Há subsídios para Touradas e não há dinheiro para o Ensino – Milhares de professores desempregados ou a caminho do desemprego.

Milhares de professores ficaram este ano sem colocação. 

Vários serviços em hospitais públicos foram encerrados.
Milhares de portugueses estão sem trabalho.
Milhares de portugueses sofrem e morrem à fome por não se poderem alimentar e tratar.
Muitos estudantes ficaram este ano sem bolsas de estudo, sendo coagidos a deixar os seus estudos.
Milhares de jovens licenciados e bem qualificados ( o futuro deste país), são obrigados a emigrar porque para este governo em Portugal só há lugar para os seus amigos e
correlegionários.

 

 

ENQUANTO ISSO…

 

 

ASSUNTO:SUBSÍDIOS PARA TOURADAS

Isto realmente ronda o escândalo!

Se concordam com o e-mail, divulguem, pf.

 

Pelo respeito que tenho por todos os animais, preferia que não existissem, mas pronto, vê quem quer. No entanto, que se auto-sustentem. Que não tenha eu de pagar para mais uma coisa que não apoio…

Subsídios para as touradas

Por falar em subsídios, no passado dia 21/03/2012 foi publicada no Diário da República a lista dos subsídios atribuídos pelo IFAP no 2.ºsemestre de 2011, tal como se havia publicado a listagem relativa ao 1.º semestre de 2011 no dia 26/09/…2011.

No ano de 2011 o IFAP atribuiu subsídios no valor de ?9.823.004,34 às empresas e membros das famílias da tauromaquia :

Ortigão Costa- 1.236.214,63 ?
Lupi – 980.437,77 ?
Passanha – 735.847,05 ?
Palha – 772.579,22 ?
Ribeiro Telles – 472.777,55 ?
Câmara – 915.637,78 ?
Veiga Teixeira – 635.390,94 ?
Freixo – 568.929,14 ?
Cunhal Patrício – 172.798,71 ?
Brito Paes – 441.838,32 ?
Pinheiro Caldeira – 125.467,45 ?
Dias Coutinho – 389.712,42 ?
Cortes de Moura – 313.676,87 ?
Rego Botelho – 420.673,80 ?
Cardoso Charrua – 80.759,12 ?
Romão Moura – 248.378,56 ?
Brito Vinhas – 53.686,78 ?
Romão Tenório – 283.173,89 ?
Sousa Cabral – 318.257,79 ?
Varela Crujo – 188.957,35 ?
Assunção Coimbra – 330.789,44 ?
Murteira – 137.019,76 ?

Andam os canis municipais a matar cães e gatos porque não têm mais espaço para os acolher e há 10 milhões de euros aplicados na tourada só no ano de 2011? As associações vivem de CARIDADE! Tal como os velhotes que nem têm dinheiro comer, quanto mais para pagar os medicamentos com a porcaria de reforma que recebem!

Este Verão vamos ver mais e mais florestas a arderem porque as câmaras não têm subsídios para a limpeza das mesmas, e Portugal não tem dinheiro para comprar helicópteros. Andam as esquadras da polícia podres e os carros enfiados em garagens porque não há fundos para os arranjar.

Andam as crianças a ir para a escola sem tomar o pequeno almoço porque há famílias que só têm dinheiro para pagar as rendas, para não dormirem na rua. Foram cortados subsídios de Natal para ajudar a pagar a dívida portuguesa ao estrangeiro.

Não há dinheiro para nada mas há 10 MILHÕES DE EUROS para a tauromaquia só num ano?

Submeta-se

 

 

Submeta-se

Corrupto
Você é um corrupto
Passa corrupção para tudo em que você toca
Contemple
Você contemplará
E os contemplará por tudo que você fez
E enfeitice
Lance um feitiço
Lance um feitiço sobre o país que você governa
E coloque em risco
Você colocará em risco
Você colocará em risco todas as vidas e as almas deles
E queime
Você queimará
Você queimará no inferno
Sim, você queimará no inferno
Você queimará no inferno
Sim, você queimará no inferno pelos seus pecados
E nossa liberdade está consumindo a si mesma
O que nós nos tornamos é o contrário do que nós queremos
Submeta-se
Morte
Você traz morte
E destruição para tudo em que você toca
Pague
Você deve pagar
Você deve pagar pelos seus crimes contra a terra
Falha
Alimente a falha
Alimente a falha do país que você ama
É, implore
Você vai implorar
Você vai implorar pelas vidas e pelas almas deles
E queime
Você queimará
Você queimará no inferno
Sim, você queimará no inferno
Você queimará no inferno
Sim,você queimará no inferno
Você queimará no inferno
Sim, você queimará no inferno pelos seus pecados

Submarinos: Alemães investigam rede de empresas-fantasmas

Alemães investigam rede de empresas-fantasmas

MP germânico diz que “pessoas com poder de decisão” receberam dinheiro

O Ministério Público (MP) alemão está a investigar suspeitas relacionadas com a criação de uma série de empresas-fantasmas que, por sua vez, terão sido utilizadas para o pagamento de comissões ilegais no âmbito do negócio da compra pelo Estado português de dois submarinos. De acordo com documentos do processo alemão, a que o DN teve acesso, são identificadas várias empresas que terão sido utilizadas para o esquema, assim como alguns cidadãos portugueses que estariam por dentro de todas as movimentações.

O contra-almirante Rogério d’Oliveira é citado directamente como tendo, em 2006, recebido um milhão de euros de uma daquelas empresas. O militar, segundo confirmou o DN, encontrava-se já na reserva e, de acordo com fontes militares, era um dos representantes dos alemães em Portugal. Além do contra-almirante, num despacho do MP alemão, são ainda citados, como tendo conhecimento das movimentações financeiras, Helder Bataglia dos Santos, quadro do Grupo Espírito Santo (GES), Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, empresa do GES que prestou assessoria ao consórcio alemão, Miguel Horta e Costa, ex-presidente da PT, o advogado Vasco Vieira de Almeida, entre outros.

São ainda identificadas várias empresas do GES, pelas quais terá passado todo o circuito financeiro que está sob investigação, como a ESCOM UK, Lda, no Reino Unido, assim como a ESCOM nas Ilhas Virgens (offshore), a Espírito Santo Resources, a Espírito Santo International Holdings, a Navivessel, a International Defence Finance e a Oilmax.

As autoridades alemãs descrevem ainda a tal série de empresas fictícias das quais terão partido os eventuais subornos. “Antes de 15 de Fevereiro de 2000 foi feito um pagamento ilegal (corrupto) que foi incluído nos impostos da Ferrostaal como ‘pagamento útil'”, diz o Ministério Público alemão, acrescentando: “Depois daquela data, os factos não mudaram, mudou apenas a forma. Foi criada uma empresa-fantasma e assim fizeram os pagamentos às pessoas com poder de decisão.” Ainda assim, o MP alemão diz que “ainda há muita coisa para clarificar”.

Apanhado de surpresa pela operação alemã – que levou à detenção de um quadro da Ferrostaal, suspeito de vários crimes em negócios da empre- sa na Indonésia e Colômbia -, o Ministério Público português vai pedir os elementos recolhidos na Alemanha. No fundo, trata-se de uma repetição de um pedido já feito em 2009. Mas, ao que tudo indica, depois da investigação alemã ter estado parada na procuradoria de Essen (a localidade onde se encontra a sede da Man Ferrostaal), quem está a investigar o caso são procuradores de Munique, considerados como as “estrelas” do combate à corrupção na Alemanha.

O negócio da compra de dois submarinos remonta a 2004, quando Paulo Portas, líder do CDS/PP, era ministro da Defesa. Mas foi só em Julho de 2006, na sequência da investigação ao processo Portucale (o caso dos sobreiros), que foi aberto o inquérito n.º 56/06.2TELSB. Rosário Teixeira, procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), juntou documentos apreendidos em buscas e escutas telefónicas em que se fala de “acordos” com o “Luís das Amoreiras”, alegadamente Luís Horta e Costa. O procurador referiu num despacho que existe uma “aparente desproporção” entre os 30 milhões de euros recebidos pela ESCOM, a título de honorários, e a “real intervenção de tal empresa no negócio”.

Fernando Sobral- O legado de Sócrates

Na nova fábula da política portuguesa a raposa não abdica das uvas porque estão verdes. Alguém lhe oferece uma escada para ela as deglutir. Esta raposa não distingue uvas verdes de maduras: não come por prazer. Come pelo poder. Sócrates criou uma tribo que não distingue uvas verdes de maduras: só quer empanturrar-se. Talvez esteja agora em extinção.

Ou deveria estar. Sócrates transformou desconhecidos carreiristas políticos em gestores com barriga cheia. É esse o legado do Governo de Sócrates: nunca, como nestes anos, se tinha tornado o Estado uma prova de 110 metros sem barreiras para aqueles que seguem cegamente o chefe. Antigamente, a política era lealdade, afeição, respeito, memória. Com Sócrates criou-se o princípio de que a lealdade canina é mais importante que a qualidade pessoal. O resultado vê-se.

O que se passou na PT, como se depreende das próprias palavras de Henrique Granadeiro, foi o arrombar das últimas portas da decência política. O que foi feito na PT já não é moral nem imoral: é simplesmente amoral. Esta gente não tem sentimentos. Quer apenas poder e os benefícios da sua gestão. Já não é a legalidade, ou não, das escutas que está em jogo. É o assalto à mão desarmada à PT, empresa onde a “golden share” do Estado serve para tornar
o amiguismo a nova ideologia política. De Sócrates não sobra uma ideologia de direita ou de esquerda: resta um clube de devoradores. Ninguém duvida que, como Macbeth de Shakespeare, Sócrates lutará até ao fim. Mas a tragédia do País perdurará depois dele.

Caso Freeport: Investigações viram-se para outro primo de Sócrates

Por Felícia Cabrita
freepocartes copyA investigação do caso Freeport está agora na pista de um outro primo de José Sócrates, que pode ser uma das figuras-chave para esclarecer os indícios de pagamento de ‘luvas’, avança a edição do SOL desta sexta-feira

Bernardo Pinto de Sousa, que se encontra actualmente em Benguela, Angola, é mencionado tanto no célebre DVD do processo como em trocas de emails entre os arguidos Charles Smith e Manuel Pedro.

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa é primo de José Sócrates pelo lado paterno. E a investigação inclina-se para ele como uma das figuras-chave que podem esclarecer os indícios de pagamento de ‘luvas’ no processo de licenciamento do outlet de Alcochete e qual o envolvimento do primeiro-ministro.

Recorde-se que, em 2006, Alan Perkins – um funcionário da Freeport PLC enviado de Inglaterra para investigar o rombo financeiro que o empreendimento de Alcochete provocara na empresa, em Londres – filmou, durante duas horas e meia, uma conversa entre Charles Smith e João Cabral. Na gravação em DVD, estes dois consultores da Freeport em Portugal referem várias vezes,  como seu ‘homem de mão’, um primo de José Sócrates.

felicia.cabrita@sol.pt

O “reality show” nacional

Lenine tinha uma política muito sábia: um passo à frente, dois passos atrás. Sócrates, na sua fase humilde, tentou segui-lo, mas já começou a tropeçar nessa táctica. Sócrates sabe a direcção certa, mas não sabe recuar para garantir o que ganhou. governo_sócrates2

Sócrates só conhece os aceleradores. Desconhece os travões. Os recuos no TGV ou nas obras públicas, atiradas já para depois das eleições, fazem parte da sua nova identidade quando olha para o espelho: “espelho meu, quem é mais humilde do que eu?” O problema é que o “mito Sócrates” que ele via quando olhava para uma bola de cristal está a quebrar-se. A tentativa de Sócrates em tornar-se um Big Brother, através da aventura da PT na Media Capital, fez nascer um Little Brother.

E é assim, depois desta derrota política pessoal do primeiro-ministro, que deve ser encarado o embaraço do Governo. Na essência negocial, a aquisição de parte da TVI pela PT fazia sentido, no âmbito da TDT. Mas, ao escorregar na argumentação no Parlamento e cinco anos após ter defendido com unhas e dentes o fim da ligação da PT à Lusomundo, Sócrates sai deste episódio com uma humildade humilhante.

Retira-se do campo de batalha depois de ter deixado, inclusivamente, uma ferida que será difícil de sarar. Mesmo no interior do PS, que começa a sentir-se nervoso com esta desorientação política e, sobretudo, emocional do primeiro-ministro.

Acossado pelo PR, pela oposição e pela sociedade civil, Sócrates lembra o trovador dos tempos que passam, a quem retiraram a guitarra.

por Fernando  Sobral no J. Neg.

Só em Portugal:Portal das obras públicas dado à Microsoft sem concurso

29-Jun-2009

Conferência de imprensa de Sócrates com o patrão da Microsoft (Bill Gates) em 1 de Fevereiro de 2006, no Palácio de S. Bento - Foto da LusaO portal das obras públicas, criado em nome da transparência para publicitar os ajustes directos e derrapagens, foi adjudicado à Microsoft sem concurso. A adjudicação foi feita antes das portarias que o regulamentam terem sido publicadas e quatro meses antes do contrato ter sido assinado. O ajuste directo foi feito por 268.800 euros mas, segundo o jornal “Público”, a Microsoft já apresentou facturas que duplicam esse valor.

O Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), instituto público dependente do Ministério das Obras Públicas, é o responsável pela execução do Código dos Contratos Públicos e pela criação de um portal, onde deverão ser divulgados os ajustes directos e as derrapagens, em nome da transparência e do rigor.

A Microsoft era consultora do Ministério das Obras Públicas e, segundo o jornal “Público” desta Segunda feira, colaborou com a Secretaria de Estado na elaboração das portarias que vieram regulamentar o Código. De consultora do Ministério, a Microsoft passou a construtora do portal.

Em 27 de Junho de 2008 foi-lhe adjudicada por ajuste directo a elaboração do portal. Nessa data as portarias que regulamentam o portal ainda não tinham sido publicadas e o Código só entrou em vigor um mês depois. O contrato de ajuste directo só seria, no entanto, assinado a 4 de Novembro de 2008. Segundo o jornal, o atraso na assinatura do contrato será devido a divergências entre a Microsoft e o InCI sobre o conteúdo do portal.

Segundo o InCI, o ajuste foi feito por 268.800 euros. Porém o jornal revela que a Microsoft já terá apresentado facturas que duplicam esse valor.

São publicamente conhecidas as incompreensíveis deficiências do portal, como a impossibilidade de fazer consultas e pesquisas, entre outras. A Microsoft poderá estar a cobrar valores extras pelas correcções a deficiências do portal.

Fonte: Esquerda.net

Freeport XVIII: o meu primo é um mestre de ‘kung fu’

Só faltava mesmo o surgimento do jovem herói de Shaolin para transformar o caso Freeport numa ópera bufa que alguém devia levar à cena. Se eu estivesse a assistir a uma telenovela venezuelana onde um dos protagonistas tivesse decidido, numa altura delicada, partir para a China para estudar kung fu, teria encolhido os ombros e suspirado: “Estes argumentistas já não sabem o que mais hão-de inventar.” Ao ver o primo de José Sócrates na primeira página do Expresso, empoleirado num pilar como se estivesse a ensaiar para o Karate Kid IV, comecei a rir de incredulidade – e ainda não parei. Aliás, isto é o mais próximo que alguma vez vi da famosa piada dos Monty Python que matava as pessoas à gargalhada.

Caro leitor: eu percebo que você ande enjoado. Eu próprio, semana após semana, sento-me em frente do computador para escrever mais um texto para esta página e a mão está sempre a fugir-me para Alcochete. Mas será que a culpa é minha? Por amor de Deus: depois daquele tio, agora sai-nos um primo vestido de Bruce Lee, a treinar artes marciais no templo de Shaolin e a chamar pelo nome de Wu Guo, “o guerreiro profundo”? Sobre o que é que querem que eu escreva, se nem a família Adams é tão divertida? É a mesma coisa que um paleontólogo tropeçar num osso de dinossauro e virem criticá-lo por começar a escavar.

Desde que o site do DN mudou e os leitores passaram a poder escrever comentários aos textos dos colunistas, sou frequentemente instado a confessar o que me move contra José Sócrates e qual é a minha “agenda”. Meus caros amigos: eu não tenho agenda, eu não tenho partido e a minha única ambição política é conseguir governar a minha biblioteca. Acreditem ou não, ainda há seis meses estava convencidíssimo de que iria votar no engenheiro Sócrates nas próximas legislativas, sobretudo perante a tragédia que foram os primeiros meses de Manuela Ferreira Leite. Mas subitamente entrámos na twilight zone política e judicial no que ao Freeport diz respeito. E não há como virar a cara.

Só esta semana, tivemos: 1) O senhor procurador-geral a interpor um processo disciplinar devido a pressões que ele próprio garantira não existirem. 2) Ilustres juristas a defender que conversas privadas não são pressões mas delações (as pressões costumam ser feitas em conversas públicas, como toda a gente sabe). 3) Um jovem herói de Shaolin – que até hoje nunca foi escutado pela justiça portugue- sa – a desmentir o seu primo quanto ao seu conhecimento de Charles Smith. E podia continuar. Lamento muito, mas o caso Freeport transformou-se numa tragicomédia nacional, que põe ao léu uma República grotesca, sem princípios, sem carácter e completamente disfuncional. Sobre o que hei-de eu escrever, se a vergonha já se estende desde aqui até à China?

Fonte: D.N.por João Miguel Tavares

“Sáfádos!!!”

Mãos amigas, mais concretamente as que estão “acopladas” aos pulsos da Maria Maia, do blogue “As Vozes Silenciadas”, fizeram-me chegar por mail este vídeo de um jornalista brasileiro que regularmente tem um espaço televisivo para apresentar a sua crónica sobre assuntos de actualidade política e social.
Antes do mais, devo dizer que o Vital Moreira andou com muita sorte, por ter “encontrado” aqueles manifestantes que o apuparam com umas verdades e o agrediram selvaticamente com borrifos de água… em vez de ter encontrado este cronista. Com a prática recorrente que o conimbricense candidato tem tido nos últimos meses, de apoio, incentivo (dizendo até que ainda é pouco, por vezes) às políticas mais reaccionárias e lesivas dos interesses e direitos dos trabalhadores e da maioria dos portugueses, se este nosso amigo Luís Carlos Prates o apanhasse… não sei não!
Aproveito, ainda antes de passar ao vídeo, para dedicar o dito aos nossos deputados das viagens fantasmas, ao Alberto João das viagens “secretas”, ao Dias Loureiro dos esquecimentos, aos banqueiros trafulhas, aos corruptos (os autarcas que sabemos e os outros que não são autarcas) aos ministros incompetentes, aos ex-ministros e secretários de estado que agora têm tachos milionários um pouco por toda a parte e para finalizar, mesmo sabendo que estou, muito injustamente, a esquecer-me de gente muitíssimo importante, a todos os mais ou menos implicados no Caso Freeport, tenham namoradas ou não. Resumindo, a todos os “sáfádos”.
Bom domingo!
Fonte:  Cantigueiro

José Sócrates chamado a depor

2949862_0lcciO primeiro-ministro foi arrolado como testemunha de Ana Maria Simões, acusada de corrupção passiva e branqueamento de capitais no caso da Cova da Beira. O processo começou com denúncias de corrupção contra José Sócrates, mas as suspeitas foram arquivadas por falta de provas

José Sócrates vai ser chamado a testemunhar no julgamento do ‘caso Cova da Beira’. O primeiro-ministro é o primeiro nome da lista de testemunhas de Ana Maria Simões que foi pronunciada pelos crimes de corrupção passiva e de branqueamento de capitais relativamente ao concurso e adjudicação da obra de central de tratamento de resíduos sólidos da Associação Intermunicipal da Cova da Beira no final dos anos 90.

A primeira sessão do julgamento está marcada para o próximo dia 14 de Outubro.

O nome de José Sócrates consta na denúncia anónima que deu origem à investigação judicial do caso Cova da Beira. Quando o concurso da central de tratamento de resíduos sólidos foi lançado (1996), José Sócrates desempenhava as funções de secretário de Estado do Ambiente do Governo de António Guterres, tendo a tutela do Programa Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos.

Segundo a denúncia, José Sócrates, Jorge Pombo (então presidente da Câmara da Covilhã) e João Cristóvão (assessor de Pombo) teriam recebido dinheiro do grupo HLC a troco da vitória no concurso da Cova da Beira. O Ministério Público considerou que não havia qualquer prova que sustentasse as suspeitas originais, tendo decidido arquivar o processo contra Sócrates, Pombo e Cristóvão.

Ana Maria Simões foi casada com António Morais – também pronunciado pelos crimes de corrupção passiva e de branqueamento de capitais, por alegadamente ter recebido cerca de 60 mil euros de Horácio Carvalho (presidente do grupo HLC), através de uma conta bancária de que era titular, juntamente com a mulher, na ilha de Guernesey (localizada no canal da Mancha e sob jurisdição britânica), para favorecer o grupo HLC.

Ana Maria Simões sustenta na sua contestação apresentada esta semana no Tribunal da Boa-Hora que foi ‘usada’ por António Morais, de quem se divorciou litigiosamente, acrescentando que desconhecia totalmente a existência da conta bancária na ilha de Guernesey até ao momento em que foi confrontada com a mesma, em 2006, pela Polícia Judiciária. António Morais, por seu lado, assegurou ao Tribunal que os pagamentos do grupo HLC estão relacionados com trabalhos que realizou para aquele este grupo empresarial depois da adjudicação da obra da central de compostagem da Cova da Beira.

Em 1996, quando o concurso da Cova da Beira foi lançado, Morais era director-geral do Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações (GEPI) do Ministério da Administração Interna (por nomeação de Armando Vara) e era professor de José Sócrates na Universidade Independente. Já no Governo de José Sócrates, Morais foi nomeado pelo ministro da Justiça para presidente do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial, tendo apresentado a demissão em Janeiro de 2006, na sequência da requisição de uma funcionária sem realização do devido concurso.

Fonte: SOL

Promotor diz-se lesado ‘Disseram-me para falar com o tio do eng.º Sócrates’

Promotor diz-se lesado

Luís Leal de Oliveira, 39 anos, é promotor imobiliário e tem negócios na região de Aveiras. Concorreu à compra de património do Estado, através da empresa pública Estamo, e decidiu contar ao SOL a experiência – durante a qual chegou até a contactar Júlio Monteiro, o tio de José Sócrates. A falta de transparência com que acha que tudo se passou levou-o a apresentar queixa na PGR: «Como cidadãos, se sabemos de alguma coisa, temos o dever de denunciar».

Quando soube que o Estado queria vender os terrenos da antiga prisão de Alcoentre?

Em finais de Março de 2007. O meu pai e o meu avô foram directores da prisão e, um dia, um funcionário de lá avisou-nos que ia haver concurso. Contactei então a Estamo, para saber as condições. Responderam-me que a venda era conjunta com o colégio de Peniche (da Reinserção Social, para jovens delinquentes) e que havia uma base de licitação para cada um dos imóveis: 5 milhões de euros para o colégio e 2,5 milhões para os 290 hectares de terrenos da prisão Alcoentre. O negócio era óptimo, pelo menos no caso de Alcoentre. Bastava aquilo ter um índice de aproveitamento de 20% com licenciamento industrial (ou seja, 500 mil metros quadrados de construção) para, mesmo fazendo um preço por baixo (a 100 euros o metro quadrado), poder render 50 milhões de euros. E o Estado estava a vender com uma base de 2,5 milhões!

E tinha dinheiro para avançar?

Não tinha, mas consegui encontrar interessados em avançar numa parceria comigo.

Antes de apresentar a proposta, fez alguma coisa para saber como poderia ganhar?

Não. Estava a contar participar num concurso para comprar património ao Estado, em que as propostas tinham de ser entregues por carta fechada e depois seriam abertas à frente dos concorrentes. Contei, basicamente, com a seriedade do processo. De qualquer modo , quando eu contei lá na zona que ia concorrer, já se dizia que estava tudo feito para o senhor Avelino Carvalho ganhar.

Bloco anuncia “segundo passo” nas propostas contra a corrupção




29-Abr-2009

Jornadas parlamentares do Bloco aprovam propostas para combater enriquecimento ilítico e corrupção. Foto guano/FlickrDepois da aprovação do levantamento do sigilo bancário, do fim “pára-quedas dourados” e da transparência nos salários dos gestores, as jornadas parlamentares do Bloco apresentaram novas medidas anti-corrupção. Louçã diz que “Portugal não é um país de corruptos mas há uma enorme corrupção que nunca foi combatida” e apresentou quatro projectos de lei para o debate na Assembleia.

“Hoje tornamos público o segundo passo neste combate, constituído por quatro propostas que vamos apresentar ainda nesta sessão legislativa ao Parlamento”, disse o dirigente bloquista no fim das jornadas parlamentares realizadas no distrito de Braga. “Não existe uma grande corrupção e uma corrupçãozinha”, prosseguiu Louçã para justificar a primeira proposta, que defende penas de prisão iguais para os crimes de corrupção para acto lícito e ilícito. Se a proposta for aprovada, o resultado das condenações será entre um a oito anos de prisão, agravada de dois a oito anos quando aplicada a titulares de cargos públicos.

Para fazer frente ao enriquecimento injustificado, a proposta do Bloco aplica-se a quem tenha rendimentos superiores a 25 mil euros anuais e seja verificada uma discrepância de 20% entre o rendimento declarado e o rendimento real. Caso não consiga explicar de onde vem o dinheiro a mais, ele reverterá a 100% para o Estado, podendo ainda ser notificado o Ministério Público sempre que haja suspeitas de crime. “Não aceitamos o ponto de vista do Governo de que quando não houver nenhuma justificação para aquele rendimento o contribuinte deve pagar uma taxa de 60 por cento. Deixá-lo com 40 por cento de uma verba que ele não consegue justificar seria um incentivo ao enriquecimento ilícito”, afirmou Louçã.

A terceira proposta diz respeito às mais-valias urbanísticas resultantes da venda de património valorizado por um acto administrativo “a pedido”, que deverão igualmente reverter para o Estado, “como acontece em vários países europeus, nomeadamente Espanha”, referiu Louçã. O caso de especulação imobiliária escolhido para ilustrar a terceira proposta bloquista foi um negócio em Gondomar. “Uma senhora vendeu por um milhão de euros a Quinta do Ambrósio a familiares de Valentim Loureiro, que seis dias depois a venderam por quatro milhões. Pouco tempo depois, aquele terreno tornou-se edificável”, explicou Louçã, garantindo que se esta lei já existisse, a mais-valia iria totalmente para os cofres do Estado. “Com esta medida garante-se que o proprietário do terreno recebe um valor justo pela sua venda mas que não haverá especulação urbanística”, disse o deputado do Bloco.

O enriquecimento ilícito de titulares de cargos políticos e funcionários públicos também está na mira do Bloco. A quarta proposta a apresentar à Assembleia da República prevê que nos casos em que exista uma variação patrimonial significativa durante o desempenho de um cargo, ou nos cinco anos seguintes, deverá ser investigado pelo Ministério Público, a quem competirá provar o eventual crime.

Consequências da NWO

A economia norte-americana recuou 6,1 por cento em termos anualizados no primeiro trimestre de 2009 penalizada pela maior queda das exportações nos últimos 40 anos.Os dados, divulgados hoje pelo Departamento do Comércio, mostram ainda que face ao último trimestre do ano passado, a melhoria da situação económica foi muito pouco significativa, já que o Produto Interno Bruto (PIB) tinha recuado, também em termos anualizados, 6,3 por cento.

A queda registada na maior economia do Mundo é justificada, essencialmente, por uma queda das exportações de 30 por cento, a maior dos últimos 40 anos, segundo a BBC online, e depois de no último trimestre de 2008 ter recuado 23,6 por cento. A quebra das exportações ‘roubou’ 4,06 pontos percentuais ao crescimento económico.

Os dados divulgados hoje, dia em que a Reserva Federal se reúne, mostram que a economia norte-americana continua bastante débil e constituem a terceira queda consecutiva do PIB, algo que já não acontecia desde 1974-1975, segundo a Reuters. Ao mesmo tempo, o recuo de 6,1 por cento no primeiro trimestre constitui um resultado bastante mais decepcionante do que o previsto pela analistas contactados pela Reuters que ‘apostavam’ num recuo, mas de apenas 4,9 por cento.

Os dados divulgados pelo Departamento do Comércio mostram ainda que o PIB caiu 2,6 por cento no primeiro trimestre em termos homólogos. esta é a primeira das três estimativas do departamento do Comércio sobre a evolução da economia no primeiro trimestre.

A par da quebra das exportações, a contracção da economia é ainda explicada pela redução dos inventários das empresas, com as empresas a tentarem reduzir os seus stocks em armazém, perante a quebra de vendas.

A par da quebra das exportações e dos stocks, também o investimento das empresas privadas registou uma quebra de 37,9 por cento e o investimento em habitação caiu 38 por cento no primeiro trimestre.

Por último, uma das razões para uma queda da economia maior que o previsto resulta do facto de o próprio Estado ter reduzido despesa a um ritmo anualizado de 3,9 por cento reflectindo, essencialmente, os cortes efectuados com despesa militar.

Sinais positivos

Apesar do resultado decepcionante apresentado pelo Departamento do Comércio, os dados mostram alguns sinais positivos.

O consumo das famílias, que representa cerca de dois terços da actividade económica nos EUA, aumentou 2,2 por cento no primeiro trimestre depois de ter caído na segunda metade do ano passado. Por outro lado, o Departamento do Comércio afirma que o pacote de ajuda à economia de 787 mil milhões de dólares aplicado pelo Governo em Fevereiro ainda teve pouco impacto no primeiro trimestre.

“Não haverá crescimento positivo antes da segunda metade do ano, mas no segundo trimestre se o crescimento for negativo será menosr”, assegurou, citado pela Reuters, Michael Darda, economista-chefe da MKM Partners.

Parece que ninguém ainda percebeu do que se trata. Não estamos a lidar com uma gripe que se isola, isto é global, a crise é global, o mercado de capitais é também global, o que significa uma crise muito grave a nível mundial e não é com estatizações e injecções de mais euros ou dolar que a economia irá recuperar pois os esquemas irão e serão os mesmos: dar dinheiro aos especuladores.
para que isto resulte tem de haver outra intervenção.
Aliás a primeira intervenção seria contra o clube de bilderberg e seus associados.
Estes é que estão a manobrar na sombra e a ganhar os louros desta crise.

José Sócrates. É corrupto!

socratesnegrinho

Disse Charles Smith no DVD.

A TVI faz falta.

José Sócrates deveria ter vergonha e demitir-se.

O advogado dele, o Proença de Carvalho, é um individuo que não olha a meios para os fins, , que enquanto aceitava defender as vítimas da Casa Pia e a Casa Pia, andava em conversas cumplices com a malta do PS, com Sócrates.

Um advogado que aceitou defender as vítimas e a Casa Pia!!!

Uma vergonha, que é coisa que ele não mostra ter na cara .

E ele ,como sabe, eu tenho escritório aberto e pode falar comigo quando quiser!

Proença de Carvalho mete-me nojo! Nojo mesmo!

Um indivíduo que fez trabalho sujo no caso Casa Pia.

Aliás, na segunda-feira entra na PGR queixa crime para averiguar esta tramóia da Casa Pia e da posição de Proença de Carvalho.

Não seria assim se a Ordem dos Advogados não fosse uma máfia ao serviço dos donos, ricos e corruptos.

É que depois de nas escutas – no Processo Casa Pia – Proença falar com Sócrates a solidarizar-se com o PS, mesmo assim andou a receber dinheiro da Casa Pia, numa situação cobarde de conflito de interesses.

Ao mesmo tempo que Sócrates chamava “puta ” a Felícia Cabrita, dizia “filha da putice a torto e a direito, e dizia “puta que pariu … os poderes” , querendo dizer a separação de poderes, e Manuel Alegre trabalhava para Jorge Sampaio demitir o Governo PSD!

E diziam que Cavaco Silva estava preocupado com o caso Casa Pia!

É esta vergonha que temos em Portugal. Um nojo! Uma falta de vergonha de um amigo do dono da SIC – SIC que agora tem o PS a dominá-la – , bem como a Maçonaria.

É esta gente que domina Portugal!

Um ex-inspector da PJ , como é Proença de Carvalho, que tem um percurso tão sinuoso como o seu sorriso cínico que agora é advogado de José Sócrates , o homem que “tirou” a licenciatura na Universidade mais corrupta do Mundo!

E é este indivíduo que vai redigir a queixa contra os vorajosos jornalistas que publicam factos contra Sócrates?

Sócrates devia pedir perdão, de joelhos , ao Povo português pelo facto de ter obtido a licenciatura na Universidade Independente.

Nesta , desde falsificação de assinaturas de uma juiza , até falsificação de assinaturas de várias pessoas, passando por burlas com milhões de euros, de tudo isto está acusado o “Reitor” Arouca, o homem que dava aulas a Sócrates!!

Eis a Universidade de prestígio de que falava Sócrates!

Não admira os chega para lá contra os magistrados do caso Freeport, as tais “pressões”.

Nojo!

Posto por José Maria Martins

Moniz avança com queixa contra Sócrates

Apresentação da TVI24O director-geral da TVI confirmou, esta quarta-feira, durante o Jornal Nacional, que já avançou para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates.

«Já avancei para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates, não impedindo outros jornalistas de o fazerem também», revelou.

José Eduardo Moniz utilizou as próprias palavras do primeiro-ministro para desmentir as mesmas: «Não sou cobarde, nem me escondo atrás de uma moita ou de um arbusto para fazer uma caça ao homem, utilizando um jornal travestido.»

«José Sócrates transmitiu o seu enorme desconforto perante o jornalismo de investigação que os melhores jornalistas desta casa têm desenvolvido em relação ao caso Freeport.
Ele teve oportunidade de esclarecer o país sobre o seu alegado envolvimento, mas não conseguiu, não pode, não soube ou não quis fazê-lo. Preferiu atacar a TVI. Ofendeu-me a mim em particular, o último responsável pela informação, quer na minha honra, quer na minha dignidade», afirmou.

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O responsável do canal assegurou a sua «surpresa» e «alguma estupefacção», «não pela atitude crítica» em relação a um telejornal «do qual assumidamente não gosta», mas pelo «tom e termos impróprios para uma pessoa com as suas responsabilidades».

«A única vitima até agora parece ser a liberdade de informação», disse, acusando Sócrates de «processos de intimidação que querem condicionar o exercício do jornalismo» e acrescentando: «Tal não acontecerá enquanto aqui estiver. Continuaremos a trabalhar da mesma maneira, com independência e rigor.

Afirmando-se «seguro do profissionalismo e competência» dos jornalistas da TVI, Moniz reforçou: «A TVI só relatou factos, não os inventou. Não acusámos nem julgámos seja quem for (…) Até hoje ninguém desmentiu a nossa informação.»

«Não vou alimentar mais polémicas. É triste e irónico que a poucos dias do 25 de Abril se presenciem tantos ataques e ameaças ao jornalismo livre», concluiu.

TVi24(AQUI)

Notícia é só aquilo que alguém quer esconder

Notícia é só aquilo que alguém quer esconder

A noite de sexta-feira foi frenética nas redacções por todo o país. Às 20 horas, a TVI mostrou a gravação onde Charles Smith é, pela primeira vez, visto e ouvido a descrever um acto de corrupção no licenciamento do Freeport. Um por um, jornais, rádios e TV tentaram obter comentários do gabinete do primeiro-ministro. Tornou-se clara a linha oficial de controlo de estragos dos operadores de média do Governo: nada havia de novo na transmissão da TVI, o primeiro-ministro considerava falsas as afirmações feitas no DVD e tencionava processar quem o tinha difamado.

Com mais ou menos emotividade e calor, os assistentes do primeiro-ministro contactados mostraram também o seu desagrado pelas intenções da Comunicação Social de considerar o DVD da TVI peça importante na cobertura noticiosa do caso Freeport. É de facto muito importante. O DVD do Freeport é o equivalente às gravações do Watergate que fizeram cair Nixon. Foi na consciência disso que, para desgosto dos conselheiros de São Bento, vários órgãos de Informação optaram por reproduzir excertos do scoop da TVI. Outros não. Todos estão no pleno direito de exercer o seu juízo editoral.

Assim, nos dias seguintes, quem passasse os olhos pelos jornais, ouvisse rádio ou seguisse a TV, inevitavelmente seria informado da notícia que a TVI tinha originado. A liberdade de expressão funciona assim, validando-se nesta diversidade de opções que serve o interesse público. O fundamental é que o continue a fazer em total liberdade porque, com os casos do Freeport e do BPN em roda livre e manifestamente longe de uma conclusão, há incógnitas e suspeitas transversais a todo o Estado, e a democracia tem-se vindo a esboroar. Isto não é uma só questão filosófica. É contabilística também. Os economistas sabem projectar os custos da corrupção no quotidiano das dificuldades dos portugueses. Neste mundo do dinheiro público aplica-se muito bem a lei da química de Lavoisier – nada se cria nem se perde, tudo se transforma. O problema está nessa transformação. Se no Freeport ou no BPN alguém fica com dinheiro subtraído aos lucros dos promotores, ele não entra nos impostos e não se transforma em bem-estar social. Os roubos já conhecidos no BPN (mais de dois mil milhões) e os quatro milhões que a Freeport detectou que tinham desaparecido das contas do seu investimento em Portugal deviam ter passado pelo circuito fiscal e ter sido transformados em bem-estar geral nacional. Foi dinheiro do Estado que foi roubado e, se não fosse a Comunicação Social com os seus exageros e exactidões, a sua pluralidade e o seu sectarismo, a sua independência e o seu clubismo fanático, por vezes tudo manifestado na mesma publicação, nada se saberia e o país empobreceria ainda mais depressa. Claro que é preocupante ter a democracia de um Estado dependente de um só sistema, aparentemente tão frágil e anárquico. Mas neste momento é o que nos resta. Entre segredos de justiça e segredos cúmplices, o Estado tem-se vindo a desrespeitar. O DVD do Freeport foi escondido durante anos, ocultando a verdade ou parte dela. Cinco processos judiciais contra jornalistas depois, é conhecido. Nada pode ficar como dantes. Como Bob Woodward disse, “notícia só é aquilo que alguém quer esconder. Tudo o mais é publicidade”.

Há demasiada publicidade em Portugal.

J.N.

Senhor engenheiro…..

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A TVI publicou agora as imagens do DVD onde é dito que José Sócrates é corrupto.
Mas o inglês não chamou “tipo” a José Sócrates , chamou-lhe coisa mais grave, mais pesada… chamou-lhe “son of a bitch” , o que traduzido para português dá: “filho da puta”.

Veja-se aqui:http://diario.iol.pt/sociedade/freeport-charles-smith-corrupcao-socrates-tvi24/1057770-4071.html

Bom, isto está sem eira nem beira.

Com o PM a ser investigado no Reino Unido…. e o PR caladinho…

Aqui fica um trecho da canção dos Xutos e Pontapés:

“Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
E quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar.

Senhor engenheiro, demita-se.

A propósito quem será o “secretário” de que falam os ingleses?
Será o actual ministro Silva Pereira?

Posto por José Maria Martins

O novo nome no caso Freeport

alcocheteFilipe Boa Baptista, antigo chefe de gabinete de José Sócrates, quando este era ministro do Ambiente, que posteriormente se tornou inspector-geral do Ambiente e que actualmente é secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, é o novo nome no caso Freeport, aponta o Público, baseado no DVD revelado pela TVI.

Na conversa entre Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, há uma alusão a Filipe Boa Baptista: «O homem que estava na Inspecção do Ambiente foi secretário pessoal de Sócrates, percebes as ligações?»

Director do Público fala no TVI24 link externo

A Procuradoria Geral da República reagiu, este sábado, a esta transmissão, garantindo que «todos os elementos vão ser levados em conta». Admitindo que o DVD não serve de prova em Portugal, a PGR disse, no entanto, que ele pode ser usado pelos procuradores ou pela polícia para averiguarem informações que possam levar a novas diligências.

TVi 24

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Comentário:

De que mais esperam para fazer justiça? Uma pessoa comum por muito menos é presa e enjaulada, mas neste caso não o é. Compreende-se o por quê de tanto colarinhos brancos sairem sem acusação, até são ilibados ao fim de anos a decorrer o caso na justiça.

deste modo de nada vale haver justiça para uns – os bastardos da política- e para a restante população.

A podridão exala o seu mau cheiro, tudo fede.

É altura de dizer BASTA.

O PS a reboque do Bloco

louca-e-socrates

por JOÃO MARCELINO

(“Nós temos a maioria absoluta e temos a responsabilidade de decidir tudo

o que a Assembleia da República decide”,

Alberto Martins, líder parlamentar do PS, quinta-feira, na TSF)

1 Foi o PS de José Sócrates que, há cerca de dois anos, não quis viabilizar o chamado projecto (de João) Cravinho de combate à corrupção. Uma oportunidade perdida. Um dos mais clamorosos erros da maioria durante a actual legislatura.

A realidade também é aquilo que parece. E, para todos os efeitos, justa ou injustamente, pareceu a muita gente que o PS não quis dar luta a um fenómeno de que todos vemos, sem óculos, emanações bem delicadas.

Agora, alguns escândalos depois, com três eleições à vista, o PS e o Governo acabaram por ir a reboque do Bloco de Esquerda na questão do levantamento do sigilo bancário. Falta discutir aspectos importantes na especialidade, é certo, mas há um grande consenso que passa pelo Parlamento, contagia o Governo e conta com o beneplácito do Presidente da República. Vistas as coisas assim, é muito positivo para a sociedade portuguesa. Mas é, obviamente, a maioria parlamentar do PS a ir atrás do Bloco de Esquerda, quando teve oportunidade para ir à frente, marcando bem a opção por uma transparência inadiável no seguimento do rasto do dinheiro.

E não teria sido mais do que isso se Alberto Martins não acabasse por ser absurdamente arrogante na afirmação de que este entendimento apenas foi possível porque a maioria, que tudo pode, e tudo decide, só agora achou importante pronunciar-se sobre o assunto que só a ela pertence. Foi esse o sentido das suas palavras, que ouvi na TSF. Como exemplo de entendimento do que é uma maioria parlamentar, e para que serve, não está nada mal. Duvido que o PS queira ver recordada a tirada do seu líder parlamentar quando voltar a pedir uma nova maioria aos portugueses, lá para depois do Verão.

2 É evidente que este combate deve ter agora outros episódios, e que um deles tem necessariamente de passar pelo criminalizar do enriquecimento ilícito. No final da linha estará toda uma produção legislativa que permita instrumentos de combate efectivo à corrupção instalada.

A sociedade portuguesa deve perceber em definitivo – e o PS tem especial responsabilidade nesta luta – que tem de ser invertido o caminho das últimas décadas.

Portugal tornou-se num país esquisito, onde uma pessoa como Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras em exercício, é capaz de desafiar descaradamente, em julgamento, a juíza a encontrar um outro titular de cargos públicos que não fizesse o mesmo que ele “na altura”; ou onde se não pagam impostos tranquilamente como se isso não fosse um crime que defrauda o Estado e sobrecarrega todos os contribuintes honestos, que cumprem as suas obrigações.

Nessas lutas para ganhar o respeito da maioria dos portugueses, o PS não pode especializar-se em ir a reboque. Ninguém vota numa carruagem quando o pode fazer na locomotiva.

O Conselho de Estado tarda em voltar a juntar-se, e com certeza que será por falta de assunto. Mas haverá um momento, no futuro próximo, em que é provável que Cavaco Silva queira ouvir os senadores que ali têm assento: aquele em que terá de decidir a marcação das próximas eleições legislativas. Vamos ver se terá tanta pontaria que acerte numa ida de Dias Loureiro a algum torneio de golfe no estrangeiro. Seria um hole-in-one (acertar no buraco apenas com uma tacada) de rara precisão política. Impossível não é…

Caso Portucale Sócrates recusa depor no processo dos sobreiros

José Sócrates recusou depor no processo Portucale. A resposta foi dada pelo 1.º ministro ao Conselho de Estado – visto que, segundo a legislação, o Conselho (a que Sócrates pertence) é obrigatoriamente consultado quando algum dos seus membros é instado a depor em processos judiciais

Os membros do Conselho de Estado estão a ser instados a pronunciarem-se sobre se obrigam José Sócrates a prestar, por escrito, os esclarecimentos que lhe foram pedidos no âmbito da instrução do processo Portucale. O depoimento foi requerido por um dos arguidos no caso, mas o primeiro-ministro já informou os restantes membros do Conselho que considera não dever responder às questões, por desconhecer os factos em causa no processo.

A decisão está agora nas mãos dos outros membros do Conselho de Estado.

Habitualmente, o Conselho respeita a vontade de quem está a ser interpelado pelos tribunais, mas já houve casos em que o interesse público em causa pesou mais que a opinião do conselheiro. Sendo certo também, segundo o SOL apurou, que são muito raros os casos em que os conselheiros recusam aceder aos pedidos dos tribunais.

*com Sofia Rainho

Comentário:

Em quantos escandalos de corrupção e de favorecimento está o nosso Menino D´oiro metido? Já são escandalos a mais para quem nos governa. Seria ético demitir-se de modo a limpar o seu nome, pois como se costume dizer, não há fumo sem fogo.

Freeport: as imagens da acusação de Smith a Sócrates

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A TVI revelou no dia 27 de Março a gravação áudio de um DVD em que Charles Smith acusa José Sócrates de ser «corrupto» na posse das autoridades inglesas, que investigam o caso Freeport. Esta sexta-feira, a TVI divulga as imagens da gravação.

Veja aqui o vídeo link externo

A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.

A TVI convidou o primeiro-ministro para comentar em directo e explicar as imagens do DVD, ou para conceder um depoimento gravado. Por e-mail, o gabinete de José Sócrates dá conta que «nada há a acrescentar ao comunicado enviado em 27 de Março de 2009».

Nesse comunicado, o primeiro-ministro garantia ir processar judicialmente os autores de alegadas calúnias.

A TVI pediu também comentários às imagens do DVD ao procurador-geral da república, Pinto Monteiro, assim como a Charles Smith e João Cabral. Todos eles preferiram não fazer comentários.

Juiz rejeita prescrição(vídeo link externo)

Há quatro crimes em investigação no processo Freeport. São eles corrupção para acto ilícito, tráfico de influências, participação económica em negócio e branqueamento de capitais. Os dados constam de um despacho do juiz de instrução do processo, Carlos Alexandre, que no futuro vai decidir por que crimes os arguidos poderão vir a ser julgados.

Assim sendo, o inquérito só poderá ser declarado prescrito em 2012, na melhor interpretação possível para os interesses dos suspeitos.

Advogado Albertino Antunes ouvido na PJ (vídeo)

Começam a juntar-se as pontas soltas no caso Freeport. Esta sexta-feira manhã, foi ouvido na Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal o advogado Albertino Antunes, sócio de José Francisco Gandarez à data do licenciamento do outlet de Alcochete.

Estes dois advogados foram implicados no caso por Charles Smith, nos depoimentos feitos à PJ.

Smith disse que foram estes advogados que lhe pediram dinheiro para conseguirem obter a aprovação do outlet de Alcochete.

Fonte: TVi24

Heróis e vilões

Cozido à portuguesa

Nem o “caso Freeport” tem factos mesmo graves, nem o herói se tem revelado à altura.

Se o “caso Freeport” fosse um “thriller”, a meio do livro eu já estaria desconfiado das frases bombásticas com que me convenceram na contracapa. É verdade que a narrativa começou bem, com “novos e graves factos”, que lançavam “suspeitas sérias” sobre o protagonista principal da história, José Sócrates. Normalmente, nos bons livros, o herói, embora no início esteja relutante em combater, nunca dá o braço a torcer. Contudo, não foi assim: desde o início que Sócrates escolheu o papel de vítima, ainda por cima incomodada. Isto é um erro: o herói nunca se coloca a si próprio no papel de vítima, mesmo que o seja. Para mais, sendo o protagonista primeiro-ministro, perde autoridade e legitimidade ao colocar-se logo à partida à mercê dos antagonistas. Caramba, poder é poder, não é nunca uma vítima indefesa das Forças do Mal.

Para mais, Sócrates classificou as notícias como “campanhas de interesses ocultos”. Se para efeitos de “suspense” isto pode funcionar, é um erro pois valida uma teoria da conspiração. Ora um herói, ainda para mais primeiro-ministro, não se queixa contra as conspirações. Pelo contrário, tenta desmontá-las, lutando contra elas. As Forças do Mal não podem, nem devem, ser “ocultas”. Têm de ser vivas e reais, para que possam ser combatidas e vencidas.

Talvez por isso, no Congresso do PS nomearam-se os responsáveis pelas manobras: a TVI e o jornal ‘Público’. Foi aqui que o livro se começou a tornar desinteressante. A revelação da identidade das Forças do Mal foi um anticlímax narrativo, pois é sempre péssimo para o protagonista que as Forças do Mal sejam menos fortes do que ele. Para uma história ser interessante, os vilões têm de ser mesmo maus e poderosos, capazes de provocar danos gravíssimos ao herói. Ora, se Sócrates é vítima, ao menos que fosse de algo verdadeiramente tenebroso, não de uma televisão e de um jornal!

Como se isto não fosse suficiente, o primeiro-ministro desata a processar jornalistas. Então o herói dispersa-se com inimigos insignificantes, incomodado com meros “delitos de opinião”? É por essas e por outras que a narrativa em vez de crescer mingua. O herói sente-se ferido na honra, tem conflitos interiores, e a alma torturada. Enfim, uma seca.

Até agora, o thriller é pois muito fraquinho: nem há factos mesmo graves, nem o herói se tem revelado à altura. E o pior é que não sabemos se estamos perto do fim…

Domingos Amaral, Director da GQ

Belisquem-me, que eu devo estar a sonhar

Enquanto lia as declarações do procurador Lopes da Mota ao DN de sábado achei por bem cravar as unhas na minha própria carne para ter a certeza de que estava acordado. É certo que alguns jornais pintam um quadro negro das chamadas “pressões”, envolvendo o ministro Alberto Costa e supostas ameaças de represálias a quem está a investigar o caso Freeport.

Mas eu cá estou-me nas tintas para o quadro negro quando tenho o próprio Lopes da Mota a admitir ao DN que disse aos dois procuradores que lideram a investigação, e cito: “O que eu sei é que o primeiro-ministro quer isto esclarecido rapidamente.” Notem bem. Isto não são palavras de Manuela Moura Guedes. Isto não é uma investigação de Felícia Cabrita. Isto não é um editorial de José Manuel Fernandes. Isto são palavras que o próprio procurador Lopes da Mota disse que disse. Pergunto: como é possível ele manter-se no cargo depois de confessar publicamente que no seu entendimento os desejos do primeiro-ministro devem ser tidos em conta na investigação do Freeport?

Há aqui uma questão sensível que é saber o que chamar a José Sócrates neste caso. Arguido, ele não é. Suspeito, também nos disseram que não. Testemunha, ainda não foi. Envolvido, parece um bocado mal. O melhor é chamar-lhe alguém-vagamente-relacionado-com-o-caso Freeport. Ora, desde quando é que os estados de espírito de alguém-vagamente-relacionado-com qualquer caso com fortes suspeitas de corrupção são matéria de preocupação para os investigadores? Durante os últimos dias eu ouvi falar tanto de pressões que parecia estar a assistir a um infindável boletim meteorológico de Anthímio de Azevedo. Mas há limites para tudo. Ou se cria o conceito de “socratete” para quem continua a garantir que José Sócrates é um anjo que paira imaculado sobre Alcochete e que não deve justificações a ninguém, ou a justiça pára com a tremedeira de pernas e faz finalmente o que tem a fazer. Quer isto dizer que o deve acusar? Não. Quer isto dizer que o deve escutar. Como há muito o teria feito se o alguém-vagamente-relacionado-com-o-caso não se chamasse José Sócrates.

Nota final: Como é do conhecimento público, José Sócrates decidiu processar-me por difamação, devido a um artigo de 3 de Março em cuja primeira frase o seu nome coabitava com o de Cicciolina. Por muito tentadora que possa parecer a ideia de ir a tribunal discutir tangentes entre o primeiro-ministro e a ex-deputada italiana, há que fazer justiça ao engenheiro Sócrates e ao escritório de advogados do dr. Proença de Carvalho e esclarecer que fui processado por muitas frases desse artigo, mas nenhuma delas inclui antigas estrelas de cinema pornográfico. Lamento pôr em causa tanta criatividade textual e visual que saiu em meu auxílio na blogosfera, mas opiniões são opiniões – e factos são factos.

por João Miguel Tavares no D.N.