Catarse

Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.


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Novo órgão de propaganda de Sócrates: Conselho de Escolas

Sócrates deu música aos PCEs no Plenário do Conselho de Escolas do dia 9 de Setembro

Confirmado: Sócrates esteve presente na primeira parte da reunião do Plenário do Conselho de Escolas, realizado no dia 9 de Setembro de 2008. O resumo da reunião, em papel timbrado do Conselho de Escolas, está aqui. Na “boa” tradição das ditaduras, José Sócrates deu uma lição aos PCEs sobre quase tudo e convidou-os a serem agentes activos no esforço de propaganda do Governo:

1. Melhoria dos resultados escolares.

2. Criação de novos cursos profissionais.

3. Edificação de novos centros escolares.

4. Nova gestão das escolas com mais autoridade e liderança (a ministra falou do novo subsídio a atribuir aos directores).

5. Melhorias das escolas com as mudanças introduzidas (aqui, dá mesmo vontade de chorar!).

6. Estatuto do aluno que veio aumentar a autoridade do professor (esta é mesmo para rir!).

7. Não tenham vergonha de aclamar os bons resultados e as melhorias conseguidas (aqui, o primeiro-ministro convidou os PCEs presentes a fazerem a propaganda do Governo).

Com a lição sobre educação do primeiro-ministro, o Conselho de Escolas atingiu um novo patamar. Já não é só aquilo que sempre foi: uma estrutura que depende funcional e hierarquicamente da ministra da educação. Passou a ser um órgão que alinha, pelo menos passivamente, no esforço de propaganda do Governo. Se havia quem duvidasse do crescente controlo político dos PCEs, perdeu hoje as dúvidas. Registe-se que o Conselho de Escolas continua a não publicar as actas ou o resumo das reuniões na página web.


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REFLEXÃO DIRIGIDA AOS DOCENTES

UMA REFLEXÃO DIRIGIDA AOS DOCENTES

Partilha de uma reflexão dirigida aos Docentes do

Agrupamento Vertical de Escolas de Pedrouços – Maia

O grupo de Professores que no presente ano lectivo continua a representar-vos no Conselho Pedagógico, bem como, todos aqueles que pela inerência das suas funções também fazem parte, incluindo a sua Presidente, decidiu elaborar a presente reflexão.

Como vossos legais representantes, eleitos democraticamente, é chegado o momento de partilharmos os problemas que se tem vindo a arrastar, desde o ano lectivo transacto, sobre a avaliação de desempenho.

Fomos eleitos para o triénio 2007- 2010 sem fazermos a mínima ideia que teríamos de pôr a máquina da avaliação a funcionar, porque esta não avançará com centenas de decretos e despachos, mas, com pessoas de carne e osso que vêm à Escola diariamente, com vontade de trabalhar com os seus alunos, e, que desta forma terão que passar a ser super-homens e super-mulheres.

O trabalho do Professor não só se limita à preparação e realização de todo o processo de ensino e de aprendizagem, mas, a toda a panóplia de actividades e funções que põem esta pesada engrenagem, que é a Escola, em funcionamento. Porém, agora acresce esta “avaliação” cujo modelo nos recusamos a comentar, pois já o fizemos em muitas das reuniões de Conselho Pedagógico, tendo sido infrutífero, todo o nosso esforço.

Trabalhámos!

Respondemos a todas as solicitações e cumprimos!

Sempre para ontem, porque no aqui e agora. já era preciso fazer outra coisa e outra!

Em Julho, enquanto encerrávamos o ano lectivo, muitos de nós frequentavam acções de formação, porque tínhamos resmas de papéis, e ninguém sabia nada sobre eles. No mesmo mês avançavam calendários comprometedores sobre a avaliação, como por exemplo, os PCT terem que estar prontos até meados de Outubro. E então questionávamos: E a avaliação diagnóstica? E o conhecimento dos aspectos sociais e familiares dos alunos, cujos Directores de Turma num espaço de um mês, por certo, não conseguirão conhecer nem reflectir sobre estas problemática? Mas, parece que este trabalho finalmente e verdadeiramente envolverá todo o conselho de turma.

E, voltamos a questionar, quantas reuniões serão necessárias para que cada conselho de turma faça um estudo sério e ajustado das necessidades de cada aluno? Com definição de estratégias e planos de acompanhamento? Ou será que se pretende que fiquem claros apenas no papel, e não passem de planos de intenção?

Quiçá, porque o objectivo principal será a avaliação dos professores?

E sobre a distribuição do serviço lectivo que em Julho ninguém pensava nela? Aconteceu o inesperado : professores avaliadores, a acumularem com funções de Directores de Turma ou ainda com outras.

Como será possível acumular estes cargos tendo a mesma componente lectiva?

Como será possível elaborar o PCT com correcção para que a partir daí sejam adaptados os objectivos da Escola, constantes no Projecto TEIP, e consequentemente na definição dos objectivos individuais dos Professores. E, ainda durante o primeiro período assistir a aulas, cumprir com todo o trabalho pedagógico,tomar parte em reuniões, participar em actividades, e avaliar os alunos no final. A mesma catadupa atrás referida se repetirá no segundo e terceiro períodos. Ainda exigem que a nossa missão se prolongue a reflectir, a elaborar portfólios e a contar pelos dedos em quantas actividades participámos, porque os números é que interessam!

E onde ficam os nossos alunos, os seus interesses e os seus problemas ?

Não será que o papel de primazia da Escola de formar, educar e orientar indivíduos está a ser relegado para outro plano?

E os pais estarão a perceber em que é que se vai tornar a Escola pública?

Todos nós temos responsabilidade, por isso, é que estamos a fazer esta reflexão, para que a Comunidade Educativa fique a saber que estamos atentos mas, impotentes.

Ninguém ouve os professores, nem os seus legítimos representantes no jogo político, será que estes estão amordaçados, ou será então o quê?

Não esperamos respostas, mas que nos compreendam, porque esta avaliação será aquilo que todos quisermos que ela seja.

Ainda somos detentores da missão educativa de formar crianças, adolescentes, vamos continuar esse trabalho e vamos fazer deste modelo de avaliação aquilo que ele merece!

Que sejamos solidários, que saibamos partilhar sem ilusões loucas que somos melhores uns que outros, apenas diferentes! Pessoas a quem foi dada a responsabilidade de fazer da Escola o que ela tem que ser: o local onde se aprende se cresce com valores e competências, e se formam as gerações vindouras que vão dar seguimento ao peso histórico do nosso povo, da nossa cultura e dos nossos valores.

Os abaixo assinados:

(Recebido por e-mail, com anexo .doc, do qual se fez a cópia exacta que aqui se publica).


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O piquenique da educação

O piquenique da educação

o piquenique

Encontrei isto nos meus passeios pela blogosfera encontrei isto no blog “mg8 the queen

E aí anda a excursão atrás do Sr. Sócrates, a distribuir os “Magalhães”, pelas escolas públicas, e o resto???
Querem saber de uma situação caricata (que acredito que não seja a única neste país). No Magoito existe uma escola primária, onde juntaram os alunos de duas outras de localidades perto, por dizerem que não tinham alunos suficientes, e agora não existem nesta, salas suficientes para albergar todos os alunos.
Foi falado em reuniões que seriam necessárias mais 2 salas de aula. Resposta a quem de direito: – Não existem verbas suficientes!!! Mas adivinhem, a mesma entidade, vai renovar um parque de merendas e piqueniques no Magoito. Obra, orçada em 923.688,41€
Resultado, como as crianças não podem ficar amontoadas, tipo aviários, vão ser os pais dos alunos, que se vão juntar e construir as ditas salas… Dá vontade de rir ou não dá??….

Haverá mais alguma coisa a dizer sobre as prioridades e as politicas de desta gente?

Contribuição para o Echelon: Kwajalein, LHI


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O Triunfo da Mentira

Uma universidade do sítio, provavelmente sem mais nada de interessante para fazer, decidiu elaborar um estudo sobre o custo das explicações para as famílias que não só desconfiam da excelência do ensino público como têm a sorte de poder gastar algum dinheiro do seu orçamento para ajudar os filhos a falarem melhor a língua do sítio e não serem analfabetos em Matemática. Caiu o Carmo e a Trindade. Os autores deram o tom e alguma Comunicação Social amplificou a indignação que varreu este sítio manhoso, hipócrita, cada vez mais pobre e cada vez mais mal frequentado. O problema com as malditas explicações é que a sua existência é um caso flagrante de desigualdade social. Porque, a exemplo do Sol, as explicações só são aceitáveis se forem para todos, sem excepção. Ricos, pobres e remediados. Caso contrário, devem ser pura e simplesmente proibidas ou, em alternativa, acabe-se com os motivos que levam as famílias a procurar explicadores para os filhos. Isto é, enterre-se de vez os malditos exames, que não só provocam um insuportável stress às criancinhas como criam essa execranda figura que é o chumbo, na versão antiga e autoritária, ou retenção, na versão socialista e moderna, que não magoa tanto os sensíveis ouvidos de pais, professores e alunos. A sugestão do fim dos exames não partiu de qualquer grupo de cábulas, putativos delinquentes, nem de um bando de bêbedos apanhados à saída de uma taberna por uma qualquer televisão sequiosa da opinião popular ao vivo e em cima da hora. Não. A proposta veio das confederações de pais, essas misteriosas organizações que ganharam estatuto de parceiro social sabe-se lá como e porquê. Uma sugestão que caiu bem na 5 de Outubro, com uma ministra a bramar contra essa gritante desigualdade social e a prometer uma vigilância apertada aos energúmenos que dão aulas na escola pública e que não têm qualquer pudor em receber uns cobres extras com explicações a meninos ricos e betinhos que assim conseguem melhores notas nos malditos exames. Uma ministra que, diga-se em abono da verdade, tem um sonho que mostra definitivamente como o sítio não só é pobre, manhoso e cada vez mais mal frequentado mas como está a resvalar perigosamente para a loucura. O sonho da ministra da Educação é acabar com os chumbos, perdão, as retenções. E assim, cantando e rindo, com um ‘Magalhães’ debaixo do braço, as crianças irão felizes para a escola de sonho, sem exames  sem chumbos.

António Ribeiro Ferreira (Correio da Manhã, 29/09/08)


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Protests on Wall Street – what the news media isn’t showing you. A Censura dos Meios de Comunicação! Protestos Censurados…

Protestos em Wall Street – o que os meios de comunicação não mostram

Hubpages
Segunda-feira, 29 de Setembro, 2008

Ocorreram manifestações em Wall St para protestar contra o plano de fiança – e os principais meios de comunicação social nem sequer mencionam.

Centenas de manifestantes protestaram contra a proposta de $ 700 bilhões de fiança no plano para o sector financeiro e bancário, no entanto, os meios de comunicação nacional na América nem sequer o relataram! Por que não?

Parece estranho que  gerou um mal  estar por parte das grande cadeias noticiosas  como ABC, CNN, CBS, NBC etc. todas têm uma grande presença em New York City. Apesar de ter sido um evento tão grande e do protesto ocorrer num pátio traseiro, os principais meios noticiosos escolheram não dizer ao povo americano. Tive de procurar na  Internet para encontrar notícias sobre o assunto. Isso é realmente indicativo da situação patética nos meios dos E.U. de hoje. Em todo o caso, e caso  você não os tenha visto, eu colectei um grupo de vídeos dos protestos em Wall Street (Sept. 25) e afixei-os. Tenha em consideração  que os meios de comunicação não lhe mostraram nada!

Aviso: alguns dos vídeos do protesto contêm obscenidades.

In prision Planet

The most frightening part of Rep. Burgess’ one-minute floor speech is when he says, “Mr. Speaker I understand we are under Martial Law as declared by the speaker last night.”

Nós juramos constitucionalmente para proteger e defender esta república de encontro a todos os inimigos estrangeiros e domésticos. E meus amigos há inimigos,” Kaptur disse . “Os que empurram este negócio são os responsáveis pela implosão em Wall Street. Eram fraudulentos então e são fraudulentos agora.” “Minha mensagem ao povo americano é não deixar o congresso selar este negócio. Foram cometidos importantes crimes financeiros,” acrescentou a  Democrata de Ohio.


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Fenprof quer reunião?

Fenprof quer reunião com ministra da (in)ducação…

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Professores querem confrontar ministra com problemas
Fenprof pede reunião urgente para debater clima “muito negativo” nas escolas

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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) solicitou hoje uma reunião “urgente” com a ministra da Educação para debater o clima “muito negativo” que garante viver-se nas escolas, considerando que uma recusa de Maria de Lurdes Rodrigues seria uma “irresponsabilidade”.

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Horários de trabalho ilegais, arbitrariedades e procedimentos abusivos no âmbito da avaliação de desempenho e a concretização do novo modelo de gestão escolar são três dos aspectos que segundo a estrutura sindical “têm feito aumentar o mal-estar, a insatisfação e o protesto dos professores, além de criar graves dificuldades ao normal funcionamento das escolas”.

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“Neste momento de início de ano lectivo, em que os professores tanto necessitavam de se concentrar na sua actividade com os alunos, as pressões que recaem sobre eles são de tal ordem fortes que a sua disponibilidade, para o que seria fundamental, fica muito limitada”, afirma a Fenprof, em comunicado divulgado hoje.

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Nota do Papa Açordas: Não se esqueçam de falar no caso da Secundária de Fafe. As proporções que este caso está a tomar, torna-o num caso nacional…

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Devo dizer que no meu horário que deveria ser de 35 horas  e estão 37 horas…Com esta treta da avaliação de desempenho e função de avaliador, com as famosas negociações com este Ministério, muitos de nós ficaram com horários alargados…

As informações são escassas, tudo é feito às escuras, cada escola tem o seu modelo de avaliação, fichas, exigências, o que não deveria ser. Não há tempo para tanta exigência a não ser trabalhar 24 horas por dia. Quem aguenta?


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O Exorcismo de Palin

O Exorcismo de Palin

A Bruxa

«Começou a circular na Internet, nesta quinta-feira, um vídeo da republicana Sarah Palin recebendo bênçãos e a protecção de um pastor contra feitiçaria e maus espíritos, Falem a Deus sobre essa mulher (…) salvem-na de Satanás“, lançou, em uma rápida sessão de exorcismo.”Deus meu, abre-lhe o caminho. Aportem fundos para sua campanha, em nome de Jesus. Utilizem-na para que esse país retome seu caminho correto“. Vídeo “AQUI»

Lá, como um pouco em todo o mundo, basta pensar no Sarkozy, no Ratzinger, na Opus Dei, nos Bilderberg, para vermos esta gente obscura, carregada de crendices, de lúgubres cerimonias, de seitas e preconceitos. Esta é a gente que está, de uma forma sombria e silenciosa, não só assumindo-se como poder, mas como donos do mundo e de tudo o que nele existe, incluindo ser donos de todos os homens, senhores supremos da vida e da morte. Servos de Deuses vingativos, de Deuses castigadores, de Deuses sem piedade. O fundamentalismo de tudo valer em seu nome,o regresso à mais negras páginas e épocas da história, o regresso ao mais profundo dos medos e do terror.

Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN


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Ana Drago critica avalanche de propaganda nas escolas

EDUCAÇÃO: AS PROMESSAS POR CUMPRIR

Intervenção da Deputada Ana Drago na Sessão Plenária de 17 de Setembro de 2008

Apesar dos percalços, sossegue-se o Partido Socialista – a máquina governamental de propaganda está bem e recomenda-se. Com a abertura do novo ano escolar – na Educação – fez prova de vida: desde meados de Agosto que cada medida foi anunciada, encenada, inaugurada pelo menos 4 vezes; nas últimas semanas Primeiro-ministro, Ministro e secretários de Estado de todos os tamanhos têm sido chamados à grande campanha de salvação da Ministra da Educação.

O Governo protege os seus – nenhum esforço ou cerimónia é poupado para salvar e tentar repara a falta de credibilidade da equipa ministerial da 5 de Outubro.

E é certo – a propaganda pode muito, mas não pode tudo.

Não serve para esconder as fragilidades e recuos do Governo em matéria de educação. E acima de tudo, não isenta – não nos isenta a todos – de um debate sério, de uma avaliação atenta à realidade, tantas vezes preocupante, em tantas áreas do sistema educativo.

Até porque este ano há riscos acrescidos.

É por isso chocante que, depois de meses de alerta por parte de especialistas, pais e professores ligados à questão da educação especial, e que têm vindo a mostrar como a nova legislação lançada pelo governo vai deixar milhares de alunos com necessidades educativas especiais sem qualquer tipo de apoio, não tenha havido um único momento no recente Festim Governamental para acautelar que tal acontecerá.

São estes os alunos mais vulneráveis do sistema educativo, é exactamente perante estes alunos que o país, que a escola pública não tem o direito de falhar. Apesar disso a preocupação do Ministério e do Governo do PS é nula. Chegam de todo lado, aqui mesmo a esta Assembleia, relatos de pais assustados, com filhos em escolas de educação especial que não abriram portas este ano porque há Direcções Regionais de Educação que têm falhado consecutivamente os seus compromissos. E ninguém sabe bem o que vai acontecer, ninguém sabe bem o que vai acontecer as estas crianças…

É chocante e hipócrita que o Governo – o Sr. Primeiro-Ministro – se desloque às escolas para entregar prémios de mérito de 500 euros aos melhores alunos. A crítica não sequer para a encenação em estilo Estado Novo, mas antes porque esses 500 euros não vão chegar para pagar em muitos casos sequer metade das propinas do seu 1º ano de estudos superiores. Na prática, o Sr. Primeiro-ministro foi às escolas cobrar aos melhores alunos que queiram continuar os seus estudos no sistema público do ensino superior os 500 euros que faltam do pagamento da propina.

É chocante a forma como governo propagandeou as alterações no âmbito da ASE. Note-se: ninguém nega a importância do alargamento da base de incidência. Mas façamos as contas.

O governo negociou com as editoras escolares aumentos nos manuais escolares acima da inflação – inflação mais 3% no 1º ciclo; inflação mais 1,5% no 2º e 3º ciclo.

Façamos de facto as contas. Veja-se o que acontece no 6º ano de escolaridade, crianças com 11 ou 12 anos – o governo aumentou em 1 euro (1 euro!!) a comparticipação nos livros para o escalão A, passando de 94 para 95 euros, e 0,5 euros (50 cêntimos) para o escalão B. Em média, os livros para este ano de escolaridade custam 200 euros. Ou 400 euros para alguns anos do 3º ciclo. Os pais, as famílias interrogam-se: festeja-se o quê, exactamente…?

É chocante a burocracia criada em torno do novo passe escolar – as transportadoras pedem os papéis das escolas, as escolas pedem as confirmações das Direcções Regionais – nada acontece, mas o Governo lava as mãos. Está contente com os cartazes publicitários que espalhou pelas cidades, e isso chega-lhe.

Como é chocante ver o anúncio de requalificação de escolas secundárias (até 2015, isto é, pelos próximos dois governos…), quando sabemos que o encerramento de escolas promovido pelo ME faz com que milhares de crianças iniciem por estes dias as suas aulas – para muitas o primeiro dia de escola das suas vidas – em contentores instalados em recreios. Por estes contentores, a festa socialista da educação não passou.

E as promessas por cumprir, cada vez mais distantes. Depois de um consenso político alargado sobre a necessidade de estender a escolaridade obrigatória até 12º ano, o Ministério apressa-se a dizer que sim, mas que também. Que quer que todos cheguem e façam o 12º ano, sonha com isso, gostava muito – mas alargar a escolaridade obrigatória até lá… agora não, talvez mais tarde.

E os debates e reformas que ficam por fazer – e que fazem falta. São urgentes na requalificação do sistema educativo – o debate sobre a estrutura e os conteúdos curriculares que tirem a escola da esquizofrenia da multiplicação de disciplinas; a necessidade de criar equipas multidisciplinares de combate ao abandono e insucesso escolar – programas de tutoria que o ME recusa, ano após ano.

E quem vai às escolas por onde não passou a caravana governamental não vê festa. Pelo contrário.

Vê o clima de desmotivação dos professores, a multiplicação burocrática sem que finalidade útil. Vê o que aconteceu com a avaliação experimental dos professores contratados no ano passado – muitos nem conhecem a sua avaliação e voltaram a ser contratados, outros estiveram em escolas que deram classificação idêntica a todos, mas não voltaram a ser contratados… Uma farsa – a farsa deste modelo de avaliação de desempenho – que o ME se prepara para relançar de novo este ano, sem tirar qualquer lição do processo e das críticas ouvidas durante o ano passado. Vê os professores com 7, 8, 9 turmas, cerca de metade com mais de 100 alunos; a preparar aulas nos átrios das escolas, e pergunta onde está a festa, que aqui parece que ninguém foi convidado…

É tempo de parar a propaganda e assumir responsabilidades. A um ano de final de legislatura, as promessas do Partido Socialista para a escola pública perderam toda a credibilidade. Foram, vão sendo, sucessivamente sacrificadas para manter em funções a Ministra da Educação. Mas esqueceram pais, alunos e professores. Se não há alteração dramática neste rumo, por esta altura no próximo ano pais, alunos e professores farão a sua festa – mas aí já não convidam o Partido Socialista.

Ana Drago

Ana Drago: “Há um clima de desmotivação na escola”


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Delegação de funções de Avaliação e redução no horário

Em que condições é que vale a pena delegar funções de avaliador?

À pergunta: “tenho 9 professores para avaliar; posso delegar competências de avaliação?”

Deve delegar competências se desses 9 professores, alguns forem de outros grupos disciplinares diferentes do seu. Caso contrário não ganha muito em fazé-lo, porque continua a ser da sua responsabilidade uma parte do processo, pois a delegação exige orientação por parte de quem delega. Além disso quem delega vai ter de avaliar os avaliadores em quem delegou, na função de avaliadores. Lembro ainda o princípio da equidade que refere o despacho.

Quanto à aceitação ou não, penso que deve conversar muito bem com os colegas, antes de ir para medidas extremas, mas deve explicar que a si também ninguém lhe perguntou se estava ou não interessada.

Transcrevo um exemplo do fórum que talvez sirva de resposta:

” Quarta, 9 Abril 2008, 04:58

No Departamento de Línguas com 36 elementos distribuídos da seguinte maneira:

Inglês: 12 professores

Português: 21 professores

Francês: 3 professores

- Pode o Coordenador (do grupo de inglês – 330) delegar em 2 titulares de inglês e no Delegado de Português?

- Por sua vez o Delegado de Português pode subdelegar em 3/4 professores titulares de Português e um de Francês?

- Quem avalia o delegado de Português é a coordenadora de departamento de Lingua? Quem avalia os avaliadores que receberam subdelegação ? (de Português e Francês), o delegado de Português ou o Coordenador do Departamento de Línguas?”

Resposta: “by Admin DGRHE – Terça, 22 Julho 2008, 10:09

A coordenadora do Departamento de Línguas é a responsável pela avaliação de desempenho dos docentes do respectivo departamento, podendo delegar as suas competências de avaliadora em professores titulares do respectivo departamento e autorizar a subdelegação das mesmas funções, igualmente em professores titulares, de acordo com o Despacho de delegação de competências de avaliador. A coordenadora avaliará os professores em quem delegar funções de avaliação.”

Isabel

Quando é que se pode delegar funções de avaliação? É obrigatória a aceitação das funções delegadas?

Estas são duas questões muito comuns. Convém conhecer as respostas a estas duas perguntas.

“Não tenho qualquer dúvida que se pode delegar as funções de avaliador sem exceder os 12 avaliados, sempre que hajam titulares da mesma área científica. E embora quem recebe este “peso” não goste, penso que é positivo pois caso contrário os avaliadores seriam quase sempre de outra área disciplinar (o que tornava isto ainda pior!)

Quanto à obrigação de aceitação, também (infelizmente) não tenho qualquer dúvidas que a aceitação é obrigatória.  Veja-se  o nosso malfadado estatuto:

“Artigo 57º do decreto lei 15/2007

Exercício de outras funções educativas

1—O docente que se encontre qualificado para o exercício de outras funções educativas, nos termos do artigo anterior, é obrigado ao desempenho efectivo dessas mesmas funções quando para tal tenha sido eleito ou designado, salvo nos casos em que, por despacho do Ministro da Educação, sejam reconhecidos motivos atendíveis e fundamentados que o incapacitem para aquele exercício.

2—A recusa pelo docente que se encontre qualificado para o exercício de outras funções educativas, nos termos do n.o 1 do artigo anterior, do desempenho efectivo dessas mesmas funções, quando para tal tenha sido eleito ou designado, determina, na primeira avaliação do desempenho a ela subsequente, a atribuição da menção qualitativa de Insuficiente.”

IsabeL
Andreia disse…
A questão da delegação de funções de avaliação é de facto muito importante e, na minha opinião, é talvez dos aspectos que mais dificuldades/problemas concretos trará. Parece-me no entanto que existe alguma imprecisão nas conclusões mencionadas no post, sobretudo quanto à sua fundamentação com o art. 57º do ECD. É que ao mencionar “nos termos do artigo anterior”, remete para o art. 56º o qual justamente clarifica a forma como se adquirem as qualificações para o exercício de “outras funções educativas”: frequência de cursos de formação especializada em estabelecimentos de ensino superior, graus de mestre e doutor. Com efeito não parece estar a ser este o critério para a delegação de competências e em várias escolas professores titulares com formação especializada serão avaliados por outros sem a referida especialização. Estranho? Desconhecimento dos normativos?

Perguntas e respostas da DGRHE: quando e como se pode delegar funções de avaliador

O post “perguntas e respostas da DGRHE” motivou uma acesa discussão sobre quando é que se pode delegar as funções de avaliador e quantas horas se tem de redução na componente lectiva. Participaram nessa discussão com comentários esclarecedores, as colegas Isabel e Maria Antónia. Deixo aqui algumas das respostas às perguntas colocadas pela colega “Raiva Escondida”:

“Se tem 9 avaliados deve ter 3 tempos de redução para tal (a resposta original está no Post do Ramiro, com data e tudo) e está no despacho da Organização do ano lectivo. Assim se o seu horário só tem 2 tempos de redução deve receber 1 hora extraordinária.

Quem ficou com menos de 4 avaliados tem de ter 1 hora de redução da componente não lectiva. Quem ficou com entre 5 e 8 avaliados tem 2 horas de redução da componente lectiva. Quem ficou com 9 ou mais avaliados tem 3 horas de redução.

Para delegar competências de avaliador, é preciso ver o despacho 7464/2008. Este despacho refere que o coordenador “pode delegar as suas competências de avaliador em professores titulares do respectivo departamento que pertençam, sempre que possível, ao mesmo grupo de recrutamento dos docentes a avaliar e tendo em conta a respectiva componente lectiva.”

Para delegar, não é necessário que exceda os 12 professores; basta para isso que haja titular de um grupo diferente daquele que pertence o coordenador. O número 12 (7 para o pré e 1.º ciclo) deve ser tido em conta só para o caso de não existirem titulares em número suficiente e ser necessario ter alguém em comissão de serviço.

Chamo a atenção para o seguinte: quando o coordenador delega em muitos colegas avaliadores vai ter de garantir a equidade processual entre todos, além de lhe caber a avaliação de todos os colegas a quem delegou. É necessário que cada Escola encontre um equilíbrio.”

Isabel


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Perguntas e respostas da DGRHE sobre redução na componente não lectiva para avaliadores

“No despacho nº 19117 refere que para efeitos de avaliação de desempenho do pessoal docente cada avaliador terá uma 1h semanal para avaliação de cada 4 avaliados. Se um avaliador tiver  5 avaliados  terá direito a 2h semanais ou essas 2 h serão apenas concedidas com 8 avaliados?

horas para a avaliação do pessoal docente

by b dgrhe – Sexta, 26 Setembro 2008, 12:17

A partir de quatro docentes para avaliar, o avaliador terá mais tempo de redução para os avaliar. Assim se tiver 5 docentes para avaliar, terá 2 horas de redução para o desempenho de tais funções. “

Isto significa que o avaliador com 4 ou menos docentes para avaliar, terá direito a 1 hora semanal para avaliar; o avaliador com 5 a 8 docentes para avaliar terá 2 horas; com 9 ou 10 docentes terá 3 horas de redução para o desempenho das funções de avaliador. Como é óbvio, a redução nos 2º e 3º CEB e Ensino Secundário será feita na componente não lectiva. No caso das educadoras e professoras do 1º CEB, o avaliador por ficar sem turma atribuída.

In Profavaliação


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A Crise mal começou…

Secretário norte-americano do Tesouro fala em “progressos importantes” rumo a acordo no Congresso

In Público

Apesar de toda a tagarelice e pronunciamentos de juramentos  sobre a Bíblia dos “peritos,” o nosso sistema financeiro da “casa-das-cartas” não é fundamentalmente sadio. Espera-se índices como o Dow cair mesmo muito mais baixo quando a caixa de Pandora dos derivados for  aberta inteiramente. Acredite-se ou não, o Dow ainda não chegou aos seus picos absolutos, com muito mais para cair. A depressão está ainda nas suas fases iniciais. Nós estamos olhando o quadrillion $1 de débito não regulado, e muito dele em risco. (E nós pensavamos que $1 trillion eram muito.) Estas são literalmente somas inconcebíveis. Contando um dolar por segundo , levaria 32 milhões de anos à contagem de um quadrillion.

Tal como Bush afirmou, primeiro rezou a Jesus para regular os mercados e depois de avisado por especialistas deu-se conta que o baralho de cartas era maior, e que bastou uma cair para cair todos o baralho!!!!!!! Globalização dos interesses da elite. AGora é o Governo Britânico que Nacionaliza as dívidas de um Banco…os contribuintes que paguem as dívidas e os lucros destes senhores da elite capitalista.

Não podemos negar a capacidade de Bush em perceber estes problemas económicos pois tem um MBA tal como o nosso primeiro.


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STOP

Basta

Não voto PS nem PSD

Recebi do amigo “Protesto Gráfico” (a quem agradeço a simpatia e a qualidade do trabalho) esta imagem acompanhada pelo seguinte mail.

“Confesso que fui um dos que contribuiu para eleger o engenheiro Socrates como primeiro ministro. Pelo facto peço encarecidamente desculpa a todos os portugueses… É evidente que não tenciono repetir o erro. No entanto espanta-me a existência daqueles indivíduos que, com memória extremamente curta, se esquecem do mal que os desgovernantes oriundos do PS e PSD tem feito aos portugueses nestas últimas duas décadas; a sua arrogância, a sua completa displicência em dispôr do erário público para realizar investimentos elefantinos, o compadrio com os grandes interesses económicos, a imoralidade e falta de integridade, as políticas desastrosas ou, no mínimo, ineficazes… no fundo, e para resumir, a total falta de craveira governativa, sentido de estado e estatura moral. Este sistema perpetua-se a si mesmo com a alternância entre os dois partidos principais que se transformaram em agências de defesa dos interesses dos seus correligionários.
MERECEMOS MELHOR
Circula por aí uma campanha que diz: “Sou professor e não voto PS”. Eu pretendo mais… Digo. “Sou professor e não voto PS nem PSD”. E nos outros, logo se verá…”

Eu acrescentaria também o CDS que se tem amantizado com um ou com o outro só para se ir aproveitando das mordomias do poder.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17


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A dramática falência de um modelo

Tudo indica que o modelo económico vigente está em fim de ciclo. Não será o capitalismo que se extingue. Mas também não será a “renovação” do capitalismo como o pretendem alguns preopinantes. De um e de outro lado (à Esquerda e à Direita) toma-se como evidência o que é, somente, desejo. A necessidade de se reformular, com urgência, as grandes categorias económicas nasceu da crise financeira nos Estados Unidos.

“Há a consciência de que algo está a acabar. O dilema reside em não sabermos o que se segue.” George Soros

Tudo indica que o modelo económico vigente está em fim de ciclo. Não será o capitalismo que se extingue. Mas também não será a “renovação” do capitalismo como o pretendem alguns preopinantes. De um e de outro lado (à Esquerda e à Direita) toma-se como evidência o que é, somente, desejo. A necessidade de se reformular, com urgência, as grandes categorias económicas nasceu da crise financeira nos Estados Unidos. O que era ardorosamente defendido como os “prestígios do mercado”, caiu com o fragor de todas as fragilidades. E a Administração Bush, além de não punir, com processos de fraude, os “gestores” que, entre si, procederam à distribuição de bónus, já com a tempestade em movimento, procedeu a métodos estatizantes para remendar os buracos.

Não existem separações de poder, como pretendem os arautos do neoliberalismo. Há um grupo, fortíssimo, que dirige o mundo, com asseclas a soldo, estipendiados nos jornais, nas rádios e nas televisões, que mantêm as aparências. A economia domina a política. E os políticos servem-se das suas funções para, mais tarde, auferir das prebendas, ocupar lugares nas administrações, receber o pagamento da indignidade. Os exemplos são tão recentes e estão tão vivos na nossa memória que escuso de os referir.

Na tentativa de se justificar as origens da crise, foi dito que a pressão exercida sobre os pobres “gestores” era a principal responsável. A explicação, por absurda, é ridícula. A fórmula de capitalização está totalmente errada. O tornado que varreu a indústria imobiliária norte-americana reflectiu esse aspecto do “consumismo” que conduz ao crédito sem regulação nem regulamentação. Como acentuou Carmichael Wilson, em “The New York Times”, parece que “há uma América de costas voltadas para a realidade, e com desprezo pela outra América.” A cultura do ter acaba com a consciência do ser. O individualismo mais desapiedado tomou conta de nós. Mas o individualismo volta-se, sempre, mais tarde ou mais cedo, contra o indivíduo.

Não creio que começou o degelo, na afirmação de José Vidal-Beneyto, um dos mais importantes analistas do diário espanhol “El Pais.” O capitalismo, historicamente, conseguiu ressarcir-se dos traumas, das tempestades, e o seu fim foi, amiúde, anunciado. Enquanto existiu, a União Soviética travou o desenvolvimento atrabiliário de um sistema cuja natureza é predadora. Não estou a dizer nada de novo. Estou, apenas, a repetir o que se não diz por falta de honestidade intelectual.

Os acontecimentos das últimas semanas permitem concluir que o neoliberalismo provocou uma onda de miséria sem precedentes. Um desses preopinantes proclamou, sem pudor e sem escrúpulo, que a nova ordem económica planetária havia possibilitado uma mais justa distribuição da riqueza, e que o mundo estava muito melhor. A afirmação não envergonha o seu autor, porque, pelos vistos, o seu autor não tem vergonha nenhuma. O fosso entre pobres e ricos aprofundou-se abissalmente. Um homem como George Soros, empresário, financeiro, multimilionário, já advertiu que se aproxima o apocalipse. As manipulações de números, as mentiras que têm sido impostas como verdade irretorquíveis, a desenfreada ganância do “mercado” está a pôr em causa o necessário equilíbrio económico mundial. “Isto mete medo! Se não se puser mão nisto, o apocalipse será inevitável e trágico!”

Escreve, em “El Pais”, José Vidal-Beneyto: “Os caudais de dinheiro fácil, consequência do domínio financeiro sobre a vida económica, vieram acompanhados da provocadora exibição do luxo mais agressivo, que encontrou, numa pueril competição, ‘quem, entre nós, tem o iate maior e mais luxuoso do que o outro’, a sua expressão mais ofensiva. Quando grande parte da população dos países em desenvolvimento, procura sobreviver com um ou dois dólares diários, e necessita de quatro ou cinco horas para obter a sua ração quotidiana de água, os nossos exultantes multimilionários desafiam-se a golpes de palácios flutuantes.”

E Vidal-Beneyto continua a enumeração da sórdida disputa: “O emir do Dubai possui um barco de 160 metros, piscinas, sala de squash, ginásio, helicóptero e submarino de bolso. Os super ricos russos Andrei Melnichenko, de 36 anos, com o seu superiate de 165 metros, e Roman Abramovich, de 41 anos, que se diverte com a propriedade do Chelsea (…) está a construir um iate de 170 metros, o Eclipse, com cristais antibalas, detecção de mísseis, duas pistas de helicóptero, três piscinas, cristais de Baccarat…”

É impossível a “humanização” do capitalismo. A busca de soluções para a crise passa pela tentativa de impor o “rosto humano” a um sistema que o ignora. As últimas declarações do presidente Sarkozy, o ar exaltado com que as fez, não podem deixar de nos preocupar.

Que se seguirá?

Baptista Bastos in Jornal de Negócios


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Gasta-se em Magalhães, desinveste-se na escola

No país dos 500 000 magalhães

Escola Básica pede donativos aos pais
Numa circular, a coordenadora da Escola Básica 1 nº4 de Olhão, pede aos pais e encarregados de educação “donativos em dinheiro, que ficará ao critério de cada um, ou então géneros”. Papel higiénico, detergentes, panos, esfregões, vassouras, esfregonas, baldes, sacos de lixo, clips, agrafos, pioneses e tonner de impressora fazem parte da longa lista entregue, que nem esquece o pedido de ajuda para pagar “a conta do telefone”.

“É uma vergonha, quando sabem que a maioria dos pais é gente pobre”, queixa-se a mãe de uma das alunas. Maria da Luz denuncia o “grave abandono do estabelecimento de ensino, da responsabilidade da Câmara de Olhão, que se limita a enviar 300 euros, de três em três meses, quantia que não permite o normal funcionamento”.

A escola não tem refeitório, o que obriga os alunos a terem de ir comer, acompanhados por uma auxiliar, à escola secundária, situada a 500 metros. “Os miúdos são obrigados a atravessar a perigosa Estrada Nacional 125 e, quando chove, porque a edilidade recusa um autocarro, ficam sem comer, ou apanham uma molha”, diz Maria da Luz, que se queixa ainda “do tecto danificado, que leva a que chova nas salas de aula”.

Os pais vão reunir e, se nada for feito, “fecharemos a escola a cadeado”, garante Maria da Luz.

Francisco Leal, presidente da Câmara Municipal de Olhão, mostrou estranheza por estas queixas.

“A Junta de Freguesia tem a responsabilidade de apetrechar as escolas básicas e ninguém me falou em falta de material ou de um autocarro”, garante o autarca, que lembra os seis milhões de euros que a autarquia tem disponíveis para o apetrechamento das escolas. “Realizámos, recentemente, um forte investimento na escola do Largo da Feira e a EB 1 nº4 vai ter um refeitório e uma sala de apoio, já adjudicados”, garante. A utilização do refeitório e de uma sala de apoio alugada são “uma situação provisória”.

in CM

posted by Francisco Trindade @ ANOVIS ANOPHELIS


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VAMOS PAGAR MUITO CARO!

VAMOS PAGAR MUITO CARO!

Não somos nós e só nós os Professores a denunciar esta política errada ao nível da Educação. São os investigadores a dizer que esta política vai contra os princípios da Cidadania, da participação democrática nas Instituições. No caso da Educação, o novo Modelo de Gestão e a Avaliação dos Professores são aberrações legislativas que se vão pagar muito caro.

Veja-se o que dizem os Investigadores:Ritual de distribuição de diplomas é do século XIX

“Revela uma orientação de política do Governo, contrária ao ideário socialista, de onde emerge o Governo.”

“O ritual de distribuição de diplomas é do século XIX, das escolas republicanas do século XIX. Um momento solene empertigado com a presença das autoridades sociais, significando o término de um ciclo com êxito. Um ritual apropriado pela cultura anglo-saxónica, pelos Estados Unidos da América, sendo que Portugal foi apropriar-se desse antigo ritual e pretende aplicá-lo a jovens do século XXI.”

“Tratam-se de rituais antiquados o que prova a falta de originalidade das políticas em curso.”

“A distribuição de dinheiro aos alunos que se distinguiram, é coisa que os republicanos não ousariam. Nunca comprariam os alunos com prémios. Isso é contemporâneo e pertence a uma visão mercantilista e empresarial da escola, em que os prémios correspondem aos prémios de produção, atribuídos aos trabalhadores.”

“Não se compagina com os valores culturais e de desenvolvimento humano e social e de política de cidadania da escola. Estes gestos, que podem vir a ser acolhidos por alguns, farão rebentar estas contradições e esta forma pouco coerente de conceber a educação dos portugueses. É que os prémios prendem-se com outras artimanhas de gestão do sistema, como os sociólogos do governo sabem bem. Premeiam os alunos do secundário que não precisam de dinheiro. Aguarde-se e confirmar-se-á como o feitiço se virará contra o feiticeiro.”

“Aliás, esta contradição aplica-se a outras áreas na Educação, como com a profissão docente, em que o controlo extensivo do trabalho dos professores acentuará a proletarização da função docente, numa altura em que devíamos construir a profissionalidade docente. Estas medidas de hipercontrolo dos professores geram uma depreciação do Estatuto e dos efeitos que deveria proporcionar (autonomia, autoridade e reconhecimento).”

“Este tipo de avaliação de desempenho tem uma lógica de vigilância. Para ser barato entregou-se aos professores todo o processo burocrático, o que vai provocar tensões internas desagregando a profissão.”

“A sobrevivência deste grupo profissional, levará, no entanto, à destruição do que este Governo está, erradamente, a querer construir. No plano histórico-cultural esta política não vai resultar.” / S.N

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Rui Trindade

Docente da Faculdade de Psicologia
e Ciências de Educação da Universidade do Porto


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F. Louçã analisa crise financeira | 2ª parte

Francisco Louçã responde a perguntas do economista Nuno Teles sobre a crise financeira e os seus reflexos. A entrevista, realizada em 14 de Julho de 2008, está dividida em quatro vídeos. Neste segundo vídeo são abordadas as repercussões e respostas à crise financeira internacional, nomeadamente na Europa.

Publicado por lleiria


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Debate morno ou ambos semelhantes em quase tudo?

EUA: O ambiente era explosivo mas o primeiro debate presidencial foi tépido

Uma Verdade que não tem sido revelada, Os principais consultores de Obama na sua Campanha eram gerentes de Bancos Falidos…

In Público

Você não pode balançar um gato no QG de Obama sem bater num subprime, executivo ou proprietário falhado da hipoteca do banco falido. O assessor económico Franklin Raines de Obama, foi ateado fogo como o CEO de FNMA após escandalosamente ter falsificado resultados para obter bônus da gerência. Jim Johnson, que conduz o comité de selecção de VP de Obama , era igualmente um graduado do escritório dismally falhado do CEO de FNMA. Você não pode ter sido introduzido contudo a um outro banqueiro falhado subprime que assombra o QG da campanha de Obama. Na cadeira da finança de Obama  e proprietário anterior do banco superior falhado da moeda de um centavo Pritzker de Chicago. Seu banco foi fechado entre a desaprovação áspera da promoção de hipotecas do subprime por Pritzker. Massivas multas foram cobradas.

Raines, Johnson, Jamie Gorelick, Pritzker, Bill Clinton, Chris Dodd, Barney Frank, Obama’s colegas, e Obama – o número 2 receptor de donativos políticos desde do golpe FNMA, são os responsáveis pelas quais as hipotecas escritas ou empacotadas por FNMA, e outros bancos não executam, e por que você está prestes a comprá-los por US $ 1 trilhão! Esta carga enorme de  hipotecas, encorajadas pelo entusiasmo pela quadrilha de Obamasite, são a razão para a actual crise do sector bancário, que Obama acusa  sobre McCain na falta de regulamentação dos bancos.

Inforwars

Qual a escolha se ambos estão metidos na fossa? Divergem em algo, mas são semelhantes, defendem o mesmo, a Elite que governa a América.