Submarinos: Alemães investigam rede de empresas-fantasmas

Alemães investigam rede de empresas-fantasmas

MP germânico diz que “pessoas com poder de decisão” receberam dinheiro

O Ministério Público (MP) alemão está a investigar suspeitas relacionadas com a criação de uma série de empresas-fantasmas que, por sua vez, terão sido utilizadas para o pagamento de comissões ilegais no âmbito do negócio da compra pelo Estado português de dois submarinos. De acordo com documentos do processo alemão, a que o DN teve acesso, são identificadas várias empresas que terão sido utilizadas para o esquema, assim como alguns cidadãos portugueses que estariam por dentro de todas as movimentações.

O contra-almirante Rogério d’Oliveira é citado directamente como tendo, em 2006, recebido um milhão de euros de uma daquelas empresas. O militar, segundo confirmou o DN, encontrava-se já na reserva e, de acordo com fontes militares, era um dos representantes dos alemães em Portugal. Além do contra-almirante, num despacho do MP alemão, são ainda citados, como tendo conhecimento das movimentações financeiras, Helder Bataglia dos Santos, quadro do Grupo Espírito Santo (GES), Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, empresa do GES que prestou assessoria ao consórcio alemão, Miguel Horta e Costa, ex-presidente da PT, o advogado Vasco Vieira de Almeida, entre outros.

São ainda identificadas várias empresas do GES, pelas quais terá passado todo o circuito financeiro que está sob investigação, como a ESCOM UK, Lda, no Reino Unido, assim como a ESCOM nas Ilhas Virgens (offshore), a Espírito Santo Resources, a Espírito Santo International Holdings, a Navivessel, a International Defence Finance e a Oilmax.

As autoridades alemãs descrevem ainda a tal série de empresas fictícias das quais terão partido os eventuais subornos. “Antes de 15 de Fevereiro de 2000 foi feito um pagamento ilegal (corrupto) que foi incluído nos impostos da Ferrostaal como ‘pagamento útil'”, diz o Ministério Público alemão, acrescentando: “Depois daquela data, os factos não mudaram, mudou apenas a forma. Foi criada uma empresa-fantasma e assim fizeram os pagamentos às pessoas com poder de decisão.” Ainda assim, o MP alemão diz que “ainda há muita coisa para clarificar”.

Apanhado de surpresa pela operação alemã – que levou à detenção de um quadro da Ferrostaal, suspeito de vários crimes em negócios da empre- sa na Indonésia e Colômbia -, o Ministério Público português vai pedir os elementos recolhidos na Alemanha. No fundo, trata-se de uma repetição de um pedido já feito em 2009. Mas, ao que tudo indica, depois da investigação alemã ter estado parada na procuradoria de Essen (a localidade onde se encontra a sede da Man Ferrostaal), quem está a investigar o caso são procuradores de Munique, considerados como as “estrelas” do combate à corrupção na Alemanha.

O negócio da compra de dois submarinos remonta a 2004, quando Paulo Portas, líder do CDS/PP, era ministro da Defesa. Mas foi só em Julho de 2006, na sequência da investigação ao processo Portucale (o caso dos sobreiros), que foi aberto o inquérito n.º 56/06.2TELSB. Rosário Teixeira, procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), juntou documentos apreendidos em buscas e escutas telefónicas em que se fala de “acordos” com o “Luís das Amoreiras”, alegadamente Luís Horta e Costa. O procurador referiu num despacho que existe uma “aparente desproporção” entre os 30 milhões de euros recebidos pela ESCOM, a título de honorários, e a “real intervenção de tal empresa no negócio”.

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Laranja podre

A apagadora de promessas

Apagador de promessas

Acordo entre PS e PSD. Avaliação dos professores vai avançar. Negociações estão praticamente concluídas e o acordo iminente. PSD deixa cair a suspensão da avaliação e o PS aprova a proposta laranja, que já foi entregue no Parlamento.

Eu bem avisei durante a campanha eleitoral que a posição que o PSD defendia relativa à avaliação era oportunista e mentirosa. Ambos os partidos estão presos às directivas da UE e ambos pensam da mesma forma. Os professores que foram atrás do canto de sereia da Manuela Ferreira Leite vão agora ver o logro em que caíram. Quer queiram quer não, os professores só podem contar com a sua força e determinação para derrotar estas políticas. By KAos

Um texto com o qual concordo plenamente.
impaciências
É, confesso, ultimamente ando um tanto impaciente, mau-feitio, irritada com merdinhas que, noutras alturas, me deixariam indiferente. Irritam-me as quintinhas do FB, os coraçõezinhos, os inocentes entreténs dos meus amigos (sorry…) numa altura em que, contra os professores, se cozinham pratos envenenados entre sindicatos, ME e sabe-se lá que partidos políticos.

Irritou-me hoje sobremaneira um mail que recebi : um apelo para divulgar por “todos os meus contactos” !! , e um texto (publicado no site do Ilídio Trindade) com o seguinte título: «VAMOS SOLICITAR AO PSD A CLARIFICAÇÃO DA SUA POSIÇÃO.» Ora tenham dó!! Para começar, o texto é de uma tibieza .. confrangedora. Vejam só como acaba, digam-me lá se o problema é meu: «Assim, urge esclarecer os eleitores, nomeadamente os Professores, sobre qual é efectivamente a vossa posição. A oposição tem maioria, mas…  Com os melhores cumprimentos, »

“solicitar”??!! “os melhores cumprimentos”?? !! Pois eu, se tivesse votado PSD e os visse agora desdizer-se, romper promessas e supostos pactos com a classe docente – muita – que neles confiou (!!!!) – eu, estaria absolutamente possessa com o seu descaramento, a falta de carácter, a vassalagem ao PS. Eu já lhes teria escrito, mas chamando-os traidores e vendidos. Já os teria insultado em tudo onde pudesse – blogues e mails e jornais. No FB, por exemplo! E já me teria manifestado em incontida fúria – em frente à sua sede, à AR, o que fosse.
Ora acontece que eu não votei neles.
Eu escrevi para quem quis ler que era um erro crasso essa opção.
Pois então, que se mexa quem tão convicta e empenhadamente andou a fazer patéticos apelos ao voto no PSD! Batam com a cabeça nas paredes, arrepelem-se quanto queiram (e, desculpem, merecem ..), peçam contas, protestem.

Agora não me venham é com rodriguinhos e pedidos de cumplicidades.
Eu, para esse peditório, NÃO DOU!

Publicada por AL em O vento que passa

O CIDADÃO PORTUGUÊS É ESCRAVO

Uma análise atenta da ‘democracia’ portuguesa permite-nos concluir que a generalidade dos cidadãos é escravizada (precários, desempregados, mal remunerados) por uma classe política autora de um sistema perverso que se locupleta com o seu sangue e os seus sacrifícios. Os mais honestos dos cidadãos são ao mesmo tempo os mais débeis para resistir a todo o tipo de esbulho e dificuldades e, face às dificuldades para uma sobrevivência condigna, coloca-se fortemente a muitos jovens a hipótese de emigrarem, o que se concretiza e evita males maiores como por exemplo os males gregos e os males daqueles países, sem vocação de emigração, onde as coisas se assinalam com violência. De resto, a classe política portuguesa, bastante insensível, bizantinesca, entregue a chinesices, e civicamente desligada dos cidadãos, inventou as reformas-benesse, as ajudas de custo à medida dos desejos de gestores públicos nomeados politicamente, inventou os apoios cumulativos, a glutonaria clientelar sobre o OE, toda a espécie de obscenidade e benfícios permutados entre si ao passo que a estabilidade profissional e psíquica é sonegada por toda a vida a um cidadão comum. Esta classe política, que assim capturou o Estado e fê-lo exclusivamente seu e ao seu serviço, também inventou a prescrição que é uma coisa que a protege de males maiores e a faz passar de todas as vezes por entre as gotas da chuva dos próprios problemas e berbicachos. Observe-se a quantidade impressionante de trapalhadas sonoras em que o sr. Sócrates aparece arrolado. Consequências? Zero. Pedidos de desculpa? Quantos forem necessários para adormecer os casos e passar adiante, além dos processos a jornalistas por difamação, sinais e características que nos permitem aferir a falta de nível e de escrúpulos de estes grandes privilegiados no seu mundo intocável. Não se rebelem nem se insurjam, não. Dom Nuno e os filhos bastardos e segundos da Nobreza. Alguém e todos esses explorados, secundarizados nos seus direitos fundamentais enquanto portugueses: «O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra mandou arquivar o inquérito aberto aos projectos de obras assinados por José Sócrates na década de 1980 por terem prescrito os crimes que poderiam estar em causa.»

Publicada por joshua em PALAVROSSAVRVS REX

MAS TÊM ANDADO CEGOS?


Sinceramente, só me interrogo: “Como é possível esta gente andar cega há tanto tempo?”

O (des)governo passou quatro anos a cuidar mais da imagem e a agir de acordo com interesses e a seu bel-prazer do que a governar o País. Os resultados estão à vista e não são justificados pela crise internacional, que apenas os agravou ainda mais.

Portugal arrisca-se a ser o país da Europa com maior número de cegos!


Pais já pediram explicações
PS usou em tempo de antena imagens de crianças com o Magalhães pedidas pelo Ministério da Educação
28.04.2009 – 09h35 PÚBLICO
O Ministério da Educação pediu a uma escola do primeiro ciclo de Castelo de Vide autorização para filmar crianças a utilizar o Magalhães. Mas, segundo conta hoje o Rádio Clube e o jornal “24 Horas”, as imagens acabaram por passar num tempo de antena do Partido Socialista, na RTP, no passado dia 22.

Os pais pediram já uma reunião na escola, a exigir uma explicação e a escola por sua vez, pediu explicações ao ministério, como adiantou ao Rádio Clube Ana Travassos, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de escolas de Castelo de Vide.

“Não foi feito pelo Partido Socialista não. Nós tivemos um contacto da tutela, dos representantes do Ministério da Educação aqui no Distrito de Portalegre e na região de Évora, que é onde está a Direcção Regional, com a intenção de consultar crianças e pais”, disse a responsável.

Mas o produto final da consulta acabou por ser emitido num tempo de antena do PS na RTP, na passada quarta-feira. Os encarregados de educação já pediram explicações à escola.

Ao Rádio Clube, o gabinete de imprensa do PS explicou, através de um comunicado, que tudo foi autorizado, sem contudo esclarecer de onde partiu o pedido, se do ministério, se do partido.

Em reacção, O PSD considera a situação grave. Cristovão Crespo, presidente da distrital do PSD de Portalegre, exige também explicações ao Ministério da Educação e ao PS.

Ao PÚBLICO, Joaquim Vieira, provedor do leitor do PÚBLICO, comentou o uso de crianças em campanhas políticas, frisando que é comum recorrer à imagem de menores, com consentimento dos pais ou responsáveis, especialmente recorrendo a filhos de filiados dos partidos, mas que a utilização de imagem sem um consentimento informado e claro, é de recriminar.

“Se foi assim como se diz é altamente condenável. Trata-se de enganar as pessoas e usar a imagem de crianças para propaganda política. A propaganda política não tem limites e o PS tem usado frequentemente imagens de crianças em campanha. Mas os pais das crianças têm de saber o fim das imagens. De forma enviezada não”.

notícia actualizada às 11h15

In Público.

Os nossos líderes dizem… (I)

lideresdizem1

Jorge Pedreira. Novembro, 2008

Esta e outras incríveis citações dos nossos ilustres “timoneiros pedagógicos” já andam há algum tempo a circular na net e não são novidade para (quase) ninguém. No entanto, não resisti à tentação de interpretar isto à minha maneira, visualmente falando…

Não dá vontade de trabalhar em conjunto com eles, como se fossemos todos uma grande família??

In Protesto  Gráfico

Estamos entregues a uma gente ignara

A Bertrand vai reeditar a obra do seu autor mais prestigiado: Aquilino Ribeiro. No que me diz respeito farei tudo para que este importante empreendimento cultural seja divulgado. O grande escritor não foi, apenas, um demiurgo: foi a súmula de uma cultura, o resultado e o epítome de um projecto estético e ético sem paralelo na literatura portuguesa. Aquilino, como Vieira ou Camilo, não deixa discípulos.

A Bertrand vai reeditar a obra do seu autor mais prestigiado: Aquilino Ribeiro. No que me diz respeito farei tudo para que este importante empreendimento cultural seja divulgado. O grande escritor não foi, apenas, um demiurgo: foi a súmula de uma cultura, o resultado e o epítome de um projecto estético e ético sem paralelo na literatura portuguesa. Aquilino, como Vieira ou Camilo, não deixa discípulos.

A sua pessoalíssima visão do mundo, o sopro épico do seu trabalho, a estrutura verbal de todos os seus livros – são irrepetíveis. Aquilino é para ler, para reler, para saborear e, sobretudo, para aprender. Aprender, não só, a beleza da língua, a versatibilidade musical do texto – mas, sobretudo, para aprender a liberdade.

Livros como o grande clássico «A casa grande de Romarigães», ou «Portugueses das sete partidas», «Os avós dos nossos avós», «O Cavaleiro de Oliveira», «Aldeia» despertam o apetite de quem enseje entrar nessa obra grandiosa e indispensável. O compromisso do grande beirão com a pátria foi um acto moral: preferiu os anulados, os perseguidos, os injustiçados, a arraia-miúda das terras desabridas e hostis, e, com estes figurantes e figurões edificou um monumento.

Convivi, muito jovem, com este português superior. Nunca o vi sem um molho de provas debaixo de braço, a reedição de um livro e a edição de outro; além dos artigos para jornais e revistas, entre os quais, semanalmente, «O Século» e «Jornal do Comércio.» Os neorealistas reverenciavam-no como mestre.

Pela hora do sobre a tarde, reuniam-se-lhe, no Café Chiado (há muito trocado por uma companhia de seguros), escritores, poetas, músicos, cientistas da estirpe de Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, Redol, Manuel Mendes, Augusto Abelaira, Namora (que escreveu uma crónica magistral sobre Aquilino), João José Cochofel, Mira Fernandes, Vitorino de Magalhães Godinho, numa conversa nunca adiada e permanentemente rejuvenescida pelo decorrer dos factos e dos acontecimentos. Discutia-se política, literatura. Exigia-se um comportamento ético rigoroso. A época não era propícia aos devaneios da liberdade, mas aqueles homens e, especialmente, Aquilino, eram sólidos exemplos.

Já nesta coluna referi a impressionante lista de portugueses ilustres que assinalaram a cultura portuguesa no século XX, enfrentando a tirania com a força da razão e o poder de resistir. Havia, nessa gente, algo de medular e de imperioso. Entendiam eles que, através da cultura, se poderia modificar as mentalidades. No fundo, continuavam a grande tradição de liberdade e de procura da inovação, marca d’água da geração liberal, com Herculano e Garrett à cabeça, e da de 1870, com Antero, Eça, Oliveira Martins, Ramalho – e ponha lá também o Fialho d’Almeida, habitualmente omitido do rol.

Todos os nomeados, e muitos mais outros, não se limitaram ao seu universo pessoal: intervieram na sociedade portuguesa, através de sucessivos levantamentos críticos a que procederam. A segunda metade do século XX, com o fascismo e a polícia, com os tribunais sem honra e magistrados indignos, apesar dessas afrontas e dos perigos delas decorrentes, os escritores portugueses constituíram a plataforma de probidade entre o seu tempo e os leitores. Regista-se uma unidade exemplar, mesmo entre artistas que não seguiam as mesmas correntes estéticas.

E, tal como os que os antecederam, fizeram um mural da sociedade portuguesa coeva, ainda hoje necessário para quem se interesse em saber as origens de tudo o que nos está a acontecer. Hoje, as coisas sofreram modificações escabrosas para não dizer aberrantes. Salvo três ou quatro escritores actuais, que prezo, respeito e admiro, o que sobra é uma desgraça. E, entre esta «desgraça», designe-se quase todos os muito traduzidos, muito propagandeados, muito aplaudidos. «São os piores», dizia-me, há dias, um velho amigo, professor universitário. «Criticam, até à abjecção, a Margarida Rebelo Pinto, que não faz mal a ninguém, mas que, por vezes, cede a fraquezas do ego, mas silenciam ante o que outras e outros escrevem, e é, de facto, muito mau.»

Perdeu-se a representatividade de uma elite que praticava uma estética da provocação e jamais cedeu aos caprichos do poder. E isto a todos os níveis. Ouvimos os «empresários» e não acreditamos que eles acreditem no que estão a dizer. Além de que se exprimem num idioma rudimentar, falho de gramática e de virtude. Os «políticos», são o que são. A ausência de projecto nacional associa-se à inexistência de convicções. Não nos interessa nada daquilo que, nas televisões, vão tartamudeando, cheios de fadiga e de indigência mental, a esmagadora maioria dos «comentadores.» Exactamente porque são «comentadores» do óbvio.

Os artigos que dirigentes políticos (maioritariamente de Direita, e afins) fazem publicar em jornais, em alguns dos quais pertencem aos conselhos de administração, atingem o território do hilariante, por vazios de sentido e de substância, além, claro!, dos tropeços no português. Estamos entregues a uma gente ignara, soberba e tola. Não seria mau que frequentassem Aquilino. Aprenderiam, talvez, os segredos do idioma, e um pouco do que temos sido, do que fomos e do que somos.

Mas eu sei que estas modestas recomendações vão tombar em saco roto.

Baptista Bastos in Jornal de Negócios

Farwest português

Tiros, Políticos e Verdades que ninguém quer dizer…

Analisar acontecimentos e temas como os tiros do bairro não sei quantos e da habitação social é, politicamente, tão perigoso e escorregadio que, depois de se ouvir os políticos escutados sobre o assunto, é fácil perceber que ninguém quer tomar posições, propor soluções, nem falar muito. O motivo é muito simples: trata-se de um tema politicamente inconveniente em que qualquer posição tem custos óbvios. Assim, é preferível pôr cara de caso e falar sem dizer nada, aliás uma das especialidades dos verdadeiros políticos.
A questão é realmente complexa e talvez nunca se venha a conseguir resolver por completo, embora fosse muito mais importante canalizar as verbas dos TGVs, Aeroportos novos e outras parvoíces, para a tentar, e isso é possível, minimizar. É preciso coragem política, dinheiro e autoridade do estado e um conjunto severo de medidas, que até são fáceis de importar de outros países… Quanto aos sociólogos, esquerdistas militantes, defensores dos direitos humanos (como se o resto da população não o fosse), etc., teriam uma residência fixa num desses bairros à sua escolha e, lá, poderiam aplicar na prática e no seu habitat natural as suas ideias.
Algumas medidas parecem-me lógicas:
1ª Deportar para os países de origem, sem quaisquer delongas, todos os indivíduos, de nacionalidade estrangeira, inclusive os nascidos em Portugal, envolvidos em ilegalidades bem como os seus dependentes.
2ª Criar um banco de dados digital onde deveriam constar as impressões digitais e todos os dados biométricos considerados relevantes para futura identificação.
3ª Apenas aceitar a entrada de estrangeiros com trabalho e residência previamente asseguradas.
4ª Apenas conceder alojamento social a quem efectivamente o mereça, uma das curiosidades das imagens filmadas no tal bairro social é que grande parte dos automóveis que se vêem são melhores que o meu e do de muitos milhares de portugueses, que não têm qualquer apoio e vivem com a preocupação constante de pagar as prestações e os seus compromissos, logo, quem possui um bom e dispendioso automóvel é porque não necessita que os outros lhe paguem casa, rendimentos mínimos, subsídios e etc. e tal…
5ª Quem estragasse as residências e os bairros em que habita seria, pura e simplesmente, despejado; a sociedade tem o dever de ser solidária mas não tem de ser estupidamente tolerante.
6ª Chamada a intervir numa situação como a verificada, a polícia deveria intervir a tiro, abatendo quem fosse apanhado a disparar. Contra chumbo, chumbo e meio.
7ª Se, como diz um dos intervenientes entrevistado, as suas armas estavam legais, seria necessário saber e culpabilizar quem procedeu à sua legalização, já que a legislação não só é muito clara como muito restritiva.
8ª Os locais a alojar os bairros sociais devem, obviamente, ser dos mais económicos, uma vez que 1000 m2 com vista uma boa vista para o mar, podem chegar a valer o mesmo que 15 ou 20 000m2 localizados em zonas menos apetecíveis. Uma vez mais, a sociedade tem o dever de ser solidária mas tem, igualmente, que manter o respeito pelos interesses alheios. Por exemplo, quando há cerca de 3 anos tive de mudar de casa, porque a família cresceu, não pude ir viver, nem de perto nem de longe para onde queria, mas, tão só, para onde podia… Consultando vários anúncios, fui ver uma casa que me parecia em conta e, ao lá chegar, verifiquei que quase todas as casas, pequenas moradias e apartamentos estavam à venda… estranhei, dei mais uma volta e deparei-me com um bairro social com magnífico aspecto, tão bom que não me importava nada de ir para lá viver. Pois bem, um mês depois das casas terem sido entregues, parecia que se tinha entrado no Iraque… se as pessoas que para cá imigram, sejam quem forem, não têm os nossos padrões sociais, nem vontade de os ter, então devem voltar para onde vieram. Reparem no prejuízo que tiveram as pessoas que deram uma fortuna pelas suas casas e que, por instalarem na proximidade um bairro social com aquele tipo de gente, tiveram que as vender fosse a que preço fosse, só que ninguém já as queria… A não ser, familiares, amigos e sócios desses alojados sociais.
Tudo isto, pode custar muito ouvir, mas não é política social, mas anti-social; em primeiro lugar tem que se olhar aos que cá vivem, trabalham e batalham, muitas vezes arduamente, para conseguir sobreviver. Só depois, se sobrar alguma coisa, para os outros.

O Circo da Nação

O ESTADO DA NAÇÃO (4)

Teatro

Embora a palavra “crise” não seja (ainda) reconhecida oficialmente, a crise está aí. Os portugueses passaram por dificuldades e já começam a sentir a crise.
Por isso, tinha especial curiosidade em assistir ao debate “O Estado da Nação“. Sinceramente, não vi ser debatido ” O Estado da Nação“. Assumo as minhas dificuldades e fraquezas, mas esperava que o Primeiro-Ministro e os deputados debatessem o actual momento do País, com as dificuldades internas e o contexto internacional, que não é só do petróleo.
O Primeiro-Ministro fala do “estado social” e do “serviço público” com um aparente à vontade (esconde um certo nervosismo), parecendo que o País está nadando em dinheiro.
Não ouvi uma palavra sobre o desemprego; não houve qualquer referência sobre as pequenas e médias empresas e muito menos o anúncio de medidas para apoiar e desenvolver a nossa economia.
Ouvi a anúncio de medidas necessárias para determinados sectores da sociedade, que implicam o Governo prescindir de receitas, por um lado e, por outro, ter que suportar mais encargos.
Como vai o Governo obter os necessários meios financeiros ? Não foram explicitados, a não ser que a taxa “Robin dos Bosques” seja suficiente para fazer face às medidas anunciadas.
Por outro lado, a oposição entrou no jogo tradicional. Pergunta cá, pergunta lá.
Hoje era o debate do “Estado da Nação” e, embora na segunda parte dos trabalhos as intervenções dos grupos parlamentares tenham sido mais objectivas, ficou-se muita aquém do esperado.
O Primeiro-Ministro foi claro ao afirmar que há “que dar mais a quem precisa mais neste momento”. De acordo.
Ficam as perguntas:
Se a economia não se desenvolve e o desemprego aumenta, como é que vai ser?
À custa do “Estado social“? Onde é que o “Estado social” vai conseguir os necessários meios financeiros ?
Com o “serviço público“? Onde é que o “serviço público” consegue o financiamento para as suas responsabilidades?
O Primeiro-Ministro quando fala , parece que só ele tem a solução para os problemas da sociedade portuguesa. A arrogância, e o sorriso malandro que utiliza nos debates, não lhe permite perceber que esta nova “aldeia global” é, cada vez maior que o bairro onde ele mora.
Enquanto não o perceber, os portugueses, no seu dia a dia, serão confrontados com mais e diferentes dificuldades e ficarão mais longe dos padrões dos outros Estados membros da União Europeia.

A Criação do Mundo por Bilderberg…ou a Política em Portugal depois da Adesão à União Europeia!

Assim vai o mundo…

Aislin
Os oito mais os seus convidados reuniram-se no Japão…

Stephane Peray
No primeiro dia plantaram árvores…
Pavel Constantin
E depois de muita reunião e discussão…
Olle Johansson
Fizeram algumas promessas…mais comida para os pobres e redução das emissões de CO2…
TAB
Mas quando o balão se esvaziar…

TAB
Vamos chegar à conclusão que os gajos estão-se cagando para nós…

In “Cartunes e bonecos

Código de Honestidade

Nos EUA, é costume obrigar os alunos e os pais a assinarem um código de honestidade onde fica explícito a proibição de copiar e plagiar. No Reino Unido, a organização que avalia os exames nacionais, a Ofqual, fez uma proposta idêntica para ser aplicada nas escolas britânicas desde o 1º ano de escolaridade. A directora do Ofqual, Doutora Nisbet, afirmou numa conferência sobre plágio e burla no ensino, realizada na Universidade de Northumbria, que o simples facto de as crianças assinarem um código de conduta de honestidade ajudará as crianças a interiorizarem os valores da verdade e da honestidade. Leia o resto no Independent Online.

Comentário:

Será que este código de honestidade não se deveria também de aplicar aos que no governam?

In “Profavaliação

O mundo lá de cima e o mundo cá de baixo. ViVa A IrLaNdA

Baptista Bastos
b.bastos@netcabo.pt

O dispositivo de patrioteirismo colocado, com extrema eficiência, por todo o País, sob a benevolente aquiescência de uma Televisão desacreditada, de uma Rádio às aranhas e de uma Imprensa que se perdeu na pobreza moral, está a conduzir, muitos de nós, a um estado próximo da imbecilização.

O dispositivo de patrioteirismo colocado, com extrema eficiência, por todo o País, sob a benevolente aquiescência de uma Televisão desacreditada, de uma Rádio às aranhas e de uma Imprensa que se perdeu na pobreza moral, está a conduzir, muitos de nós, a um estado próximo da imbecilização.

A instrumentalização do “desporto” por parte do poder político é um fenómeno de que a Antiguidade foi fértil. No contemporâneo, a dimensão adquirida constitui uma obscenidade. Muitas contendas ditas desportivas (no caso vertente: futebolísticas) não passam de esquemas políticos.

À Esquerda e à Direita o recurso a esse enclausuramento mental tolhe qualquer iniciativa antagónica. Porém, a circunstância de, momentaneamente, as vozes críticas serem minoritárias, não significa que elas se calem. Alguns preopinantes pós-modernos acusam de anacronismo aqueles que ainda protestam contra estes mercadores de ilusões, que transformaram (graças a uma campanha impressionante) o Euro-2008 numa questão nacional – ou nacionalista.

E quando Marcelo Rebelo de Sousa admite que o País deve mais a Cristiano Ronaldo do que a qualquer outro, o dito é escandaloso. Primeiro, porque só raramente, no estrangeiro, se associa o nome de Cristiano a Portugal; ligam-no mais, claro está!, ao Manchester. Depois porque a vacuidade da afirmação não está à altura do professor; ou estará? Então e Pessoa, e Vieira da Silva, e Damásio, e Paula Rego, e Manoel de Oliveira, e Júlio Pomar, e Saramago, e Siza Vieira – mais, muitos mais outros? A paranóia colectiva assombra, pela expressão numérica da mediocridade. Rui Santos, jornalista do futebol, chamou-lhe “alienação” e está com carradas de razão.

O mal-estar na sociedade portuguesa é anestesiado por esta catadupa de falsos valores, de falsos princípios, de falsos heróis, de falsas hipóteses, de falso patriotismo. De quantos brasileiros, apressadamente matriculados portugueses, possui a selecção “nacional”? E que motivou esses ternos guerreiros? O dinheiro, bem entendido, que até os levou a abjurar da própria nacionalidade. Há qualquer coisa de podre, de vil e de sórdido nesta doentia instrumentalização.

Há dias, a “Notícias Magazine” publicou um dramático apelo de D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal, e figura maior da Igreja. Escreve: “Sou, sem querer, mais uma voz a juntar-me à de tantos e tantos portugueses que vivem mergulhados num grande desânimo quanto ao presente e num grande medo quanto ao futuro. Estes sentires vão-se manifestando um pouco por tudo quanto é sítio, e será muito desejável que se lhes acuda a tempo (…) Portugal não pode esperar mais: os portugueses precisam de trabalho justamente remunerado, precisam de pão na sua mesa, precisam de ver respeitados os seus direitos enganados de saúde, de justiça, de educação, de segurança.”

E o documento prossegue: “Espantam-nos, a sério, os dois mundos que se vão construindo em Portugal: o mundo lá de cima, dos ultra-ricos e dos ultra-remunerados, e o mundo cá de baixo, dos pobres e dos ultra-pobres. Até já os da faixa do meio sentem o terreno a fugir-lhes.”

É curioso que esta demarcação de D. Manuel Martins coincida com afirmações de D. Manuel Clemente, bispo do Porto, o qual, num debate sobre o Código do Trabalho, realizado na Associação Católica do Porto, declarou, ante a irritação do ministro Vieira da Silva: “As organizações sociais, perseguindo o seu bem específico ao serviço do bem comum, são um factor construtivo de ordem social e solidariedade, portanto um elemento indispensável da vida social (…) Sem pressão sindical poderia acontecer que a administração pública se esquecesse do seu papel.”

As vozes destes dois homens foram praticamente ofuscadas pelo alarido futebolístico. Como nada acontece por acaso, convém não atribuir ao “acaso” os infortúnios da razão, que levam quem organiza o escalonamento dos noticiários (nos jornais, nas rádios e nas televisões) a inverter a importância dos factos e a dissimular o carácter político-social dos acontecimentos com a frivolidade, essencialmente mutável, do futebol.

José Sócrates, cuja arrogância começa a ser suicida, desprezou a manifestação dos duzentos mil, e cava, cada vez mais fundo, a separação entre os portugueses. Alguém tem de dizer a este homem que já lhe é difícil arrepiar caminho e dar um torção à Esquerda. Cometeu tropelias, injustiças e incompetências demasiado extensas e graves para que se lhe perdoe. Teve tudo na mão para equilibrar as coisas: até uma certa cumplicidade dos órgãos de informação, fatigados das desditas de Guterres, de Durão e de Santana. Não o fez. Segundo o insuspeito Joaquim Aguiar, ele não estava preparado para dirigir o País.

Tem sido acolitado por um grupo de subservientes, pouco ou nada apetrechados ideológica e culturalmente, que em nada o têm ajudado. Há dias, Vítor Ramalho, começou, ele também, a criticar a governação, e o próprio PS, revelando que não há debate nos “núcleos” socialistas. Recordo que, há anos, o PS dizia o mesmo do PCP, e, ainda recentemente, idêntica acusação foi formulada por sociais-democratas ao PSD. Não há debate nos partidos; não há debate na sociedade. O vazio impera.

Creio que Manuela Ferreira Leite apenas fará algumas mossas na carcaça do Governo. Ao contrário do que dizem os seus turiferários, ela não colhe nem as simpatias da totalidade dos “companheiros”, nem a empatia dos portugueses. Um guru tem afirmado o contrário e, inclusive, que a senhora “unirá o partido.” Todavia, o Santana não é para graças; o Passos é um pequeno falcão à espera; e Patinha Antão pode ter obtido um resultado escasso, mas (para minha surpresa e de muitos) revelou um sábio conhecimento dos dossiês. Além do que Manuela Ferreira Leite representa o que de mais cediço e arcaico existe na sociedade portuguesa. Não vai resolver nada: vai complicar tudo. E o seu apressado discurso “social” não dissimula a actividade praticada no Governo.

Manuela Ferreira Leite é mais do mesmo, igual a todo o mesmo. É uma soneira. José Sócrates, uma canseira. Como diria o Eça: “Meninos, que ferro!”

In “Jornal de Negócios”

NORMA no PARLAMENTO

Isto é NORMA no PARLAMENTO onde estão aqueles CROMOS que votam as leis ( para eles, claro)

Exemplo:
Um deputado de LISBOA concorre por AVEIRO e fica com o SUBSÍDIO de DESLOCAÇÃO … tadinho !!!!!!!!!!!!!

O ministro das Finanças autorizou a concessão de um subsídio de Alojamento a Ascenso Simões, secretário de Estado da Protecção Civil, no montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para os vencimentos superiores ao índice 405 da Função Pública, ou seja, são mais 1300 euros por mês.

O próprio Teixeira dos Santos recebe este subsídio por não possuir residência em Lisboa. Está a viver no Porto, tendo residência oficial em Lisboa. Continua a dar aulas, ele e a mulher, na Universidade, no Porto e é Presidente da Bolsa de Valores do Porto.

Enquanto estes canalhas andam a roubar o direito ao salário e à carreira dos funcionários, ao mesmo tempo pagam-se a eles próprios ‘subsídios de residência’, cujos montantes são superiores ao que auferem mensalmente 80% dos funcionários no seu próprio salário! E isto só em ‘subsídio’! Ou seja, a técnica é esta: Rouba-se a muitos, para dar muito, a poucos! Esta é a política do desgoverno, dito ‘socialista’!