Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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A Queda da República (Fall of the Rep*blic) 9-15


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Alentejo: PS, PSD e CDU “abrem caminho à privatização da água”

A empresa Águas de Portugal já passou a SA e em breve pode ser privatizadaMais de duas dezenas de municípios do Alentejo preparam-se para entregar 51% a gestão da água, por 50 anos, à empresa “Águas de Portugal”. Em Beja, a proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS, PSD e CDU. O Bloco de Esquerda votou contra e avisa que está aberto o caminho à privatização da água, dado que “é mais que provável” a futura privatização das “Águas de Portugal”.

A Assembleia Municipal de Beja deu ontem “luz verde” à Parceria entre 23 municípios da Alentejo e a “Águas de Portugal”. No texto da proposta aprovada lê-se que “Os Municípios decidem agregar parte dos respectivos sistemas municipais de abastecimento de água para consumo público e de saneamento de águas residuais urbanas num sistema territorialmente integrado de águas (…)”, entregando a gestão da parceria em 51% à empresa Águas de Portugal, por 50 anos. Só o Bloco de Esquerda votou contra, relembrando que as Águas de Portugal já foi uma empresa pública, passou depois a SA, e que provavelmente será privatizada.

Ao contrário do que sucedeu em Beja, a Assembleia Municipal de Castro Verde foi sensível ao apelo do Bloco de Esquerda e decidiu adiar a votação “deste negócio”.

O Bloco de Esquerda contesta que uma decisão desta importância seja tomada pouco tempo antes das eleições e denuncia a “coligação” CDU/PS/PSD. “Politicamente, em termos democráticos, é inadmissível que se queira impor este facto consumado a três meses das eleições autárquicas de 11 de Outubro. E que estranha coligação esta – CDU, PS, PSD – que pretende passar “como gato sobre brasas” sobre a questão estratégica da água – o Petróleo do Século XXI” acusam os bloquistas.

O Bloco lembra ainda as queixas de vários autarcas – como “os insuspeitros” Fernando Ruas e Macário Correia – que tiveram “más experiências” com estas Parcerias com a Águas de Portugal, dado que o que está em causa é “um monopólio com mais custos para os cidadãos” e um negócio em “circuito fechado, sem concorrência, durante os próximos 50 anos”. E, no apelo que divulgou, o Bloco aponta várias alternativas, como a que sucedeu com o sistema inter-municipal das Águas do Ribatejo.

Esquerda.net


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Zeitgeist Addendum (Legendado) 5-6/12

Publicado por lucask8nunes

Site Oficial do documentario:
http://www.zeitgeistmovie.com/

Site Oficial do Projeto Venus:
http://www.thevenusproject.com/

Site do Zeitgeist Moviment:
http://thezeitgeistmovement.com/

A Revolução é Agora


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Zeitgeist Addendum (Legendado) 3-4/12

α

Ω

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Nova Ordem Mundial – Rastros Quimicos Vacinas Mortais

NWO,controle total sobre a vida das pessoas, vacina e outros aditivos inseridos na alimentação que provocam graves doenças.


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Cloudbuster: antenas para limpar a poluição e tornar o céu azul

A história parece saída de um filme de ficção científica, mas é bem real há quem construa antenas para limpar os céus, eliminando “todo o tipo de poluição”, sobretudo os rastros de aviões que, acreditam, andam a pulverizar-nos com produtos químicos nocivos.

Uma “doutrina” profetizada sobretudo por norte-americanos, que acusam o governo dos Estados Unidos de desenvolver projectos secretos para poluir o ambiente. Ainda esta “teoria da conspiração” não crescia no mundo e já na década de 40 o cientista Wilhelm Reich desenvolvia o seu projecto pioneiro de uma antena capaz de limpar as “impurezas” das nuvens, tornando o céu mais azul.

Hoje, essas antenas – “chembusters” – estão em plena ascensão. Nos EUA são aos milhares e em Portugal já há quem as fabrique. António Correia, um técnico e formador de informática, “após o 11 de Setembro de 2001, procurava na Net mais informação alternativa sobre os acontecimentos” e deparou-se com “links” que o levaram a Don Croft, o principal mentor e investigador da teoria da pulverização.

“Experimentalista” por natureza, António Correia não hesitou em construir a antena “cloudbuster”, que Don Croft desenvolveu a partir dos estudos de Wilhelm Reich, porque “fazia sentido”. E, rapidamente, ficou convencido da eficácia do engenho, que recebe “orgone” negativo e o transforma em positivo. Mas a comunidade científica nunca reconheceu o “orgone”. Contudo, António Correia não tem dúvidas “Com estas antenas o céu fica mais limpo”.

Surpreendido com a energia positiva do orgonite – um material feito de resina de fibra de vidro, limalha metálica e cristal de quartzo – decidiu criar a sua própria página na internet (http://mikaoj.com.sapo.pt), onde dá conta da sua experiência e fornece ligações a alguns dos mais relevantes endereços na rede. António Correia acredita na “real possibilidade de aviões não identificados” andarem a pulverizar o ar, e está totalmente “convicto” de que as antenas que constrói “limpam o ar dos vários tipos de poluição”, devolvendo aos céus apenas o que as nuvens deviam ser: vapor de água. Garante que as antenas “quando colocadas a uma distância máxima de 500 metros das antenas de telemóveis, ou outra fonte electromagnética, eliminam essa poluição”.

Actualmente, está a desenvolver um novo tipo de antena, mais barata (cerca de 250 euros) que, ao contrário da tradicional, que “fica em 500 euros”, está ligada a um temporizador que emite uma frequência eléctrica de 16 hz – um “zapper”, outro engenho alternativo que, acredita, tem fortes poderes terapêuticos.



“É provável que haja mais chembusters em Portugal, mas desconheço”, comentou. Pelo menos uma desta antenas esteve no Boom Festival 2006 de Idanha-a-Nova, um evento que aposta na música, mas também na divulgação de energias alternativas. Sobre a polémica opinião que andam no céu jactos a espalhar matérias químicas nocivas, considera que “documentos divulgados na Internet deixam-nos a legítima dúvida se não andam, efectivamente, aviões a pulverizar-nos. Acredito que isso seja bem possível”.

Até agora, já teve uma encomenda para uma antena, a ser instalada em Évora, e diz-se pronto a ajudar quem queira partilhar esta experiência, instalando uma em sua casa. Garante que “não é o espírito comercial” que o move e nem sequer se imagina a abrir uma fábrica de “chembusters”.

Fabrica antenas para limpar a poluição e tornar o céu azul De Reich a Don Croft

Nascido a 24 de Março de 1897 em Dobryzcynica, actual Ucrânia, no antigo Império Austro-húngaro, Wilhelm Reich, falecido em 1957, teve uma vida marcada por experiências científicas polémicas. Psicólogo, a partir dos anos 30 desenvolveu nos Estados Unidos o estudo sobre o “orgônio universal”, que despertou a atenção das autoridades norte-americanas, que o prenderam a 12 de Março de 1957, acabando por morrer a 3 de Novembro seguinte. A antena que criou, a partir do orgonite, veio servir de inspiração a Don Croft que tem desenvolvido esse engenho. Hoje, ele é um dos principais mentores da teoria que é possível “combater e neutralizar o assalto com tecnologias secretas que está sendo perpetuado na humanidade”. Uma corrente que tem crescido desde a “guerra da estrelas” da era Ronald Reagan. Nos EUA há quem garanta existirem projectos secretos para novos tipos de “armas” químicas.

Como construir um “chembuster”

Seis tubos de gás, com cristais de quartzo dentro, sobre um suporte de um balde repleto de “orgonite” é basicamente o aspecto de uma “chembuster”. Mas na Internet não faltam sítios e vídeos a explicar como se junta o puzzle dos vários materiais necessários. O mais popular de todos é http://educate-yourself.org

Como se faz o “orgonite”

Para que as antenas funcionem é fundamental o orgonite – um material de textura pesada, com o estranho aspecto de granito metálico, brilhante. Para o fazer são necessárias limalha de metal e cristais de quartzo e resina de vidro – o mais caro de todos os elementos. No final, uma “chembuster tradicional ” fica em cerca de 500 euros.

O que são“chemtrails”

Aquilo que para a maioria de nós são simples linhas de vapor rasgadas no céu por aviões a jacto são para outros “rastros não naturais, com produtos químicos – os “chemtrails”.

Mais AQUI


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Finalmente um projecto alternativo

Mar – energia inesgotável

Sistemas Aquaboy, AWS Ocean Energy (em cima) Pelamis e Oyster (em baixo)

O mar poderá transformar-se numa promissora fonte de energia alternativa para Portugal. Uma costa Atlântica extensa, ondulação permanente … os técnicos estimam que 30% do consumo doméstico de energia, em Portugal, poderia ser assegurado pelas ondas, em 2050. Esta é uma forma de energia não poluente e barata – os custos actuais são metade dos da energia eólica e um quarto da solar.

Na Póvoa do Varzim (Aguçadora) foram já instalados aparelhos destes que, quando o projecto estiver concluído, terão capacidade para fornecer energia a 15 000 lares.


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Stop Killing Whalles

Parem de Matar Baleias!

São os maiores seres vivos existentes actualmente à face da Terra. Belos e graciosos evoluíram ao longo de 54 milhões de anos…

São mamíferos e adaptaram-se perfeitamente à vida na água. As baleias são animais extremamente inteligentes, com um sistema de comunicação complexo!

Caçadas desde tempos remotos, algumas espécies encontram-se ameaçadas de extinção devido à caça desenfreada levada a cabo, pelo Japão e pela Noruega, à actividade humana e à poluição dos mares.

Para que elas não sejam um dia uma recordação…

Parem de Matar Baleias!

Mais em:

http://www.pbs.org/wgbh/evolution/library/03/4/l_034_05.html

http://savethewhales.org/stwsong_hi.html

http://www.wdcs.org/

http://www.oceania.org.au/

posted by Mário Nunes in “Kafe Kultura


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Projecto HAARP – Quais os seus fins?

O HAARP utiliza uma tecnologia de ondas de rádio super-potentes, concentradas num raio e aquecendo zonas da ionosfera, as ondas eletromagnéticas regressam então à superfície terrestre penetrando em tudo (seres vivos ou não).
Digamos que é um “aquecedor” ionosférico.
Podem modificar a composição molecular de certa região da atmosfera, dar-lhes uma predominância maior, por exemplo poderiam ampliar artificialmente as concentrações de ozono, de nitrogenio e mais gases.
As emissões de alta freqüência do HAARP podem causar danos desconhecidos e gravíssimos na ionosfera, e no campo magnetico terrestre.
Por meio dessas antenas Haarp ( 36 no total) podem  transmitir biliões de watts de energia para a atmosfera, fazem ferver a ionosfera  transformando-a numa “antena”, e  enviam reflexos de volta  para a Terra. Enviam para o alto  ondas ELF, de freqüência ultra baixa, mas elas regressam  em ondas longas,  podem posteriormente enviar enormes quantidades  de energia para onde queiram.
Em breve tencionam aumentar o numero de antenas, chegando às 360.


Alteração do clima:
Em 1958, o principal consultor da Casa Branca para alterações do clima, Capitão Howard T. Orville, disse que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos estava estudando “formas de manipular as cargas da Terra e do céu, influenciando, assim, o clima “mediante a utilização de um raio electrónico para ionizar ou des-ionizar a atmosfera sobre determinada área.

À esquerda temos uma imagem de um estranho efeito atmosférico, possivelmente um
efeito de Haarp.
Eu vi algo semelhante a isto no Verão de 2000, perto da praia de Siens, ao longe na linha
do horizonte sobre o oceano Atlântico, mas era um risco de “sombra” que subia para o céu em
vertical , não haviam nuvens no céu esse dia, e não era nenhuma sombra reflectida por um rasto


de fumo de avião nem nada do género.

Influenciar o comportamento humano:

O Haarp pode inclusive influenciar o comportamento humano através de ondas de interferências magnéticas (Emi: Electro magnetic interference) , podem ainda desabilitar equipamentos de comunicação electrónicos (militares por exmeplo) utilizando pulsos electromagnéticos ( EMP: electro magnetic pulse )
Podem causar terramotos usando frequências de som que causem ressonâncias nas placas tectónicas.
Teoricamente é possível produzir terramotos ou pontos de ruptura por microondas, através da expansão das moléculas de água do interior das rochas
controlados.

O Projecto HAARP  iniciou-se na década de 90, financiado pelo Pentágono, está sob coordenação da USAF ( United States Air force) através da universidade do Alasca (em Gakona) (http://www.haarp.alaska.edu/ ) e da USNAVY através do Naval Research Laboratory (http://server5550.itd.nrl.navy.mil/projects/haarp/index.html. )

Para fins militares o Haarp teria várias aplicações, por exemplo inutilizar equipamentos electrónicos do inimigo, detectar mísseis e aviões de baixo nível , detectar depósitos subterrâneos de armamento de um país inimigo ou armas nucleares , novo sistema de comunicações entre submarinos, etc.

Os EUA investiram dezenas de milhões de dólares para essa tecnologia de tomografia de penetração da terra, intensas radiações podem usar-se para observação da terra a km de profundidade ( para encontrar bases subterrâneas de armamento, etc). Acontece que essas frequências elevadas perturbam as funções cerebrais humanas.
O próprio “Airpower journal” em 1996 disse que o exército americano está a desenvolver armas psicotronicas e electrónicas não letais, para afectar  humanos.


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Alguns projectos semelhantes  são o Skyfire ( fogo do céu)   e Stormfury (fúria de tempestuosa)  , manipulação de furacões e de relâmpagos.
O projecto Stormfury é bem real, os mais cépticos podem ver no site do NOAA ( National Oceanic and Atmospheric Administration ) : http://www.photolib.noaa.gov/flight/fly00855.htm    uma imagem, aplicação do stormfury durante um tornado
Dorothy ( ano de 1970) 21 de Agosto, Caribbean sea.
Eles podem dizer que tentarão deter cilcones, mas será que não se sentirão tentados a fazer o oposto? A controlar ciclones?
Um facto curioso é que este ano (2004) aumentou o número de ciclones nos EUA, e ainda se verificou a passagem do ciclone “Ivan” nivel 5 ( o mais destrutivo) e outros.

Mais sobre o assunto:

- SuperDarn (mapa das várias instalações de radiação ionosférica)
- Angels Don’t Play This Haarp
- Curiosidade: Earth Songs


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Elisabeth Rosenthal – Sul de Espanha sem água

Coisas estranhas acontecem quando o poder do Estado é legitimado pelos eleitores, mas não exercido em seu benefício, mas apenas no do “mercado livre”. Ou as consequências sociais da Esquerda de Pacotilha. (AF)

Murcia, Espanha

Monica Gumm para o International Herald Tribune

O novo campo de batalha

Campos luxuriantes de alface e estufas de tomates ladeiam a estrada. Novos empreendimentos para umas férias verdejantes atraem compradores da Grã-Bretanha e da Alemanha. Campos de golfe – às dúzias, todos recentemente construidos – conduzem às praias. Finalmente, este recanto inóspito do sudeste espanhol prospera.

Um único senão neste quadro idílico: esta província, Múrcia, está sem água. As searas do sudeste de Espanha estão, de modo persistente, a converter-se num deserto, um processo desencadeado pelo aquecimento global e por deficiências na planificação dos recursos.

Em Múrcia, uma região agrícola tradicionalmente pobre, ocorreu recentemente uma construção desenfreada de casas de férias ao mesmo tempo que os agricultores mudaram para culturas mais sequiosas de água, encorajados pelos planos de transfega de água que, cada vez mais, se mostram insustentáveis. Estes dois factores conjugados pressionam a terra e o seu suprimento evanescente de água.

Este ano, os agricultores disputam aos construtores os direitos sobre a água. Também lutam entre eles pela água para as suas colheitas. Um sinal de desespero é o negócio da água, que se compra e vende como ouro num mercado negro em rápida expansão. A maior parte é extraida de furos ilegais.

Há muito que o Sul de Espanha é atingido por secas periódicas, porém a crise actual, segundo os cientistas, indicia provavelmente uma alteração climática permanente resultante do aquecimento global. É o pronúncio de uma nova espécie de conflito.

As batalhas de ontem foram travadas pela terra, advertem. As do presente estão centradas no petróleo. As do futuro – um futuro mais quente e mais seco devido a mudanças do clima em larga escala – parece que serão motivadas pela água, dizem.

“A água é a questão ambiental deste ano – o problema é urgente e imediato”, diz Barbara Helferrich, uma porta-voz da Directoria Ambiental da Comissão Europeia. Se já há penúria de água na Primavera, o Verão que se aproxima será certamente mau.

Em Múrcia, a crise da água foi acelerada pelos construtores civis e pelos agricultores que deram o salto para culturas largamente inadaptadas para climas secos: alface, por exemplo, com a sua ampla exigência de irrigação, casas de férias com promessas de uma piscina no quintal, hectares de relvados frescos nos campos de golfe que sorvem milhões de litros de água todos os dias.

“Os agricultores e também os construtores pressionam-me fortemente para que lhes forneça água”, afirma Antonio Pérez Garcia, o administrador da água em Fortuna, saboreando o seu café na companhia de agricultores na empoeirada praça central da cidade. Lamenta ser capaz de fornecer a cada proprietário apenas 30 porcento da quantidade racionada de água decidida pelo seu Governo.

“Nem sei o que faremos este Verão”, acrescentou, observando que os níveis dos aquíferos locais estão a descer tão depressa que cedo as bombas não conseguirão alcançá-la. “Os consumidores podem queixar-se à vontade; quando não houver mais água, acabou-se. “Rubén Vives, um agricultor que confia da generosidade do Sr Pérez Garcia, disse que não pode suportar os preços da água no mercado negro. “Este ano o meu sustento corre perigo”, disse o Sr Vives, que só cultiva espécies de sequeiro, como limoeiros, desde há cerca de vinte anos.

As centenas de milhares de furos – na maior parte ilegais, – que no passado aliviaram temporariamente a sede, esvaziaram-se a um nível de não retorno. A água do Norte, que em tempos era transfegada para aqui, foi-se esvaindo até se tornar um fio à medida que as províncias do Norte começaram também a secar.

A competição pela água está plena de escândalos. Há funcionários municipais na prisão por terem aceite subornos ao autorizarem a construção de edifícios em lugares sem rede de água apropriada. Chema Gil, uma jornalista que tornou público um destes esquemas, foi alvo de ameaças de morte, traz sempre consigo um spray de gás pimenta e é protegida dia e noite pela Guardia Civil, uma força policial que desempenha papéis civis e militares.

“O modelo (económico) de Múrcia é totalmente insustentável”, assevera o Sr Gil. “Consumimos duas vezes e meia mais água que aquela que o sistema pode recuperar. Então, onde iremos buscá-la? Importamo-la algures? Secamos os aquíferos? Com as mudanças climáticas, entrámos num cul-de-sac(*). Toda a água que desperdiçamos na luxúria e nos campos de golfe fará falta para, simplesmente, conseguirmos beber.”

(*)NT – em francês no original, beco sem saída.

Elisabeth Rosenthal in Water Is a New Battleground in Spain,
publicado por The New York Times em 3 de Junho de 2008

In “Ferrão.org”