Sem entendimentos imaginativos

Cavaco diz que terá de existir “alguma imaginação” de Bruxelas para “programa interino”

 

Europa já mostrou muita imaginação e responsabilidade com Portugal, diz Olli Rehn

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O “amigo” Cavaco envia para TC diploma relativo a suspensão de avalição dos professores

O Presidente da República, Cavaco Silva, requereu a apreciação pelo Tribunal Constitucional do diploma relativo à suspensão do atual modelo de avaliação dos professores.

“O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade das normas dos artigos 1º, 2º, 3º e 4º do Decreto nº 84/XI da Assembleia da República, que aprovou a ´Suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho de docentes e revogação do Decreto Regulamentar n.º 2/2010, de 23 de Junho´”.

A revogação do atual sistema de avaliação de desempenho dos professores foi aprovada no dia 25 de março pela oposição parlamentar, com os votos favoráveis de PSD, PCP, BE, PEV e CDS-PP e contra da bancada do PS e do deputado social-democrata Pacheco Pereira.

 

O PS tinha anunciado a intenção de suscitar a fiscalização da constitucionalidade deste ato.

Cavaco Silva não vai intervir na avaliação dos professores

Belém irá promulgar a revogação do modelo de avaliação aprovado pelo parlamento

Cavaco Silva prepara-se para promulgar a proposta da oposição que revoga o modelo de avaliação dos professores, sabe o i. O Presidente da República não irá atender ao pedido do governo e não irá enviar para o Tribunal Constitucional o diploma de revogação do modelo aprovado a semana passada pela Assembleia da República. Belém considera que o argumentário do Partido Socialista sobre a inconstitucionalidade da proposta da oposição não é juridicamente correcto.

Na sequência da aprovação na Assembleia da República do diploma que punha um ponto final ao polémico modelo de avaliação dos docentes, o ministro da Economia, Vieira da Silva, veio a público pedir a fiscalização da proposta por parte de Cavaco Silva. “Julgamos que é absolutamente imperioso solicitar ao senhor Presidente da República uma particular atenção para comportamentos deste tipo e em particular para este diploma”, defendeu o governante, considerando que se trata de “um diploma de duvidosa constitucionalidade” e com “meros fins eleitoralistas”.

Sem o apoio de Cavaco Silva, resta ao governo, através do grupo parlamentar, pedir uma fiscalização sucessiva da proposta aprovada pela oposição.

Apesar de o agendamento da discussão e da votação desta proposta ter sido marcado antes de materializado o cenário de eleições antecipadas, a oposição, e principalmente o PSD, não se livraram da acusação de eleitoralismo. “Uma interrupção feita por uma oposição que está à beira de dissolução do parlamento, num momento em que não há dúvida para ninguém que o que se pretende é destruir aquilo que se construiu, parece-me realmente muito difícil de aceitar”, considerou em entrevista à RTP a ministra da Educação.

Na resposta, o deputado do PSD Pedro Duarte acusou os socialistas de não lidarem bem com a democracia: “A vontade política manifestada pelo parlamento foi absolutamente inequívoca. Nós, em democracia, não podemos querer impor as nossas posições contra as maiorias que se estabelecem.”

O PS aproveitou a ida a Belém, na última sexta-feira, para pedir a Cavaco Silva que “esteja atento a alguns sinais preocupantes que têm surgido na sociedade portuguesa”. “Ainda hoje, quando todos os partidos vieram cá pedir eleições antecipadas, os mesmos partidos decidiram, em coligação negativa, aprovar um diploma de constitucionalidade duvidosa, com fins meramente eleitoralistas e oportunistas, no sentido de pôr fim à avaliação dos professores”, referiu Vieira da Silva.

O diploma de revogação do modelo de avaliação dos professores passou na última sexta-feira com os votos a favor de todas as bancadas, com excepção do PS e do deputado do PSD Pacheco Pereira. Tratou-se da segunda coligação negativa contra o executivo, em dois dias, depois do chumbo ao PEC IV.

Os sociais-democratas defendem que seja uma comissão independente a avaliar os professores, rejeitando que sejam os professores a avaliar-se entre si

Os Tachos: Novo assessor de Cavaco é filho de Jaime Gama e delfim de Saldanha Sanches

O nome de João Taborda da Gama pode não dizer nada a ninguém, mas sabendo-se que é filho do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a segunda figura da nação e fundador do PS, pode parecer surpreendente a sua nomeação como assessor político do Presidente da República, Cavaco Silva.

João Gama foi aluno de Saldanha Sanches na Faculdade de Direito de Lisboa, onde se licenciou e completou o mestrado, tendo chegado a assistente. É neste momento professor na Universidade Católica. João Gama e Saldanha Sanches trabalharam juntos nos últimos sete anos. “Se não tivesse sido a morte do José Luís [Saldanha Sanches], continuariam a trabalhar juntos”, afirma ao i Maria José Morgado, viúva de Saldanha Sanches.

A admiração de João Gama pelo fiscalista desaparecido em 2010 está bem patente no livro “Justiça Fiscal”, o último de Saldanha Sanches: “Sabendo da minha colaboração e amizade com o professor Saldanha Sanches, muitas pessoas vinham avisar-me que tivesse cuidado, que era perigoso e traria incómodos estar próximo de uma pessoa assim. Tinham razão. O exemplo do professor Saldanha Sanches é perigoso e não interessa a ninguém. É um perigo, no Portugal de hoje, sabermos que se pode ser reconhecido sem estar comprometido, ser respeitado sem bajular, ser querido criticando, ser escutado dizendo o que ninguém quer ouvir”, pode ler-se na obra.

Aliás, revela a directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, foi João Gama quem escreveu o que Saldanha Sanches, já diminuído pela doença que o vitimou, ditava.

“É como se fosse um filho para mim, e nunca esquecerei o apoio que deu ao meu marido no momento mais difícil da vida dele”, diz. Questionada sobre se foi uma relação que passou de professor aluno para a de colegas de trabalho até amigos, a resposta é pronta: “Foi sempre uma amizade! Uma convergência de interesses e de conhecimentos. Mas o João sempre o tratou por professor, até ao fim.” O sentimento não se baseava na forma como viviam a política, “como é óbvio”, sublinha Maria José Morgado, “mas sim na paixão pelo direito fiscal, pela universidade, pela academia e pelas aulas”.

Maria José Morgado também sente esta amizade. “Não é uma amizade normal. É um agradecimento eterno por alguém que mostrou uma amizade e uma lealdade notáveis”, explica.

Numa apresentação do livro “Justiça Fiscal”, o ano passado, João Taborda da Gama explicava que “o Estado gasta dinheiro ineficientemente porque há uma série de pessoas e de empresas que vivem penduradas no Estado”. Daí se pode perceber que o novo assessor político de Cavaco Silva, à semelhança do Presidente da República, defenda uma melhor gestão do dinheiro público. Por altura da aprovação do Orçamento do Estado para 2011, João Gama criticava as excepções nas empresas públicas no que diz respeito à isenção dos trabalhadores de cortes salariais.

Maria José Morgado, que não quis falar sobre a nomeação de João Taborda da Gama para a casa civil de Cavaco Silva, define-o como “um fiscalista notável, uma pessoa brilhantíssima, com profundos conhecimentos de direito fiscal, muito inteligente e muito generoso”. Morgado faz questão de exaltar a “isenção e a honestidade exemplares” de Gama.

A nomeação como assessor político para a casa civil da presidência da República chega depois da presença na lista de honra da recandidatura de Cavaco Silva e da participação na iniciativa Mais Sociedade, um movimento lançado pelo PSD que se propõe realizar debates e contribuir com propostas para uma alternativa de governo.

O Mentiroso e aldrabão, o animal político que nos conduziu ao abismo.

O cenário macroeconómico em que se baseia o Programa de Estabilidade e Crescimento entregue pelo Governo hoje no Parlamento aponta para uma contracção da economia este ano de 0,9 por cento, uma revisão acentuada face ao crescimento de 0,2 por cento projectado no Orçamento do Estado.

O governo prevê uma recessão de 0,9% em 2011 na versão actualizada do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento). Esta previsão contraria uma estimativa de crescimento de 0,7% do PIB este ano quando as instituições internacionais apontavam para uma recessão de 1%.

 

O agravamento do quadro macroeconómico foi a principal razão apontada para a necessidade de avançar com medidas adicionais de consolidação orçamental. Em 2012, o PIB deverá crescer apenas 0,3% e só em 2013 está previsto um crescimento superior a 1%.

 

Segundo as novas estimativas do Governo, a inflação deverá acelerar para 2,7% este ano. Já o desemprego vai continuar a crescer este ano até aos 11,2%, o que reflecte uma contracção de 0,6% do emprego total. Só vai recuar a partir do próximo ano com o governo a prever 10,8%.

 

O mesmo documento prevê que o preço do petróleo se situe nos 107,2 dólares por barril este ano, ficando sempre acima dos 100 dólares até 2014. O Orçamento do Estado para 2011 previa uma cotação de 78 dólares por barril para o petróleo.

 

O documento entregue diz que ainda que as empresas públicas vão ter que cortar mais custos operacionais, além dos 15% que foi exigido este ano. Além disso, diz o governo, estas empresas vão ficar limitadas a tectos máximos de despesa “até ao final de Março de 2011”.

 

Já os hospitais EPE  vão ter de reduzir os seus custos operacionais nos próximos dois anos. “Na sequência dos programas lançados em 2011, serão prosseguidos em 2012 e 2013 os esforços de redução dos custos operacionais nos hospitais EPE”, diz o documento.

 

Apesar das condições desfavoráveis dos mercados, que já levaram ao adiamento de operação, o governo reviu em alta as receitas esperadas com privatizações entre 2010 e 2013.
Agora, a estimativa é obter de 6470 milhões de euros, contra seis mil milhões de euros previstos há um ano. Este valor já inclui a única operação realizada até agora, a venda de 7% da Galp.

 

O Governo vai também rever as listas anexas ao Código do IVA (imposto sobre o valor acrescentado), prevendo gerar um “ganho de receitas” de 0,1 por cento do PIB em 2012 e 0,3 por cento em 2013.

 

Tal como já tinha anunciado, o Executivo prepara-se para aumentar as pensões mais baixas em 2012 e cortar a partir de 1500 euros.

Sobre o presente a “Múmia” nada comenta!

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, escusou-se hoje a fazer qualquer declaração sobre a actual situação política, não respondendo às perguntas dos jornalistas sobre a possibilidade de uma crise política.

Questionado se está preocupado com a actual situação política, Cavaco Silva limitou-se a responder aos jornalistas “muito boa tarde, meus senhores”.

Instado ainda a fazer um comentário “para tranquilizar os portugueses quanto à eminência de uma crise política”, o chefe de Estado voltou a não responder.

“Hoje é o dia em que homenageamos os mortos da guerra de África”, afirmou Cavaco Silva, que falava à saída da cerimónia de homenagem aos combatentes, que decorreu no Forte do Bom Sucesso, em Lisboa.

Dois discursos: a grandeza de quem sabe; e a soberba de quem é apenas Presidente – Baptista Bastos

O discurso do Presidente da República não teve importância nenhuma. Nem novidades nem brilho. O costume. O dr. Cavaco repetiu o que já tem dito, e as advertências que faz são as mesmas que outros economistas e preopinantes têm feito. Gostava, de uma vez por todas, esclarecer que de nada de pessoal tenho contra o senhor. Mas ele não dá azo a que mude de opinião. Quer que todos pensem como ele. E, como se sabe, é um homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas [Cavaco dixit].

O discurso reflecte essa arrogância, essa soberba e essa notável falta de humildade e de senso. Largou umas zurzidelas menores ao Governo e a Sócrates, num português medíocre, muito apreciado pelos seus prosélitos. Dizem que é bom economista. Parece que os bons economistas não estão nada de acordo. Usa frases insípidas e ríspidas, mas não imparciais, independentes ou neutrais. Um Presidente nunca dispõe dessas virtudes. Um Presidente, neste caso o dr. Cavaco, reserva-se o direito de omitir, ser pouco claro, e de ter com a verdade relações nem sempre translúcidas.

O texto é obscuro, sinuoso, baço, desmotivador porque o conteúdo é mais tenebroso do que as críticas de Medina Carreira. Este, pelo menos sustentava as suas opiniões; além de falar um idioma de lei. Digam-me, em consciência e com toda a franqueza: que português é atraído por aquelas frases e corre, desabrido e ofegante, para salvar a pátria? Nem um. A não ser, acaso, o dr. Miguel Macedo, o único que viu um escondido fulgor, um resplandecente apelo à acção, uma cintilante chamamento no cabisbaixo documento.

Paulo Portas, esse, foi a desilusão estatelada. Interrogado por febris jornalistas, declamou, sério e assertivo: “Um discurso duro e verdadeiro.” Tenho saudades do tempo em que Paulo Portas, n’ “O Independente”, reduzia Cavaco e sua corte a subnitrato. A prosa do então jornalista, era do melhor que a Imprensa produzia. Aliás, era o que de mais vivo, mais combativo e jovem o semanário publicava. Agora, parece um senhor que, para abater as banhas, tem de ir frequentemente ao ginásio.

E as decorrências do discurso foram penosas. Os habituais comentadores do óbvio procederam, obviamente, ao que deles se esperava. Não percebem que este temor reverencial pelos vencedores e pelos candidatos a tal acabará por engoli-los. A mediocridade puxa à mediocridade, e como a mediocridade já por aí assentou fundos arraiais, a coisa está cada vez mais perigosa.

A Censura de Cavaco – Octávio Ribeiro

Se a acção futura de Cavaco Silva for em linha de coerência com o seu discurso de ontem, este Governo terá pouquíssimo tempo de vida.

Foi uma violenta censura sem moção aquilo a que se assistiu ontem na casa da democracia.

Cavaco tomou posse como Presidente da República, mas o texto que leu por cima de José Sócrates é um cru programa de governo. Para este segundo mandato, o Presidente abandonou o plano do dever ser e ditou um pragmático ter de ser fundado em números, citações e percentagens.

Histórico, este é um discurso que compromete Cavaco com a acção: se não houver crescimento económico que sustente os custos sociais da necessária consolidação orçamental, o que fará o Presidente?

Se o Estado – isto é o Governo – não contiver a sua avidez despesista, consumindo assim o pouco dinheiro disponível no crédito para a iniciativa privada “com autonomia do poder político” – esse necessário empreendedorismo apontado às exportações, com produtos que “integrem conteúdo tecnológico”, o que fará o Presidente?

Se “o esforço colectivo”, que enfatizou, não visar resultados também nos sectores económicos tradicionais: na floresta, no mar, no turismo e lazer, na agricultura, o que fará o Presidente?

Depois deste discurso económico musculado, Cavaco terá obrigação de fazer mais do que apelar ao “sobressalto cívico” na vida colectiva.

O “civismo de exigência”, a que exortou, começa por aplicar-se a si, como Presidente da República.

Ora, depois das palavras de ontem, que tanto aturdiram o Parlamento, Cavaco colocou a fasquia da sua “magistratura activa” tão alta quanto está o juro da dívida soberana.

O doloroso ‘intermezzo’ : BAPTISTA-BASTOS

Matamos duas e três vezes os nossos poetas. Os políticos, esses, servem-se deles para adiantar conhecimentos literários de duvidosa autenticidade. Torga, Sena, O’Neill foram os mais citados por presidentes da II República. Mário Soares conheceu quase todos. De muitos, foi amigo. E ouviu de Torga, de Sena e de O’Neill mordazes palavras recriminatórias. O’Neill timbrou um estribilho célebre: “Ele não merece, mas vota no PS.”

Era gente de outra estaleca, que se deixava levar pelo poder da ironia e do sarcasmo. Procedia de uma geração sem equívocos e sem ambições de soldo ou de glória. O sonho de liberdade alimentou a vida e iluminou a obra dessa gente. Soares sentou à mesa do Palácio de Belém o que de melhor havia na literatura portuguesa e europeia. Eanes, com a decência comum ao cavalheiro da aristocracia de província, nunca alardeou as suas amizades intelectuais, mas tinha-as, honrava-as e respeitava as plurais tendências de cada qual. Com discrição e decoro chegou a ajudar alguns e a tentar corrigir injustiças, como no caso de Natália Correia.

Também tivemos sorte, nesta matéria, com Jorge Sampaio. Acaso foi timorato em excesso, quando presidente. Porém, seria incapaz de confundir Thomas Mann com Thomas More. Não era adepto da superstição do consumo, não era frequentado pela ironia, mas emocionava-se com a condição humana.

Cavaco constitui um intermezzo por vezes doloroso, amiudadamente cómico, e sempre torturante: não é homem animado pelas apoquentações do espírito. E se nunca está à vontade num ajuntamento, quase entra em pânico num grupo de pessoas medianamente letradas.

A Presidência da República, com excepção do interregno salazarista, possui a tradição de ser ocupada por homens dados à cultura e à curiosidade literária. Estes atributos não fazem, necessariamente, um bom executante do cargo, mas ajudam muitíssimo. Um presidente de recursos culturais escassos, medíocres e insistentes, não só banaliza a função como causa a zombaria. Sabe-se: Cavaco chegou aos altos cumes do Estado por uma simbiose milagrosa, casual e disparatada que a História, por vezes, concebe e concede. Não foi um grande primeiro-ministro, pelo contrário; não é um Presidente marcante pela positiva.

Ora, perante estas amargas evidências, não surpreende que Manuel Alegre se “disponibilize” para “entrar na luta.” Apesar dos anticorpos que criou, inclusive em certos yes men do seu partido, ele possui uma vida numerosa, intensa e arriscada, que cauciona o humanismo de voz alta, próprio de quem não confunde razões de coração com as imposições da tabuada.

Os discursos do vazio

por BAPTISTA-BASTOS

O eng.º Sócrates e o dr. Cavaco falaram à pátria. A pátria ficou estarrecida. O primeiro teceu um plissado de banalidades, e procurou aliviar as nossas angústias inesgotáveis dizendo que as coisas corriam o melhor possível. O segundo reduziu a subnitrato o júbilo do orador. A situação é «catastrófica» e o horizonte é horroroso. O pior do pensamento do dr. Cavaco, se é que o tem ou alguma vez o teve, é que se ordena na desordem. Não há ponta de originalidade nem pingo de lirismo. Estamos danificados por dentro e por fora: falta-nos competitividade, andamos cheios de lazeira, devemos dinheiro a toda a gente, possuímos uma alma adormecida, não somos coerentes nem fluentes, o sol apagou-se dentro de nós. Enfim, segundo o dr. Cavaco, somos uns grandes desgraçados. Nem uma palavra, uma escassa, módica e tímida palavra sobre cultura, ciência, arte.

Reconheçamos que ele nunca foi consumidor do pensamento de outros. Kant ensinava que a razão partia das coisas simples e Nietzsche que as ideias nasciam do corpo. Ambos explicavam, afinal, que o difícil seria evitá-las. O dr. Cavaco conseguiu-o. É um homem feliz.

O alvoroço com que a vulgaridade das frases foi acolhida e comentada por políticos e por «comentadores» fornece-nos a exacta dimensão da mediocridade em que sobrenadamos.

Tanto o eng.º Sócrates como o dr. Cavaco são criaturas deterioradas pela rotina de quem se plagia a si próprio. Dizem, há anos, as mesmas coisas. O meu amigo Vítor Ramalho declarou, ao Sol, que eles são almas gémeas. Como não percebi a entoação ignoro se o retrato possui algo de crepuscular: lá que não é bom, não é. Nenhum deles alimentou qualquer projecto para Portugal. A ausência de ideias e a inexistência de ideologia marcaram a presença destes dois homens na política. O primeiro recebeu dinheiro a rodos, não soube distribui-lo com equanimidade e génio, e apagou a claridade espantosa do nosso sonho colectivo, reintroduzindo na sociedade portuguesa a rigidez do espeque e a gelidez do chefe. Uma das grandes mistificações da nossa história recente é aquela que induziu a tese de estarmos em presença de um «grande homem.»

José Sócrates seguiu-lhe a peugada. Obedeceu à ordem do possibilismo, às indicações económicas dominantes, e à insensata tentação dos políticos do nosso tempo: o compromisso com eles próprios. Um caminho que levou, por exemplo, o viçoso Tony Blair, de tropeção em tropeção, até ao estatelamento final. Blair é uma das inextinguíveis vergonhas da nossa época, e a «terceira via» uma fraude não só infantil porque assustadoramente perigosa.

Chegados aos discursos do fim do ano, independentemente das objecções gramaticais ou sintácticas que se lhes faça, o pior é a substância do que dizem: nada de nada.

In D.N.

Fernando Sobral-A política cor-de-rosa

Assessores escutas e Programa do PSD

Os americanos dão a vida por uma boa teoria da conspiração. Os portugueses, mais poupados, dão tudo por uma teoria da constipação. Portugal, neste momento, está entretido pela Gripe I (Institucional).

É um género de gripe que acontece em países terceiro-mundistas como Portugal: quando há assuntos sérios que devem ser discutidos, os seus dirigentes entretêm os cidadãos com “reality shows”.

Quando se espirra em São Bento, chama-se o médico de urgência em Belém. Quando Belém se constipa, decreta-se a quarentena em São Bento. Essa é a real divisão política no País. Entre espirros e constipações dos assessores dos dois lados, que, pelos vistos, não têm nada de importante com que se entreter.

Assim, munidos de livros de John Le Carré, dedicam-se ao nobre ofício de fazer “rally papers” de espionagem. É certo que o entretenimento faz cada vez mais parte da política e que no meio de tanto fogo-de-artifício há quem fique fascinado pelas canas que caem na cabeça, e não com o brilho no céu. A nova frente de batalha entre Belém e São Bento apenas serve para desviar a atenção do essencial, e é por isso que Vitalino Canas, José Junqueiro e assessores incógnitos deveriam ter ficado calados, num gesto de contrição sábia.

A menos que sejam apenas inoculadores de espirros alheios. Acredita–se que Belém e São Bento tenham comprados telescópios Hubble para verem o que os outros andam a fazer. Prova que ali existem “paparazzis” com talento que estão a ser mal aproveitados a fazer política cor-de-rosa.

In J.Neg.

rescaldo das eleições

No rescaldo das eleições que deram a vitória ao PSD, socialistas pedem reflexão, mas recusam mudanças na política do Governo. Presidente da República diz que o importante agora é que Durão Barroso seja reeleito como presidente da Comissão Europeia.No rescaldo das eleições que deram a vitória ao PSD, socialistas pedem reflexão, mas recusam mudanças na política do Governo. Presidente da República diz que o importante agora é que Durão Barroso seja reeleito como presidente da Comissão Europeia.

Silêncio absoluto sobre o resultado das europeias. Mas, pelo meio, uma crítica implícita a Vital Moreira e a todos os que, como Mário Soares, não queriam que lhe fosse renovado o mandato de presidente da Comissão Europeia. O Presidente da República foi ontem interpelado sobre as eleições de domingo e assim se pode sintetizar o seu comentário.

“O Presidente da República não comenta resultados de eleições, isso é matéria que compete aos analistas e eu não direi uma única palavra sobre os resultados”, afirmou Cavaco Silva. Mas acrescentando logo de seguida que “o mais importante para o interesse de Portugal é que o doutor Durão Barroso seja eleito como presidente da Comissão Europeia”. Porque fez “um excelente trabalho no seu primeiro mandato” e porque “só quem não conhece as competências da Comissão Europeia é que pode subestimar o que significa para Portugal, para os nosso interesses, ter um português como presidente da Comissão Europeia”. “Espero que, na sequência dos resultados que já são conhecidos nos 27 Estados membros, Durão Barroso seja escolhido para um novo mandato. Acho que será algo muito, muito valioso para Portugal.”

Cavaco não comentou, portanto, nem os resultados partidários nem a abstenção (62,9%) nem a explosão do número de votos brancos e nulos (passou de 134 mil em 2004 para 235 mil no domingo passado, ou seja, 6,6% dos votos expressos).

 4 anos de merda

O PS está a olhar com atenção para este números e ontem, em declarações ao DN, dois dirigentes, Edite Estrela e Augusto Santos Silva, concordaram em considerar que são votos que resultam de descontentamento com o Governo.

Sublinham, contudo, que é um voto que nas próximas legislativas tanto se pode manter onde está (nos brancos e nulos) como transferir-se para a oposição como até regressar ao PS, de onde pensam que vem a maior parte.

Se os socialistas viram crescer a direita (PSD e CDS juntos representam 40% dos votos, mais 7% do que obtiveram em 2004, então em coligação) não devem estar menos preocupados com o que aconteceu à sua esquerda. CDU e BE conseguiram, em conjunto, 21,4% dos votos. U m crescimento muito significativo face aos 14% que os dois partidos tiveram há quatro anos.

A leitura dos dados em cada distrito mostra que quer a CDU, quer o BE tiveram uma tendência generalizada de crescimento. A coligação entre PCP e PEV obteve a vitória em três distritos (Setúbal, Évora e Beja), o que é mais do que o PS pode dizer: os socialistas venceram apenas dois distritos (Portalegre e Lisboa).

A diferença está, no entanto, nos valores – onde a CDU cresceu dois ou três pontos percentuais, o BE duplicou e triplicou votações. Alguns exemplos. Em Portalegre, a CDU subiu de 15,5 para 17,9; o BE de 2,6 para 9,6. Em Coimbra, a CDU subiu de 5 para 7%, o Bloco de três para 9,8.

No Norte e Centro do País, bem como no Algarve (onde os bloquistas conseguem os melhores resultados), o BE ultrapassa a CDU na generalidade dos distritos. No Alentejo, os comunistas mantêm votações dez a vinte pontos acima do partido de Francisco Louçã. E também ganharam em Lisboa.

Os resultados, ao colocarem o PSD à frente, mas com o CDS-PP conseguindo um score dentro dos seus níveis habituais (8,3%), fazem também ressuscitar a ideia de “Aliança Democrática”, ou seja, de uma aliança de Governo entre o PSD e o CDS, como a do finais da década de 70 do século passado e como a de 2002 a 2005.

O PSD venceu mas com um resultado percentual muito distante da maioria absoluta. Dito de outra forma: colocou-se numa plataforma ascendente para regressar ao Governo, mas num quadro de maioria relativa. Nem Manuela Ferreira Leite nem Paulo Portas alguma vez negaram esta hipótese. Trabalharam juntos no Governo de Durão.

Fonte: D.N.

Aceleração da ruptura do sistema: a teia desfeita e a marcha do povo

mafia

As últimas notícias conhecidas sobre o processo Freeport e suas ramificações são muito preocupantes: a colaboração dos notários no pedido de escrituras públicas (públicas, mesmo públicas, como salienta o José…) do primeiro-ministro, sua mãe e referidos no processo Freeport, revelada pelo Público de 20-4-2009; as respostas em directo por mail da Procuradoria-Geral da República durante o Jornal Nacional da TVI de 17-4-2009 que passou o video (com imagem das imputações de corrupção de Smith e Cabral a José Sócrates), depois de previamente ter informado que não fazia declarações sobre o assunto; e a chamada do Procurador-Geral da República ao Palácio de Belém pelo Presidente da República em 20-4-2009.Estas notícias sobre o caso Freeport e suas ramificações indicam uma aceleração do processo de ruptura do sistema.

Quando essa ameaça impende de forma mais séria, o meta-sistema, que chegou a conspirar para a queda de Sócrates, contrai-se. Os seus elos percebem que não é só Sócrates quem se perde. O destino desfia agora o tapete de xadrez que pacientemente teceram durante anos. Antes de fugirem – e fugir vão – tentam segurar Sócrates. Porém, nesse esforço se comprometem e prejudicam a reparação futura da sua teia. Então, a teia futura não terá os mesmos fios, nem a mesma renda; não será tão forte, nem tão larga.

António Vitorino veio apoiar (?) em 20-4-2009 no seu programa da RTP-1 o ataque ostensivo ao Presidente da República do primeiro-ministro Sócrates, de sábado 18-4-2009, sobre a “política do recado“. Numa orquestração preparada, Mário Soares já o tinha feito – com o prof. Paulo Pinto de Albuquerque (!?…) da Universidade Católica – no Expresso de sábado, 18-4-2009. Só Cravinho, mais inteligente, destoa do inglório esforço meta-sistémico.

Na mesma orquestra – onde soía tocar como solista e agora precisa do apoio do naipe de violinos -, Sócrates reagiu com uma violência inaudita ao discurso do Prof. Cavaco Silva na abertura do 4.º Congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) de 17-4-2009. Nesse discurso, anteprima do esperado discurso do 25 de Abril de 2009, o Presidente da República fez alguns avisos sobre a direcção da política governativa e o comportamento da sociedade civil. Mas o leitor, pode comparar as palavras cordatas de Cavaco com a resposta de menosprezo que o primeiro-ministro lhe atirou no dia seguinte, no Fórum Novas Fronteiras em Lisboa: «política do recado, do remoque, do pessimismo, do bota-abaixismo, da crítica fácil», «daqueles que (…) não é preciso ler nas entrelinhas», «desses que se entretêm a dizer o que não podem fazer». Desses e daqueles!…

Porém, mais importante do que as atitudes dos protagonistas principais, é a intervenção doutro ser, um ser que existe, que costuma ser negligenciado, mas, afinal, tudo pode: o povo. É o povo nos blogues. É o povo nos fora, nos comentários das notícias e nos mails. É o povo nas casas, nas ruas e no trabalho. É o povo nos magistrados que sentem a responsabilidade de se reapossarem do poder judicial, usurpado pelo poder político e esburacado pelas toupeiras do poder político. É o povo nos notários que decidem colaborar, no cumprimento da lei, fornecendo as informações a jornalistas sobre escrituras públicos de cidadãos referidos em processos de Estado. É o povo nos jornalistas que reassumem o seu papel patriótico de serviço da verdade e de denúncia dos abusos. É o povo na luta, pós-indignação, de recuperação da honra nacional e da dignidade do Estado. É o povo em marcha.

E é o Presidente da República que lê os sinais de indignação do povo e, por isso, deixou a táctica de protecção de Sócrates. Cavaco já não está a favor de Sócrates, nem sequer está neutro. Porque, solto do calendário calendário eleitoral que o travava, sentiu finalmente que o povo quer correr com Sócrates e ele nada pode fazer para o segurar. Cavaco não podia ignorar que a sua legitimidade está no povo e não na expectativa de um apoio partidário que algum aconselhamento infeliz lhe terá feito crer conveniente. Cavaco percebeu a gravidade que significaria para a sua avaliação pelo povo manter o apoio a Sócrates perante a acumulação de tanta evidência e a indignação geral.

Nestes processos de ruptura do sistema, há sempre quem queira travar a marcha da revolução. Mas é um risco muito grande. O conselho que importa fazer ao meta-sistema que, com cumplicidades várias, tenta travar a queda de Sócrates é que o seu esforço, para além de perigoso para os interesses que sustenta, é inútil. A revolução costuma arrastar na enxurrada, que se solta pela falta de reformas, quem se atravessa no seu caminho.

Sócrates já caíu. E com ele vai este sistema iníquo que é a causa principal da nossa miséria.

Actualizações: este post foi actualizado à 1:59 de 21-4-2009; e emendado às 10:12 de 21-4-2009.

Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido em Portugal no processo Freeport pelo cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade. Apesar das referências ao seu alegado estatuto perante as autoridades policiais britânicas (Serious Organized Crime Office – SOCA), José Sócrates não está acusado de qualquer crime ou irregularidade no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

Publicado por António Balbino Caldeira em Do Portugal Profundo

Alex Jones: A Mentira de Obama (The Obama Deception) 7

Alex Jones: A Mentira de Obama (The Obama Deception) 8

NO INFRINGEMENT OF COPYRIGHT IS INTENDED

The Obama Deception – A Mentira de Obama é o mais novo documentário do produtor Alex Jones onde destrói por completo o mito de que Barack Obama esteja trabalhando no melhor dos interesses do povo americano.

O fenómeno de Obama é uma mentira maquinada cuidadosamente para liderar a NOva Ordem Mundial. Obama foi apresentado como o salvador em uma tentativa de enganar o povo americano com o fim de aceitar a escravidão mundial.

Já não se trata de esquerda ou direita, de comunismo ou sistema de liberdades, do que realmente se trata até agora de forma encoberta é de um Governo Mundial.

Este documentário cobre: Para quem Obama trabalha, as mentiras que disse e sua verdadeira agenda. Se você quer saber dos factos e passar por cima de toda essa ladainha messiânica, este filme é para você.

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Publicado por deusmihifortis

Admiro a … frieza de Cavaco Silva – Parabéns por ser o único Chefe de Estado da UE que tem o Primeiro Ministro sob investigação de outro Estado!

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Portugal é o País do faz de conta…
Cavaco Silva anda a falar de matemática e a enviar uns “sound bites” que a maioria dos portugueses que o elegeram nem percebe – porque a maioria dos portugueses não sabe morse nem sabe ler sinais de fumo – e, enquanto descobre ou não a raiz quadrada do mal, os portugueses assistem à pouca vergonha de o seu PM ser suspeito do crime de corrupção, em investigação no Reino Unido e do Presidente da República estar mais calado que o Rei português quando o Reino Unido lançou o Ultimatum…
A Lei Portuguesa é arcaica, caciquista, está fora de moda na Europa.
Portugal está nas Chancelarias de todos os outros países como o Madoff está nos EUA… Preso, desprezado.
Cavaco Silva não está a agir bem.
Vê o que os outros portugueses vêem na televisão. O DVD é prova no Reino Unido e a União Europeia olha para Portugal como um estado mediocre, pedinte e vão censurando esta passividade do Presidente da República.
Alás os espanhóis já tinham assistido ao PR ver a GNR carregar sobre os membros do Grupo Amigos de Olivença, quando estavam a fazer o que o PR deveria fazer: Erguer-se e exigir de Espanha a devolução de Olivença.
Cavaco Silva foi e é uma desilusão total para os portugueses.
Agora vê o DVD onde Sócrates é chamado de “son of a bitch”, vê o País a afundar-se, sabe que os ingleses têm melhor Justiça que a nossa – na maioria nas mãos da Maçonaria – e vê o PM a processar jornalistas, depois de muitos terem denunciado pressões do Governo..
E não faz nada…
Como dizem os Xutos e Pontapés, esta merda tem de mudar.
Ou como diriam os Pink Floid, “we don´t need such a kind of president”. Leave us alone!

Cavaco Silva já devia ter demitido o Governo! É seu dever , constitucional , fazê-lo!

Posto por José Maria Martins

Com políticos deste gabarito temos estas previsões…

Cimeira dos Açores

O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou hoje que as previsões do Banco de Portugal “não podiam ser mais negativas”, mas reconheceu que seria “muito difícil” serem diferentes devido à dependência do exterior da economia portuguesa.

“Os números revelados pelo Banco de Portugal não podiam ser mais negativos e, por isso, todos nós estamos preocupados”, disse o Chefe de Estado, comentando as previsões . Aníbal Cavaco Silva falava aos jornalistas após uma visita à Universidade de Évora, local escolhido para o arranque da quinta jornada do Roteiro para a Ciência do Presidente da República, dedicada à Matemática, que decorre hoje e quinta-feira.

O Banco de Portugal reviu em baixa, na terça-feira, a previsão para a evolução da actividade económica em 2009, antecipando agora uma contracção de 3,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB), bem como quebras de 14,2 por cento nas exportações e de 11,7 por cento nas importações.

Questionado hoje sobre esta previsão e sobre se os números poderiam ser diferentes, o Presidente da República reconheceu ser “muito difícil” colocar tal cenário.

“Nós dependemos muito dos mercados internacionais e as exportações caíram 14 por cento”, frisou, garantindo, contudo, que “o que pode surpreender um pouco” é a “queda tão acentuada que se verificou no investimento, de 15 por cento”.

Fonte: Publico

O Sr. Presidente é sempre surpreendido com estas previsões.

Já estamos habituados à Classe que nos governa, aos economistas que nos ditam previsões, mesmo quando já se sabe antecipadamente por notícias exteriores da verdade, da sua incompetência e incapacidade de prever ou de projectar um futuro. Será que com estes governantes Portugal tem futuro?

Alex Jones: A Mentira de Obama (The Obama Deception) 1

A Mentira de Obama (The Obama Deception) 2

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The Obama Deception – A Mentira de Obama é o mais novo documentário do produtor Alex Jones onde destrói por completo o mito de que Barack Obama esteja trabalhando no melhor dos interesses do povo americano.

O fenómeno de Obama é uma mentira maquinada cuidadosamente para liderar a NOva Ordem Mundial. Obama foi apresentado como o salvador em uma tentativa de enganar o povo americano com o fim de aceitar a escravidão mundial.

Já não se trata de esquerda ou direita, de comunismo ou sistema de liberdades, do que realmente se trata até agora de forma encoberta é de um Governo Mundial.

Este documentário cobre: Para quem Obama trabalha, as mentiras que disse e sua verdadeira agenda. Se você quer saber dos factos e passar por cima de toda essa ladainha messiânica, este filme é para você.

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Publicado por deusmihifortis

Derrotar o PS/José Sócrates nas próximas eleições – Acabar com o cargo de Presidente da República

Só um cego não vê que Portugal com o Governo de José Sócrates teve o pior período da sua história.
Com o actual Governo Portugal tornou-se um “coitadinho” na cena internacional.
Sem Poder no contexto das Nações, sem qualquer desenvolvimento interno, Portugal mirrou e está nas mãos dos espanhóis.
Os portugueses hoje são o Povo mais triste da União Europeia, o que tem menos esperança num futuro melhor.
O Governo de José Sócrates começou mal mentindo logo aos portugueses – com um descaramento a roçar a provocação – na questão do IVA.
Depois foi só propaganda e incompetência.
Quem não se lembra de José Sócrates ler na AR um parecer da “OCDE” sobre educação que não mais era que um estudo particular encomendado pelo Governo e pago por todos nós?
E logo que desmascarado mandar retirar do site oficial essa “informação”?
A Saúde está a bater no fundo; Desemprego galopante; Sem Justiça Independente;Escândalos atrás de escândalos.
Parece o regime do Zimbabwe…
José Sócrates tem vindo a destruir paulatinamente as potencialidades de Portugal, e a remeter o País para o fundo da tabela dos indíces de desenvolvimento.
A Justiça está sob controlo do Poder Político eda Maçonaria, verdadeira máfia internacional.
A Maçonaria e através dela o PS, controlam tudo.
Este Povo Português, grandioso nos períodos aureos, tem de reagir.
O PS tem de ser escorraçado do Poder.
Nós ,portugueses, valemos muito mais do que aquilo que o PS julga.
Não tenham medo, caros concidadãos! Lutemos! Portugal é nosso e não da maçonaria ou do PS!
Lutemos, com vigor, para destronar os que nos tentam destruir como Nação Independente e Povo Livre e Soberano.
Não vão na cantiga dos Maçons que ,grupalmente, engordam e emagrecem os portugueses.
Todos assistimos aos escãndalos financeiros e está lá sempre um ou mais políticos do “regime”.
Há que avançar noutras direcções.
Não aceito que nos tratem como estúpidos.
Votar no PS é votar no mesmo estado de coisas.
Os Portugueses devem exigir do Presidente da República outra atitude.
Os portugueses devem exigir que se o Presidente da República está doente, se sofre de alguma doença – como o Alzeimar – que informe os portugueses.
A Nação está de rastos e o silêncio de Cavaco Silva sobre as grandes questões nacionais é anormal.
Não votar no PS é uma prova de maturidade democrática.
A incompetência dos ministros deste Governo, a total incompetência do Primeiro Ministro ,destruiu todo o capital de confiança daqueles que neles votaram.
Há que reagir e desde já através do voto, derrotando o PS e caminhando para um regime mais adequado, onde os portugueses tenham voz activa na fiscalização da actividade política, nomeadamente através da introdução na Constiuição dos principios da Democracia Directa, regime que vigora na Suiça.
E acabar com a figura do Presidente da Repúbica, que gasta rios de dinheiro aos portugueses mas para nada serve.
Caminhar para um regime como o Suiço , onde não existe Presidente da Confederação Suiça, mas um mero representante, eleito anualmente.
Dispõe o artº 176º nº 2 da Constituição Suiça: ” A Assembleia federal elege por um ano um dos membros do Conselho Federal à presidência da Confederação e um outro à vice presidência do Conselho federal.”
O mandato não é renovável.

Portugueses,meus concidadãos, o nosso sistema é obsoleto, incapaz. O Presidente da República em Portugal é sempe eleito duas vezes, o que não faz qualquer sentido, mas mostra um Povo Português de joelhos, incapaz de alterar os seus quadros mentais, reverente perante o “Rei”, que afinal nada faz, do qual nenhum dos nossos problemas pode ser resolvido .
O Presidente da República é uma figura constitucional que não serve para nada.
Com excepção do general Ramalho Eanes, grande patriota, grande estadista, grande homem de honra, os outros todos se passeiam pelo País.

Democracia Directa, outra moldura constitucional.
Vígaros para a prisão.

Posto por José Maria Martins

Ainda temos Presidente da República?

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Estou a ver o telejornal na TVI e pergunto-me se o Prof. Cavaco Silva vê também o noticiário da TVI às sextas feiras! Veja-se aqui:http://diario.iol.pt/politica/tvi24-socrates-freeport-freeport-dvd-tvi-socrates/1052899-4072.html

Cavaco Silva não vê os escândalos a passarem?
Cavaco Silva não sentiu os olhares reprovadores dos Alemães?
Cavaco Silva não viu o olhar desaprovador do rei da Jordânia?
Será possível que o nosso sistema constitucional permita que se mantenha como “conselheito de Estado” o Dr. Dias Loureiro?
O da Presidente República não faz nada?
Terá visto Cavaco Silva as noticias sobre o Freeport e o BPN , hoje, mesmo agora na TVI?
Mas que regime é este em que se vão descobrindo os escândalos e tudo fica na mesma?
Nem o Prof. Oliveira Salazar ficaria tão impávido!
Mais, o Prof. Oliveira Salazar dava um murro na mesa!
Hoje, os portugueses estão sem defesa.
O Presidente da República que quando era pré-candidato carregou,desancou em Santana Lopes, derrubou o Governo, agora está calado, silencioso.
Dê um murro na mesa e dissolva a Assembleia da República senhor Presidente da República.
O PR deve exigir que sejam punidos , mesmos os seus amigos do PSD que circulam nas fraldas dos casos BPN, do BPP, Portucale, Operação Furacão.
O PR não pode transigir.
Os portugueses exigem acção do PR. Eu como português estou estupefacto e indignado.
Os portugueses estão envergonhados com esta “moda” da corrupção, com um Mº Pº manietado pela Maçonaria, pelos poderes políticos, pelos partidos.

Segunda-feira, em Paris, os emigrantes portugueses vão fazer uma manifestação, contra a corrupção em Portugal.
Até os emigrantes se sentem destruídos moralmente pelo regime corrupto que vigora em Portugal, pelas atitudes de pessoas que usam cargos para destruir a verdade e a Justiça.
Portugal está à deriva, qual jangada de pedra – para parafrasesaro livro de Saramago – mas não é a Peninsula Ibérica que se destacou da Europa pela fronteira de França,

é Portugal que descolou e já está á deriva no mar, ali para os lados da Venezuela, do Haiti, do Zimbabwe, visitando na sua deriva as off shores da corrupção, do tráfico de influências!
Os portugueses querem um Presidente da República que mereça os milhões de contos gastos com a Presidência da República, que dê um murro na mesa.
Um PR que não seja um mero corta fitas e esmagado às mãos de José Sócrates e dos escândalos em que estão envolvidos homens do BPN, e talvez do BPP, do Portucale, da Operação Furacão, do caso Casa Pia.
Na Europa olham para Portugal como uma ilha de corrupção de incompetência, de miséria, de ganância, de falta de vergonha.

Uma Vergonha!

Posto por José Maria Martins

Faz hoje 3 anos que Cavaco Silva foi eleito Américo Thomaz”


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“Faz hoje 3 anos que Cavaco Silva foi eleito Américo Thomaz”. Retirei este título de um post dos “Braganza Mothers”, local de peregrinação diária para leitura das prosas do “Arrebenta”. Muitos comentaram a efeméride e escreveram artigos mas ninguém definiu tão bem o que representou aquele dia 9 de Março de 2006. Tinha de lhe fazer um boneco.

Dias Loureiro não renuncia ao Conselho de Estado


Dias Loureiro diz que não renuncia por não ter cometido «nenhuma ilegalidade». Acusado na imprensa de desempenhar um papel principal num negócio em Porto Rico em que a SLN perdeu milhões, o ex-ministro de Cavaco mantém o que disse na Comissão de Inquérito.
O
Assina negócios de milhões e não se lembra de nada.
Ao estado a que o conselho chegou…