Outra roubalheira: Bancos alteraram cartões para obterem mais comissões

Alguns bancos portugueses (BES, Santander e CGD) começaram este ano a distribuir aos seus clientes cartões que são um misto entre o cartão de débito directo (vulgarmente conhecido como “multibanco”) e o cartão de crédito. Esta prática permite-lhes receber comissões mais elevadas quando são utilizados no pagamento de compras ou serviços.

Em alguns casos, designadamente na CGD, a alteração das características de milhares de cartões foi feita sem substituição física dos cartões em circulação, situação que não passou no crivo do Banco de Portugal e que obrigou à alteração de procedimentos.

Para os bancos, a grande vantagem é a comissão – igual à do cartão de crédito – que recebem sempre que o cartão é usado para pagar uma compra ou serviço. Quando é utilizado para levantar dinheiro num terminal Multibanco, o débito é imediato na conta do cliente. 

Público

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Nós pagamos a fortuna da família Espirito Santo!

Já se compreende como o Banco do “Estado Socrático” ficou assim, mais para baixo por que para cima, uma espécie de rombo ao apoiar as obras idiotas dos socretinos.

Quem acaba por pagar esta recapitalização doa família espirito Santo, somos nós atrav´s dos impostos que nos irão cobrar a mais!

Nós ficamos mais pobres, eles mais ricos!!!!!!!

Onde está a Justiça?

O BES deverá ser o banco com mais dificuldades para cumprir o rácio de capital acordado entre o Governo e a ‘troika’, podendo necessitar entre 400 e mil milhões de euros, disseram os analistas contactados pela agência Lusa.

De acordo com o memorando de entendimento, será exigido aos bancos um rácio ‘core tier I’ de 9 por cento no final de 2011 e de 10 por cento até final de 2012. “O caso mais difícil é o BES”, disse à Lusa João Pereira Leite, director de investimentos do Banco Carregosa, numa posição partilhada por André Rodrigues, do Caixa Banco de Investimento. Pelas suas contas, o analista do Caixa BI estima que, a partir de um rácio ‘core Tier 1’ de 8,2 por cento, o BES precisa de 182,4 milhões de euros para atingir um rácio de 9 por cento e 433,5 milhões para os 10 por cento. Os valores estimados por André Rodrigues de ‘gap’ entre o capital dos bancos e aquilo de que necessitam já têm em conta as estimativas dos lucros (no BES de 387,9 e 822,5 milhões de euros em 2011 e 2012), pressupondo que estes não distribuem dividendos.

Já para João Pereira Leite, o BES necessita de 500 milhões de euros este ano para atingir os 9 por cento de rácio e 1050 milhões até 2012. Tendo em conta que o ‘core tier 1’ estabelece um nível mínimo de capital das instituições face aos seus activos ponderados de risco, os bancos podem aumentar o rácio através de aumento de capital ou diminuição os activos ponderados de risco. Ambos os especialistas consideram que o BES “facilmente” atingirá os 9 por cento pela alienação de activos ou venda de carteiras de créditos. André Rodrigues recorda que até Março o banco já vendeu 1,3 mil milhões de euros e que “por cada mil milhões de euros que o banco reduza os activos ponderados de risco, o rácio de capital aumenta 14 pontos base”.

No entanto, em 2012, o BES poderá ter de se capitalizar, ainda que deva estar afastado o recurso aos 12 mil milhões de euros que deverá ser destinado à banca dos 78 mil milhões acordado com a ‘troika’. “Todos os grandes bancos excluíram essa possibilidade, com única excepção da Caixa Geral de Depósitos (CGD) porque o accionista é o Estado”, afirmou o analista do Caixa BI. Já o BCP, para atingir as novas metas de ‘core Tier 1’, necessita, segundo Pereira Leite, de 550 milhões até 2012, tendo em conta que o aumento de capital em curso é “bem sucedido” e este fica com um rácio de 9,05 por cento. Já para André Rodrigues, que estima que o rácio será de 8,4 por cento no final do aumento de capital, o banco liderado por Santos Ferreira precisa de 46,8 milhões este ano e 224,7 até final 2012, tendo em conta lucros gerados nos dois anos de 1014,4 milhões de euros.

No caso do BPI, Pereira Coutinho aponta para necessidades em 250 milhões de euros até 2012, enquanto Rodrigues considera que, com lucros de 514,1 milhões, o banco liderado por Fernando Ulrich não tem necessidades. O BPI tem actualmente um rácio de 9 por cento. A CGD, com um rácio de 8,8 por cento, precisa de 100 a 150 milhões para atingir o rácio de 9 por cento e 900 milhões para os 10 por cento, segundo o responsável do Banco Carregosa. Quanto ao banco Santander Totta, o rácio atual já é de 10,7 por cento. “De grosso modo, as necessidades dos bancos são inferiores a três mil milhões, pelo que os 12 mil milhões são mais do que suficientes”, considerou João Pereira Coutinho.

Uma Mina de Pedófilos….São às carradas….Vergonha!

“Quando ainda não era bispo e também durante algum tempo depois de ser, abusei sexualmente de um jovem da minha entourage próxima. A vítima ainda está marcada”, disse o monsenhor Vangheluwe numa carta lida por um responsável da Igreja Católica belga numa conferência de imprensa.

“Isto será muito doloroso para a comunidade católica da Bélgica, estamos conscientes da crise de confiança que isso vai provocar junto de muitas pessoas”, afirmou na conferência de imprensa o chefe da Igreja belga, monsenhor André-Joseph Léonard.

Com esta decisão, a Igreja belga quer “virar a página em comparação com uma época não muito longínqua, na Igreja e fora dela, onde se preferia o silêncio”, acrescentou o primado da Bélgica.

Este caso não tinha sido denunciado publicamente e era desconhecido até esta confissão de Roger Vangheluwe. A Igreja tinha pedido a todos os envolvidos em abusos que se apresentasse à justiça e às vítimas que fizessem queixa.

O Vaticano anunciou já que o Papa Bento XVI aceitou a demissão do bispo de Bruges.

Por vezes são os próprios bancos a avisar os clientes que estão sob investigação”

“Por vezes são os próprios bancos a avisar os clientes que estão sob investigação”

Um dia dos diabos

Um dia dos diabos

Nos bancos há um centro nervoso onde tudo se decide. Chamam-lhe o Trading Room. É um mundo de ecrãs de plasma com colunas de números abstractos em páginas de Excel onde nunca se fala de milhões.

Está tudo em poucos dígitos meticulosamente metidos em rectângulos. Três casas à esquerda do ponto decimal vão das unidades às centenas. Do outro lado, há décimas, centésimas e milésimas. Abstractos os números, concretos os valores. São milhares de milhões. Por vezes são milhões de milhões.

Operadores com um clique do rato fazem ajustamentos nas variações que vão surgindo, induzidas por murmúrios digitais que chegam de Nova Iorque a Moscovo. Raramente há pânico no Trading Room. Está (quase) tudo previsto. Há paramentos hirtos e muito pouco lugar para criatividades. Um clique numa coluna eleva alguns milésimos os dígitos que, quase à velocidade da luz, aparecem fardados de centavos de Euro nas facturas de uma qualquer parcela mensal de empréstimo e quase nem se notam. Afinal, já se sabia que o spread era variável e que do spread sai tudo. Dos custos do banco aos lucros.

Normalmente as coisas acontecem com a banalidade de um monótono jogo de vídeo online. Muito, muito, gradualmente. Mas quinta-feira 14, deste mês, foi um dia dos diabos. Houve pânico. Os sinais vieram de Hong Kong a Singapura a partir das oito da manhã. Diziam que o negócio da compra e venda de dinheiro estava a correr mal. Os fornecedores habituais estavam a subir o preço da mercadoria. Muito. Mesmo para estes dias de crise. Cliques frenéticos do rato já não conseguiam equilibrar os rectângulos Excel com toques nas milésimas. Vieram supervisores mexer nas casas à esquerda dos pontos decimais. Alteraram as dezenas dos dígitos a ver se tudo ficava na mesma. Ficou num segundo. No segundo seguinte, ficou tudo desequilibrado outra vez. “As CDS estão a disparar”. “124,365 tenho aqui na melhor oferta”. E continuaram por aí fora saltando dezenas de pontos. De 80 na semana passada para mais de 140 hoje. E as prestações de milhares de pessoas começaram a subir. Janeiro vai ser um mês dos diabos para os rendimentos a recibo verde contados em salários mínimos onde o clique dos ratos não equilibra contas. 14 de Janeiro de 2010. Início do pânico: começaram as negociações para o Orçamento do Estado. Inconclusivas, inadequadas, insuficientes. As empresas estrangeiras, cujo negócio é avaliar riscos para o mercado que fixa com uma mão invisível as Credit Default Swaps, estiveram atentas ao que a Reuters e a CNBC foram relatando em várias línguas: em Lisboa gasta-se muito e paga-se mal. De Berlim ao Dubai há cliques nos rectângulos das linhas onde se lê “Portugal” e onde hoje há números quase iguais aos da Irlanda que amanhã serão parecidos com os da Grécia. E que dizem que este vai ser mesmo um ano dos diabos.

J.N.

Vera Jardim justifica apoio ao projecto do Bloco de Esquerda

O deputado do PS Vera Jardim justificou hoje o voto favorável ao projecto do Bloco de Esquerda para levantar o segredo bancário afirmando que se poderia ter chegado a uma «solução equilibrada» na especialidade

O deputado Vera Jardim contrariou o sentido de voto da sua bancada ao votar favoravelmente, na semana passada, o projecto de lei do BE que previa que os bancos informassem automaticamente a administração fiscal sobre saldos das contas acima de certos montantes. O projecto foi chumbado com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP.

Na declaração de voto, hoje divulgada, Vera Jardim argumentou que a lei do sigilo bancário aprovada em 2009 não consagrou a «informação automática por parte do sistema bancário em relação aos saldos no fim do ano e ao saldo médio das contas durante o último trimestre».

Um sistema que existe em Espanha e que permite «detectar desconformidades entre aumentos consideráveis de saldos e as declarações de rendimentos» e que teve «efeitos muito positivos na luta contra a evasão fiscal» e detecção do crime económico.

«Penso que em Portugal se poderia e deveria limitar as contas que acusassem um saldo médio acima de determinada quantia para, numa primeira fase, ensaiar o sistema e fazer incidir a informação sobre os casos de maior risco. As quantias referidas no Projecto do Bloco de Esquerda estão muito abaixo do que penso ser razoável», considerou.

No entanto, «pesadas todas as circunstâncias, continuo a pensar que a aprovação na generalidade [do projecto do BE] poderia permitir, no âmbito da Comissão agora criada, encontrar uma solução equilibrada que pudesse contribuir também para esse combate sem afectar o equilíbrio do sistema», afirmou Vera Jardim.

Lusa / SOL

A Queda da República (Fall of the Rep*blic) 9-15

A Queda da República (Fall of the Rep*blic) 5 a 8

Fernando Sobral- O bando dos quatro

O BPN ficará para a história como o banco que apagou a nitidez das nossas certezas sobre a democracia portuguesa. Pouco sobra de um monte de verdades e de mentiras que se vão acumulando à espera da incineração total. O BPN tornou-se o Frankenstein da democracia. O que diz Oliveira e Costa e o que não dizem Dias Loureiro ou Joaquim Coimbra são o Jekyll e o Hyde desta alucinação. O BPN é a tatuagem do País pós-1974 e os seus actores são figuras parecidas com a criança adorável de “O Exorcista”. Entre o bem e o mal deixou de existir uma fronteira neste país. Portugal não é um país normal. Mente-se e desmente-se. E o País, a começar pela justiça, fica parado, como se estivesse a ver uma telenovela. Como se o BPN fosse uma ficção muito bem contada. Não é. As declarações de Oliveira e Costa são apenas a ponta do icebergue, porque este, adivinha-se, é misterioso e sombrio como as profundezas do oceano. Oliveira e Costa não quer ser Calígula: assassinado, ninguém sabia quem lhe poderia suceder. E Cláudio foi escolhido porque a Guarda Pretoriana o encontrou atrás das cortinas. Aqui já não há cortinas. Dias Loureiro já não pode dizer que está atrás delas. Ou se demite de um cargo moral (Conselheiro de Estado) ou Cavaco Silva deve convidá-lo a partir, até porque nada mais pode fazer. Oliveira e Costa puxou da adaga e mostrou parte do que se esconde por detrás da cortina onde esteve o núcleo duro de Cavaco. A fragilidade do Presidente vem daí. Mas o BPN não é um “bando dos quatro”. É a bandalheira da nossa democracia.

Fonte: J. Neg.

BPN Dias Loureiro investigado

O ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios, Dias Loureiro, estará a ser investigado pelas autoridades judiciais. A notícia é adiantada pela edição de hoje do Correio da Manhã, que acrescenta que o juiz Carlos Alexandre já enviou o levantamento da imunidade do ainda conselheiro de Estado

Em Fevereiro, o SOL já tinha dado conta dessa acção por parte de Rosário Teixeira, o magistrado que tutela o inquérito.

Nessa altura, a intenção era ouvir Dias Loureiro na qualidade de testemunha.

Ontem, Oliveira e Costa, ex-presidente da SLN, desmentiu as declarações do seu antigo subordinado e disse ainda que Dias Loureiro mentiu quando se pronunciou sobre a supervisão do Banco de Portugal.

SOL

BE exige intervenção de PR no afastamento de Dias Loureiro

Miguel Portas defende que o PR deve publicamente retirar a confiança política a Dias Loureiro, forçando assim a sua saída do Conselho de Estado. O cabeça de lista do BE ao Parlamento Europeu defende também o afastamento de Vítor Constâncio do Banco de Portugal.

O candidato do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu, Miguel Portas defendeu ontem, em Tomar, que depois do depoimento de Oliveira e Costa na comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN, “não é mais sutentável a permanência de Dias Loureiro no Conselho de Estado” e que “qualquer silêncio do Presidente da República” sobre esta matéria “é comprometedor”.

Miguel Portas referiu que o facto de o PR não poder demitir Dias Loureiro da Conselho de Estado, mas “pode declarar publicamente que Dias Loureiro perdeu a sua confiança política”. O silêncio do Presidente da República é comprometedor”.

O cabeça de lista do BE ao Parlamento Europeu acrescenta que “o que se passa com Dias Loureiro passa-se com Vítor Constâncio”. Disse Miguel Portas: “Não creio que Vítor Constâncio tenha condições políticas para continuar como responsável pela supervisão da Banca”.

Imbróglio BPN & Dias Loureiro

Oliveira e Costa acusa Dias Loureiro de mentir

Por Igor Costa
Há quase duas horas que Oliveira e Costa fala perante a comissão parlamentar de inquérito ao ‘caso BPN’. Num documento longo que redigiu cronologicamente, o ex-presidente do BPN aponta o dedo ao empresário Joaquim Coimbra e diz que a entrada de Cadilhe saiu cara ao banco. Sobre Dias Loureiro, acusa-o de ter mentido: «A verdade está com António Marta»

Oliveira e Costa acusa Dias Loureiro de ter mentido na comissão de inquérito ao caso BPN. O conselheiro de Estado disse no Parlamento que, desconfiando de práticas de gestão que verificava no banco, pediu ao Banco de Portugal (BdP) que averiguasse o que se passaria.

Por seu lado, António Marta, ex-vice-presidente do (BdP), disse que Dias Loureiro o questionou sobre os motivos de a instituição andar «sempre em cima do BPN».

«A verdade está com António Marta», sentenciou Oliveira e Costa, esta tarde, acusando Dias Loureiro de «descarada deslealdade».

Ainda sobre a participação de Dias Loureiro nos negócios da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), o ex-presidente do grupo diz que o ainda conselheiro de Estado se fez «passar por presidente do BPN» por ser essa a instituição publicamente conhecida, e não a SLN, onde detinha o cargo de administrador.

«O papel de Dias Loureiro na SLN acabou como começou: a criar problemas» , sentenciou.

Sol

Sweet Misery: A Poisoned World – Parte 01

O aspartamo ou aspartame é uma neurotoxina utilizada para substituir o açúcar comum. Ele tem maior poder de adoçar (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose) e é menos denso. O aspartamo geralmente é vendido junto com outros produtos. É o adoçante mais utilizado em bebidas.

O aspartamo é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos.
Este veneno esta sendo consumido inocentemente pelas pessoas, com aprovação da Organização Mundial de Saúde.

Faça uma pesquisa por “Codex Alimentarius” e você ficará surpreso com as proporções que isso vem tomando.

Obs: Não fui eu quem legendou o video, apenas mesclei as legendas a ele. Mesmo que em alguns momentos tenham dificuldade de acompanhar a legenda por conta da cor, vale a pena assistir ao documentário

Publicado por libertas000

Alex Jones: A Mentira de Obama (The Obama Deception) 9

NO INFRINGEMENT OF COPYRIGHT IS INTENDED

The Obama Deception – A Mentira de Obama é o mais novo documentário do produtor Alex Jones onde destrói por completo o mito de que Barack Obama esteja trabalhando no melhor dos interesses do povo americano.

O fenómeno de Obama é uma mentira maquinada cuidadosamente para liderar a NOva Ordem Mundial. Obama foi apresentado como o salvador em uma tentativa de enganar o povo americano com o fim de aceitar a escravidão mundial.

Já não se trata de esquerda ou direita, de comunismo ou sistema de liberdades, do que realmente se trata até agora de forma encoberta é de um Governo Mundial.

Este documentário cobre: Para quem Obama trabalha, as mentiras que disse e sua verdadeira agenda. Se você quer saber dos factos e passar por cima de toda essa ladainha messiânica, este filme é para você.

http://www.prisionplanet.com
http://www.infowars.com

Publicado por deusmihifortis

Alex Jones: A Mentira de Obama (The Obama Deception) 7

Alex Jones: A Mentira de Obama (The Obama Deception) 8

NO INFRINGEMENT OF COPYRIGHT IS INTENDED

The Obama Deception – A Mentira de Obama é o mais novo documentário do produtor Alex Jones onde destrói por completo o mito de que Barack Obama esteja trabalhando no melhor dos interesses do povo americano.

O fenómeno de Obama é uma mentira maquinada cuidadosamente para liderar a NOva Ordem Mundial. Obama foi apresentado como o salvador em uma tentativa de enganar o povo americano com o fim de aceitar a escravidão mundial.

Já não se trata de esquerda ou direita, de comunismo ou sistema de liberdades, do que realmente se trata até agora de forma encoberta é de um Governo Mundial.

Este documentário cobre: Para quem Obama trabalha, as mentiras que disse e sua verdadeira agenda. Se você quer saber dos factos e passar por cima de toda essa ladainha messiânica, este filme é para você.

http://www.prisionplanet.com
http://www.infowars.com

Publicado por deusmihifortis

Portugueses investem forte em offshores

Os portugueses aplicaram em produtos financeiros sediados em offshores quase 8,8 mil milhões de euros em 2008, valor que representa cinco por cento do PIB estimado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o ano passado. Por causa da crise financeira, em 2008 o investimento em paraísos fiscais caiu 30 por cento mas em Janeiro deste ano, passada a fase mais instável dos mercados, as aplicações em off-shores dispararam de novo.

Os dados do último Boletim Estatístico do Banco de Portugal revelam que, nos três últimos anos, a saída de dinheiro para paraísos fiscais atingiu valores altos: em 2006, investiu-se em offshores quase 13,8 mil milhões de euros, montante que desceu para 12,6 mil milhões no ano seguinte e caiu para quase 8,8 mil milhões em 2008. Acções, obrigações, fundos de investimento, atraíram esse capital.

Certo é que estas aplicações financeiras em offshores correspondem a quase tanto como o investimento total previsto na construção do TGV e na terceira ponte sobre o Tejo, que ascende a 9,4 mil milhões de euros. Nogueira Leite, ex-secretário de Estado do Tesouro de António Guterres, diz que o valor registado em 2008 ‘é um número muito grande’. E Saldanha Sanches, especialista em Direito Fiscal, concorda que ‘é muito dinheiro’.

Nogueira Leite frisa que ‘para este dinheiro estar registado no Banco de Portugal é porque se trata de planeamento fiscal [empresas e particulares procuram beneficiar da redução de impostos prevista na lei]’. Já Saldanha Sanches avança com duas hipóteses: ‘Ou são poupanças, e é positivo, ou é dinheiro para não pagar impostos.’

Certo é que em Outubro e Novembro de 2008, meses em que a crise financeira lançou o pânico a nível mundial, os portugueses tiraram dos offshores 2,2 mil milhões de euros, o valor médio mensal mais alto no ano passado. Esse dinheiro poderá ter regressado a Portugal ou, em contrapartida, terá sido reinvestido noutros países estrangeiros.

Para já, em Janeiro de 2009, passado o período mais difícil da crise financeira, a saída de capital português para offshores atingiu 694,5 milhões de euros, montante superior aos 513,5 milhões de euros retirados dos paraísos fiscais.

BANCOS DÃO DADOS AO BDP

Os bancos são os principais fornecedores do Banco de Portugal (BdP) sobre a informação de aplicações financeiras em offshores. E é também a banca que comunica à Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGI) os dados sobre o investimento em paraísos fiscais, para que as mais-valias sejam sujeitas à cobrança de impostos.

Quando as aplicações financeiras são feitas através dos bancos portugueses são estes que comunicam essas operações ao BdP. Já quando as operações são efectuadas pela banca estrangeira é o próprio investidor que deve informar o BdP.

O CM tentou saber junto do Ministério das Finanças como funciona o mecanismo de controlo das aplicações financeiras em offshores mas tal não foi possível até ao final desta edição.

FIRMAS OPERAM SEM CONTROLO

O Governo não sabe quantas sociedades sediadas em offshores desenvolvem uma actividade económica em Portugal. O Ministério da Justiça, que tutela a atribuição do Número de Identificação de Pessoa Colectiva (NIPC), admitiu ao CM que ‘não conseguimos apurar quantas sociedades offshore operam em Portugal, porque não há uma recolha estatística que acolha esta categoria’. Sem esta recolha, os especialistas não têm dúvidas de que as sociedades offshore estão fora do controlo das autoridades portuguesas.

José Sócrates tem feito fortes críticas aos paraísos fiscais, por reduzirem ‘os critérios e os ideais de transparência próprios das sociedades democráticas’. Só que Portugal não tem base de dados sobre as firmas sediadas em offshores que desenvolvem negócios em território nacional.

O Ministério da Justiça, tutelado por Alberto Costa, diz que ‘uma sociedade constituída num paraíso fiscal necessita de pedir o NIPC para praticar um acto isolado. Por exemplo, para aquisição de imóveis’. Como não existe, nem nunca existiu, um registo autónomo dessas sociedades, António Nogueira Leite considera que ‘não há controlo sobre as sociedades offshore e não se pode cruzar informações’.

LAVAGEM OCULTA DE MILHÕES

As estimativas apontam para que o branqueamento de dinheiro nos offshores possa ascender a cerca de nove mil milhões de euros.

Para combater a lavagem de dinheiro do narcrotráfico, da venda de armas, da prostituição e de outros negócios ilícitos, o G20, grupo dos países mais desenvolvidos e das economias emergentes, promete uma forte fiscalização aos paraísos fiscais que não prestem informações transparentes sobre as operações financeiras.

Como prova de confiança na disponibilidade dos paraísos fiscais mais opacos em colaborar nesta estratégia, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa (OCDE) extingiu, durante a cimeira do G20, a lista negra de off-shores. Com esta decisão, Costa Rica, Malásia, Filipinas e Uruguai passaram para a lista cinzenta.n

PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que são offshores, ou paraísos fiscais?

Muitos países com territórios pobres adoptaram um regime de isenções fiscais, baixa tributação e sigilo bancário absoluto, para atrair capitais estrangeiros. A maioria das actuais off-shores são ilhas tropicais cuja riqueza é o turismo.

Que vantagens procuram as pessoas ricas e as empresas nas offshores?

A tributação fiscal nula ou muito inferior à praticada noutros países é a principal vantagem dos paraísos fiscais e judiciários. Aos cidadãos e empresas não residentes são dadas vantagens específicas, mesmo que não haja qualquer actividade económica no território em causa. Isso provoca distorções fiscais na economia.

Por que motivo é difícil controlar as firmas offshore?

As sociedades sediadas nos paraísos fiscais e judiciários têm sigilo bancário absoluto. Nesses locais não há mecanismos de supervisão, não há troca de informações e cooperação administrativa com outros Estados. Diz-se que sempre que uma investigação policial desemboca numa firma sediada nessas zonas se perde o rasto do dinheiro.

A ausência ou reduzida transparência nas offshores fomenta a lavagem de dinheiro?

Como garantem o sigilo bancário absoluto, as offshores atraem cada vez mais o dinheiro da economia ilícita: corrupção, tráfico de armas e droga, fraude fiscal.

SAIBA MAIS

ALGARVE

Nos anos 90, antes da reforma fiscal, as firmas offshore investiram no imobiliário do Algarve.

3,3

mil milhões de euros é quanto as firmas offshore investiram em Portugal em 2008, segundo o Banco de Portugal. Em 2007 foram 6,1 mil milhões.

1,2

milhões de euros foi quanto as sociedades offshore aplicaram em Portugal em Maio de 2008. Foi o valor mais alto desde Agosto de 2007.

GRÉCIA EM PRIMEIRO

No Séc. II a. C., na ilha de Delos (Grécia), o comércio não pagava impostos. É o primeiro caso de paraíso fiscal conhecido.

NOTAS

INFORMAÇÃO: BANCA APERTADA

Nogueira Leite está convicto de que ‘o Banco de Portugal faz cada vez mais pressão sobre os bancos para estes fornecerem mais informação sobre os fluxos financeiros’

NÚMERO: 73 OFFSHORES

A cifra total de offshores no Mundo ascende a 73: Américas e Caraíbas contam com 22 praças financeiras, a Europa tem 26, o Médio Oriente e a Ásia nove e África sete

EXTERIOR: APLICAÇÕES DESCEM

O investimento de sociedades offshore em Portugal é, desde 2006, superior ao desinvestimento dessas firmas no território nacional. Em Janeiro deste ano foi de 172 milhões de euros

António Sérgio Azenha in C.M.

Moody’s corta rating do Banif e ESFG

A agência de notação financeira Moody’s cortou hoje o ‘rating’ (medida do risco de crédito) do Banif e do Espírito Santo Financial Group e colocou sob vigilância outros seis bancos portugueses, sinalizando que também lhes pode cortar os ‘ratings’.


Num comunicado enviado ao início da noite, a Moody’s diz que baixou o ‘rating’ do Banif de A2 para Baa1 e reduziu o do Espírito Santo Financial Group (ESFG) de A1 para A2.

O ESFG é a holding que detém o banco BES e inclui também o BES Investimento, a ESAF (gestora de fundos do grupo) e a companhia de seguros Tranquilidade.

O ‘rating’ é uma classificação do risco de uma empresa não conseguir assumir os seus compromissos financeiros (é tanto melhor quanto mais próximo da letra A for).

No mesmo comunicado, os analistas da Moody’s referem que colocaram sob vigilância para uma possível revisão em baixa os ‘ratings’ de seis outros bancos portugueses: Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo, Banco Santander Totta, Banco BPI e Caixa Económica Montepio Geral.

Destak/Lusa | destak@destak.pt