Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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SÓCRATES PROMETE QUE FAMÍLIAS TRABALHADORAS TERÃO RENDIMENTOS ACIMA DO LIMIAR DA POBREZA

Mesmo estando de férias e tendo prometido a mim mesmo que não tocaria no computador, não resisti.
Fortalecido pelas estatísticas divulgadas esta semana, sobre a pobreza, José Sócrates confidenciou-nos a ideia que anda a congeminar “há uns meses”. “Ao longo da próxima legislatura, nós devemos garantir às famílias trabalhadoras e com filhos que tenham rendimentos per capita acima do limiar da pobreza”. Trocado por miúdos, o rendimento somado de dois pais trabalhadores deve dar, dividindo pelos membros da família, a cada um mais do que “aquilo que consideramos o mínimo para se viver com dignidade”.
Quanto? Não adiantou “detalhes”. O assessor de comunicação procurava inteirar-se. As contas existem, mas não se sabe bem ao certo, afirma ele. O limiar da pobreza será de 400 euros mensais para uma pessoa que vive sozinha e desce para 360 para cada membro de um casal. Quando há filhos, andará algures à volta de qualquer coisa por aí.
É só fazer as contas… Se quando prometeu com números concretos foi o que foi (lembram-se dos 150000 postos de trabalho) agora promete em abstracto e no limiar da probreza…

Publicada por José Espremido Até Ao Tutano In Portugal dos Piqueninos


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Desde quando o P.S. é de esquerda?

Socrates+judas[1]Sócrates pede à Esquerda para aprender lições da História
O secretário-geral do PS, José Sócrates, apelou aos eleitores de esquerda que «aprendam a lição da História», em que a fraqueza dos socialistas em eleições ditou sempre governos de direita em Portugal, apelando ao voto no PS

«Está em jogo quem vai governar e só há duas forças que podem governar: ou o PS ou a direita, essa é a escolha», declarou José Sócrates perante militantes do PS da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL).

Na sua intervenção, Sócrates deixou também avisos a sectores sociais identificados com a esquerda mas que poderão penalizar o PS nas próximas eleições legislativas.

«Aqueles que acham que enfraquecendo o PS ganha alguma coisa, aprendam a lição da História. Sempre que o PS se enfraqueceu, foi a direita a governar. Se nós queremos a esquerda a governar, a obrigação é fortalecer o PS», sustentou.

Perante os militantes socialistas da FAUL, José Sócrates procurou também traçar uma linha de demarcação face às correntes liberais em relação às políticas de modernização.

Nota: desde quando o PS é um partido de Esquerda? Onde estão as políticas de esquerda? Quem aprovou o código laboral? Quem retirou direitos e garantias aos trabalhadores? Quem os espezinhou e humilhou?

No fundo quem durante estes quatro anos realizou uma política Neo-Liberal, mais à direita que os partidos do arco da direita?

O Partido Socialista. Só se lembra que é de esquerda quando sente o perigo dos tachinhos a voar…


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Um homem satisfeito

Musica no coração

Com tanta coisa ainda não tinha ilustrado a satisfação do Engenheiro na sua própria pessoa. É bom para não nos esquecermos que se lá ficar teremos mais do mesmo. Claro que se for a Manelinha também teremos mais do mesmo só que mais azedo ainda. Alternativas necessitam-se urgentemente.

Publicada por Kaos


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Os Dinheiros Para As Obras De Propaganda, Digo, De Modernização

Para José Sócrates desde sempre e agora para Vital Moreira o investimento público na modernização das escolas é um dos principais argumentos de propaganda e, no momento presente, da campanha eleitoral.

O problema é que esta propaganda é feita com base em dinheiros da UE e não em investimento directo do orçamento de Estado.

Basta ver as placas de licenciamento das obras:

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Retirado da A educação do meu umbigo


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Big Brother is watching You

Identificar matrículas
Reino Unido cria rede de câmaras para vigiar estradas

A informação é avançada pela BBC, que revela que a rede deverá entrar em funcionamento dentro de meses.

Através destes dispositivos, ligados a um computador central, as autoridades de Inglaterra, País de Gales e Escócia poderão partilhar informação, que defendem poderá ser útil no combate ao crime.

Apesar de algumas das câmaras estarem já activas, vários críticos acusam o governo britânico de estar a implementar um projecto secreto e sem regulação própria.

Em declarações à estação britânica, um responsável policial da região de Kent revelou que desde que a polícia local começou a utilizar esta tecnologia, o número de detenções aumentou 40 por cento.

Já um dos coordenadores da rede, John Dean, defende que esta «é a melhor ferramenta inteligente da polícia», permitindo actuar «em áreas tão diferentes, desde a redução de crime ou detecção de crimes até à segurança rodoviária e tudo o resto».

Contudo a rede nem sempre poderá funcionar como defendem os seus responsáveis.

A BBC apresenta o caso de um reformado, que por participar em manifestações contra a guerra, viu o seu automóvel ir parar a uma lista negra de supostos criminosos do sistema.

Dias mais tarde, numa viagem a Londres, John Catt foi mandado parar por uma unidade anti-terrorista e interrogado.

Fonte: SOL


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Naomi Wolf, sobre o livro,The End of America: A Letter of Warning to a Young Patriot

Deixo a todos os que por aqui passam um excelente documentário em forma de apresentação/discurso pela escritora do livro no qual é baseado, Naomi Wolf, sobre o livro,The End of America: A Letter of Warning to a Young Patriotjá aqui escrevi sobre ele.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f9/Naomi_Wolf_at_the_Brooklyn_Book_Festival.jpg/450px-Naomi_Wolf_at_the_Brooklyn_Book_Festival.jpg

Aqui em torrent! Aqui em flash
Já agora para verificarem se os torrents estão ok, dêem olhada no Vertor!

No youtube existe outra apresentação de Naomi Wolf sobre o mesmo livro.

Interview – The End of America

Interview – Naomi Wolf – Give Me Liberty

Naomi Wolf: No wonder Faux Attacked her!

Fascismo em 10 passos simples, aprovando leis para golpe de estado.

Naomi Wolf – Wikipedia, the free encyclopedia

In The End of America: A Letter of Warning to a Young Patriot, Wolf takes a historical look at the rise of Fascism, outlining the 10 steps necessary for a Fascistic group (or government) to destroy the democratic character of a nation-state and subvert the social/political liberty previously exercised by its citizens:

1. Invoke a terrifying internal and external enemy.
2. Create secret prisons where torture takes place.
3. Develop a thug caste or paramilitary force not answerable to citizens.
4. Set up an internal surveillance system.
5. Harass citizens’ groups.
6. Engage in arbitrary detention and release.
7. Target key individuals.
8. Control the press.
9. Treat all political dissidents as traitors.
10. Suspend the rule of law.[29]

The book details how this pattern was implemented in Nazi Germany, Fascist Italy, and elsewhere, and analyzes its emergence and application in American political affairs since the September 11 attacks.[30]

Vêem a similaridade entre estes 10 passos e o que se passa actualmente nos EUA mesmo após Bush/Cheney?

Para quem ache que com Obama será diferente, leiam o que tenho escrito e depois façam a vossa própria investigação, mas por favor pensem pela vossa cabeça e vão bem além do que vos é dito por políticos e pelos media mainstream.

Deixo aqui uma pequena lista sobre algumas das coisas que nos deveriam preocupar e muito a todos e sobre as quais nada se ouve nos media mainstream.

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Fonte: O Vigia


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Promotor diz-se lesado ‘Disseram-me para falar com o tio do eng.º Sócrates’

Promotor diz-se lesado

Luís Leal de Oliveira, 39 anos, é promotor imobiliário e tem negócios na região de Aveiras. Concorreu à compra de património do Estado, através da empresa pública Estamo, e decidiu contar ao SOL a experiência – durante a qual chegou até a contactar Júlio Monteiro, o tio de José Sócrates. A falta de transparência com que acha que tudo se passou levou-o a apresentar queixa na PGR: «Como cidadãos, se sabemos de alguma coisa, temos o dever de denunciar».

Quando soube que o Estado queria vender os terrenos da antiga prisão de Alcoentre?

Em finais de Março de 2007. O meu pai e o meu avô foram directores da prisão e, um dia, um funcionário de lá avisou-nos que ia haver concurso. Contactei então a Estamo, para saber as condições. Responderam-me que a venda era conjunta com o colégio de Peniche (da Reinserção Social, para jovens delinquentes) e que havia uma base de licitação para cada um dos imóveis: 5 milhões de euros para o colégio e 2,5 milhões para os 290 hectares de terrenos da prisão Alcoentre. O negócio era óptimo, pelo menos no caso de Alcoentre. Bastava aquilo ter um índice de aproveitamento de 20% com licenciamento industrial (ou seja, 500 mil metros quadrados de construção) para, mesmo fazendo um preço por baixo (a 100 euros o metro quadrado), poder render 50 milhões de euros. E o Estado estava a vender com uma base de 2,5 milhões!

E tinha dinheiro para avançar?

Não tinha, mas consegui encontrar interessados em avançar numa parceria comigo.

Antes de apresentar a proposta, fez alguma coisa para saber como poderia ganhar?

Não. Estava a contar participar num concurso para comprar património ao Estado, em que as propostas tinham de ser entregues por carta fechada e depois seriam abertas à frente dos concorrentes. Contei, basicamente, com a seriedade do processo. De qualquer modo , quando eu contei lá na zona que ia concorrer, já se dizia que estava tudo feito para o senhor Avelino Carvalho ganhar.


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Moniz avança com queixa contra Sócrates

Apresentação da TVI24O director-geral da TVI confirmou, esta quarta-feira, durante o Jornal Nacional, que já avançou para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates.

«Já avancei para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates, não impedindo outros jornalistas de o fazerem também», revelou.

José Eduardo Moniz utilizou as próprias palavras do primeiro-ministro para desmentir as mesmas: «Não sou cobarde, nem me escondo atrás de uma moita ou de um arbusto para fazer uma caça ao homem, utilizando um jornal travestido.»

«José Sócrates transmitiu o seu enorme desconforto perante o jornalismo de investigação que os melhores jornalistas desta casa têm desenvolvido em relação ao caso Freeport.
Ele teve oportunidade de esclarecer o país sobre o seu alegado envolvimento, mas não conseguiu, não pode, não soube ou não quis fazê-lo. Preferiu atacar a TVI. Ofendeu-me a mim em particular, o último responsável pela informação, quer na minha honra, quer na minha dignidade», afirmou.

O responsável do canal assegurou a sua «surpresa» e «alguma estupefacção», «não pela atitude crítica» em relação a um telejornal «do qual assumidamente não gosta», mas pelo «tom e termos impróprios para uma pessoa com as suas responsabilidades».

«A única vitima até agora parece ser a liberdade de informação», disse, acusando Sócrates de «processos de intimidação que querem condicionar o exercício do jornalismo» e acrescentando: «Tal não acontecerá enquanto aqui estiver. Continuaremos a trabalhar da mesma maneira, com independência e rigor.

Afirmando-se «seguro do profissionalismo e competência» dos jornalistas da TVI, Moniz reforçou: «A TVI só relatou factos, não os inventou. Não acusámos nem julgámos seja quem for (…) Até hoje ninguém desmentiu a nossa informação.»

«Não vou alimentar mais polémicas. É triste e irónico que a poucos dias do 25 de Abril se presenciem tantos ataques e ameaças ao jornalismo livre», concluiu.

TVi24(AQUI)


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Senhor engenheiro…..

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A TVI publicou agora as imagens do DVD onde é dito que José Sócrates é corrupto.
Mas o inglês não chamou “tipo” a José Sócrates , chamou-lhe coisa mais grave, mais pesada… chamou-lhe “son of a bitch” , o que traduzido para português dá: “filho da puta”.

Veja-se aqui:http://diario.iol.pt/sociedade/freeport-charles-smith-corrupcao-socrates-tvi24/1057770-4071.html

Bom, isto está sem eira nem beira.

Com o PM a ser investigado no Reino Unido…. e o PR caladinho…

Aqui fica um trecho da canção dos Xutos e Pontapés:

“Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
E quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar.

Senhor engenheiro, demita-se.

A propósito quem será o “secretário” de que falam os ingleses?
Será o actual ministro Silva Pereira?

Posto por José Maria Martins


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Propaganda,marketing e promessas que falham…

A ministra da Educação reconheceu a existência de atrasos na distribuição dos computadores Magalhães aos alunos do primeiro ciclo, em declarações à Rádio Renascença. Ao contrário do previsto, os computadores pedidos não foram todos distribuídos até às ferias da Páscoa.

“A interrupção das actividades lectivas não permitiu cumprir o programa mas eu espero que nas duas semanas que agora se seguem agora a seguir à Páscoa isso possa ser tudo resolvido. Nós temos praticamente as crianças do primeiro ciclo todas inscritas e os problemas logísticos de distribuição resolvem-se agora nas próximas semanas”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues aos microfones da rádio.

A ministra aproveitou ainda para pedir tranquilidade para o terceiro período de aulas, que hoje começa. “A minha expectativa é que o terceiro período decorra com toda a normalidade. Os alunos e os professores estão a preparar este final de ano, estão a preparar-se para os exames – que é uma época muito importante –, ou para as provas de aferição; em qualquer caso um período de avaliação de resultados, de avaliação do trabalho de todo um ano, tanto para os professores como para os alunos, e é muito importante que tudo decorra com normalidade, com tranquilidade, com condições para que os alunos possam dar o seu melhor e os professores verificar que foi compensador o seu trabalho com eles”.

Acerca da modernização do parque escolar português, Maria de Lurdes Rodrigues – que visita hoje, acompanhada de José Sócrates, algumas escolas do Porto – argumenta que o país irá estar, a breve trecho, preparado “para o futuro” em termos de equipamentos escolares.

“Aquilo que está a acontecer com o primeiro ciclo, com o envolvimento das autarquias – depois do encerramento de milhares de escolas isoladas – está finalmente em velocidade de cruzeiro: um programa de substituição destas escolas, de construção de centros escolares (neste momento estão em construção mais de 200 centros escolares que ficarão prontos até ao final do ano e outros 200 têm já aprovado financiamento no que respeita às escolas secundárias)”, indicou a ministra.

“Depois, se adicionarmos a isto o programa das escolas degradadas, de substituição das escolas básicas em elevado estado de degradação, se ainda adicionarmos o plano tecnológico da educação, com o reequipamento, com os mais modernos meios, de todas as escolas básicas e secundárias, poder-se-á obviamente fazer um balanço positivo que nos permite antever um parque escolar verdadeiramente preparado para o futuro”, concluiu.

Fonte: Publico

Neste País onde se vive só para a imagem onde se pretende com o Marketing impingir à sociedade valores que não o são, onde a propaganda através dos meios de comunicação por parte deste governo é desvastador, o caso Magalhães é caricato por não ser uma mais valia para a educação mas sim para a empresa que os monta – para não falar das questões de de concorrência e escolha da empresa-, mas nem esta tem essa capacidade.

Vivemos num mundo da ilusão onde nos prometem o que não podem realizar.

Não abram os olhos pois este país é governado  por uma pequena Oligarquia onde os políticos e os detentores do poder económico  se conluiam e nos governam.

É necessário mas próximas eleições não votar neste Partido Socretino.


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Promessas

Sócrates reduz prazos de reembolso do IVA

José Sócrates by kaosinthegarden.

No prazo mensal, o prazo diminuirá de 30 para 20 dias úteis. No regime semestral, diminuirá de 106 para 60 dias. O primeiro-ministro, que falava em mais um debate quinzenal no Parlamento, recordou os prazos de 2003, quando o Governo assentava numa coligação PSD-CDS.

Sócrates anunciou também que o valor das linhas de crédito para micro-empresas (até 50 trabalhadores) vão aumentar para 800 milhões de euros (estavam em 600 milhões). Segundo disse, mais de 20 mil micro-empresas recorreram já 637 milhões de euros. Nas pequenas e médias empresas, 25 mil empresas recorreram a linhas de crédito no valor de 2,6 milhões de euros, este ano.

O primeiro-ministro falou também das cimeiras internacionais dos últimos dias (G-20, cimeira da Nato e cimeira UE-EUA). Disse que deixam para trás “uma liderança [de George W.Bush]  baseada na coação” e fundam uma “nova ordem”. Sócrates disse que está em curso uma curso uma “reforma da regulação” com uma “supervisão mais exigente”, tendo os paraísos fiscais na mira. “Há um antes e um depois. Depois da última semana o mundo ficou diferente”, disse Sócrates.

D.N.


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Heróis e vilões

Cozido à portuguesa

Nem o “caso Freeport” tem factos mesmo graves, nem o herói se tem revelado à altura.

Se o “caso Freeport” fosse um “thriller”, a meio do livro eu já estaria desconfiado das frases bombásticas com que me convenceram na contracapa. É verdade que a narrativa começou bem, com “novos e graves factos”, que lançavam “suspeitas sérias” sobre o protagonista principal da história, José Sócrates. Normalmente, nos bons livros, o herói, embora no início esteja relutante em combater, nunca dá o braço a torcer. Contudo, não foi assim: desde o início que Sócrates escolheu o papel de vítima, ainda por cima incomodada. Isto é um erro: o herói nunca se coloca a si próprio no papel de vítima, mesmo que o seja. Para mais, sendo o protagonista primeiro-ministro, perde autoridade e legitimidade ao colocar-se logo à partida à mercê dos antagonistas. Caramba, poder é poder, não é nunca uma vítima indefesa das Forças do Mal.

Para mais, Sócrates classificou as notícias como “campanhas de interesses ocultos”. Se para efeitos de “suspense” isto pode funcionar, é um erro pois valida uma teoria da conspiração. Ora um herói, ainda para mais primeiro-ministro, não se queixa contra as conspirações. Pelo contrário, tenta desmontá-las, lutando contra elas. As Forças do Mal não podem, nem devem, ser “ocultas”. Têm de ser vivas e reais, para que possam ser combatidas e vencidas.

Talvez por isso, no Congresso do PS nomearam-se os responsáveis pelas manobras: a TVI e o jornal ‘Público’. Foi aqui que o livro se começou a tornar desinteressante. A revelação da identidade das Forças do Mal foi um anticlímax narrativo, pois é sempre péssimo para o protagonista que as Forças do Mal sejam menos fortes do que ele. Para uma história ser interessante, os vilões têm de ser mesmo maus e poderosos, capazes de provocar danos gravíssimos ao herói. Ora, se Sócrates é vítima, ao menos que fosse de algo verdadeiramente tenebroso, não de uma televisão e de um jornal!

Como se isto não fosse suficiente, o primeiro-ministro desata a processar jornalistas. Então o herói dispersa-se com inimigos insignificantes, incomodado com meros “delitos de opinião”? É por essas e por outras que a narrativa em vez de crescer mingua. O herói sente-se ferido na honra, tem conflitos interiores, e a alma torturada. Enfim, uma seca.

Até agora, o thriller é pois muito fraquinho: nem há factos mesmo graves, nem o herói se tem revelado à altura. E o pior é que não sabemos se estamos perto do fim…

Domingos Amaral, Director da GQ


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Derrotar o PS/José Sócrates nas próximas eleições – Acabar com o cargo de Presidente da República

Só um cego não vê que Portugal com o Governo de José Sócrates teve o pior período da sua história.
Com o actual Governo Portugal tornou-se um “coitadinho” na cena internacional.
Sem Poder no contexto das Nações, sem qualquer desenvolvimento interno, Portugal mirrou e está nas mãos dos espanhóis.
Os portugueses hoje são o Povo mais triste da União Europeia, o que tem menos esperança num futuro melhor.
O Governo de José Sócrates começou mal mentindo logo aos portugueses – com um descaramento a roçar a provocação – na questão do IVA.
Depois foi só propaganda e incompetência.
Quem não se lembra de José Sócrates ler na AR um parecer da “OCDE” sobre educação que não mais era que um estudo particular encomendado pelo Governo e pago por todos nós?
E logo que desmascarado mandar retirar do site oficial essa “informação”?
A Saúde está a bater no fundo; Desemprego galopante; Sem Justiça Independente;Escândalos atrás de escândalos.
Parece o regime do Zimbabwe…
José Sócrates tem vindo a destruir paulatinamente as potencialidades de Portugal, e a remeter o País para o fundo da tabela dos indíces de desenvolvimento.
A Justiça está sob controlo do Poder Político eda Maçonaria, verdadeira máfia internacional.
A Maçonaria e através dela o PS, controlam tudo.
Este Povo Português, grandioso nos períodos aureos, tem de reagir.
O PS tem de ser escorraçado do Poder.
Nós ,portugueses, valemos muito mais do que aquilo que o PS julga.
Não tenham medo, caros concidadãos! Lutemos! Portugal é nosso e não da maçonaria ou do PS!
Lutemos, com vigor, para destronar os que nos tentam destruir como Nação Independente e Povo Livre e Soberano.
Não vão na cantiga dos Maçons que ,grupalmente, engordam e emagrecem os portugueses.
Todos assistimos aos escãndalos financeiros e está lá sempre um ou mais políticos do “regime”.
Há que avançar noutras direcções.
Não aceito que nos tratem como estúpidos.
Votar no PS é votar no mesmo estado de coisas.
Os Portugueses devem exigir do Presidente da República outra atitude.
Os portugueses devem exigir que se o Presidente da República está doente, se sofre de alguma doença – como o Alzeimar – que informe os portugueses.
A Nação está de rastos e o silêncio de Cavaco Silva sobre as grandes questões nacionais é anormal.
Não votar no PS é uma prova de maturidade democrática.
A incompetência dos ministros deste Governo, a total incompetência do Primeiro Ministro ,destruiu todo o capital de confiança daqueles que neles votaram.
Há que reagir e desde já através do voto, derrotando o PS e caminhando para um regime mais adequado, onde os portugueses tenham voz activa na fiscalização da actividade política, nomeadamente através da introdução na Constiuição dos principios da Democracia Directa, regime que vigora na Suiça.
E acabar com a figura do Presidente da Repúbica, que gasta rios de dinheiro aos portugueses mas para nada serve.
Caminhar para um regime como o Suiço , onde não existe Presidente da Confederação Suiça, mas um mero representante, eleito anualmente.
Dispõe o artº 176º nº 2 da Constituição Suiça: ” A Assembleia federal elege por um ano um dos membros do Conselho Federal à presidência da Confederação e um outro à vice presidência do Conselho federal.”
O mandato não é renovável.

Portugueses,meus concidadãos, o nosso sistema é obsoleto, incapaz. O Presidente da República em Portugal é sempe eleito duas vezes, o que não faz qualquer sentido, mas mostra um Povo Português de joelhos, incapaz de alterar os seus quadros mentais, reverente perante o “Rei”, que afinal nada faz, do qual nenhum dos nossos problemas pode ser resolvido .
O Presidente da República é uma figura constitucional que não serve para nada.
Com excepção do general Ramalho Eanes, grande patriota, grande estadista, grande homem de honra, os outros todos se passeiam pelo País.

Democracia Directa, outra moldura constitucional.
Vígaros para a prisão.

Posto por José Maria Martins


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Pressão para audição de Sócrates intensifica-se

Guerra aberta no MP 949141_2d5f_625x1000
Há cada vez mais pressões no Ministério Público para ouvir José Sócrates sobre o caso Freeport. Mas a questão é explosiva pelas consequências políticas desta diligência, ainda por cima no ano de todas as eleições.

Há cada vez mais pressões no Ministério Público para ouvir José Sócrates sobre o caso Freeport. Mas a questão é explosiva pelas consequências políticas deste acto, ainda por cima no ano de todas as eleições.
O caso Freeport não pára e os socialistas começam a ficar mais preocupados. Para o mês que vem o país entra em campanha eleitoral para as europeias, umas eleições que podem ser decisivas como primeiro patamar das legislativas de Setembro. A possibilidade de Sócrates ser ouvido pessoalmente, no quadro das investigações, como testemunha é um acto que as oposições não deixaram de aproveitar politicamente. Refira-se que esta diligência, a realizar-se terá mesmo de ser feita pessoalmente e não por escrito. O mesmo aconteceu, há dez anos, em relação a Paulo Portas, no quadro da investigação sobre a Universidade Moderna.
Esta foi, talvez, a semana mais agitada do caso Freeport. Tudo começou na sexta-feira, com a exibição pela TVI de parte do DVD em que Charles Smith envolve Joé Sócrates no caso. Na mesma noite, o primeiro-ministro fez um comunicado em que volta a refutar as acusações, considerado-as absolutamente difamatórias, anunciando a apresentação de queixas-crimes contra a TVI, como órgão difusor, e contra Charles Smith. No dia seguinte, o próprio Charles Smith negou alguma vez ter difamado Sócrates. Recorde-se que o DVD emitido pela TVI é matéria que faz parte da investigação inglesa no Freeport.

Há dois meses, Cândida Almeida, uma das magistradas que investiga o caso, disse, numa entrevista à RTP 1 que se recusava a ver o DVD porque se tratava de uma prova nula, recolhida ilegalmente. Esta afirmação provocou alguma polémica nos meios judiciais em geral e até no seio do Ministério Público. Independentemente da natureza do acto, até um leigo perecebe que a análise de uma prova nula pode ser muito útil para obter novas pistas ou ajudar a construir um puzzle por finalizar, no âmbito de uma determinada estratégia de investigação.

Já esta semana, o caso conheceu um novo epicentro. O novo presidente do Sindicato dos Magistados do Ministério Público eleito, João Palma, pediu uma audiência ao Presidente da República, Cavaco Silva, para denunciar a existência de pressões no caso Freeport. Esta manifestação do SMMP começou por ser recebida com incomodidade por Belé,m, na medida em que João Palma anunciou, desde logo, a agenda da reunião. Por sua vez, o facto de ela surgir imediatamente depois da eleição de Palma, prestou-se a interpretações de aproveitamento político e pojecção mediática. Mas, já esta semana, o incómodo acabou por ser ultrapasado pelos acontecimentos. Na comunicação social, surgiu o nome do procurador Lopes da Mota, director do Eurojust, uma estutura de cooperação judiciária ao nível europeu, como tendo feito, alegadamente, pressões junto de magistrados com o Freeport a cargo, designadamente, Vítor Magalhães e António Paes, tal como foi divulgado durante a semana por vários órgãos de comunicação social. Lopes da Mota desmentiu, porém, quaisquer pressões. Esta semana, face ao empolamento do caso, o procurador-geral da República sentiu-se no dever de emitir um comunicado em que desmentiu a existência de quaisquer pressões, declarações que o PS, através de Vitalino Canas, fez questão em frisar. Nesta quarta-feira, como o caso não parasse de suscitar dúvidas e especulações, Pinto Monteiro resolveu chamar Lopes da Mota à PGR. Os dois magistrados alegadamente pressionados, Vítor Magalãres e António Paes Faria, também foram chamados por Pinto Monteiro. Segundo foi referido por vários órgãos de comunicação social, Pinto Monteiro pretendeu que fosse subscrita uma declaração conjunta em como não tinham existido pressões. Vitor Magalhães e Pais Faria recusaram-se, porém, a assinar.
Segundo referiu ontem o Jornal de Noticias, os procuradores Paes Faria e Vítor Magalhães, colocados no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, “vão com a sua versão até onde for preciso”, garantiu uma fonte ao JN, que pediu anonimato.
Segundo referia, também, o JN é a segunda vez que é posta em causa a conduta de Lopes da Mota, ex-colega de José Sócrates no primeiro Governo de António Guterres. Lopes da Mota foi já alvo de um processo disciplinar, por suspeitas de ter fornecido à presidente da Câmara de Felgueiras, Fátima Felgueiras, uma cópia da denúncia que daria lugar à investigação do chamado caso do “saco azul” da autarquia, antes de a Polícia Judiciária iniciar a investigação. O processo acabou por ser arquivado.

Entretanto, já depois destes acontecimentos, o presidente do SMMP reiterou o pedido de audiência com o Presidente da Repúbolica. A dúvida é saber se Cavaco recebe Palma antes da sua tomada de posse, que se realiza só a 16 de Abril, ou só depois desta data.
Todas estas vicissitudes inerentes ao caso Freeport tiveram esta semana fortes repercurssões políticas, mas curiosamente quase todas vindas da a´rea socialista. Mário Soares criticou as fugas de informação do processoe aproveitou para tecer considerações sobre a inverdade das mesmas, aparentemente secundando Sócrates, que desde o início considera que estamos perante uma campanha negra contra si. Também o líder parlamentar socialista, Alberto Martins, afirmou que Sócrates está a ser vítima de “calúnia”, “intriga” e “maledicência” de quem o quer envolver no caso. Fora da linha destas intervenções, João Cravinho disse que «o DVD exibido é um elemento que fez muita mossa e representa um conjunto de afirmações extremamente graves» Cravinho pediu, ainda, que tudo seja averiguado.

Fonte: Semanário

Caso Freeport

Sócrates e Costa citados nas pressões

Os nomes de José Sócrates e do ministro da Justiça, Alberto Costa, foram referidos nas conversas entre o procurador Lopes da Mota e os magistrados que investigam o caso Freeport. O CM sabe que os dois magistrados Vítor Magalhães e António Paes Faria mantiveram pelo menos dois contactos com Lopes da Mota na semana em que o assunto foi discutido.


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Ana Drago: Na avaliação destes 4 anos de tutela, a ministra está chumbada

Ana Drago pediu explicações à ministra sobre afastamento da direcção de escola-modelo

Ana Drago: “A credibilidade do Ministério da Educação já não existe”


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A Ditadura do Estado Novo

ss1Conselho Executivo de Agrupamento de Santo Onofre destituído
02.04.2009 – 17h38 Graça Barbosa Ribeiro

O Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, foi hoje destituído e substituído por uma Comissão Administrativa Provisória. As alterações foram comunicadas pelo Director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, que se deslocou à sede do agrupamento para dar conta da decisão aos elementos do CE, cujo mandato terminava no final do próximo ano lectivo.

Na origem da decisão estará o facto de no agrupamento não ter sido constituído o Conselho Geral Transitório, por nenhum dos cerca de 180 professores e educadores se ter candidatado a representar os colegas naquele órgão, ao qual, de acordo com o novo modelo de gestão das escolas, cabe escolher o director.

Comentário:

Um M.E. e um governo que decidem e governam pela imposição ditatorial não respeitando os alunos, nem pais e muito menos professores. Um M.E. e um Governo autoritários cuja única preocupação são os relatórios da Debra e as estatísticas mesmo que para isso tenham de ser forjadas e alteradas, limpas e manipuladas para serem apresentadas ao país.

Não vivemos num Estado de Direito, mas sim num Estado sem direitos, numa Oligarquia de poderosas Elites que infelizmenete foram eleitos , mas que depressa se verificou que a sua representatividade não corresponde aos que os elegeram mas ao partido .

Demitir um órgão eleito pelos professores e substitui-lo por uma comissão não eleita e não representativa dos professores, alunos e encaregados de educação é a prova mais concludente de que não vivemos nem em democracia nem nun estado de direito. Vivemos sim no limioar de um estado neo fascista onde um partido dito socialista governa como se governava antigamente no Estado Novo.

A qualidade do ensino piorou não por culpa de quem ensina mas sim por culpa de quem governa.

A famosa Autonomia só existe no papel pois ela é altamente centralizadora que tolhe qualquer decisão de órgãos competentes. O M.E. é omnipresente nas decisões e as suas engenharias estatíticas e educacionais irão ter uma grave repercursão num futuro não muito longínquo…


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Freeport: Magistrados reafirmam que sofreram pressões

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Titulares do inquérito Freeport recusam-se a assinar documento que “ilibaria” Lopes da Mota

00h30m

NELSON MORAIS

Os procuradores titulares do inquérito Freeport reafirmaram, esta quinta-feira, junto do procurador-geral da República e do presidente do Eurojust, que este os pressionou, na semana passada, a diligenciar o arquivamento do processo.

Segundo apurou o JN junto do Ministério Público, os procuradores Paes Faria e Vítor Magalhães recusaram-se a subscrever um documento, que a Procuradoria-Geral da República estaria disposta a elaborar e divulgar, em que assumiriam não ter sofrido quaisquer pressões de Lopes da Mota, presidente do organismo europeu que zela pela coordenação judiciária e que tem sede em Haia.

Paes Faria e Vítor Magalhães, colocados no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, “vão com a sua versão até onde for preciso”, garantiu uma fonte, que pediu anonimato.

A reunião de ontem, convocada pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro, começou às 16 horas e terminou uma hora e 40 minutos depois, sem declarações públicas. A assessora justificou que se tratara só de “uma reunião de trabalho sobre o Freeport”.

Mas foi o próprio procurador–geral da República quem, anteontem, inflacionou a importância do encontro, ao justificá-lo com a necessidade de esclarecer se a conversa entre Lopes da Mota e Paes Faria e Vítor Magalhães, na segunda-feira da semana passada, fora “uma brincadeira estúpida ou algo mais”. Declarações feitas por Pinto Monteiro à edição online da revista “Sábado”, no dia em que, contraditoriamente, emitiu um comunicado a negar quaisquer pressões sobre os magistrados.

É a segunda vez que é posta em causa a conduta de Lopes da Mota, ex-colega de José Sócrates no primeiro Governo de António Guterres. Lopes da Mota foi já alvo de um processo disciplinar, por suspeitas de ter fornecido à presidente da Câmara de Felgueiras, Fátima Felgueiras, uma cópia da denúncia que daria lugar à investigação do chamado caso do “saco azul” da autarquia, antes de a Polícia Judiciária iniciar a investigação. O processo acabou por ser arquivado.

Ontem, a reunião na PGR concentrou a atenção dos media, mas as fontes ouvidas pelo JN defenderam que o presidente do Eurojust foi só “veículo de pressões alheias, dirigidas ao mais alto nível”.

De resto, depois de Pinto Monteiro vir a público falar sobre Lopes da Mota, o novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, deixou claro ao JN, anteontem, que não via razões para cancelar o pedido de audiência feito ao presidente da República. João Palma quer denunciar a Cavaco Silva todas as fontes das pressões.

O assunto mereceu ontem a atenção de destacados socialistas. Mário Soares (ver entrevista ao lado) optou por criticar, em declarações aos jornalistas, no Porto, as fugas de informação do processo, que se centra nos contornos da intervenção do actual primeiro-ministro, José Sócrates, na viabilização do empreendimento Freeport. Já o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, afirmou que Sócrates está a ser vítima de “calúnia”, “intriga” e “maledicência” de quem o quer envolver no caso.

Fonte: J.N.

Governo envolvido nas pressões

As pressões sobre os magistrados do Freeport não se limitam a uma situação interna do Ministério Público. Segundo várias fontes contactadas pelo CM, Lopes da Mota, suspeito de pressionar os investigadores Paes Faria e Vítor Magalhães, é apontado como ‘portador de um recado’ do Governo.
Fonte : C.M.


Link: A Teia


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O caso Freeport (agora em versão áudio)

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Oque os nossos ouvidos escutaram na sexta-feira à noite na TVI não é nada que os nossos olhos não tivessem já lido nos jornais há várias semanas, mas ouvir aquelas declarações da boca de Charles Smith tem uma vantagem preciosa: a de tornar claríssimo que o caso Freeport não pode ser reduzido a uma mera campanha conspirativa, e que aquilo que está em causa – por muito que custe a José Sócrates e aos seus fiéis ministros – seria notícia de primeira página em qualquer lugar do mundo.

Significa isto que Sócrates é culpado? Não. Significa que o cruzamento do DVD com a data de aprovação do empreendimento e com os contactos entre Smith e a família do primeiro-ministro levantam suspeitas dignas de investigação e de notícia. É possível que Charles Smith tenha atirado culpas para cima de Sócrates para justificar dinheiro que lhe entrou directamente no bolso. E também é possível que as dúvidas sobre o processo levantadas por Marinho Pinto tenham toda a razão de ser. O que não é possível é fingir que nada de relevante se passou, ou carimbar o caso Freeport como “campanha negra” e aguardar serenamente o curso da justiça. Tanto mais que o curso da justiça, em Portugal, é mais ziguezagueante do que a descida das Penhas Douradas para Manteigas.

O caso Freeport já produziu pelo menos dois efeitos colaterais tão graves quanto saber se o primeiro-ministro é ou não corrupto. O primeiro tem a ver com a forma como certa comunicação social, com destaque para o jornal de sexta-feira da TVI, está a ser transformada numa espécie de eixo do mal mediático pelo gabinete de José Sócrates – para além de numerosas entrevistas trauliteiras, há que acrescentar tomadas de posição muito duvidosas por parte da ERC e a ameaça de queixas por difamação interpostas por Proença de Carvalho. O segundo é a denúncia, absolutamente espantosa, do novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, que logo na sua primeira intervenção pública declarou existirem pressões que atingem “níveis incomportáveis” sobre quem está a investigar o caso.

Ora, isto tudo junto, já não é apenas grave – é um filme de terror, que consegue, de uma única penada, abalar as estruturas do poder político, do poder judicial e dos próprios media, três dos principais sustentáculos de qualquer regime democrático. É dever de cada um desses poderes vigiar os outros, num equilíbrio sensível que é a base do sistema em que vivemos. Ver a forma como a trapalhada Freeport consegue o prodígio de lançar lama sobre todos eles diz bem da gravidade do que está em causa. Depois de infindáveis paninhos quentes, Manuela Ferreira Leite afirmou que é fundamental o rápido esclarecimento deste assunto, “para bem do sistema judicial e para bem da democracia”. E por uma vez, a senhora tem toda a razão.

por JOÃO MIGUEL TAVARES in D.N.


2 Comentários

Máfia

capturezCaso Freeport – Pressões sobre magistrados?

A ser verdade o que hoje o “Correio da Manha” noticia, a situação está já fora do Estado de Direito.
Parece, pois existir uma maquinação tendente a evitar que José Sócrates seja constituido arguido, para prejudicando a Justiça beneficiar o Partido Socialista.
A tese do arquivamento “parcial” quer dzer uma coisa: Arquivar quanto a José Sócrates, para que nas eleições o caso esteja morto.

Porém, o teor do DVD é grave demais para que o Povo assista a condutas idênticas às do caso Casa Pia, para que não seja constituído e interrogado como arguido José Sócrates.
Ele e suspeito para o Reino Unido, no DVD é apelidado de “corrupto” e a investigação não faz o que deve ser feito num inquérito?
Quando o Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público faz saber que há pressões sobre os magistrados , temos de acreditar e , em boa verdade , as pressões além de totalmente intoleráveis, mostram um país numa grave crise moral, um país sem a Justiça como existe noutros países.
As pressões só podem vir do Poder Político e da Maçonaria que o domina, nas lógicas grupais, de apoio dos “irmãos”, tentaculares.
Em qualquer outro País da União Europeia José Sócrates já tinha sido constituído arguido e podia então defender-se e seria cumprido o Estado de Direito.
Se fosse qualquer cidadão sem poder já teria sido constituído arguido.
Os assistentes que eu represento estão atónitos e envergonhados com esta situação.
A tese da “prescrição” é peregrina e redutora. Há forças interessadas em não deixar a investigação avançar, em deturpar a verdade, em manipular os factos.
Isto é próprio de ditaduras, de democracias fantoches.
Os outros Estados da União Europeia assistem a toda esta trama com desdém, com desprezo.
Os portugueses assistem com o pensamento que já vem desde a Idade Média: Os que detêm o Poder manobram, subvertem, IMPUNEMENTE as normas do Estado de Direito.
Tudo isto explica porque razão Portugal está num beco sem saída, cada vez mais pobre, desacreditado, remetido para um gueto na União Europeia, a ver sair os jovens para a emigração.
Os sucessivos comunicados da PGR não são normais em qualquer outro País da União Europeia.
Assiste-se a uma luta surda, que desacredita a Justiça, desacredita Portugal.
Ainda este fim de semana ouvi centenas de emigrantes portugueses , em Paris, dizerem que Portugal não tem remédio, envrgonhados.
Claro que esta situação não aconteceria se o Ministério Público tem aceite a existência de equipas mistas de investigação, como o Reino Unido queria.
Mas não quis, com argumentos que não são aceitáveis à luz das normas existentes e que regem a colaboração no Eurojust.
Nenhum partido político é dono de Portugal, nenhum pode coagir o Estado.

Posto por José Maria Martins


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Ensaio sobre a cegueira

Freeport corrupção

Responsáveis do MP desmentiram pressões

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, e os principais dirigentes do Ministério Público, entre eles Cândida Almeida, Maria José Morgado e Francisca Van Dunem, já vieram a publico rejeitar a existência de quaisquer pressões e intimidações relativamente ao processo Freeport ou a outros casos mediáticos da justiça portuguesa.

Cândida Almeida, responsável máxima do DCIAP, garantiu mesmo que “no que se refere ao caso Freeport, os magistrados titulares afirmaram que se alguma vez tivessem sentido tais intimidações, delas teriam participado ou apresentado queixa imediatamente.”

Há mês e meio, na sequência de notícias relatando vigilâncias e pressões sobre os dois titulares do processo Freeport, Pinto Monteiro enviou aos procuradores-gerais distritais de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora, bem como à directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, e aos directores dos DIAP de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora, um pedido de informações sobre “toda e qualquer queixa de magistrados do Ministério Público de que tenha conhecimento relativa às referidas infracções”.

Pinto Monteiro explicava, a 17 de Fevereiro, sustentando o seu pedido aos procuradores, que “o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público tem divulgado nos meios de comunicação social a afirmação de que têm existido intimidações e pressões sobre magistrados do Ministério Público em alguns processos mediáticos, provindas de meios poderosos”.

Nesta altura, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público era dirigido por António Cluny, substituído este fim de semana por João Palma (que entretanto reiterou as acusações de pressões).

Em resposta a este pedido do Procurador Geral da República, os nove dirigentes do MP reagiram de pronto. E em uníssono.

As respostas foram enviadas ao PGR entre o dia 18 e o dia 20 de Fevereiro. Eis o que disseram os magistrados:

Maria José Morgado (DIAP de Lisboa): “repudio vivamente toda e qualquer afirmação sobre eventuais intimidações de magistrados deste departamento ou da equipa especial da PGR”.

Cândida Almeida (DCIAP): “ouvi os magistrados do DCIAP e a resposta foi unânime no sentido de terem sentido nem terem conhecimento da existência de intimidações e pressões exercidas sobre magistrados. No que se refere ao caso Freeport, os magistrados titulares afirmaram que se alguma vez tivessem sentido tais intimidações, delas teriam participado ou apresentado queixa imediatamente.”

Francisca Van Dunem (Procuradoria de Lisboa): “Tenho a honra de informar que esta procuradoria geral distrital não recebeu qualquer queixa de magistrados que se enquadrem nesses parâmetros”.

Hortênsia Calçada (DIAP do Porto): “Tenho a honra de informar que nunca me foi apresentada qualquer queixa relativamente a pressões ou intimidações”.

Alcides Rodrigues (DIAP de Évora): “Nenhum magistrado do Ministério Público me deu conhecimento de alguma intromissão ou pressão sobre a sua actividade”.

Pinto Nogueira (Procuradoria do Porto): “Devo transmitir que nunca directa ou indirectamente me senti pressionado e nunca qualquer magistrado do distrito judicial me fez chegar qualquer referência por mínima que seja de qualquer pressão ilegítima”.

Bilro Verão (Procuradoria de Évora): “Não temos conhecimento de intimidações e pressões provindas de meios poderosos”.

Braga Temido (Procuradoria de Coimbra): “Nenhum dos magistrados me deu conhecimento de quaisquer pressões ou intimidações que sobre eles tenham sido exercidas”.

Euclides Dâmaso (DIAP de Coimbra): “Prontamente transmitirei quisquer pressões ou intimidações de que venha a tomar conhecimento”.


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A caneta das sete léguas

Baptista Bastos
A caneta das sete léguas
b.bastos@netcabo.pt

Tenho escabichado, com arfante inquietação, jornais, revistas e livros procurando indicações que me permitissem viver menos sobressaltado. Até comecei a frequentar o “Finantial Times”, leitura que não alumio no meu panteão de leitor ávido. Em vão. Nenhuma das leituras aquietou os meus alvoroços. Nem um artigo, módico e exíguo; nem uma frase avara; nem um grosso volume ensaístico me forneceu uma resposta, por pequenina que fosse. Ninguém me consegue explicar quando é que a “crise” exalará o último suspiro.

Chego à conclusão dilacerante de que toda a gente nela fala e ninguém sabe o que diz, ou o que diz não quer dizer rigorosamente nada. Há tempos, “Le Nouvel Observateur” formulava a amarga pergunta: “Afinal, para onde foi parar o dinheiro?” Silêncio. Severos comentadores, sábios economistas, génios do mundo financeiro, talentosos jornalistas de economia escreveram, escreveram, falaram, falaram acerca do instante problema. Não percebi nada.

É uma crise do capitalismo, estúpido! Porém, parece que nenhum preopinante deseja enunciar a frase, com ou sem a palavra final. As luminosas mentes do G-20 fervilham de soluções, nos intervalos dos longos almoços e dos lautos jantares que deglutem nos melhores restaurantes europeus. Dali não sai nada. “Afinal, onde foi parar o dinheiro?” O G-20 não é G-20 para isso. O G-20 é G-20 para proceder ao remendo de um sistema económico seriamente abalado pelas suas contradições, e a que alguns vigaristas de alto coturno contribuíram com fraudes mastodônticas.

O G-20 não está particularmente interessado em procurar a solução de uma crise que, sobretudo, afecta os mais desfavorecidos, os mesmos aos quais se sobrecarrega de outras dificuldades e exigências. O G-20 não estuda alternativas. O G-20 quer salvar o “mercado”, com escassas alterações ao modo como o “mercado” existe. Ninguém de boa-fé entende que se não façam estudos comparativos e que as indeterminações daquele vasto grupo sejam resultado de uma alargada cretinice.

Os interesses económico-financeiros, por detrás das discussões e dos debates, sobrelevam as urgências colectivas, e as incoerências e ambiguidades daqueles eméritos génios não se coadunam com a procura da génese da crise. E a verdade é que a Esquerda, acaso mais vocacionada para actuar sobre as variáveis institucionais, queda-se num embaraçoso vazio ou apega-se a fórmulas ancilosadas e que já pouco compreendem.

No nosso país, o desemprego aumenta exponencialmente aos discursos do poder. Há uma espécie de “tenham paciência” comum aos partidos maiores, e umas vagas ramificações socializantes nos partidos mais pequenos. Entende-se: estes últimos só conseguem tempo de televisão se não deixarem de bramir. Quanto ao PS e ao PSD, ó homem!, até tenho vergonha pela vergonha que eles não têm.

Timidamente, há uns tempos, o dr. Cavaco lá discreteou acerca dos vencimentos dos “gestores.” A Imprensa e as televisões fizeram-se tímido eco da ignomínia, porque de ignomínia se trata quando se conhecem os abismos que separam os ordenados dos trabalhadores daqueles que auferem a famosa casta. Não é demagogia, não senhores: não entro nessa. Nem a circunstância de muitos deles pertenceram ao “privado” não me assusta nem intimida. É um caso de moral pública, que terá de compreender diferentes abordagens legais e regulamentares e diversos graus de implicação do Estado na economia.

Não é apenas nos Estados Unidos onde estas indignidades acontecem. Distribuir, entre eles, os “gestores” e os “administradores”, prebendas, privilégios, mordomias, aumentos e prémios monetários substanciais não é atributo da América. Em Portugal não há vontade nem coragem política para se investigar e tornar público as volumosas reformas, os enriquecimentos abusivos, os vencimentos e as duplas e triplas funções de “administrador” exercidas por pessoas cívica e eticamente abomináveis.

As facilidades imorais concedidas pelo sistema estão associadas à perda de valores, de padrões, ao espezinhar das mais rudimentares formas de viver em sociedade. “O capitalismo é predador”, disse-o, há tempo, Mário Soares. “O capitalismo neoliberal é a destruição do humanismo.” Aquilo a que os turiferários deste sistema chamam de “economias desenvolvidas” só o são, ou só o foram, enquanto a vaca não mugiu e esperneou. O resultado está à vista. É falaciosa, porque historicamente provada, entre neoliberalismo e crescimento. Não são resultados contraditórios: são evidências, cruelmente acentuadas nos últimos anos. O neoliberalismo não só dizimou as economias, como ameaça, seriamente, a própria natureza da democracia. O Acto Patriótico, do sr. Bush, foi uma clara tentativa de reduzir ao mínimo a liberdade de informação e de opinião. Um resquício do “macartismo, aliás nunca extirpado do corpo da grande nação americana.

É notório, embora não dilucidado pelos media (diz-se “média” e não “mídia”, como a ignorância organizada o insiste), que não se sabe como sair da crise sem desarticular o sistema capitalista. Porém, a verdade, também, é que – e depois? Não é fácil, temos de admitir. Mas não é impossível. Qualquer outro sistema será, inevitavelmente, “inventado”, nascido de todas as ruínas e de todos os escombros. O “socialismo real” resultou em hecatombe. Os pressupostos largamente partilhados por muitos economistas, sobre o capitalismo, estão seriamente abalados.
E agora?

Fonte: J.Neg.