vidas ficarem irreconhecíveis. Por Hara Kouki, The Guardian

Um ano depois de o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia terem imposto a sua própria agenda infame à Grécia, a vida aqui mudou radicalmente. Quem tem entre 18 e 24 anos de idade, o mais certo é estar desempregado como 40% da sua geração. Quem tem trinta e tal anos e um emprego, é provável que seja a tempo parcial e flexível. É possível que não o imagine estável e não faz ideia do tempo que irá durar. Os salários caiem gradualmente, não se pode fazer greve, não nos podemos organizar de forma colectiva e nem sequer exigir que nos paguem. As férias estão fora de questão, adoecer é um risco demasiado grande e não é possível ter casa própria.

Os jovens gregos não podem fazer escolhas normais na vida: não podem planear o presente, quanto mais o futuro. Mas dizem-lhes – e muitos sentem-no – que não se podem queixar. Afinal pertencem a uma geração condenada.

A maior parte dos gregos deixou de ver as notícias ou de pensar sobre a razão de isto estar a acontecer. Mas toda a gente fala entre si sobre o que se está a passar: amigos, filhos e pais, comerciantes, taxistas, professores – toda a gente diz que esta austeridade é desleal e injusta, mas também todos se sentem inseguros e receosos: ao fim e ao cabo não há nada que possam fazer. Esta nova realidade parece ter sido lançada sobre nós – quase como um fenómeno sobrenatural. Dizem-nos que arcamos com as culpas da crise porque “todos nós andámos na borga e gastámos para além das nossas possibilidades” – mas os que sofrem mais sabem que não tiveram nada a ver com isto.

Ainda não se passaram 12 meses desde que esta crise começou, mas as pequenas histórias que ilustram a mudança estão sempre a aparecer: sem-abrigo a vasculhar os caixotes do lixo à procura de comida, amigos despedidos sem indemnização ou a aceitar cortes salariais, a polícia a carregar sobre cidadãos em protesto, escolas e hospitais que fecham, professores e médicos que perdem o emprego, jornalistas censurados, sindicalistas perseguidos, ataques racistas no centro da cidade. Legalidade, maioria, democracia e igualdade começam a parecer palavras sem nexo.

De repente, as coisas que aconteceram há apenas um ano em lugares remotos, subdesenvolvidos – como para provar a sorte que tínhamos por pertencer à civilizada Europa – estão a acontecer agora, aqui, na Grécia. Mas os gregos não podem queixar-se, não podem reagir, porque lhes dizem que a culpa da crise é deles – mesmo quando toda a gente sabe que não pode ser apenas culpa deles.

Mas para além da cobertura mediática dominante e das declarações das elites e dos políticos, cada vez mais pessoas sentem a falta de sentido, racionalidade, justiça e liberdade na sua vida quotidiana. Alguns recusam-se a pagar taxas sobre os transportes e nos hospitais, portagens e dívidas e outros criam pequenas redes de solidariedade locais, comércio alternativo ou auto-educação nos seus bairros. Alguns lêem blogues e contam histórias diferentes, reconfirmando a sua dignidade com actos humildes, diários, de resistência, porque sentem a diferença entre “nós” e “eles” que nenhum meio de comunicação social ou discurso estatal consegue obscurecer.

Um povo inteiro não pode viver no isolamento, sentindo medo e culpa por muito mais tempo, encarando um futuro cheio de problemas que não podem ser resolvidos. O que o FMI e os políticos gregos sabem e receiam é que um povo oprimido possa aprender a comunicar sem falar, a avançar sem parecer que se mexe, a resistir sem resistir – gradualmente as pessoas irão descobrir-se umas às outras e perceber o que se está a passar e de quem é realmente a culpa. E depois, como aconteceu em Dezembro de 2008, haverá uma reacção em massa aqui na Grécia, uma reacção que poderá ser violenta e que irá uma vez mais ser classificada de imprevisível e irracional.

Hara Kouki é historiadora e investigadora grega

11 de Maio de 2011

Publicado originalmente no The Guardian

As agruras de hoje da Grécia serão as de Portugal no futuro com o pacote da troika

As consequências de uma reunião não tão secreta

por Euro Intelligence

O nosso ponto de vista foi sempre que a resolução da crise consistiria num refinanciamento (rollover) permanente. Quando confrontados com a questão de permitir o incumprimento da Grécia ou concordar com mais um programa (irrealista), os ministros europeus das Finanças aceitaram esta última opção.

Numa reunião secreta no Luxemburgo, os ministros das Finanças de um subconjunto de países da eurozona encontraram-se para discutir o futuro da Grécia e, segundo o FT , alcançaram um consenso de que querem recorrer a um pacote inteiramente novo, pois o actual programa da Grécia, o qual prevê um retorno aos mercado em 2012, não é realista.

A Grécia precisa obter €25 a €30 mil milhões no próximo ano. O FT informa que o European Financial Stability Facility (EFSF) pode comprar dívida grega em mercados primários, em complemento de uma reestruturação voluntária para “rolar” (roll over) dívida que será devida em 2012. Responsáveis parecem ter descartado com firmeza qualquer reestruturação involuntária da dívida, a qual criaria mais problemas do que resolveria. O ministro grego das Finanças foi convidado à reunião de modo a que responsáveis pudessem enfatizar-lhe a importância de mais austeridade e privatização.

Na sexta-feira à noite, a revista Der Spiegel informou que a Grécia havia considerado uma saída da eurozona e revelou que uma tal teria lugar, com Wolfgang Schäuble tendo um estudo na sua pasta sobre porque uma saída grega far-se-ia a um custo proibitivo – para a Grécia mas também para a própria eurozona. A notícia deu lugar a negações frenéticas de responsáveis da UE e provocou uma nova derrota do euro, o qual declinou de um pico de US$1,49 para US$1,43 em dois dias. Responsáveis da UE primeiro tentaram negar que uma tal reunião viesse a ocorrer, mas quando se tornou impossível sustentar isso, eles simplesmente negaram que os ministros discutissem uma reestruturação da dívida, muito menos uma saída.

“COMENTÁRIOS ABSURDOS DE JOSÉ SÓCRATES”

Wolfgang Münchau escreve na sua coluna no FT que o fracasso em ser capaz de organizar uma reunião secreta simboliza a dificuldade em administrar uma união monetária (e especialmente um programa de refinanciamento de dívida) com um grupo de decisores executivos tão diversos. Disse ele não acreditar em quaisquer pronunciamentos oficiais de qualquer responsável da UE. Afirmou que os comentários absurdos de José Sócrates de que obteve um acordo melhor do que os gregos e os irlandeses também são muito típicos para o programa de acção colectiva da eurozona. E que vê cada vez mais evidências de uma bifurcação – uma situação dentro de poucos anos nesse caminho em que estados membros da eurozona terão de decidir se saltam para dentro de uma união política ou saltam para fora de uma união monetária.

Juan Ignacio Crespo escreve em El Pais que uma saída da eurozona seria o equivalente a uma outra crise financeira global. Se a Grécia saísse, o sistema bancário do país entraria em colapso e o país seria confrontado com uma implosão económica e social. E a crise imediatamente propagar-se-ia ao país seguinte da eurozona. A Europa neste ponto suspenderia tanto o mercado como o acordo de Schengen.

Os principais jornais alemães estão divididos sobre os méritos de um segundo pacote de resgate para a Grécia. Enquanto os diários económicos Financial Times Deutschland e Handelsblatt endossam a ideia de má vontade o Frankfurter Allgemeine Zeitung e o Bild estão em franca revolta. Holger Steltzner , do FAZ, destaca que a UE e o FMI não têm quaisquer meios de aplicar pressão sobre a Grécia uma vez que excluem a reestruturação da dívida grega e a saída da Grécia da eurozona. O colunista Hugo Müller-Vogg, do Bild, argumenta que se bem que o euro seja indispensável para a Europa, a Grécia não é. Se a Grécia quisesse deixar a zona da divisa ninguém deveria impedi-la. “Isso seria caro para o contribuinte europeu”, argumenta ele. “Mas um final caro é melhor do que infindáveis pacotes caros de resgate”.

PSD revela seu plano económico pelo lado da oferta

Passos Coelho revelou o plano económico do seu partido com o objectivo de mudar o modelo económico de Portugal. A principal característica é uma redução de encargos sociais dos negócios em 4 pontos percentuais, de 23,75% para 19%, financiando por cortes estruturais na despesa governamental. Isto inclui cortes no período que dá direito a benefício de desemprego; um corte no número de Secretarias de Estado em 30% e de conselheiros à metade; reduções em entidades públicas em pelo menos 15%; um serviço de recrutamento independente para postos no governo e o fim de prestigiosos projectos de infraestrutura, tais como serviços ferroviários de alta velocidade. O Jornal de Negócios tem os pormenores. O presidente Cavaco Silva disse que um corte fiscal para os negócios é possível e está de acordo com o acordo da troika mas que deveria ir a par com um corte fiscal sobre o trabalho, ao passo que o IVA pode aumentar.

Desordem tempestuosa na Irlanda após apelo de Morgan Kelly à reestruturação da dívida

Um comentário do economista irlandês Morgan Kelly no Irish Times a apelar a que a Irlanda se afaste do acordo de salvamento provocou uma enorme tempestade na Irlanda e alguma reacção irada do banco central e do governo. Kelly argumentou que o governo irlandês deveria afastar-se da dívida bancária, deixando-a para o BCE, de modo a que país ficasse com uma dívida “sobrevivivel” de €110 mil milhões. O governador do banco central, Patrick Hohohan, sentiu-se obrigado a defender-se, depois de Kelly acusá-lo de ter feito o “mais custoso erro alguma vez já feito por uma pessoa da Irlanda” ao calcular mal a escala das perdas bancárias. Hoohan defendeu o seu papel na corrida para o acordo de salvamento original e a sua decisão de manter a garantia bancária. O ministro das Finanças também respondeu emitindo uma rígida advertência ao artigo de Kelly, dizendo que benefícios à infância e os salários de 300 mil trabalhadores do sector público seriam reduzidos em 33% se o governo abandonasse o acordo de salvamento com a UE-FMI.

E se a França recorrese a um programa de resgate da UE e do FMI?

Em Les Echos Nicolas Barre também é céptico quando ao resgate grego, mas por razões diferentes. Originalmente os pacotes de resgate tinham duas razões bem fundamentadas. Eles precisavam mostrar a populações locais nos países periféricos quão grave era a situação e houve tantos pacotes de resgate para aqueles países quanto houve resgates para os bancos no resto da eurozona. Hoje aquelas duas razões já não são válidas segundo Barre. De modo que reestruturar a dívida grega seria a solução adequada. O colunista francês argumenta que políticos em Paris deveriam reflectir sobre os seus colegas em Atenas, Dublim e Lisboa, onde os governos já não estão no comando e têm de receber ordens da UE e do FMI. Barre aponta o sempre crescente rácio da dívida em relação ao PIB em França e diz que o destino de países periféricos deveria ser motivo de reflexão para qualquer candidato às eleições presidenciais francesas na Primavera de 2012.

Grécia pondera sair da zona euro

A Grécia está a ameaçar sair da zona euro, noticia hoje a edição electrónica da revista Der Spiegel, que acrescenta que esta noite haverá uma reunião de emergência dos ministros das Finanças da zona euro no Luxemburgo.

Com protestos diários na rua e problemas económicos de “larga escala,” escreve a revista alemã que o primeiro-ministro George Papandreou “acredita que não existe outra opção” que não seja a de sair da moeda única.

Fontes do governo alemão adiantam que o alarme já soou nas instâncias europeias e que a Comissão marcou uma reunião de crise para esta noite, no Luxemburgo. Uma reunião “altamente confidencial,” escreve o Der Spiegel, só com os ministros das Finanças da zona euro e quadros superiores.

Grécia. Imagem que o país transmite é desoladora

Cerca de 10% da população está desempregada e os mais velhos fugiram para os campos para sobreviverem aos cortes nas pensões

O pedido de ajuda oficial da Grécia ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira foi apresentado a 23 de Abril de 2010, mas um ano depois o país continue mergulhado numa imensa crise. O desemprego atinge cerca de um milhão e meio dos seus cerca de 11 milhões de habitantes, o produto interno bruto (PIB) caiu 8,9 pontos percentuais e a imagem que o país transmite para o exterior é desoladora: milhares de lojas fecharam portas, o nível de vida dos gregos desceu abruptamente e milhares de reformados fugiram para os campos em consequência do corte nas pensões.

cortes A ajuda externa não atenuou sequer o cenário macroeconómico, que continua negro: para este ano prevê-se uma quebra da riqueza de 2,6%, se a situação na zona euro evoluir como previsto, ou de cerca de 4%, no pior dos cenários. Entretanto, o défice continua nos 7,4% do PIB. Não obstante os cortes nos salários dos trabalhadores dos sectores público e privado, o aumento dos impostos e a eliminação dos subsídios de férias e de Natal, a UE e o FMI continuam a exigir ao governo grego novas medidas de austeridade.

ajuda O pedido de ajuda de Atenas à UE e ao FMI surgiu na sequência de um aumento dos custos da dívida grega, avaliada em Abril do ano passado em 300 mil milhões de euros. A escalada dos juros aconteceu seis meses depois de o executivo chefiado por Papandreou ter tomado posse e ter encontrado um défice de 12,9%, em vez dos 6% oficiais, e uma dívida pública de 115% do PIB.

Em Abril do ano passado, os juros da dívida a dois anos tinham superado os 11%, quase ao nível da do Paquistão, obrigando o primeiro-ministro a recorrer à ajuda europeia, por os considerar incompatíveis com a redução do défice orçamental, que estava quatro vezes acima dos 3% permitidos no Pacto de Estabilidade e Crescimento para a zona euro.

Apesar do apoio europeu, o risco de incumprimento do país mantém-se. Ou seja, não é líquido que a Grécia consiga pagar o que deve e voltar a crescer quando o país regressar aos mercados.

Margarida Bon de Sousa

Como se vive com o FMI: ‘Se tiverem coragem, mandem-no dar uma volta’

Gregos e irlandeses contaram ao SOL como é viver com a ajuda externa do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia.

Nos últimos quatro meses, Giorgio Trompukis viu serem despedidos oito dos 30 empregados da empresa de consultoria onde trabalha, em Arta, no Noroeste da Grécia, e Christo Iosifidis, engenheiro alimentar, mudou-se para um apartamento mais barato em Atenas, após ter visto o salário cortado em 30%. Entretanto, o horário laboral de Michael Flyin num hotel de Skibbereen, no Sul da Irlanda, foi reduzido para um terço para evitar o desemprego.

O preço das medidas de austeridade impostas pelos planos de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE) à Grécia e à Irlanda estão a ter um forte impacto na vida das populações. «A ajuda externa tornou-nos mais pobres, cépticos e pessimistas quanto ao futuro. Os sonhos acabaram», diz ao SOL Afroditi Kalomari, jornalista grega residente em Atenas e membro da Federação Internacional de Jornalistas.

A Grécia e a Irlanda foram os primeiros países a pedir ajuda financeira à UE e ao FMI, em resultado da crise da dívida soberana. Atenas accionou o auxílio nos últimos dias de Abril de 2010. Dublin, seis meses depois. As razões do resgate foram as mesmas, as causas distintas. Na Irlanda, os excessos da banca obrigaram a um resgate milionário de 43 mil milhões de euros para salvar o sistema financeiro, enquanto na Grécia o fim da manipulação das contas públicas destapou um défice orçamental de 15% e uma dívida pública de 130% do Produto Interno Bruto (PIB). Os custos de financiamento incomportáveis resultantes das sucessivas descidas de rating colocaram ambos no saco de ajuda desenhado pelo FMI e UE.

«O ambiente é pesado», conta George Kokkinis. «Vemos imensa gente sentada horas e horas nos cafés, não porque sejam preguiçosos, segundo a nossa fama, mas porque é uma forma barata de socializar. Os restaurantes, por outro lado, estão vazios e muitos vão fechar. As pessoas juntam-se em casa umas das outras para tentarem encontrar uma saída para viver esta nova realidade», refere o consultor de empresas em Iraklio, na ilha de Creta.

Recessão há três anos

Na Irlanda, a crise financeira mundial colocou o tigre celta numa recessão que dura há três anos. «Estamos a sentir a austeridade desde 2008 e já vamos no terceiro ou quarto plano de austeridade. O resgate foi mais um episódio», diz Michael Flyin. Este empregado de hotel em Skibbereen, a cidade mais a Sul da Irlanda, salienta que as horas de trabalho semanais foram reduzidas de 25 a 30 para dez e que, nas aulas particulares de inglês que dá fora do expediente, o número de alunos caiu para metade. «As pessoas estão a fazer o que podem para sobreviver». Como a maioria dos irlandeses, acha que o pior ainda «está para vir».

A receita externa deu, até agora, poucos resultados. Desde o resgate, a performance dos dois países tem sido trágica: o desemprego está em máximos históricos (triplicou na Irlanda em três anos, até 13,4%), a recessão aprofundou-se e os juros da dívida pública – principal justificação do resgate – nunca aliviaram. Os juros de longo prazo (um indicador do risco-país) da Grécia e da Irlanda são hoje os mais altos do Mundo (12% e 10%, respectivamente).

Muitos dos entrevistados admitem que a ajuda financeira era inevitável, tal a fragilidade de cada país perante a crise e pressão dos mercados. Porém, as culpas dividem-se entre a necessidade dos credores estrangeiros recuperarem o dinheiro que – abusivamente, dizem – emprestaram durante anos (Grécia), a irresponsabilidade da banca (Irlanda), a necessidade de o Banco Central Europeu (BCE) «dar o exemplo» aos outros Estados-membros (resgate da Irlanda), as más decisões da UE, a corrupção política e o excessivo consumo das populações (Grécia).

«Os burocratas de Bruxelas não são mais eficientes do que os gregos. Não pode separar-se a política fiscal da monetária. Isso aprende-se em Introdução à Macroeconomia», lembra Kokkinis.

«Durante anos a população grega foi dependente do consumo. Hoje, mesmo com um salário de 300 euros e um buraco como casa, as pessoas têm receio de falar com medo de perder até isso», diz Stylianos Papardelas, fotógrafo em Heraklion, em Creta.

Apesar das fortes manifestações transmitidas para todo o Mundo, Kalomari salienta que a realidade grega é bem distinta da que surgiu nas TVs: «Ao contrário do que se pensa, a maioria dos gregos permanece inerte em resistir e protestar. Aceitou o seu destino como algo de incondicional», diz.

Todos referem estar mais cépticos face à UE e ao euro. Porém, confessam que os danos de uma eventual saída da moeda única europeia seriam piores. «Sou a favor do euro e penso que o regresso à libra irlandesa não iria mudar a situação», adianta Frank Samms, ex-jornalista e ex-gestor de companhias discográficas, residente em Westport, na costa Oeste irlandesa.

Sobre uma eventual ajuda a Portugal, gregos e irlandeses alertam que a situação é muito semelhante ao período anterior ao resgate: juros em máximos, cortes de rating, queda do executivo (Grécia) e sucessivos desmentidos do governo sobre a necessidade de ajuda.

«O anterior governo negou o auxílio externo mesmo quando o FMI já tinha embarcado no avião para Dublin», lembra Flyin.

Iosifidis é mais directo: «Se tiverem coragem, mandem o FMI dar uma volta. Se não, façam como os gregos, voltem a aprender a cultivar a terra, a organizar festas com bebidas baratas e desliguem a TV quando a publicidade começar».

Todos os depoimentos foram recolhidos por email/SOL

Simon Johnson: Goldman Is About To Be Blacklisted And Possibly Banned In Europe

MIT professor Simon Johnson raises some provocative scenarios in regards to Goldman’s participation in Greece’s scheme to obfuscate its debt levels.

In particular, he expects a full audit of the company, and perhaps some kind of ban:

If the Federal Reserve were an effective supervisor, it would have the political will sufficient to determine that Goldman Sachs has not been acting in accordance with its banking license.  But any meaningful action from this direction seems unlikely.

Instead, Goldman will probably be blacklisted from working with eurozone governments for the foreseeable future; as was the case with Salomon Brothers 20 years ago, Goldman may be on its way to be banned from some government securities markets altogether.  If it is to be allowed back into this arena, it will have to address the inherent conflicts of interest between advising a government on how to put (deceptive levels of) lipstick on a pig and cajoling investors into buying livestock at inflated prices.

And the US government, at the highest levels, has to ask a fundamental question: For how long does it wish to be intimately associated with Goldman Sachs and this kind of destabilizing action?  What is the priority here – a sustainable recovery and a viable financial system, or one particular set of investment bankers?

Edifício da Bolsa de Atenas cercado por sindicalistas

Cerca de 200 sindicalistas gregos cercam hoje, terça-feira, o edifício da Bolsa de Atenas, num protesto contra medidas de austeridade do Governo destinadas a fazer face à crise financeira do país, mas a sessão abriu como habitualmente.

foto AP

Edifício da Bolsa de  Atenas cercado por sindicalistas

Cerca de 200 sindicalistas junto ao edifício da Bolsa de Atenas em protesto

Os manifestantes concentraram-se às 06:30 locais (04:30 em Lisboa) junto do edifício da Bolsa, situado num bairro periférico de Atenas.

Organizadores do protesto, apoiados pelo Partido Comunista, garantem que manterão o cerco ao edifício durante todo o dia.

As transacções na Bolsa de Atenas começam habitualmente às 10:30 locais (08:30 em Lisboa).

“Fomos apanhados de surpresa, nenhum funcionário [da Bolsa] conseguiu entrar, mas como tudo é informatizado, não há problema, a sessão abriu e vai decorrer como habitualmente”, garantiu um porta-voz da Bolsa.

Segundo um comunicado do PAME, Frente Sindical Comunista, o protesto visa uma instituição que simboliza “a pilhagem da riqueza social por parte de capitalistas”.

A polícia não interveio para pôr fim ao protesto.

O cerco realiza-se antes de uma greve geral de 24 horas convocada para quarta feira pelos principais sindicatos, destinada a paralisar os serviços públicos.

Agências de Rating: A Goldman Sachs permitiu ocultar crise grega



Wall Street agravou crise da Grécia
Tácticas utilizadas por Wall Street, como as que fomentaram a crise das subprime nos Estados Unidos, contribuíram para agravar a crise na Grécia e prejudicaram o euro, garantiu o The New York Times

O diário, baseando-se em entrevistas, relatórios e documentos a que teve acesso, noticia que no caso da Grécia, Atenas incorreu durante uma década, com a ajuda de Wall Street, em práticas que lhe permitiram iludir os limites da dívida estabelecidos por Bruxelas.

Concretamente, uma transacção promovida pelo banco de investimento Goldman Sachs permitiu à Grécia ocultar às autoridades supervisoras de Bruxelas uma dívida de milhares de milhões de euros, refere o jornal.

Mesmo quando a crise fiscal da Grécia estava no ponto máximo, numa situação sem retorno, bancos de Wall Street procuravam mecanismos para ajudar aquele país a evitar perguntas incómodas da parte de Bruxelas e dos Estados da zona euro.

De facto, em princípios de Novembro, três meses antes de Atenas se transformar no epicentro da preocupação global devido à má situação das suas contas públicas, uma equipa do Goldman Sachs chegou à capital grega levando uma proposta «muito moderna» para governos com problemas em fazer frente aos seus gastos, de acordo com duas pessoas que foram informadas do encontro, noticia o New York Times.

Os banqueiros, liderados pelo presidente do Goldman, Gary Cohn, ofereceram à Grécia um produto financeiro que permitiria ao país redistribuir parte da dívida do sistema de Saúde, de forma a só ter de a enfrentar muito mais tarde.

O New York Times compara este método ao aplicado por cidadãos com problemas económicos que hipotecam as casas para poder pagar as contas dos cartões de crédito.

A táctica sugerida pelo Goldman já tinha funcionado em 2001, pouco depois da Grécia ter sido aceite na zona euro. Na altura, o banco apresentou uma estratégia segundo a qual Atenas pode tomar de empréstimo milhares de milhões de euros, sem ultrapassar os limites fixados por Bruxelas, destaca o jornal de Nova Iorque.

A transacção, que não veio a público porque foi qualificada como uma intermediação de divisas e não como um empréstimo, permitiu à Grécia as normas de Bruxelas, continuando a gastar mais do que tinha, adianta o diário.

Atenas não aceitou a última proposta do Goldman, mas face à crise de credibilidade da Grécia devido à má situação das suas contas públicas, o papel de Wall Street no «mais recente drama financeiro mundial» suscita questões sérias, na opinião do jornal.

Tal como na crise das subprime (hipotecas de alto risco) nos Estados Unidos e o colapso e posterior resgate da seguradora American International Group (AIG), produtos financeiros tiveram um papel fundamental na fase prévia da crise da dívida da Grécia, recorda o diário.

Instrumentos desenvolvidos por Goldman, JPMorgan Chase e outros bancos permitiram a Governos europeus ocultar os empréstimos adicionais que faziam, como aconteceu na Grécia e Itália e provavelmente em outros países, escreve ainda o New York Times.

Greek children to be forced to take Glaxo injections classified as bioweapons by regulators at school * CLG UPDATES on “swine flu”

The Greek Health Minister has said all children are to be vaccinated against the “H1N1″ virus in schools after ordering “killer” vaccine material from Glaxo, (2.000.000 doses to be delivered 15th of September – December 2009), 3.000.000 from Novartis, (2.000.000 before 15th of November with the remaining 1.000.000 in January) and Sanofi Pasteur (3,000,000 doses from 15th December till January), according to a report in a Greek newspaper.

http://www.imerisia.gr/article.asp?catid=12333&subid=2&pubid=12627218

Schools in Greece might not open until October.

Also, CLG reports on the latest H1N1-related news from around the world at http://www.legitgov.org/#breaking_news

Agencies to set up mass swine flu vaccinations –Voluntary vaccine ‘likely’ 21 Jul 2009 Public health experts are gearing up for swine flu vaccinations this fall in what could be the largest mass-immunization campaign since the polio vaccine was introduced more than 50 years ago. Local public health agencies will bear much of the responsibility for vaccinating the public, and the state is receiving $30 million in federal grants to help prepare for an expected re-emergence of swine flu this fall. The polio vaccine was mandatory, but a flu vaccine is likely to be voluntary.

Cui bono? Drug groups to reap swine flu billions 20 Jul 2009 Some of the world’s leading pharmaceutical companies are reaping billions of dollars in extra revenue amid global concern about the spread of swine flu. Analysts expect to see a boost in sales from GlaxoSmithKline, Roche and Sanofi-Aventis… The fresh sales — on top of strong results from Novartis of Switzerland and Baxter of the US, which both also produce vaccines — come as the latest tallies show that more than 740 people have died from the H1N1 virus… One beneficiary of the fears about the pandemic has been Roche of Switzerland, which sells Tamiflu, the leading antiviral drug, and has seen a sharp rise in orders from private companies as well as governments.

Key Flu ‘Oddities’: Killer flu recreated in the lab 07 Oct 2004 Scientists have shown that tiny changes to modern flu viruses could render them as deadly as the 1918 strain which killed millions; US, Japanese Researchers Mix Samples of 1918 Flu Pandemic to Recreate Deadly Code 30 Dec 2008; Donald Rumsfeld makes $5m killing on bird flu drug 12 Mar 2006 Donald Rumsfeld has made a killing out of bird flu. The US Defence Secretary has made more than $5m (£2.9m) in capital gains from selling shares in the biotechnology firm that discovered and developed Tamiflu; University of Qld unveils swine flu vaccine made with insect eggs 29 Jun 2009; Baxter working on vaccine to stop swine flu, though admitted sending live pandemic flu viruses to subcontractor 26 Jun 2009; Baxter Vaccine ‘Oddities’ 17 Jul 2009 Baxter files swine flu vaccine patent year ahead of outbreak.]

Swine flu vaccine trials underway 22 Jul 2009 The first trials of a Federal Government-commissioned swine flu vaccine that is likely to be distributed globally will begin in Adelaide today. Rachel David from vaccine makers CSL says the Royal Adelaide Hospital trials will take about seven months, but there will be enough data by September for the Government to start planning distribution in October.

Voluntary vaccine ‘likely’ But we can’t take that chance. The pharma-terrorists are/will be pressuring the US and world governments to make their deadly cocktails *mandatory.* We need to resist NOW, before Barack Opharma — during his next Friday night ‘bad news’ dump — makes them *mandatory.* Obama already (on Friday night, of course) released the pharma-terrorists from legal liability — and hence any impetus to make a ’safe’ vaccine: Legal immunity set for swine flu vaccine makers 17 Jul 2009 Vaccine makers and federal officials will be immune from lawsuits that result from any new swine flu vaccine, under a document signed by Secretary of Health and Human Services Kathleen Sebelius, government health officials said Friday. The document signed by Sebelius last month grants immunity to those making a swine flu vaccine, under the provisions of a 2006 law for public health emergencies.

Refuse and Resist Mandatory Flu Vaccines –Sign petition! This petition needs YOUR signature! We are only at 1,000 signatures and we need a lot more. We need to send the signal that we will *NOT ACCEPT* any forced, deadly Baxter vaccines, whose sole purpose is to enhance these pharma-terrorists’ coffers. Petition link to copy and paste to forward to your lists: http://www.thepetitionsite.com/1/refuse-and-resist-mandatory-flu-vaccine
Link to CLG Pandemic Action Alerts page: http://www.legitgov.org/pandemic_action.html

Navy Ships Under Swine Flu Quarantine –Nearly 70 Sailors, Marines Contracted Virus 21 Jul 2009 A group of Navy ships is under quarantine after several dozen sailors and Marines on board tested positive for swine flu. Health officials say at least 69 people had been confirmed with the virus, and all of them have since recovered. Navy officials say they are now quarantining an undetermined number of crew members with flulike symptoms on four ships that are part of the USS Boxer Amphibious Ready Group, which arrived in Hawaii on Friday.

World swine flu deaths top 700: WHO 22 Jul 2009 The World Health Organisation (WHO) says swine flu has killed more than 700 people around the world since the outbreak began four months ago. There are now over 125,000 laboratory-confirmed cases of swine flu worldwide but the WHO acknowledges the number of actual cases far exceeds that. The WHO says the pandemic is developing at such a high speed that it is now pointless to try to document every case.

Case about Bird Flu