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De acordo com Vieira da Silva – Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social – “as previsões da taxa de desemprego são sempre aleatórias”





o Zandinga

Depois de o governo nos vir dizer aquilo que já sabíamos, que isto vai mal, que a conversa da crise é para continuar e que vêm aí mais contas para pagarmos, veio a vidente, o adivinho, o bruxo, o Zandinga da economia, o Luís Delgado de Belém, aquele que nunca se engana e raramente tem dúvidas, dizer-nos “Eu bem avisei”, como se esta politica económica não seja o resultado daquela que defende, que ensinava na Universidade, aplicou quando foi governo. Eu, que não sou nem Doutor nem Engenheiro, também já o podia dizer. A diferença está em que ele, a sumidade, acredita que um pouco mais de pobreza resolve a situação e eu que só com uma mudança radical poderá evitar o fim anunciado. É talvez por isso que vem pedir uma especial atenção para os mais pobres, que podem ter fome, mas que não devemos deixar morrer e eu sobre os filhos da puta que não podem continuar a saquear impunemente tudo e todos.


Fátima Fado Futebol

Há poucos dias cantou-se o fado na Torre de Belém num “remake” da Marisa, hoje Fátima voltou em força e o futebol vem aí já em Junho com o Europeu. Tudo está bem, tudo está calmo neste jardim à beira-mar plantado.

In “Wehavethekaosinthegarden

Bom dia:


Vamos fazer a diferença!

Isto tem que começar por algum lado!

Vamos passar a palavra e não ser indiferentes, temos que fazer com que as coisas mudem!

A subida vertiginosa do preços dos combustíveis tem que parar e temos que fazer com que baixem!

Para tal vamos combinar três dias nacionais seguidos de
 
Não Abastecimento BP, GALP, 

REPSOL!
 
  • Esses dias serão o 1 -2 -3 de Junho
    
  • que vem!

VAMOS FAZER A DIFERENÇA!

Nesses dias abasteçam em outros postos de combustíveis tais como a Esso, Total, Continente (antigo Carrefour), Intermarché, Jumbo e Eleclerc!

Juntos teremos força para baixar os lucros destes gigantes!

Agora é só passar a palavra com urgência!

Estou farto de ser levado na hora de pagar!

CHEGA!

SEJAMOS UNIDOS PORTUGUESES E TODOS OS QUE TENTAM SOBREVIVER EM PORTUGAL!

NÃO ESQUEÇAM 1 - 2 - 3 de JUNHO que vem Não Abasteçam na BP, GALP e REPSOL!

FORÇA PORTUGAL!


Com os melhores cumprimentos

Romeu Torres


Reenvia

Manifestação espontânea contra os aumentos de combustíveis

OS AUMENTOS SUCESSIVOS DE COMBUSTÍVEIS SÃO UM ABUSO QUE NÃO PODEMOS CONTINUAR A ACEITAR!

1. Quando o Governo de Durão Barroso liberalizou os preços de combustíveis, sabia perfeitamente que não iria haver concorrência entre as gasolineiras. Foi uma forma de se desculpabilizar e transferir responsabilidades, aproveitando os aumentos para fazer encaixes significativos de impostos.

2. O Governo de Sócrates não se pronuncia sobre o assunto, porque sabe que quanto mais aumentarem os combustíveis mais o ministério das finanças recebe.

3. As gasolineiras actuam em cartel. Não há concorrência. Se houvesse concorrência as empresas espanholas que actuam em Portugal (Repsol e Cepsa), e que em Badajoz praticam um preço e em Elvas outro preço consideravelmente superior, não actuariam desta forma. Claro que estas empresas não iriam perder a oportunidade de facturar mais uns milhões à custa da passividade dos portugueses.

4. Os aumentos dos preços de combustíveis arrastam os preços de todos os outros bens essenciais. Os alimentos aumentam de forma preocupante.

Não vamos tolerar mais esta situação.

Vamos exigir ao Governo que volte a controlar os aumentos de combustíveis.

No próximo Domingo, dia 18 de Maio, às 15:00h, vamos ser 1.000.000 de pessoas em Lisboa (Rossio).

Revolta-te! Não fiques em casa.

Por favor passa esta mensagem ao maior n.º de pessoas possível.

Se possível, passa a mensagem também por sms.



Em poucos minutos o noticiário da TV mostrou dois grandes monstros do moderno socialismo nacional. Primeiro foi o Sr. Ministro das Finanças, a explicar porque não podem descer os impostos sobre o petróleo, num contexto de subida de preço dos combustíveis e de uma anormalmente elevada incidência fiscal sobre estes produtos. Recomendando uma coisa prática, fácil para qualquer família nacional: a poupança e a utilização de energias alternativas. Já o Sr. Governador do Banco de Portugal veio garantir que o país não tem “margem” para descer impostos ou aumentar o investimento público, mesmo num contexto de recessão económica. Já há alguns anos que vai dizendo a mesma coisa, com zelo e dedicação à sua causa.

In Almareios

por estas e por outras…enviem esta informação por e-mail a amigos e conhecidos… protestem de forma a que lhes doa (nos bolsos, claro…)! deu-se início a uma greve do consumo de produtos petrolíferos, hoje a partir das zero horas, contra a cartelização implícita ou explícita dos preços da gasolina e gasóleo… não comprem nas bombas da GALP e enviem esta informação por e-mail a amigos e conhecidos… protestem de forma a que lhes doa (nos bolsos, claro…)!
A cadeia de supermercados Intermarché baixou os preços da gasolina e do gasóleo em 12 cêntimos, mais uma razão para não os comprar nas bombas da GALP. Se as bombas dos supermercados Intermarché podem baixar os outros também devem poder… Os carteis lixam-nos… lixemos os carteis!

Discussão, comentários e elo para enviar por e-mail aqui. Os blogs que apoiam este movimento: aqui e aqui e aqui.
“Segundo o presidente da ANAREC, Augusto Cymbron, hoje às 00h00, o preço do gasóleo passará dos actuais €1,339 para os €1,369 e a gasolina sem chumbo 95 passa dos €1,449, para os €1,479. O responsável considera assim “escandaloso” que as gasolineiras insistam em aumentar o preço dos combustíveis, numa “especulação pura” do mercado, remetendo para o lucro reportado no primeiro trimestre pelas principais empresas do sector.”


Sábado, 17 de Maio de 2008

catarse

Apesar de não nos faltarem motivos de distracção a verdade é que os tempos são de crise. Poderemos estar a escolher o televisor de alta definição para ver o Europeu, os deputados poderão estar mais empenhados em vitoriar Pinto da Costa no parlamento ou a divertir-se com o tempo que ele demora no wc, o cigarrinho clandestino do Sócrates pode ser um excelente motivo para discutirmos a governação, mas a verdade é que há muitos portugueses que estão a passar um mau bocado, muitos outros irão engrossar as estatísticas da pobreza e há uma grande probabilidade de a situação se agravar para muitos, a verdade é que a fome pode estar quase a bater à porta de muita gente.

A crise pode ser uma excelente oportunidade para alguns partidos se regozijarem com a oportunidade de obter ganhos eleitorais, alguns há meses que não escondem o “secreto” desejo de o calendário da crise se ajustar ao calendário eleitora. Para os mais ricos será uma excelente oportunidade de fazerem chantagem sobre os trabalhadores, exigindo mais medidas que favoreçam uma redistribuição de rendimentos que lhes assegure ainda mais riqueza, com a promessa de que em troca de baixos salários e da desregulamentação do mercado de trabalho criarão mais emprego. Mas a verdade é que a crise pode estar aí.

Já aqui se defendeu a necessidade de enfrentar a situação, propôs-se mesmo que eventuais “folgas” orçamentais fossem usadas para combater a pobreza, melhorando os subsídios destinados à sustentação dos rendimentos dos mais pobres. Esta crise tende a penalizar os mais pobres, a conjugação de uma alta taxa de inflação, com o aumento dos preços e da escassez de produtos alimentares, o desemprego crescente e a desvalorização constante do factor trabalho são os ingredientes de um cocktail socialmente perigoso. O próprio Cavaco Silva, homem que enquanto primeiro-ministro nos habituou ao desprezo pelas questões sociais, veio alertar para a necessidade de acorrer aos mais pobres.

É tempo de governo, partidos e todos os que gerem o poder político e económico deste país enfrentarem a realidade da crise, de perceberem que acima dos ganhos eleitorais, dos vencimentos dos administradores ou das cotações do PSI20 está um país que não consegue sair da crise, um país onde a pobreza se multiplica absorvendo já algumas das franjas da classe média.

São necessárias medidas políticas, mas também o empenho colectivo pois o jogo que o país disputa é bem mais importante do que o Euro 2008. Responder à crise é uma responsabilidade colectiva, se não o fizerem enquanto é tempo é bem provável que tenham de fazer para enfrentar uma situação bem mais difícil, nessa altura de pouco servirão os cargos políticos, os carros de luxo ou as vivendas à beira-mar. O empobrecimento dos portugueses está a ir longe demais, os sinais que nos chegam são suficientes para acender a luz vermelha pois a paciência dos marginalizados não é tão grande como muitos julgam.

In “O Jumento”

Calvinistas


 Calvinismo

«Eu vi coisas extraordinárias em Portugal, gente que me recomendava quase que eu me internasse para tratar do problema do tabagismo. Acho que com franqueza o nosso país não é adepto desses comportamentos de calvinismo moral tão radical e de uma espécie de vigilantes políticos que para atacar outro político recorrem a tudo».
José Sócrates, Venezuela. 15.05.2008

Ora aqui estamos nós de acordo, Sr. Engenheiro. Eu realmente não sou adepto de falsos moralismos, hipócritas provincianismos e do nacional “bufarismo” mas, tenho algumas dúvidas em imaginar que pense o mesmo, quem tem defendido com tamanha convicção a prática da ASAE. Custa a acreditar que pense assim quem aceita, fomenta e premeia o delator, o“chibo”, o “bufo”, como o caso da “hipopódroma” DREN parece confirmar. O clima de medo e de terror que a ASAE cria em uns mostra-se também no calar, no sentimento de desconforto e receio que existe nos locais de trabalho. Quem é tão arrogantemente nos impõe esse radical calvinismo moral, não pode esperar que o ASAEismo popular de costumes e o “bufarismo” não o atinjam a si. É bem feito e mais que justo.

In “Wehavethekaosinthegarden”


[cartoons do Courrier International]

MANIFESTAÇÃO REGIONAL - PROTESTO NACIONAL

Évora, 15h, Praça do Giraldo
Faro, 15h, Escola Secundária João de Deus(cancelado)
Lisboa, 15h, Alto do Parque Eduardo VII
Coimbra, 15h, Praça da República
Porto,
15h, Praça D.João I

In “Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores

Por email recebi a seguinte informação:

Caro Colega,

Como será, certamente, do seu conhecimento, a próxima jornada de luta está marcada para dia 17 de Maio, sábado, no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Faro.

Tendo, no entanto, em conta a escassa participação dos professores na última jornada do dia 5 na Zona Sul foi decidido, após consulta aos vários sindicatos da Plataforma Sindical com representação no Algarve, anular a jornada de Faro e canalizar todo o esforço para que a Manifestação em Évora possa ser significativa.

Nesse sentido, deverá contactar, até 5ª Feira, dia 15, o SPZS, para organização dos transportes, para a Concentração em Évora.

Colega,

Se houve posição que recolheu unanimidade em todas as escolas no Dia D, foi a da manutenção das jornadas de luta. Motivos para as manter também não faltam.

Mas os factos falam por si e nesta situação é, no mínimo indispensável preservar, junto da opinião pública, a dimensão da luta dos professores.

Faro, 12 de Maio de 2008

A Plataforma Sindical de Professores - Faro

Tenho andado meio desinspirado, são fases. Fases em que não me apetece escrever. Ou os motivos pelo qual escrevo são sempre os mesmos. Esgoto-os e esgoto-me… Deixo-vos hoje umas frases que transcrevi do editorial de Manuel Carvalho no Público de ontem, domingo, que me chamaram a atenção e que são infelizmente um bom retrato desse espectro bem real e crescente que é a pobreza que grassa por este país fora. Para quem não leu, (e vale a pena ler), aqui fica o que considerei essencial:

«Para as famílias que subsistem com o salário mínimo, ter de gastar mais 800 euros por ano marca a diferença entre uma vida digna e a necessidade da assistência social que tanto se esforçam para recusar»

«O Governo não quer ver, não quer ouvir nada sobre a vaga de pobreza envergonhada que grassa um pouco por todo o país…»

«Há meses que o agravamento das taxas de juro e a subida dos preços dos combustíveis degradam os fracos índices de conforto de milhares de pessoas. Há meses que os sinais de retracção no consumo de queijo, de gasolina ou de carnes vermelhas nos ajudam a perceber que uma silenciosa maré de desespero se abate sobre inúmeros lares país fora.»

«… as manifestações da pobreza deixaram de ser exclusivas das famílias desagregadas ou excluídas para se entranharem no quotidiano das classes médias baixas. Se nos primeiros casos a visibilidade do problema se media nos índices de procura dos serviços e bens distribuídos pelas associações de solidariedade social ou nas inscrições no Rendimento Social de Inserção, a nova vaga de pobreza persiste em esconder-se na dignidade conquistada nos anos de maior prosperidade. São pessoas que aproveitaram a era do dinheiro barato para comprarem casa ou um automóvel usado, que tudo fizeram e tanto lutaram para ascender na vida social e que agora assistem a uma degradação brutal das suas condições de vida.»

«Um dia, porém a situação emergirá em toda a sua crueza… Muitos engrossarão o caudal da exclusão, com tudo o que isso implica em termos de equilíbrio social. Outros, talvez a maioria até, sofrerão as novas agruras do quotidiano. Todos porém alimentarão o rancor e o ressentimento contra um país que inevitavelmente vão considerar falhado…»

“Nunca pensei que um dia estaria aqui” à espera de um saco de legumes. (desabafo de uma mulher, numa fila de destribuição de alimentos em Rio de Mouro, Sintra, a uma jornalista do Público numa reportagem também desta edição do jornal).

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