Concentrações marcadas para Marquês de Pombal e Largo Camões, Lisboa . Festejos da queda do Governo

SMS e redes sociais convocam festejos da queda do Governo

“Se Sócrates apresentar a demissão hoje, na declaração ao País, todos ao Marquês de Pombal, às 21h00”. É este o conteúdo de uma mensagem que anda a circular por telemóvel, que apela aos portugueses para se reunirem em caso da queda da Governo.

A SMS, que não apresenta remetente, diz apenas que se passe a palavra para que a concentração tenha mais aderentes.

Igual pedido é feito através de páginas na rede social Facebook. ‘Mega-Festa comemorativa da demissão de Sócrates’ conta já com 1 058 adesões. Nesse espaço é indicado que, a partir das 21h30, no Largo Camões, em Lisboa, terão início os festejos, com o Hino Nacional.

“apocalipse” no Japão

O comissário europeu da Energia, Günther Oettinger, qualificou o acidente nuclear no Japão como um “apocalipse” e adiantou que as autoridades locais terão perdido o controlo da situação na central nuclear de Fukushima I, onde já houve três explosões. O espaço aéreo em redor da central foi encerrado.
“Estamos a falar de apocalipse e creio que a palavra é particularmente bem escolhida”, disse Günther Oettinger esta terça-feira perante uma comissão do Parlamento Europeu em Bruxelas. “Tudo está praticamente fora de controlo”, adiantou, citado pela AFP. “Não excluo o pior nas horas mais próximas”.

Uma terceira explosão no reactor 2 da central nuclear de Fukushima I, e um incêndio no reactor 4 fizeram esta terça-feira subir de tom a crise nuclear no Japão. As autoridades admitem agora que os níveis de radioactividade poderão afectar a saúde humana. E a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) também já reconheceu que poderá haver danos no núcleo do reactor 2.

Yukiya Amano, director-geral da AIEA, disse em conferência de imprensa que há “possivelmente danos” no núcleo do reactor 2. “Deverão ser inferiores a cinco por cento”, adiantou, para depois salientar que a situação é “preocupante” mas será diferente da catástrofe nuclear que ocorreu em Tchernobil, na Ucrânia, em 1986. O responsável da AIEA disse que precisa de informação mais actualizada e detalhada sobre o que está a acontecer no Japão.

A agência da ONU para a energia atómica já tinha emitido um comunicado a referir que as explosões nos reactores 1 e 3 não danificaram os vasos de pressão primários (primeira camada de protecção do núcleo dos reactores). “Estão ambos intactos”. No entanto, a explosão de ontem no reactor 2 “pode ter afectado a integridade do seu vaso de pressão primário”, acrescenta.

A Autoridade de Segurança Nuclear francesa já tinha alertado para a possibilidade de danos neste sistema de contenção que é o mais importante para evitar uma fuga radioactiva. Adiantou ainda que o acidente nuclear em Fukushima I atingiu um nível de gravidade 6, numa escala de um a sete. “O fenómeno assumiu uma dimensão totalmente diferente da de ontem. É claro que chegámos ao nível 6”, disse André-Claude Lacoste, citado pela AFP. Mas a Agência de Segurança Nuclear japonesa não confirma o nível de gravidade 6, fala antes de nível 4.

No perímetro de 30 quilómetros em torno da central as pessoas não podem sair de casa e foi estabelecida uma zona de exclusão aérea, mas apesar disso as autoridades japonesas informaram a ONU de que os níveis de radioactividade junto à central estão a baixar.

Chile: sismo de 27 de fevereiro provoca perdas de 17% do PIB

As perdas provocadas pelo terramoto de 27 de fevereiro no Chile ascenderam, segundo cálculos do governo, aos 30 mil milhões de dólares (21,7 mil milhões de euros), o que significa 17 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Estes números, anunciados hoje em conferência de imprensa pelo novo presidente, Sebastián Piñera, coincidem com a estimativa mais alta feita pouco depois da tragédia por consultoras norte-americanas.

“Os danos matrimoniais vão estar próximos de 30 mil milhões de dólares. Estou a falar de casas destruídas, hospitais colapsados, escolas com graves danos, estragos à nossa capacidade produtiva e às nossas infraestruturas e muitas coisas mais”, explicou Piñera.

O presidente disse que houve erros por parte do governo da presidente cessante, Michelle Bachelet, na condução da emergência provocada pelo sismo e pelo tsunami, que serão analisados posteriormente.

“É preciso que o Chile esteja muito melhor preparado para enfrentar a adversidade e tenha um sistema de alerta preparado para quando as catástrofes ocorrerem, para tomar decisões que salvem vidas”, afirmou Piñera.

O sucedido imediatamente depois do sismo de magnitude 8,8 na escala aberta de Richter a 27 de fevereiro “demonstrou que o sistema de alerta tem de ser aperfeiçoado e também o sistema de ajuda oportuna, que inclui a manutenção da ordem pública e o fornecimento de bens básicos”.

Piñera anunciou ainda o acionamento de um plano que será financiado mediante a criação de um fundo de reconstrução e desenvolvimento. Este programa, que será aprovado nos próximos dias, será financiado por cortes nos gastos públicos e pelo uso de uma parte dos 25 870 milhões de dólares (18 798 milhões de euros) que o Chile tem em reservas internacionais.

Também está prevista a contração de empréstimos nos mercados internacionais, dado que o nível da dívida externa do Chile é muito baixo, “ao contrário de alguns países europeus, que estão sobrecarregados”, comentou o presidente chileno.

Além disso, o preço elevado do cobre (que encerrou nos 3,3 dólares esta semana) vai trazer receitas adicionais para o plano de reconstrução.

Chile em alerta: 8 terramotos numa só manhã

A terra voltou a tremer esta quinta-feira no Chile… por 8 vezes. De acordo com o Centro Geológico Norte-americano, às 11h39 (14h39 em Lisboa) registou-se o sismo mais violento do dia – 6.9 graus na escala de Richter. O epicentro localizou-se a 110 km de Rancagua, na região de Libertador O’Higgins, a uma profundidade de 10,9 km. Depois disso, já foram sentidas mais 4 réplicas, com intensidades entre os 4.9 e os 6.7 graus na escala de Richter.

Não há ainda informações sobre possíveis estragos ou feridos. Existe, no entanto, um alerta de tsunami emitido pela Marinha do Chile.

O terramoto acontece no dia em que o novo presidente assume funções. O jornal chileno “La Nación” relata que o sismo mais forte ocorreu quando Sebastián Piñera fazia o seu primeiro discurso oficial perante o congresso. Piñera apelou à calma e garantiu apoio à população. “A protecção das vidas, da integridade das pessoas, o respeito pela dignidade de cada um e cada uma das chilenas vai ser a alma e o coração do nosso futuro governo”, disse.

Pouco depois, as autoridades chilenas emitiam um alerta de tsunami para a  zona centro-sul do país, pedindo aos habitantes das zonas costeiras que abandonassem as áreas de risco.
O Chile está ainda a recuperar do sismo de 8.8 registado a 27 de Fevereiro.

Sismo de 7,2 de magnitude sentido no Chile e alerta de tsunami

Um forte sismo, com magnitude 7,2 na escala de Richter, segundo o instituto de geofísica norte-americano (USGS), atingiu o Chile e a região de Santiago pelas 14h38. O abalo ocorreu pouco antes do início da tomada de posse do novo Presidente, Sebastián Piñera, e até agora não foram reportados danos.

O epicentro localizou-se a 110 km de Rancagua, na região de Libertador O’Higgins, a uma profundidade de 10,9 km, de acordo com informações do Centro Geológico Norte-americano. Já antes, às 9h44 da manhã locais se tinha sentido um sismo de intensidade 5.1.

Pouco após o abalo foi dado o alerta de tsunami. O sismo, o mais forte entre as mais de 200 réplicas sentidas no país desde o terramoto de 27 de Fevereiro, com 8,8 de magnitude, teve epicentro a 147 quilómetros de Santiago, e praticamente à mesma distância de Talca e Valparaíso.

O sismo de 7,2 de magnitude foi a mais forte de três abalos sentidos hoje no centro do Chile. O centro nacional de emergência Onemi lançou um alerta de tsunami e o sismo causou o pânico de alguns convidados para a cerimónia de tomada de posse de Piñera que, no entanto, decorreu normalmente no Parlamento em Valparaíso, com a presença de sete chefes de Estado da região, adiantou a AFP.

Piñera deverá visitar hoje, como estava previsto, as zonas mais afectadas pelo sismo de 27 de Fevereiro que causou pelo menos 497 mortos e mais de 200 desaparecidos.

Chile: Sismo deslocou cidades para ocidente

Sismo deslocou cidades para ocidente

O sismo que atingiu o centro e o sul do Chile, em 27 de Fevereiro, provocou a deslocação da cidade de Concepción em mais de três metros para o ocidente, segundo um estudo divulgado hoje pela Universidade norte-americana do Ohio.

O estudo, feito por cientistas chilenos e norte-americanos, conclui que Concepción, a segunda maior cidade chilena, situa-se agora 3,04 metros mais para ocidente que antes do sismo.

Já a capital, Santiago, deslocou-se 27,7 centímetros para oeste.

O sismo, que atingiu uma magnitude de 8,8 na escala de Richter, foi um dos mais potentes registados desde há um século.

Até os países vizinhos não foram poupados, por exemplo, a capital argentina, Buenos Aires, deslocou-se quatro centímetros para ocidente.

Cientistas descobrem que vitamina D é crucial contra as infecções

Cientistas da Universidade de Copenhaga descobriram que a vitamina D é crucial para activar as defesas do nosso sistema imunitário e sem a ingestão suficiente desta vitamina, as células T deste sistema perdem a capacidade de reagir e de lutar contra as infecções do nosso corpo.

A descoberta feita pelo Departamento de Saúde, Imunologia e Microbiologia daquela universidade pode ser importante para a pesquisa de novas vacinas e no combate contra as doenças infecciosas, as epidemias e as pandemias.

A maior parte da vitamina D é produzida naturalmente pelo nosso corpo em resultado da exposição da pele à luz do Sol. Mas também pode ser encontrada em alimentos como o peixe e os ovos.

Segundo a agência Reuters, quase metade da população mundial tem carência de vitamina D e os cientistas prevêem que o problema se venha a agravar porque as pessoas passam cada vez mais tempo em ambientes artificiais, privados da luz solar.

Células T: entrar em acção

Carsten Geisler, um dos investigadores da equipa envolvida na descoberta, explica num comunicado da Universidade de Copenhaga que “quando uma célula T é exposta a um agente patogénico estranho, tem uma reacção bioquímica imediata e um receptor que existe à superfície da célula (uma espécie de antena) começa a procurar vitamina D. Se não encontra vitamina D suficiente no sangue, não entra em acção”.

As células T baseiam-se, assim, na vitamina D para actuarem contra as infecções, permanecendo adormecidas se há falta dessa vitamina no sangue.

O agente patogénico é um microrganismo capaz de produzir doenças infecciosas no nosso corpo.

A descoberta dos cientistas dinamarqueses pode ser também importante para os cientistas lidarem melhor com os fenómenos de rejeição associados aos transplantes de órgãos.

“Os cientistas já sabem há muito tempo que a vitamina D é importante para a absorção de cálcio e em doenças como o cancro e a esclerose múltipla, mas não imaginávamos que a vitamina D fosse tão crucial para activar o sistema imunitário”, salienta Carsten Geisler.

THE GLOBAL FINANCIAL CRISIS — Michel Chossudovsky Jan 2009, Montreal

LECTURE: THE GLOBAL FINANCIAL CRISIS — The Great Depression of the 21st Century with Michel Chossudovsky Causes and consequences of the financial meltdown; The speculative onslaught; Financial fraud and the “bank bailouts”; Bankruptcy of the real economy; Impacts on employment, wages and social services; Towards a spiralling public debt; The economic crisis and its relationship to the Middle East war; The centralization of corporate power; The concentration of wealth; The globalization of poverty. What are the policy alternatives?

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Mau tempo: Bloco de Esquerda quer comissão de inquérito parlamentar

O Bloco de Esquerda vai tentar um acordo com a oposição da maioria social democrata da Assembleia Legislativa da Madeira para viabilizar a constituição de uma comissão de inquérito a eventuais responsabilidades dos danos causados pelo recente temporal.

Contabilizadas as vítimas humanas e os danos materiais, “é agora tempo de averiguar se efetivamente houve ou não responsabilidades pessoais e políticas” que poderão ter aumentado os efeitos nefastos do temporal, disse Roberto Almada, líder regional dos “bloquistas”, após reunião da comissão coordenadora.

O BE, sobre o assunto, também quer “ver o Ministério Público a intervir e a averiguar eventuais responsabilidades criminais” das autoridades governamentais e autárquicas.

Estas propostas surgem porque o BE diz que já previa esta situação: “sempre nos manifestamos contra o afunilamento das ribeiras e contra as construções nos cursos de água”.

Roberto Almada disse que o seu partido “está muito preocupado com declarações de governantes segundo as quais a reconstrução será feita como foram feitas as anteriores obras, ou seja, tudo vai manter-se na mesma, cometendo os mesmos erros do passado”.

Os “bloquistas” pretendem igualmente saber se “é verdade que há muitas empresas a despedir trabalhadores com o argumento do temporal” e se “também é verdade que na maioria dos parques de estacionamento subterrâneos do Funchal a empresa detentora da concessão não tem seguro de responsabilidade civil”.

O BE/M anunciou ainda que a sua próxima convenção vai ser no dia 28 de março.

Sismo de 6.4 em Taiwan

A terra tremeu na madrugada desta quinta-feira em Taiwan. O Centro Geológico dos Estados Unidos registou um abalo de 6.4 na escala de Richter.

O epicentro do sismo registou-se 33 km a noroeste da cidade de T’ai-tung e a 35 km de profundidade. Aconteceu às 8h18 locais, 00h18 em Portugal.

Taiwan situa-se numa região com grande actividade sísmica. Um dos piores terramotos registados no país ocorreu em Setembro de 1999, quando um abalo de magnitude 7.6 provocou a morte de 2.400 pessoas e destruiu mais de 50 mil edifícios.

A agência France Presse avança com a morte de pelo menos três pessoas, nove desaparecidos e 200 feridos, principalmente na capital Taipé, onde alguns prédios desabaram.

Chile:79 resgatados com vida dos escombros de um edifício

79  resgatados com vida dos escombros de um edifício

Setenta e nove pessoas foram hoje resgatadas com vida dos escombros de um edifício em Concepción, a segunda cidade do Chile e uma das mais afectadas pelo sismo de sábado passado. Entretanto, o balanço mais recente dá conta de 799 mortos.

O comandante dos Bombeiros Juan Carlos Subercaseaux afirmou que ainda estão desaparecidas seis pessoas.

O responsável admitiu que as pessoas podem estar nos 20 apartamentos que ainda não foram inspeccionados pelas equipas de resgate. O edifício de 15 andares ficou reduzido a escombros.

“Temíamos a morte de uma centena de pessoas, mas graças a Deus, o número é muito menor”, disse o comandante, citado pelo jornal espanhol El Pais, referindo ainda que, até ao momento, foram encontrados sete cadáveres.

O mais recente balanço oficial do sismo de magnitude 8,8 na escala aberta de Richter é de 799 mortos e dois milhões de pessoas afectadas. O balanço anterior dava conta de 795 mortos.

O Chile foi hoje abalado por duas fortes réplicas sísmicas, que motivaram alerta de tsunami para o litoral do país, e que entretanto já foi levantado.

NASA diz que sismo no Chile mudou o eixo da Terra e também encurtou os dias

NASA diz que sismo no Chile mudou o eixo da Terra

Um artigo publicado hoje pela NASA admite que o eixo da Terra se alterou e que os dias no planeta podem ter sido encurtados em 1,26 microsegundos, depois do grande terramoto de 8,8 graus na escala de Richter que assolou o Chile no passado dia 27 de Fevereiro.

Segundo o artigo publicado hoje pela NASA no seu site, o cientista Richard Gross (do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA na Califórnia) e a sua equipa efectuaram cálculos complexos que permitem concluir que os dias na Terra deverão ter sido encurtados em cerca de 1,26 microsegundos – sendo que um microsegundo corresponde à milionésima parte de um segundo -, na sequência do terramoto ocorrido ao largo da costa chilena no passado sábado.

A NASA indica que “o mais impressionante é, talvez, o quanto o terramoto mudou o eixo de rotação da Terra”, que determina a duração dos dias. Os cálculos efectuados por Gross mostram que o eixo se alterou em aproximadamente 8 centímetros.

O modelo utilizado para efectuar estes cálculos foi o mesmo utilizado em 2004 para estimar os efeitos do sismo de magnitude 9,1 que ocorreu nesse ano em Sumatra e encurtou os dias em 6,8 microsegundos, alterando o eixo da terra em cerca de 7 centímetros.

O facto de o terramoto do Chile ter alterado mais o eixo da Terra do que o de Sumatra, de magnitude superior, tem duas explicações para os investigadores: por um lado, o sismo de Sumatra ocorreu mais perto do equador, enquanto o sismo do Chile ocorreu numa zona de latitude média, o que potencia a alteração vertical do eixo terrestre.

Mas se são pequenas, as alterações são também permanentes, comentou ao Bloomberg Benjamin Fong Chao, reitor da Faculdade de Ciências da terra da Universidade Nacional central de Taiwan. “Esta pequena contribuição fica enterrada em mudanças mais vastas devido a outras causas, como o movimento de massas atmosféricas à volta da Terra”, explicou.

E por que é que o sismo do Chile, tendo uma magnitude mais reduzida que o de Sumatra, deslocou o eixo em oito centímetros, enquanto o de Sumatra se ficou por sete? “Primeiro, o de Sumatra localizou-se perto do Equador, e o do Chile numa latitude média, o que o torna mais eficiente a desviar o eixo da Terra”, diz o comunicado da NASA que dá a conhecer os resultados de Gross. “Em segundo lugar, a falha [geológica] responsável pelo sismo de 2010 mergulha na Terra num ângulo mais agudo do que o de 2004. Isto faz com que a falha do Chile seja mais eficaz a mover a massa da Terra verticalmente e, assim, a desviar o eixo da Terra.”

O sismo que atingiu o Chile no passado dia 27 de Fevereiro, de 8,8 graus na escala de Richter, foi 700 a 800 vezes mais forte que o do Haiti, em Janeiro, e libertou uma energia de aproximadamente cem milhões de toneladas – a bomba nuclear que dizimou Hiroxima tinha apenas seis.

Dados oficiais do governo chileno dão conta de dois milhões de pessoas afectadas pelo sismo e da morte de 723 pessoa

Norte e Centro do país em alerta vermelho


O Instituto de Meteorologia lançou um alerta vermelho para sábado em dez distritos do Norte e Centro do país devido à intensidade do vento. Este é o alerta mais grave de uma escala de cinco níveis.

O mau tempo chega na próxima madrugada, mas o alerta é válido até à meia-noite de sábado. De acordo com o Instituto de Meteorologia (IM), uma depressão que se encontra a oeste da ilha da Madeira vai deslocar-se “rapidamente para Nordeste ao longo da costa, atingindo com maior intensidade as regiões do litoral Norte”.

O IM informa que o Sul do país também será afectado, pelo que os outros distritos de Portugal Continental e a Madeira se encontram em alerta laranja.

Nos distritos afectados pelo alerta vermelho (Leiria, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Viseu, Aveiro, Vila Real, Braga, Porto e Viana do Castelo), prevê-se a possibilidade de rajadas de vento até 150 quilómetros por hora no litoral e terras altas. Existirão períodos de chuva forte, que passarão a aguaceiros na tarde de sábado.

Nas zonas do litoral, a ondulação do mar irá variar entre cinco a sete metros.

Morre-se de frio em Portugal

Portugal é dos países da União Europeia onde mais se morre por falta de condições de isolamento e aquecimento nas casas, segundo um estudo de especialistas da Universidade de Dublin que comparou 14 países europeus.

A falta de condições de isolamento das habitações poderá ter estado na origem da morte de quatro idosos em Lisboa, no domingo, uma situação que a PSP já admitiu poder dever-se às baixas temperaturas que se fazem sentir.

De acordo com a investigação, que analisou as potenciais causas da mortalidade no inverno em 14 países europeus, “Portugal tem a maior taxa (28%) de excesso de mortalidade no inverno”, seguido de Espanha e Irlanda, ambos com 21%.

Mais mortes onde o inverno é menos severo

O trabalho sublinha um dos paradoxos da mortalidade no inverno: “As maiores taxas de mortalidade ocorrem geralmente em países onde o inverno é menos severo e onde deveria haver menos potencial/tendência para casos de gripe e para a mortalidade relacionada com a gripe”.

“Os países com climas mais temperados tendem a ter baixa eficiência térmica nas habitações e por isso é mais difícil manter estas casas quentes quando chega o inverno”, refere a investigação.

“Este é em particular o caso de Portugal, Espanha e Irlanda, onde as temperaturas no inverno são comparativamente mais temperadas e as taxas de excesso de mortalidade nesta estação muito elevadas”, conclui.

A Falsa Pandemia: empresas farmacêuticas lucraram com o pânico da gripe suína, afirma o chefe da Agência de Saúde Europeia

O surto de gripe suína era uma “falsa pandemia” movida por empresas de medicamentos que fizeram bilhões de libras através do pânico em todo o mundo, alegou um importante especialista europeu em saúde.

Wolfgang Wodarg, chefe de saúde do Conselho da Europa, acusou os fabricantes de medicamentos e vacinas da gripe de influenciar a decisão da Organização Mundial de Saúde de declarar uma pandemia.

Isto levou a que as empresas farmacêuticas assegurassem “enormes lucros”, enquanto os países, incluindo o Reino Unido, “desperdiçaram” seus parcos orçamentos da saúde com milhões que estão sendo vacinados contra uma doença relativamente branda.

A resolução proposta pelo Dr. Wodarg pedindo uma investigação sobre o papel das empresas de droga foi aprovada pelo Conselho da Europa, o “senado” baseado em Estrasburgo que é responsável pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Um debate de urgência sobre a questão será realizado ainda este mês.
As afirmações do Dr. Wodarg emergem no mesmo momento em que o governo britânico está tentando desesperadamente se livrar de 1 bilhão de libras em vacina da gripe suína, encomendadas na época do pânico.

O Departamento de Saúde britânico alertou que poderia haver até 65.000 mortes por causa da gripe suína, criou uma linha telefónica e site especial para aconselhamento, suspendeu as regras normais para drogas anti-gripe para que pudessem ser dadas sem receita médica e aconselhou às autoridades locais para se prepararem para uma pandemia grave.

Planeadores foram orientados a prepararem os necrotérios para uma grande número de mortes e houve alertas de que o Exército poderia ser chamado para evitar tumultos enquanto a população lutasse para obter drogas.

Mas com menos de 5.000 pessoas na Inglaterra contraindo a doença até a semana passada e apenas 251 mortes no total, Dr. Wodarg definiu o surto do H1N1 como “um dos maiores escândalos médicos do século”.

Ele afirmou: “O que tivemos foi uma gripe leve – e uma falsa pandemia.”

Ele acrescentou que as sementes do pânico foram semeadas cinco anos atrás, quando se temia que o vírus mais letal da gripe aviária poderia se transformar em uma forma humana.

O “clima de pânico” levou os governos a estocar o remédio anti-gripe Tamiflu e criando “contratos adormecido” para milhões de doses de vacina.
Dr Wodarg afirmou: “Os governos fecharam contratos com produtores de vacinas onde assegurariam as encomendas com antecedência e tomariam para si quase toda a responsabilidade.
“Desta forma, os produtores de vacinas teriam a certeza de enormes lucros sem qualquer risco financeiro.
‘Então, eles só esperariam até que a OMS declarasse a “pandemia” e activassem os contratos. ”
Ele também afirma que para continuar a avançar os seus interesses, as principais fabricantes de medicamentos colocaram ’seu pessoal’ nas “engrenagens” da OMS e outras organizações influentes.

Ele acrescentou que sua influência poderia ter conduzido a OMS a suavizar a sua definição de pandemia – levando à declaração de um surto mundial em Junho passado.

Dr Wodarg disse: “A fim de promover os seus medicamentos patenteados e de vacinas contra a gripe, as empresas farmacêuticas influenciaram os cientistas e os órgãos oficiais, responsáveis pelas normas de saúde pública, para alardear os governos pelo mundo inteiro.

“Eles nos fizeram esbanjar parcos recursos de saúde para estratégias de vacina ineficientes e que milhões de pessoas saudáveis fossem expostas desnecessariamente ao risco dos efeitos colaterais desconhecidos de vacinas insuficientemente testadas.

Ele não dá os nomes de ingleses com os conflitos de interesse.

Mas no ano passado, o Daily Mail revelou que Sir Roy Anderson, um cientista que aconselha o Governo sobre a gripe suína, também possui um salário de 116.000 libras por ano no conselho da GlaxoSmithKline (GSK).
A GSK produz drogas e vacinas anti-gripe e deve ser uma das maiores beneficiárias da pandemia.O Departamento de Saúde britânico afirmou que embora a doença pareça estar em declínio, não descarta uma terceira onda, e insiste que todos as pessoas que podem receber a vacina que o façam.

P professor David Salisbury, chefe de imunização do governo britânico, disse que não havia “nenhuma razão” para as alegações do Dr Wodarg, dizendo que as pessoas com conflitos de interesse foram mantidos fora do processo decisório.

Um porta-voz da GSK declarou: “Alegações de influência indevida são equivocadas e infundadas. A OMS declarou que o vírus H1N1 preenchiam os critérios para uma pandemia. Como a OMS afirmou, regulamentos legais e inúmeras salvaguardas existem para evitar eventuais conflitos de interesse. ”

A empresa, que ainda emprega Sir Roy, disse que ele tinha declarado os seus interesses comerciais e não tinha qualquer participação em reuniões relacionadas com a compra de drogas ou vacina para o Governo ou GSK.

Fontes:

Daily Mail: The ‘false’ pandemic: Drug firms cashed in on scare over swine flu, claims Euro health chief

In    Fim dos tempos

Climategate: O sequestro do Movimento Ecologista e sua Reconquista.

Na fonte: ClimateGate:El Secuestro del Movimiento Ecologista y su Reconquista.

Tradução Livre por arauto do futuro.

Uma mensagem para os ecologistas e ativistas dos direitos humanos. Vocês que tem observado, com crescente sentido de inquietude, as formas nas que este mundo tem sido saqueado na perseguição do “bilhete verde”. Vocês que tem observado, com crescente preocupação, as maneiras que tratamos ao planeta que habitamos e deixamos de herança.

Esta não é uma mensagem divisora, mas sim de cooperação e unidade. Esta é uma mensagem de esperança e potenciação. Porém, requer olhar a uma verdade verdadeiramente incômoda: VOSSO MOVIMENTO HÁ SIDO USURPADO PELOS MESMISSÍMOS INTERESSES CONTRA OS QUAIS ACREDITAVAS QUE ESTAVAS LUTANDO.

Olhavas com esperança e entusiasmo enquanto vossa causa, vosso movimento, vossa mensagem começava a estender-se e a ser acolhida pelos meios corporativos. A idéias pelas que havias  lutado tanto tempo para ser escutadas foram, por fim, discutidas a nível nacional e internacional.  Porém, olhavas com crescente descontentamento, enquanto a mensagem ia sendo simplificado. Primeiro se converteu em slogan, logo em marca, até ficar em nada mais que uma etiqueta adjunta aos produtos de consumo.  As idéias pelas que uma vez lutastes, agora os estava sendo revendidas, por lucro.

Olhastes com crescente inquietude enquanto a mensagem se repetia qual loro sem argumento, levado mais como outra moda em lugar de uma compreensão de algo que proviesse da convicção. Estivestes em desacordo quando os slogans, e logo a ciência, se iam rebaixando intelectualmente. Até que o dióxido de carbono se converteu no foco e causa política, Imediatamente convertendo-se o CO2, na unica causa.

Sabíeis que ol “Gurú do CO2”, Al Gore, não era cientista, mas  sim político. Sabíeis que o movimiento estava sendo tomado por uma causa que não era vossa própria, mas sim uma que contava com crenças que vocês não compartilham e para propor soluções que vocês não queriam. Até que as soluções que exigistes nem sequer eram soluções, mas sim novos impostos e novos mercados que unicamente serviam para forrar os mesmos bolsinhos de sempre. Soubestes que algo ia mal quando a confabulação do sistema de compra-venda de cotas de CO2 (Cap & Trade) foi encarregado a Kenneth Lay, o mesmo arquiteto da bolha ENRON que arrebentou três meses depois do 11 de Setembro de 2001. Ou quando vistes a Goldman Sachsauto posicionar-se para cavalgar sobre a nova bolha do comércio do CO2. Ou quando o empuxo total do movimento se converteu somente em formas de ganhar e gastar dinheiro ou em arrecadar fundos para os mais ricos, impedindo ao mesmo tempo o desenvolvimento dos países pobres.

Vosso movimento havia sido seqüestrado. Ficou claro quando lestes o livro da elite Club de Roma de 1991, “A Primeira Revolução Global”, que diz: “Ao buscar um inimigo comum, pelo qual nos possamos unir contra,  nos ocorreu a idéia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de agua, a fome, miséria e coisas deste estilo, se ajustassem a nosso projeto para o governo global e uma Nova Ordem Mundial.”

Mais claro todavia quando olhastes a lista de membros do Club de Roma e aprendestes acerca da eugenia e os laços de união entre Rockefeller e o Instituto Wilheim Kaiser e a prática da cripto-eugenesia. E o definitivo foi, quando se descobriu, em sete laboratórios europeus distintos, vacinas intencionalmente contaminadas pela farmacêutica Baxter, enquanto hoje mesmo vosso Governo obriga a “grupos de risco” a vacinar-se.  Ainda assim, queríeis acreditar que havia alguma base de verdade, algo verídico e valioso neste seqüestro do movimento meio-ambiental.

Porém, a finais de Novembro se enfumaça o que restava de dúvida no escândalo “ClimateGate” de  vazamento de informação privilegiada da Unidade para a Investigação do Clima(CRU). Documentos internos e correios  eletrônicos, expondo as mentiras, manipulação e fraude pós os estudos manipulados que validaram a ciência oficial do aquecimento e o suposto iminente desastre climatológico causado pelo CO2. Agora sabemos que manipularam seus próprios modelos de clima, admitindo que os resultados estavam sendo ajustados arbitrariamente. Além do mais, se estavam ajustando os valores para estar em conformidade com os desejos dos cientistas e não com a realidade. Agora sabemos que tanto os processos como os resultados de exame de homólogos estavam sendo pervertidos para excluir àqueles exocientistas que criticavam seus achados. Agora, sabemos que aqueles cientistas corruptos expressaram suas dúvidas sobre a confiabilidade da ciência que, sem querer, publicamente afirmavam  estar trucando . Agora sabemos, em resumo, que estavam mentindo.

De momento se desconhece o que se desprenderá de tudo isto. Porém, é evidente que o desprendimento será substancial. Contudo, com esta crise, vem uma oportunidade. Uma oportunidade para RECOBRAR O MOVIMENTO QUE OS FINANCEIROS OS TENHAM ROUBADO. Todos juntos podereis exigir uma completa e independente investigação a todos os investigadores cujo trabalho estava implicado no escândalo da CRU. Podereis exigir uma re-avaliação completa de todos esses estudos e conclusões e toda política pública que tenha sido baseada nestes. Podereis exigir novas normas de transparência de cientistas cujo labor esteja financiado por fundos públicos ou cujo trabalho afete a política pública. Em outras palavras, podereisreafirmar que nenhuma causa é digna de apoio quando usa do engano para sua propagação. Ainda mais importante, podereis recuperar VOSSO  movimento meio-ambiental.

Agora, podereis voltar a concentra-vos nas questões sérias que devem ser perguntadas. Como a engenharia genética, onde organismos híbridos de desenho ambicioso estão sendo liberados na biosfera, em um gigante experimento incontrolado que ameaça ao mesmissímo genoma da vida sobre este planeta. Podereis voltar a examinar os muitos problemas meio-ambientais que tenham sido esquecidos em nome do CO2. Podereis examinar as agências reguladoras que estão controladas pelas mesmissímas corporações que supostamente tem que vigiar. Podereis centrar no uranio empobrecido, nos derrames de resíduos tóxicos, o desmatamento das florestas,   todos os demais assuntos que sabéis uma vez eram do mandato do VERDADEIRO movimento meio-ambiental. Ademais, podereis investigar, com “CIÊNCIA COM CONSCIÊNCIA”, as verdadeiras causas CÓSMICAS das alterações climáticas, que os cientistas da elite de hoje intentam esconder detrás de uma cortina de fumaça do CO2.

Ou, podereis comodamente, cair na política partidista. Podereis decidir que tudo bem mentir  sempre e quando apóiem a nossa parte. Podereis defender as atuações censuráveis de Al Gore e dos investigadores do CRU e agrupa-los em torno da bandeia verde que desde muito tempo foi capturada pelo INIMIGO. É uma simples decisão a tomar, porém, uma que devereis tomar com rapidez e virulência, antes de que tudo volte ao “negócio como sempre”.  Estamos em uma encruzilhada de caminhos na historia.  E não nos equivoquemos, que a historia será o juiz final de nossas ações.

E, a cada um lhe deixo, com uma simples pergunta:

¿Em que lado da historia, queres estar… TÚ?

P:D: Cada palavra ou frase em negrito a coloco com a intenção de que a busques na Internet por tua conta.

Noticia Relacionada: http://www.elmundo.es/elmundo/2009/12/02/ciencia/1259749433.html

Fonte: StarViewerTeam 2009 & Corbertt Report.

“Não existe aquecimento global”, diz representante da OMM na América do Sul



Por Carlos Madeiro
Especial para o UOL Ciência e Saúde

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas – algumas das que falavam da nova era glacial – que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?

Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?

Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?

Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?

Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

fonte: UOl

Livro lançado nos EUA questiona pessoas que amam alguns animais mas comem outros

Por Lobo Pasolini   (da Redação)

Um novo livro publicado nos Estados Unidos analisa a atitude paradoxal que a maioria das pessoas tem em relação aos animais: amam alguns, mas aceitam que outros sejam torturados.

A autora Melanie Joy (foto) argumenta em Por que Nós Amamos Cães, Comemos Porcos e Vestimos Vacas (tradução livre do original Why We Love Dogs, Eat Pigs And Wear Cows) que o hábito de comer animais tem um nome e é tão ideológico quanto o vegetarianismo.

Joy chama de “carnismo” o sistema de crença que diz que é certo comer certos animais e não outros. Como a misoginia, o racismo, o preconceito por idade e o especismo, o carnismo tem causado mal há séculos.

O primeiro capítulo do livro imagina um jantar em que o anfitrião explica que a receita do prato inicial é feita com um cão golden retriever. A repulsa que isso causa é examinada em detalhe. Joy nos mostra os círculos sobrepostos de identificação, empatia e repulsa que colorem nossas relações com animais.

A editora Conari Press preparou um vídeo com essa cena imaginada pela autora. O vídeo é em inglês, mas mesmo quem não fala a língua pode ter uma ideia do conteúdo dos diálogos: