Catarse

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Há três semanas que o IV Reich conhecia medidas de austeridade

Sócrates não consegue evitar que o FMI continue a fiscalizar Portugal.

O anúncio das novas medidas de austeridade apanhou o país de surpresa, mas há três semanas que o novo pacote era do conhecimento de Angela Merkel, apurou o SOL. A chanceler alemã acompanhou o PEC 4 e levou Sócrates a comprometer-se com ele na reunião entre ambos em Berlim, há exactamente quinze dias.

E o primeiro-ministro terá saído mesmo dessa reunião com a certeza de que o novo acordo não iria afastar o FMI – uma vez que o acesso aos empréstimos europeus, ainda que pontuais, exigirá a aprovação deste organismo. A «análise e aconselhamento» por parte do FMI farão parte do futuro fundo de resgate europeu, admite-se até em S. Bento.

As medidas mais contestadas – o corte de pensões acima de 1.500 euros, o compromisso de não aumentar a despesa com as restantes pensões (congeladas até 2013), os despedimentos mais baratos ou os cortes na Educação e na Saúde – estão, aliás, em linha com os princípios aceites pelos países do Euro (e pelo FMI), no acordo que saiu da cimeira do passado fim-de-semana.

Negar os factos

A 2 de Março, quando Sócrates foi a Berlim com o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, já tinha na mão as novas medidas de austeridade. Três dias antes, porém, indignou-se com o facto de se dizer que elas estariam na calha, protestando por a imprensa interpretar dessa forma as suas palavras de que faria tudo para cumprir a meta do défice, e as de Teixeira dos Santos, que admitiu «medidas adicionais».

De qualquer modo, o mediatizado encontro com Merkel em Berlim foi saudado como uma vitória. A chanceler declarou que Portugal se «encontra num muito bom caminho». E elogiou o novo pacote de medidas: «Portugal vai dar os passos certos» – apesar de acrescentar que poderia ser necessário «ir mais além».

Sócrates aproveitou também as palavras de Durão Barroso. O presidente da Comissão Europeia, interpelado pelo eurodeputado do BE, Miguel Portas, aconselhou Portugal a não «tirar o pé do acelerador». Um recado que era um eufemismo, tendo em conta o que se preparava.

Segredo até ao limite

Entretanto, o PSD sabia que estava a tomar forma um PEC 4, e Passos Coelho veio antecipar que não aprovaria novas medidas de austeridade.

Sócrates continuou em silêncio até ao limite do possível. Há oito dias, voou para Bruxelas para assinar o acordo com o grupo Euro para um PEC 4. Nessa manhã, Teixeira dos Santos comunicava em conferência de imprensa o pacote – os jornalistas foram convocados às 23h da véspera e Passos Coelho informado, sumariamente, por telefone.

A reacção do PSD, pelo secretário-geral Miguel Relvas, reflectiu a surpresa: «Quanto às medidas em concreto, só tomaremos uma posição depois do Conselho Europeu». A resposta foi um não .

Belém fez saber por fonte oficial que o PR «não foi previamente informado» das medidas do novo PEC. No discurso de tomada de posse, Cavaco dissera, dois dias antes, que «há limites para os sacrifícios» que se podem pedir aos portugueses.

Esta semana, na entrevista à SIC, Sócrates justificou-se com o calendário: o dia da tomada de posse de Cavaco (9 de Março, quarta) e o do debate da moção de censura ao Governo (na quinta) teriam sido inapropriados. Uma posição criticada pelo ex-Presidente Mário Soares, que disse que Sócrates teve «esquecimentos imperdoáveis».


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